MENSAGEM DE CASAMENTO

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MENSAGEM – CASAMENTO
PALAVRAS INTRODUTÓRIAS:
Estamos aqui reunidos na presença do Deus Todo-Poderoso e destas testemunhas para solenizar em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o casamento entre Joel Augusto Sampaio Neto e Ariana Costa Carvalho que por livre e espontânea vontade desejam estabelecer.
O casamento é um dom divino (conforme o santo apóstolo escreveu em 1 Coríntios 7.7), santificado pela presença de Cristo Jesus. A Bíblia afirma que o casamento é digno de honra e o consagra como símbolo da união mística entre Cristo e sua Igreja. A natureza desta união foi instituída por Deus com o primeiro casal humano, Adão e Eva, lá no jardim do Éden; com o grande e principal propósito de glorificar a Deus, acima de todas as coisas, por intermédio de expressões de amor e companheirismo mútuo entre os cônjuges: não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda.
Desde então os seres humanos o têm praticado, e, para dar-lhe consistência, o têm legalizado. O casamento foi ordenado para dar continuidade à sagrada instituição da família, e para que os filhos, que são herança do Senhor, sejam criados em piedade e retidão. O casamento também contribui, para o bem-estar da sociedade e para transmitir, pela boa ordem das famílias, a pureza, a santidade e a verdade, de geração em geração.
Para a alegria de todos nós, Joel Augusto Sampaio Netoe Ariana Costa Carvalho decidiram abraçar este estado honroso.
Tema: O amor conjugal alcança sua maturidade numa relação de durabilidade e compromisso
Texto: Cantares 8.6-7
6 Ponha-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço; pois o amor é tão forte quanto a morte e o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor. 7 Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem leva-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.
A NATUREZA PARADOXAL DO TEMPO
Acredito, sem medo de errar, que a vontade do Deus Criador ao instituir o casamento é fazê-lo durar ao longo do tempo. A durabilidade nas relações conjugais é um imperativo divino para homens e mulheres que desejam desfrutar do casamento na ótica divina. Somente quando construímos relações duráveis podemos vivenciar a verdadeira intimidade com nosso cônjuge.
Todavia, penso que o tempo possui uma natureza um pouco paradoxal. O tempo tem a capacidade de ser uma benção ou uma maldição; tem o poder de solidificar uma relação (crescimento do amor, cumplicidade, entrosamento) ou de corroer os laços matrimoniais (defeitos, manias, vícios, limitações e pecados).
Por exemplo, é com o tempo que as mulheres passam a descobrir que o marido tem a mania de deixar a toalha molhada em cima da cama, de pendurar roupas suadas sobre os móveis, de sujar a tampa do vaso sanitário de xixi, de deixar os sapatos espalhados pela casa, de conversar ou roncar enquanto dorme. Os homens, por sua vez, descobrem com o tempo que a esposa não cozinha tão bem como ele imaginava, que quando ela pergunta se está feia ou gorda, na verdade ela não quer ouvir a verdade, que quando ela diz que vai comprar um sapato, na verdade ela não quer comprar só o sapato, mas também um cinto e uma bolsa que combine com o sapato.
E, à medida que o tempo passa, esses desencontros tem o poder de gerar decepções, raivas, irritações e, paulatinamente, vai tornando o casamento um terreno árido e sem vida.
Por isso, a sabedoria bíblica nos ensina que a única forma dos casais romperem com os desafios e o poder corrosivo do tempo é fundamentarem a relação conjugal sobre a base da aliança.
Mas o que seria aliança? Faço aqui menção das sábias palavras do Pastor Ricardo Agreste, o qual, em seu livro “Feitos para durar”, sintetiza: “Aliança é o acordo estabelecido entre duas pessoas de buscarem, ao longo da vida, a felicidade do outro. É o compromisso de permanecerem juntas dedicando-se uma à outra, mesmo quando o sentimento se mostrar instável. É a determinação de viver uma relação onde as virtudes do outro são celebradas e suas limitações são acolhidas.
Assim, as palavras em Cantares apontam para esse importante compromisso de construirmos nossos casamentos sobre a base da aliança:
i. Construímos nossos casamentos sobre a base da aliança, quando entendemos que o amor conjugal é uma decisão que não tem volta
O texto sagrado descreve a aliança como sendo “Coloque-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço; pois o amor é tão forte quanto a morte...” (8.6).
Aqui o autor utiliza duas imagens para representar a ideia de que a aliança conjugal representa uma decisão que não tem volta.
A primeira imagem “seloחוֹתָם (ḥôtām): “selo, sinete, anel-selo”, objeto que era “usado para autenticação de documentos ou posses” (Comentário Latino Americano). Uma vez que o documento fosse selado, este tornava-se irrevogável e inviolável. A noiva deseja ser selada no coração e no braço. Selo no coração aponta para uma decisão íntima e subjetiva; já selo no braço aponta para uma decisão pública e objetiva.
A segunda imagem “morte”. Podemos ficar surpreso com essa comparação, mas quando refletimos sobre a ideia da morte, podemos chegar a seguinte conclusão: a morte nos causa grande impacto por justamente ser uma realidade que não tem mais volta.
As duas imagens apontam para a mesma realidade: a aliança conjugal é uma decisão que não tem volta. Em outras palavras, uma decisão irretratável de vier por muitos dias com a pessoa amada; um compromisso de continuar casado e investindo no casamento até que a morte os separe.
Uma das músicas de Roberto Carlosdiz: “Eu sei que vou te amar, por toda a minha eu vou te amar... e cada verso meu será para te dizer que eu seu que vou te amar, por toda a minha vida.
ii. Construímos nossos casamentos sobre a base da aliança, quando entendemos que o amor conjugal é uma decisão que independe das circunstâncias
Quando o autor de Cantares escreve: “Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem leva-lo na correnteza...” (8.7)
Nessa passagem o poeta bíblico utiliza duas imagens para ilustrar a vida conjugal: águas e rios. Para os povos da antiguidade “… grandes massas de água como lagos e oceanos representavam o caos”. (Brian LePort, “Water”, ed. John D. Barry, Dicionário Bíblico Lexham (Bellingham, WA: Lexham Press, 2020).”
Essas duas imagens “águas” e “rios” fazem lembrar dois dos grandes desafios que o povo de Deus havia enfrentado no passado: as águas do mar Vermelho e o rio Jordão.
Com isso, o autor bíblico deseja ensinar que, assim como a jornada do povo de Deus no passado, havia lidado com obstáculos, crises, dissabores, vicissitudes assim também os noivos devem, ao longo da jornada conjugal, esperar estações invernais em suas vidas. A vida de casal nos apresenta desafios dos quais ainda não estamos preparados para enfrentá-los: filhos precisarão ser criados, educados, amados, disciplinados; desafios financeiros, um desemprego, orçamento curto, boletos que precisarão ser pagos, desentendimentos sobre quanto gastar, como gastar e em quê gastar; enfermidades; problemas familiares: pais e sogros que, ao chegar à velhice, precisarão ser cuidados e etc.
A vida de casal nos apresenta desafios dos quais ainda não estamos preparados para enfrentá-los, contudo, quando o relacionamento conjugal está fundamentado na aliança bíblica, a qual faz do Senhor o centro do novo relacionamento:
7Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem leva-lo na correnteza...” (8.7)
O profeta Isaías, escrevendo anos mais tarde desse livro de Cantares, e usando as mesmas imagens “águas” e “rios” diz: “... Não tema... (palavra que aparece cerca de 439 vezes em Todo Antigo Testamento)
Quando você atravessar as águas, eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão... Pois eu sou o Senhor, o seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador...” (Isaías 43.1-3).
iii. Construímos nossos casamentos sobre a base da aliança, quando entendemos que o amor conjugal é uma decisão que exige fidelidade exclusiva
O autor sagrado nos informa: “... Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.” (8.7).
O livro de Cantares celebra o amor entre um casal de camponeses. O marido dessa mulher é um homem muito simples, pobre e sem recursos. Por outro lado, a poesia (6.10-13) indica que quem atrai essa mulher para o seu palácio e procura conquistar o seu coração é o rei Salomão. O rei Salomão é o homem mais influente, importante e rico daquele período. O rei Salomão vestia as roupas mais caras, frequentava os lugares mais sofisticados, viajava com as carruagens mais tecnológicas daquela época. Quem poderia concorrer com um homem assim?
E esse é o lado mais desumado dos amantes. Porque é quase impossível para homens e mulheres comuns, competirem com amantes.
Mulher comum tem que trabalhar, cuidar de filhos, lavar as louças, limpar fogão, lavar e passar roupas; mulher comum fica estressada, com cabelo e unhas a fazer, com cheiro de cebola. Amante não. A amante sai do trabalho, vai pra casa toma um banho, arruma o cabelo, maquiagem, perfume, roupa sexy e vai te encontrar novinha em folha. Quem pode competir com uma mulher dessas?
Homem comum tem que trabalhar árduo para suprir as despesas da casa, às vezes até mesmo que fazer hora extra para equilibrar os boletos. O coitado chega em casa e a mulher despara: “O gás acabou!”, “O menino jogando bola dentro de casa atingiu a televisão, a imagem tá toda verde”, “O motor da geladeira parou, o técnico cobrou R$ 700,00”, “Minha mãe vem dormir esse final de semana com a gente”. Amante não. Amante não tem conta para pagar, por isso sobra dinheiro para ele comprar flores e te levar pra jantar. Quem pode competir com um homem desses?
A verdade é que se depender do poder de sedução dos amantes nenhum dos nossos casamentos ficarão de pé. Só existe uma forma de um casal romper com o poder de sedução dos amantes: a aliança conjugal em Cristo Jesus.
Por essa razão a noiva destaca:
7 .... Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.
Este poema celebra amor puro que resiste a todas as sedutoras artes de um rei.
Conclusão
Portanto, O amor conjugal alcança sua maturidade numa relação de durabilidade e compromisso e que Deus os ajude a cumprir esse tão nobre propósito.
VOTOS
Noivo: Eu Joel Augusto Sampaio Neto está disposto a prometer diante de Deus e destas testemunhas, que recebe Ariana Costa Carvalho, por tua legítima esposa, para viver com ela segundo ordenado por Deus, no santo estado do matrimônio. Prometendo amá-la, honrá-la, consolá-la e conservá-la tanto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da sua vida, até que a morte os separe?
Noiva: Ariana Costa Carvalho está disposto a prometer diante de Deus e destas testemunhas, que recebe Joel Augusto Sampaio Neto, por teu legítimo esposo, para viver com ele segundo ordenado por Deus, no santo estado do matrimônio. Prometendo amá-lo, honrá-lo, consolá-lo e conservá-lo tanto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da sua vida, até que a morte os separe?
MOMENTO DAS ALIANÇAS (oração pelas alianças)
COMO ENCERRAR A CERIMÔNIA
1. Após a troca das alianças, se for possível, peça para o casal se ajoelhar, convide os pais para se aproximarem, peça para que todos estendam sua mão em direção ao altar e faça uma oração pedindo a benção de Deus sobre o casal.
2. Depois que ele ficarem em pé, declare solenemente: “Visto como Joel Augusto Sampaio Neto e Ariana Costa Carvalho consentiram ambos em ingressar no estado de matrimônio. E para esse fim celebraram o contrato matrimonial diante de Deus e destas testemunhas, havendo ambos dado e empenhado sua fé e palavra um ao outro, o que manifestaram pela promessa e pela entrega das alianças, eu os declaro marido e mulher, casados em nome do Pai, e do Filho do Espírito Santo. Amém.
3. Pode beijar a noiva!
MOMENTO CEIA DO SENHOR
ORAÇÃO FINAL
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