Fidelidade

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Introdução

Gálatas 5.22–23 NAA
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
Hoje, continuamos nossa série sobre o Fruto do Espírito, abordando o tema da fidelidade. Fidelidade é uma característica essencial para qualquer seguidor de Cristo.
Deus possui algumas características, atributos (estamos estudando na EBD), e existem dois tipos de atributos comunicáveis e icomunicáveis. Icomunicáveis são como onipresença, onipotência e oniciência. Mas alguns Ele decidiu compartilhar conosco, entre eles está a fidelidade.
O dicionário define fidelidade como a característica de ser fiel, leal e digno de confiança. Jerry Bridges, no seu livro “A Vida Frutífera”, descreve a fidelidade como firmeza em aderir a uma promessa ou em observar um dever. Timothy Keller adiciona que fidelidade também envolve lealdade e coragem.
E por que devemos ser fiéis? Por que Deus é fiel. E como Deus demonstra a sua fidelidade?
Primeiramente, nós fomos salvos pela fidelidade de Deus - 1Coríntios 1.8–9 “8 Ele também os confirmará até o fim, para que vocês sejam irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Fiel é Deus, pelo qual vocês foram chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.”
Em segundo lugar, que o perdão dos nossos pecados é garantido porque Deus é fiel - 1João 1.9 “9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
Uma vez que entendemos um pouco da fidelidade de Deus, e que Ele deseja que também sejamos fiéis, como podemos ser fiéis ao Senhor? Para entender melhor essa virtude, vamos nos voltar para a vida de José, uma figura marcante do Antigo Testamento. José é um exemplo de fidelidade em diversas circunstâncias, desde a prosperidade até o sofrimento e a tentação. Hoje, ao examinarmos a história de José em Gênesis 39:1-23, aprenderemos como a fidelidade a Deus se manifesta em diferentes aspectos de nossa vida e como essa fidelidade pode transformar nossa caminhada cristã. Vamos juntos explorar três aspectos da fidelidade de José: sua fidelidade na prosperidade, sua fidelidade nas tentações e sua fidelidade no sofrimento. À medida que fazemos isso, peço que você reflita sobre como a fidelidade de Deus em Cristo pode moldar e fortalecer a sua própria fidelidade a Ele.

1. Fidelidade na Prosperidade (Gênesis 39:1-6):

Gênesis 39.1–6 NAA
1 José foi levado para o Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. 2 O Senhor Deus estava com José, que veio a ser homem próspero e estava na casa de seu dono egípcio. 3 Potifar viu que o Senhor estava com José e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. 4 Assim, José achou favor diante dos olhos de seu dono e o servia. E ele pôs José por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. 5 E, desde que Potifar o fez mordomo de sua casa e encarregado de tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. 6 Potifar confiou tudo o que tinha às mãos de José, de maneira que não se preocupava com nada, a não ser com o pão que comia. José tinha um belo porte e boa aparência.
José, vendido como escravo e levado ao Egito, prospera na casa de Potifar. Essa prosperidade não é definida pela posse de bens materiais, mas pela presença de Deus com ele, que faz tudo o que ele faz prosperar.
No versículo 2, vemos que "O Senhor estava com José, de modo que este prosperou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio." Potifar percebeu que o Senhor estava com José e que tudo o que ele fazia dava certo. Por isso, confiou a ele a administração de sua casa e de tudo o que possuía.
Ponto de Reflexão: A prosperidade de José nos ensina que a verdadeira prosperidade está enraizada em nossa fidelidade a Deus, independentemente de nossa situação material. Em nossa sociedade que valoriza resultados e sucesso financeiro, precisamos redefinir prosperidade como Deus a define. Para Deus, prosperidade está muito mais relacionada à nossa fidelidade ao Senhor do que com a quantidade de bens que possuímos. José estava escravizado, mas a Bíblia ainda o chama de alguém próspero. Isso nos mostra que é possível ser próspero enquanto escravo, prisioneiro ou pobre.
Aplicação Prática: Esse momento na vida de José é um alerta para reavaliarmos nosso conceito de prosperidade. Estamos medindo nosso sucesso pelos padrões do mundo ou pela nossa fidelidade a Deus? Desafie-se a considerar como sua vida pode ser vista como próspera aos olhos de Deus, mesmo que não pareça próspera aos olhos do mundo. Pergunte-se: estou buscando ser bem-sucedido aos olhos de Deus ou aos olhos da sociedade?

2. Fidelidade nas Tentações (Gênesis 39:7-12):

Gênesis 39.7–12 NAA
7 Assim, depois de algum tempo, a mulher de Potifar pôs os olhos em José e lhe disse: — Venha para a cama comigo. 8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu dono: — Escute! O meu senhor não se preocupa com nada do que existe nesta casa, porque eu estou aqui; tudo o que tem ele passou às minhas mãos. 9 Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? 10 Ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela. 11 Aconteceu, porém, que, certo dia, José entrou na casa para fazer o seu serviço, e ninguém dos de casa se achava presente. 12 Então ela o pegou pela roupa e lhe disse: — Venha para a cama comigo. Ele, porém, deixando a roupa nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.
José enfrenta a tentação da esposa de Potifar, mas resiste. Sua resistência não é baseada apenas na lealdade a Potifar, mas principalmente em sua fidelidade a Deus.
No versículo 9, José responde à esposa de Potifar: "Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?" Aqui, José demonstra que sua lealdade e fidelidade estão fundamentadas em Deus, e não apenas em seu senhor terreno. A questão não é simplesmente não pecar, mas também porque não pecar. Por vezes somos movidos pelo temor a homens acima do temor à Deus. O que tem feito voce desistir de pecar de verdade?
Ponto de Reflexão: Nossa fidelidade última deve ser a Deus. Se nossa fidelidade está condicionada às circunstâncias ou às pessoas, será instável. José nos mostra que a fidelidade a Deus nos fortalece contra qualquer tentação. Ele compreendia que, embora fosse leal a Potifar, sua fidelidade suprema era devida a Deus. Isso fez toda a diferença diante da tentação.
1Coríntios 10.13 “13 Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar.”
Além disso, precisamos lembrar que as tentações não se limitam apenas à esfera sexual. Existem tentações em diversas áreas da vida que competem por nossa fidelidade: a tentação de sermos relevantes, a pressão das redes sociais para opinar sobre tudo, entre outras.
Aplicação Prática: Examine onde está sua fidelidade. Está condicionada a pessoas e situações ou está firmemente enraizada em Deus? Como podemos cultivar uma fidelidade a Deus que nos capacite a resistir às tentações do dia a dia? Pense em áreas da sua vida onde você possa estar sendo tentado a comprometer sua fidelidade a Deus. Peça a Ele força e coragem para permanecer firme.

3. Fidelidade no Sofrimento (Gênesis 39:13-23):

Gênesis 39.13–23 NAA
13 Quando notou que José tinha fugido para fora, mas havia deixado a roupa nas mãos dela, 14 chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: — Vejam! Meu marido nos trouxe este hebreu para nos humilhar. Ele entrou no meu quarto, querendo me levar para a cama, mas eu gritei bem alto. 15 Quando ele ouviu que eu levantava a voz e gritava, deixou a roupa ao meu lado e saiu, fugindo para fora. 16 Ela conservou junto de si a roupa de José, até que o dono dele voltasse para casa. 17 Então lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: — O escravo hebreu, que você nos trouxe, entrou no meu quarto para me humilhar. 18 Mas, quando levantei a voz e gritei, ele deixou a roupa ao meu lado e fugiu para fora. 19 Quando o dono ouviu as palavras de sua mulher, que lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ele ficou irado. 20 E o dono de José o tomou e o lançou na prisão, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali José ficou na prisão. 21 O Senhor, porém, estava com José, foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro. 22 Este confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere. E José fazia tudo o que se devia fazer ali. 23 O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José, porque o Senhor estava com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava.
José é injustamente acusado e lançado na prisão, mas permanece fiel a Deus. Mesmo na prisão, ele prospera porque Deus está com ele.
No versículo 21, lemos: "Mas o Senhor estava com ele e o tratou com bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro." José é colocado como responsável por todos os prisioneiros e tudo o que se fazia ali, pois "o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava" (versículo 23).
Ponto de Reflexão: A fidelidade a Deus nem sempre nos poupa do sofrimento, mas nos sustenta através dele. A fidelidade de José na prisão nos ensina que podemos ser bem-sucedidos aos olhos de Deus, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Ser fiel a Deus nem sempre traz benefícios imediatos ou tangíveis, mas é essa fidelidade que define nosso verdadeiro sucesso e prosperidade.
1Pedro 4.19 “19 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus entreguem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.”
Jeremias também, mesmo lamentando não se esqueceu da fidelidade de Deus, como vemos em Lamentações de Jeremias 3.23 “23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”
Aplicação Prática: Quando enfrentamos sofrimento e injustiça, mantemos nossa fidelidade a Deus? Como podemos confiar em Sua presença e promessas mesmo nos momentos mais difíceis? Pense em situações em sua vida onde você enfrentou ou está enfrentando sofrimento. Como sua fidelidade a Deus pode transformar sua perspectiva e resposta a essas situações?
Aplicação
A história de José aponta para algo maior – a fidelidade de Deus em Cristo. Embora sejamos infiéis, Deus permanece fiel. Em II Timóteo 2:11-13, Paulo nos lembra que "se formos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo." A fidelidade de Deus é ao Seu próprio caráter, e é essa fidelidade que nos dá esperança e força.
A fidelidade de José é um reflexo da fidelidade perfeita de Jesus. José, que foi traído, vendido, e injustamente acusado, manteve sua fidelidade a Deus, e Deus o usou para salvar muitas vidas. Da mesma forma, Jesus, que foi traído e injustamente condenado, permaneceu fiel até a morte, e através de Sua fidelidade, Deus trouxe salvação ao mundo.
É impossível descrever Deus sem se lembrar da sua fidelidade. Nossa fidelidade é uma resposta à fidelidade de Deus. Não podemos ser perfeitamente fiéis por nossas próprias forças, mas podemos confiar na fidelidade de Deus em Cristo. Jesus é nosso exemplo perfeito de fidelidade, cumprindo o plano de Deus até a cruz. Nossa fidelidade é fortalecida e sustentada por Sua fidelidade.
Aplicação Final: Que a história de José nos inspire a sermos fiéis a Deus em todas as circunstâncias. E que, acima de tudo, sejamos transformados pela fidelidade de Jesus, permitindo que o Espírito Santo produza o fruto da fidelidade em nossas vidas. Que sejamos fiéis mesmo em momentos difíceis, sabendo que Deus é sempre fiel e bom. Logo, de forma prática o que significa ser fiel a partir de Jesus?
Honestidade - José era honesto, justo e cheio de princípios. Ser honesto em todas as áreas da vida, nossa vida toda pertence a Deus, logo nossa fidelidade abrange honestidade em nossas relações - estudos, trabalho, família, negócios, dinheiro, nosso convívio em sociedade e igreja. E a honestidade começa nas pequenas coisas, se formos honestos nas pequenas coisas, seremos honestos em negócios maiores (as vezes criticamos políticos corruptos mas somos desonestos com o troco - tudo é uma questão de oportunidade). Honestidade também está ligado a muito mais do que cumprir o combinado, mas ser justo naquilo que você combina.
Confiabilidade - Vivemos em tempos onde as pessoas só maném o seu compromisso quando lhe é conveniente, confiança é uma virtude impressindível para os discípulos de Jesus (compra de umas cadeiras e a pessoa não me vendeu porque foi mais conveniente para ela vender para outra pessoa). Para pessoas que buscam uma vida piedosa, confiança não é apenas um dever social, mas uma obrigação espiritual. Deus está mais preocupado com a nossa fidelidade do que a pessoa que confia em nós em uma situação particular.
Lealdade - A pessoa fiel não é somente honesta e confiável, mas também leal. Lealdade é a fidelidade nos relacionamentos, nas alianças, independente das circunstâncias. Mas, lealdade não é cega, e isso não tem nada a ver com mérito, de julgar se o outro merece ou não sua lealdade, mas sim em ser tão leal a outra pessoa ao ponto de contrariá-la quando o outro estiver errado. Vivemos tempo onde as pessoas não são leais, e quando dizem ser leais, praticam uma falsa lealdade - não contraria, mas ao mesmo tempo é desleal quando aquela relação não lhe é mais conveniente.

Conclusão:

Ao refletirmos sobre a fidelidade de José, somos conduzidos inevitavelmente à maior expressão de fidelidade: a obra redentora de Cristo. A fidelidade de Deus, como demonstrada em Jesus, é a âncora da nossa fé e a fonte de nossa própria fidelidade.
José foi fiel em meio à prosperidade, tentação e sofrimento, mas mesmo ele foi apenas um reflexo da fidelidade perfeita de Jesus. Jesus, o Filho de Deus, foi fiel até a morte, e morte de cruz (Filipenses 2:8). Sua fidelidade não apenas nos redimiu, mas também nos capacita a viver de maneira fiel.
A fidelidade de Jesus nos lembra que, mesmo quando somos infiéis, Deus permanece fiel. Como Paulo escreve em 2 Timóteo 2:13: "se formos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo." A nossa fidelidade não é sustentada por nossa própria força ou capacidade, mas pela fidelidade inabalável de Deus.
E como essa fidelidade de Cristo se manifesta em nossas vidas? Em primeiro lugar, somos chamados a ser honestos, em todas as nossas interações, desde as menores transações até as maiores decisões. A honestidade é um reflexo do caráter de Deus em nós.
Em segundo lugar, somos chamados a ser confiáveis. Em um mundo onde a conveniência muitas vezes dita a nossa lealdade, somos desafiados a manter nossos compromissos e ser um reflexo da confiabilidade de Deus.
Em terceiro lugar, somos chamados a ser leais. A lealdade que Cristo demonstrou, mesmo à custa de Sua própria vida, deve ser o modelo para nossos relacionamentos. Ser leal significa amar e corrigir, apoiar e desafiar, sempre com o bem-estar do outro em mente.
A fidelidade de Deus é uma obra contínua em nós, através do Espírito Santo. Como frutos do Espírito, nossa fidelidade cresce à medida que nos aprofundamos na comunhão com Deus e permitimos que Sua fidelidade molde nosso caráter.
Portanto, que sejamos inspirados pela fidelidade de José, mas ainda mais pela fidelidade de Jesus. Que a fidelidade de Cristo nos transforme, nos fortaleça e nos capacite a viver de maneira que honre a Deus. E que, em todas as circunstâncias, possamos proclamar com confiança: "Grande é a tua fidelidade, Senhor!"
Vamos orar para que Deus nos ajude a sermos fiéis como Ele é fiel, vivendo de maneira que nossa vida seja um testemunho vivo de Sua fidelidade ao mundo. Amém.
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