As palavras na cruz! | João 19.25-30

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Introdução!

No domingo passado pela manhã nós vimos 3 palavras de Jesus na Cruz relatada por Lucas.
Agora nós vamos olhar para as palavras de Jesus na cruz no evangelho de João.
Ler o texto: João 19.25-30.
É interessante perceber que João omite quase todo detalhe do caminho da cidade ao Gólgota, o único detalhe que ele menciona é que Jesus carregava a sua cruz.
Ele vai direto ao ponto da crucificação.Ele vai direto para aquilo que Jesus já tinha falado que iria acontecer. A Sua entrega em nosso lugar.
Na cruz Jesus estava se entregando em nosso lugar.
O retrato de João sobre esta cena central da Escritura é um pouco tanto dramático e único. Ele revela algumas coisas únicas.
A forma como ele relata e expressa nos ensinam muitas coisas. As palavras de Jesus na cruz estão nos ensinando muitas coisas.
João é paralelo aos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas - por serem similares - que possui o mesmo olhar).
Ele inclui Jesus com sua cruz, a inscrição, a divisão das peças de vestuário, os 2 criminosos crucificados com ele, as mulheres testemunhas, o vinho azedo para beber e sua morte.
Mas ao mesmo tempo João omite algumas informações, como Simão de Cirene carregando a cruz para ele, os insultos, a escuridão, o grito de desdém, o terremoto, o rasgar o véu do templo e o clamor do centurião.
A ótica de João dessa incrível cena histórica que estava acontecendo no traz coisas novas que os outros evangelhos não relataram:
o testemunho universal da inscrição, os detalhes e o significado da divisão das vestes, as citações de cumprimento das Escrituras. Quando entrega a sua mãe para João e João para sua mãe, o suspiro final, e a perfuração do seu lado.
O resultado disso é um retrato único da crucificação de Jesus. Esse retrato mostra o controle soberano de Jesus, nos mostra a cruz como seu trono e como um elevador para a Sua glória.
Jesus diz algumas Palavras e João as relata. Essas palavras nos ensinam muito.
Elas não são ditas de forma solta ou sem sentido, elas fazem um enorme sentido e nós vamos ver esses sentidos.
João vai destacar 4 mulheres junto a cruz. O v. 25 vai dizer que estava ali a mãe de Jesus (Maria), a irmã dela, Maria mulher de Clopas e Maria Madalena.
4 mulheres corajosas e que estavam dispostas a observarem bem de perto o que estava acontecendo com Jesus.
João vai dizer que Jesus vendo a sua mãe e junto dela o “discípulo amado” disse: Mulher, eis aí o seu filho… Discípulo eis ai a sua mãe. (v.26)

…eis aí o seu filho. Eis aí a sua mãe. v.26-27

Se coloque na posição de filho. Era um sofrimento para Jesus ver a sua mãe no meio daqueles que estavam perto da cruz.
Parado ao lado dela o texto vai dizer que estava o discípulo amado (Ap. João).
Foi realmente um momento muito difícil e dolorido para Jesus no meio de tantos insultos e maldade ver que estavam ali assistindo tudo sua mãe e João, o discípulo amado.
Jesus primeiro se dirige a sua mãe e diz: Mulher, eis aí o seu filho. (v.26)
Jesus foi muito gentil ao utilizar a palavra mulher e não mãe. A palavra mãe teria feito que a espada penetrasse de forma muito mais profunda no coração de Maria, aquela espada afiada que iria atravessar a alma de Maria de acordo com Simeão (Lucas 2.35).
Tanto na cruz como na bodas de Caná (João 2.3-4) foi muito gentil da parte de Jesus não chamá-la de mãe nesses momentos.
Era uma sinalização de Jesus para que Maria não o visse apenas como seu filho. Quanto mais ela o visse como filho, mais sofreria ao vê-lo sofrer.
Sim, Jesus sabia que ela iria sofrer, mas esse sofrer seria diferente dependendo da sua compreensão.
Ela nunca poderia esquecer para o que Jesus veio. Jesus estava mostrando para ela o real propósito da sua vinda.
Jesus estava querendo chamar a atenção de Maria para que ela naquele momento não se concentrasse que estavam matando o seu filho, mas estava ali se cumprindo a profecia e a redenção.
Quando Jesus se refere a sua mãe como mulher não é falta de respeito ou carinho, mas é sempre pensando nos sentimentos da sua mãe.
Jesus entrega a sua mãe aos cuidados de João. A pergunta agora pode ser: mas porque Maria não foi entregue aos cuidados de seus outros filhos?
Muito provavelmente esses ainda não o tivessem recebido Jesus pela fé viva (João 7.5). Além disso, também é de se notar: quem poderia cuidar melhor de Maria do que o discípulo a quem Jesus amava?
Jesus amava esse discípulo, mas o discípulo também amava a Jesus. Uma prova muito clara é estar aos pés da cruz de Jesus a ponto de ouvi-lo enquanto falava.
Para o discípulo Jesus diz: Eis aí a sua mãe. (v.27)
João entendeu o recado e dali em diante a levou para a sua casa.
Uma das lições que poderíamos tirar daqui é a responsabilidade de Jesus como filho em cuidar da sua mãe.
Mas quando as palavras de Jesus são dirigidas a João o nosso olhar deve se aprofundar em uma realidade.
No rosto, tanto de Maria como de João, deveria estar estampado uma tristeza muito grande. Um profundo sentimento de pesar.
Assim como em um velório vemos pessoas tristes e chorando. Ali era um momento onde iriam matar Jesus.
Sua mãe e seu amigo estavam ali, acompanhando de pertinho...
Jesus quando olha para aquela cena ele se importa. A fim de consolar esses a quem amava ele entrega um ao outro para um cuidado mútuo.
A palavra de Jesus na cruz nos ensina sobre o Seu cuidado pelos seus.
Não só um cuidado com Maria e João, mas percebemos que esse cuidado é estendido até nos nos dias de hoje.
Tudo o que Jesus fez, toda a sua entrega foi por amor a humanidade.
Ali naquele momento Maria e João estavam simbolizando o cuidado do Senhor por todo o seu povo.
Ei, Jesus se importa com você!
Nos momentos mais difíceis da sua vida, Jesus mostra que se importa com você.
Saiba que nos momentos de maior tristeza os amigos podem te abandonar, familiares podem pular fora, mas Jesus sempre estará conosco.
Olhar para essa palavra de Jesus na cruz dirigida a Maria e a João me faz ficar firme em saber que os meus sentimentos são importantes para o Senhor.
Maria e João estavam profundamente tristes com o que estava acontecendo e o nosso Senhor se importou com a dor deles e naquele momento deu um ao outro para o conforto e consolo.
Essa palavra de Jesus na cruz nos ensina sobre o cuidado do Senhor conosco.
O v.28 vai trazer um outra palavra de Jesus ali na Cruz.
Jesus viu que estava consumado e para se cumprir a escritura disse: Tenho sede! (v.28)

Tenho sede! v.28

Jesus sabia que a sua obra em favor dos outros tinha sido completamente cumprida.
Em toda a sua vida terrena e especialmente na cruz, ele tinha sofrido a ira de Deus contra o pecado para poder livrar dela seu povo e esse povo receber a salvação eterna.
Jesus percebe que a tarefa tinha sido completada.
Jesus sabia disso pois conhecia todas as coisas em sua totalidade, uma a uma.
Jesus tinha sido maltratado. Quando Jesus diz “tenho sede”, já faziam horas que estava ali. De acordo com Marcos 15.25,33 Jesus estava ali na cruz cerca de 6 horas.
Naturalmente ele estava sedento. Mais uma vez prova que Jesus era 100% homem e 100% Deus.
Mas a declaração de Jesus na cruz não foi apenas de cunho fisiológico, o texto é bem claro que as palavras de Jesus ali foram para se cumprir a Escritura.
As escrituras estava em constante cumprimento na vida e na morte do Senhor.
O que estava se cumprindo ali era o que tinha sido profetizado no Salmo 22.15.
Salmo 22.15 NAA
15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.
E se cumpriu também o Salmo 69.21.
Salmo 69.21 NAA
21 Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre.
Alguns vão dizer que quando Jesus diz: tenho sede, está relacionado com o desejo de amenizar a sua sede a fim de ser capaz de pronunciar em alto e bom som o brado de Lucas 23.46 (Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.).
Isso é possível, mas o texto nada menciona sobre esse assunto.
Você já sentiu sede? Sede de verdade?
Imagina passar 6 horas em sofrimento, sendo maltratado, sendo agredido… essa era a condição de Jesus naquele momento.
Quando Jesus diz “tenho sede” deve nos levar a pensar 2 coisas: a primeira delas ratificar o amor do Senhor para as nossas vidas.
Aqui nós podemos ver o amor do Senhor para sofrer de sede a fim de que, para nós, ele pudesse ser a fonte eterna de água viva.
Ta com sede? Vá até a Jesus, a fonte de água viva. (João 4.13-14)
Jesus se coloca como a água viva que vai matar a sede da nossa alma.
Mas a ênfase principal desses versículos não está apenas apontando o amor de Jesus por nós e ele se mostrando como a água viva, mas olhar para o cumprimento da profecia.
A segunda coisa que devemos pensar é que Jesus é o cumprimento da profecia.
Jesus cumpriu tudo aquilo que foi profetizado e o que era necessário para um sacrifício completo e agradável a Deus foi realizado em Jesus.
Jesus é o cumprimento da profecia.
Jesus satisfez a ira de Deus sobre os homens e o pecado possibilitando assim a salvação.
Lembra do apontamento de João Batista: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1.29)
O cordeiro a ser sacrificado para a remissão dos pecados estava ali. Não mais sangue de animais, mas agora um único sacrifício para eterna redenção. (Hebreus 9.11-12).
Jesus é o cumprimento da profecia. Jesus cumpriu todas as exigências do Pai por amor a nós.

Está consumado! v.30

Jesus diz que estava com sede e lhe deram vinagre para beber. (v.29)
Logo após Jesus tomar o vinagre disse: ESTÁ CONSUMADO! (v.30)
A tão famosa palavra grega: TETÉLESTAI que significa está consumado, terminado, está pago.
Isso que aconteceu ali na cruz do calvário. Essa palavra de Jesus na cruz nos ensina que o nosso resgate foi PAGO.
Olhamos para a cruz de Cristo e ali encontramos o pagamento pelos nossos pecados.
Olhamos para a cruz de Cristo e ali vemos que Jesus pagou o nosso resgate.
Olhamos para a cruz de Cristo e podemos ver ali a era da salvação sendo inaugurada.
Jesus realizou a obra completa que tinha que fazer por mim e por você. Ele pagou o resgate pelas nossas vidas.
Não tem nada e ninguém que possa mudar essa verdade.
Acho interessante também que naquele momento na cruz não saiu nenhuma palavra amarga ou sem amor de Jesus.
Em todas as palavras de Jesus, principalmente ali na cruz do calvário, nós podemos enxergar o amor de Deus por nós.
São palavras que podem sim nos encher de esperança pois ali estava o salvador do mundo as dizendo.
Quando Jesus diz: “está consumado”, ali nós podemos ver também a expressão do amor do Pai.
Não tem como olhar para a crucificação e não ver o amor de Deus estampado para conosco.
Quando olhamos para Jesus consumando a obra da redenção podemos enxergar de forma nítida o amor de Deus por nós.

Conclusão!

A salvação chegou através da morte e da ressurreição de Jesus ali na cruz do calvário por nós.
Nas 3 palavras na cruz em João 19.25-30 nós podemos enxergar o amor de Deus pelo povo.
João 3.16 é de verdade.
João 3.16 NAA
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
A entrega se deu para que “o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Só temos a vida eterna a partir do momento que nos entregamos para Jesus Cristo.
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