12 - O toque de Jesus, cura tanto a cegueira física quanto a cegueira espiritual, trazendo luz e visão plena às nossas vidas. Mc 8.22-33

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cura e sobre a ressurreição.

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12 - O toque de Jesus, cura tanto a cegueira física quanto a cegueira espiritual, trazendo luz e visão plena às nossas vidas. Mc 8.22-33

CONTEXTO
CONTEXTO IMEDIATO E LITERAL
O QUE QUEM ANTES: Cristo havia derramado suas compaixão sobre a multidão e repreendido a incredulidade dos religiosos dos descípulos.
O QUE VEM DEPOIS: depois Ele faz uma convocação a deixar as coisas do mundo para trás, negando a sí mesmo, pegndo nossa cruz e caminha junto do noso Senhor.
CONTEXTO HISTORICO E CULTURAL
1. Domínio Romano: O primeiro século d.C. era um período de domínio romano sobre a Palestina. A ocupação romana influenciava muitos aspectos da vida cotidiana, desde a política até a economia e a religião. A presença romana era uma fonte de tensão e resistência entre os judeus.
2. Religião e Expectativas Messiânicas: Os judeus viviam com a expectativa da chegada do Messias, um libertador prometido nas Escrituras Hebraicas. Esta expectativa messiânica era intensa, especialmente diante da opressão romana. Muitos esperavam um líder político e militar que libertaria Israel do domínio estrangeiro.
3. Milagres e Curas: Na cultura judaica, os milagres e curas eram frequentemente vistos como sinais da ação divina. A cura do cego em Betsaida é um exemplo de Jesus demonstrando seu poder e autoridade divina, validando sua missão messiânica.
4. Confissão de Pedro: A confissão de Pedro de que Jesus é o Cristo (o Messias) é um ponto central no Evangelho de Marcos. Esta confissão reflete as expectativas messiânicas, mas também a incompreensão dos discípulos sobre a verdadeira natureza da missão de Jesus. Eles esperavam um Messias triunfante, mas Jesus começa a explicar que ele deve sofrer, ser rejeitado e morrer, o que era um conceito difícil de aceitar.
5. Repreensão de Pedro: A repreensão de Jesus a Pedro, chamando-o de "Satanás", destaca a diferença entre as expectativas humanas e o plano divino. Pedro, representando a visão comum dos discípulos, rejeita a ideia de um Messias sofredor. A repreensão mostra a necessidade de entender e aceitar o verdadeiro propósito da missão de Jesus.
6. introdução: Esse texto nos mostra três quadros diferentes abordando a questão do discernimento espiritual. Primeiro, Marcos fala da falta de discernimento do cego acerca das pessoas. Ele via homens como árvores. Ele passou de um estado de cegueira total para uma visão parcial. Só, então, sua visão foi plenamente restabelecida. Segundo, Marcos fala sobre a falta de discernimento do povo acerca da Pessoa de Cristo. Eles tinham diversas opiniões, mas não a verdade sobre Jesus. Terceiro, Marcos fala da falta de discernimento de Pedro sobre a verdadeira missão do Messias.
ESTRUTURA
I. O toque faz o cego ter discernimento (8.22–26)
Às vezes, nossas orações não são respondidas imediatamente ou da maneira que esperamos. Como o cego em Betsaida, nossa cura ou resposta pode vir de forma gradual. Devemos confiar no tempo e no processo de Deus.
Em primeiro lugar, o cego é trazido a Jesus (8.22).
William Barclay diz que a cegueira era uma das grandes maldições do Oriente. Eram provocadas por forte resplendor do sol e também por falta de higiene. O cego foi trazido a Cristo, visto que ele não podia vir por si mesmo.
Eles não só o trazem, mas rogam por ele. A cegueira espiritual não é menos real nem menos trágica que a cegueira física. O diabo cegou o entendimento dos incrédulos 2Coríntios 4.4 “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” Precisamos levá-los a Jesus e rogar por eles.
Em segundo lugar, Jesus realiza um milagre singular (8.23).
A singularidade desse milagre pode ser observada por algumas razões:
Jesus leva o cego para fora da aldeia. Betsaida era apenas uma vila. Jesus levou o cego para fora da aldeia porque não queria que a multidão o visse apenas como um operador de milagres ou ainda para valorizar esse homem e revelar a ele o seu amor. Williams Lane diz que Jesus tomou esse homem pela mão para estabelecer comunicação com um indivíduo que tinha aprendido a ser passivo na sociedade.
Jesus usa um ritual inusitado. Ele aplica saliva em seus olhos e lhe impõe as mãos. A saliva era considerada na época um remédio para os olhos. O mundo antigo tinha uma curiosa crença no poder curativo da saliva. Jesus usa algo tangível para despertar nesse homem a fé. Para cada um dos sete milagres de cura aos cegos no Novo Testamento, Jesus usou um método diferente. Isso mostra que, em seu amor e sabedoria, o Mestre tratou cada pessoa de forma individual e singular. O tratamento que ele dava a cada caso nunca era uma mera duplicação do que já havia feito anteriormente.
A cura foi progressiva. Todas as demais curas de Jesus foram completas, imediatas e perfeitas. Por que essa foi progressiva? Certamente Jesus usa esse método como fator pedagógico. J. Vernon McGee diz que há três estágios na vida desse homem:
Primeiro, a cegueira. Todos nós estávamos cegos. Cristo é a luz que veio para nos iluminar.
Segundo, a visão parcial. Essa é a condição do homem antes da glorificação. Agora vemos parcialmente 1Coríntios 13.12 “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.”
Terceiro, a perfeita visão. Essa será a condição dos remidos na glorificação. William Hendriksen alerta para o fato de que essa cura não está, de maneira alguma, de acordo com as curas lentas dos nossos dias, que requerem várias visitas ao “curador”. No caso aqui registrado, o processo completo de cura aconteceu em alguns momentos, alcançando um resultado pleno: a mudança de uma cegueira total para uma visão perfeita.
Em terceiro lugar, Jesus faz uma clara recomendação (8.26).
Jesus não queria que aquele homem fosse objeto de especulação e curiosidade, mas fosse alegrar-se com sua família.
Nesse tempo, Jesus já estava encerrando seu ministério na Galileia e Pereia e estava prestes a ir para Jerusalém, onde daria sua vida em nosso resgate. Por essa causa, o foco não deveria ser o milagre, mas a redenção.
II. Sem o toque, o povo falta de discernimento (8.27-28)
Até aqui Jesus provou ser o Messias. Agora, que seus discípulos têm convicção de quem ele é, caminhará resolutamente para Jerusalém para dar sua vida em resgate do seu povo.
Em primeiro lugar, Jesus fez a mais importante pergunta (8.27).
Quem é Jesus? Qual é a sua identidade? Quais são seus atributos e suas obras? A vida depende dessa resposta. O povo estava confuso acerca da pessoa mais importante do mundo. Eles pensavam que Jesus era João Batista ou Elias que havia ressuscitado.
Eles compararam Jesus apenas como um grande homem ou um grande profeta. Eles não discerniram que ele era o próprio Filho de Deus.
Em segundo lugar, o povo está perdido na questão crucial da vida (8.28).
A multidão tinha opiniões acerca de Jesus e não convicções. Para a multidão, Jesus era João Batista, Elias ou algum dos profetas. Eles criam que Jesus era um grande mensageiro de Deus que havia ressuscitado dentre os mortos Lucas 9.19 “Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas.”
O povo tinha uma visão distorcida de Jesus, pois o via apenas como um grande mensageiro de Deus e não como o próprio Deus encarnado. Havia muitas opiniões entre o povo sobre Jesus, exceto a verdadeira. Essa realidade perdura ainda hoje. Muitas pessoas ouvem falar, até mesmo o confessam, mas não o conhecem como o verdadeiro Deus.
Se você não souber com clareza quem é Jesus, você estará perdido na questão mais importante da vida. A vida, a morte, a ressurreição de Cristo bem como sua obra expiatória não são assuntos laterais, mas a própria essência do cristianismo.
III. O toque faz Pedro ter discernimento sobre o Messias (8.29–33)
Em primeiro lugar, Pedro faz uma declaração inspirada por Deus Pai (8.29).
Diante da pergunta de Jesus: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: Tu és o Cristo (8.29). William Hendriksen diz que o crente é aquele que está desejoso, de opor-se à opinião popular, e expressar de forma clara, uma posição que é contrária a das massas.
John Charles Ryle diz que essa declaração ousada de Pedro foi feita quando Jesus visto como um judeu comum, sem majestade, riqueza ou poder. Ela foi feita quando os líderes religiosos e políticos de Israel recusaram receber a Jesus como Messias.
Ainda assim Pedro disse: Tu és o Cristo. Sua fé não foi abalada pela pobreza de Jesus nem sua confiança foi atingida pela oposição dos mestres da lei e dos fariseus. Ele firmemente confessou que o homem a quem seguia era de fato o Messias prometido, o Filho de Deus. Na verdade, o cristianismo não é popular. Teremos de confessar a Cristo, mesmo tendo a opinião da maioria contra nós.
Em segundo lugar, Jesus faz uma declaração acerca do propósito de sua vinda ao mundo (8.31-32).
Depois que os discípulos tiveram os olhos da alma abertos e receberam pleno discernimento acerca da messianidade de Jesus, por revelação de Deus Pai, Jesus abriu um novo capítulo no seu discipulado
E começou a falar-lhes claramente acerca do seu padecimento, prisão, morte e ressurreição. Jesus revela que o seu propósito em vir ao mundo era dar sua vida em resgate do seu povo.
Em terceiro lugar, Pedro, sem discernimento, se deixa usar por Satanás (8.32-33).
Pedro era um homem de fortes contrastes, de altos e baixos, de avanços ousados e recuos covardes. O mesmo Pedro que acabara de confessar que Jesus é o Cristo por revelação do Pai, agora, abre a boca por indução de Satanás.
Pedro tornou-se uma pedra de tropeço para Jesus Mateus 16.23 “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” tentando afastá-lo da cruz. Pedro não deseja seguir uma pessoa marcada para o fracasso.
Em quarto lugar, Jesus repreende Pedro e manda embora Satanás (8.33).
Jesus repreende Pedro e manda embora Satanás. Pedro por um momento perdeu a lucidez teológica, mas era um discípulo e nele Jesus continuaria investindo. Jesus discerniu quem estava por trás de Pedro, tentando desviá-lo da cruz. Jesus expulsou a Satanás, mas Pedro ficou. Ele era um apóstolo e Jesus jamais abriu mão dele
GRANDE IDEIA: Às vezes, nossas orações não são respondidas imediatamente ou da maneira que esperamos. Como o cego em Betsaida, nossa cura ou resposta pode vir de forma gradual. Devemos confiar no tempo e no processo de Deus.
RESPOSTA DESEJADA: Diariamente, somos chamados a reconhecer e declarar quem Jesus é para nós. Essa confissão molda nossa identidade e direciona nossas ações.
TEÓLOGIA BÍBLICA: 2Coríntios 4.4 “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
APLICAÇÃO:- Aceitação do plano divino: Podemos não entender todas as dificuldades e desafios que enfrentamos, mas somos chamados a confiar que Deus tem um plano maior. Devemos buscar entender e aceitar Sua vontade, colocando Suas prioridades acima das nossas.
Este trecho de Marcos nos desafia a aprofundar nossa fé, confiar em Deus em todas as circunstâncias e a reconhecer Jesus como o Cristo, vivendo de acordo com essa verdade em nossa vida diária.
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