Particular com Deus (Mateus 17:1-8)

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Notes
Transcript

introdução

Às vezes eu me pergunto: se tivesse vivido na época de Jesus, quais destes episódios eu mais gostaria de ter testemunhado?
seu nascimento em Belém
seus milagres impressionantes
sua entrada triunfal em Jerusalém,
sua crucificação no Gólgota, sua ressurreição,
sua ascensão à direita de Deus e tantos outros
Porém, de todos os eventos da vida de Jesus anteriores à sua morte e ressurreição, aquele que eu mais gostaria de ter presenciado seria a transfiguração.
Fica evidente para nós que os três homens presentes ali – Pedro, Tiago e João – nunca conseguiram superar aquilo.
Ao redigir seu Evangelho, João disse: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (1.14).
Da mesma forma, Pedro escreveu: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2Pe 1.16).
Diante do que eles haviam testemunhado no monte, realmente não surpreende que tenham decidido virar o mundo de cabeça para baixo (At 17.6).
nas imediações da cidade de Cesaréia de Filipe.
Não é sem intenção que Lc 9:28 diz: “Depois de proferidas essas palavras”. Dessa maneira ele realça expressamente a ligação interior entre esse acontecimento e o diálogo anterior.
Provavelmente um profundo desânimo se apoderou dos doze em decorrência do anúncio franco de sua morte próxima (Mt 16:21–23). Eles permaneceram consternados durante os seis dias, sobre cuja utilização os três relatos silenciam.
No exato momento em que acreditavam ter chegado ao alvo de sua esperança pelo Messias, viram-se de repente como que lançados num abismo. Um sentimento paralisante de amargo lamento tomou conta deles. Jesus precisava agir contra a dor na alma de seus discípulos

Para esse fim, ele recorre à oração, não sozinho, mas juntamente com aqueles dentre seus apóstolos cujo estado de ânimo poderia exercer maior influência sobre o dos demais. De acordo com os relatos de Mateus e Marcos, poderíamos pensar que o Senhor Jesus subiu o monte com os discípulos com a intenção de ser transfigurado diante deles. Porém Lucas nos permite reconhecer o verdadeiro objetivo do Senhor nas palavras “com o propósito de orar”.

Intimidade

Mateus diz: Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles (v. 1–2a).

Transfigurado é uma palavra fraca, mas talvez a mais adequada em nosso idioma para traduzir o termo grego empregado por Mateus: uma forma passiva do verbo metamorphoō. Este verbo significa literalmente “alterar a forma”.

Em nossa língua, ele se transformou na palavra metamorfose, utilizada para descrever a incrível transformação de lagartas em borboletas. Todavia, o vocábulo transfiguração inclui o prefixo trans, que significa “através”.
O que foi atravessado na transfiguração? Poderíamos dizer que Jesus atravessou a fronteira entre o natural e o sobrenatural, o humano e o divino, uma vez que o manto da humanidade que ocultava sua verdadeira glória foi removido, e a sua glória tornou-se visível.
Observe a afirmação de Mateus de que Jesus “foi transfigurado diante deles”. Em outras palavras, sua figura foi alterada bem diante dos olhos dos discípulos. O que foi que esses homens testemunharam e, mais tarde, relataram aos escritores dos evangelhos para que ficasse registrado?
Mateus escreve: o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz (v. 2b). A primeira coisa que os discípulos notaram foi uma mudança no rosto de Jesus: ele brilhava como o sol. Ao descrever algo intensamente brilhante, os escritores bíblicos costumam recorrer à metáfora do sol.
Ex: A fim de estudar o sol, os astrônomos precisam observá-lo através de lentes que filtram os raios. Este foi o tipo de brilho intenso que, do nada, começou a emanar do rosto de Jesus ali no monte. Seu semblante tornou-se encandecente!

Nos somos chamados para ter esse encontro

Quando Saulo estava a caminho de Damasco para perseguir cristãos, “subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor” (At 9.3b). A intensidade desta luz fez com que ele caísse ao chão e ficasse cego. Foi o esplendor de Jesus glorificado que apareceu no caminho de Damasco, e foi esta glória que os três discípulos testemunharam no monte.

Enquanto Moisés conversava com Deus no monte Sinai, ele pediu a bênção suprema: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êx 33.18). Deus respondeu que nenhum homem poderia olhar para o seu rosto e sobreviver, porém acrescentou: “Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (v. 21–23). Conforme prometido, Deus deu a Moisés um vislumbre de suas costas (34.6–7).

Ao contemplar a visão, o profeta foi transfigurado. Quando desceu do monte Sinai, o povo fugiu dele aterrorizado: seu rosto resplandecia, embora ele mesmo não o soubesse (34.29–30). A glória do rosto de Moisés era um mero reflexo da glória de Deus, mas, mesmo assim, foi o suficiente para aterrorizar o povo de Israel.
A glória que Pedro, Tiago e João contemplaram no monte da transfiguração não era um reflexo; ela vinha de dentro do próprio Senhor. A fonte era o ser de Cristo, descrito pelo autor de Hebreus como “o resplendor da glória [de Deus]” (1.3). O que os discípulos testemunharam foi a glória de Deus. Assim, este episódio apresentou uma revelação da natureza de Cristo, que é o próprio Deus, a segunda pessoa da Trindade.
Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus (O Brilho de Sua Glória)
Há, em Apocalipse, outro vislumbre de Cristo glorificado. Quase no fim do livro, João descreve a Nova Jerusalém. Uma característica interessante mencionada por ele é que a “cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (21.23). A cidade não precisa de sol nem de lua porque há uma luz maior: a glória de Deus, vista no Cordeiro.
Mateus também diz: “suas vestes tornaram-se brancas como a luz”. Marcos amplia a descrição: “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar” (9.3). Você não tem a impressão de que os fabricantes de sabão anunciam uma novidade a cada ano?

Esperança

Mateus 17.3 “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.”
Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus (A Lei e os Profetas)
Mateus, em seguida, registra: E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele (v. 3).
Moisés, o mediador da antiga aliança, não havia sido autorizado a entrar na Terra Prometida, mas acabou pisando nela nesse momento.

Aqui vemos que DEUS cumpre a sua palavra. E se Ele prometeu Ele é fiél para cumprir!

Como já vimos também, Deus tinha prometido que Elias retornaria por ocasião da vinda do Messias (Ml 4.5). Então Não é difícil descobrir sobre o que eles estavam conversando, visto que os livros da Lei e dos Profetas no Antigo Testamento apontavam para Cristo e seu ministério.
Sem dúvida, estavam discutindo o que estava prestes a acontecer-lhe em Jerusalém como auge do plano de Deus, profetizado havia tantos séculos.
De fato, Lucas diz que eles falavam sobre “sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (9.31b), isto é, as provações e a morte que ele enfrentaria em breve. Talvez Moisés e Elias estivessem lembrando Jesus: “Foi para isso que o senhor nasceu. Este é o fim da maldição da lei. Este é o cumprimento de todas as profecias.” Em outras palavras, a Lei e os Profetas foram ter com Jesus no monte para incentivá-lo em sua missão.
Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus (A Lei e os Profetas)
Mateus também nos diz: Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias (v. 4).

A VONTADE DE DEUS VAI SE CUMPRIR

de modo que Jesus, Moisés e Elias pudessem permanecer ali, tudo em um esforço para prolongar aquela experiência transcendental. Contudo, é difícil fugirmos da simples conclusão de que Pedro estava apenas tagarelando, sem ter noção do que dizia.
Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. (v. 5). A nuvem shekinah da glória de Deus surgiu e cercou-os, e uma voz falou de dentro dela. Esta voz era o Pai expressando o amor e o deleite que nutria em relação ao Filho. Ele também proferiu uma exortação, claramente dirigida aos discípulos: “a ele ouvi.” Não surpreende que, Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo (v. 6). Aquela voz era demais para eles. Contudo, em meio ao terror, Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus (v. 7–8). Jesus estava novamente coberto por sua humanidade, a nuvem shekinah havia se dissipado, e Moisés havia partido na companhia de Elias. A transfiguração havia acabado.
Em uma breve nota , Mateus escreve: E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem ressuscite dentre os mortos (v. 9).
Assim como já havia ordenado a muitas pessoas curadas que não falassem a seu respeito, Jesus instruiu os discípulos a não dizer coisa alguma sobre a transfiguração até que ressuscitasse.
Mais uma vez, de forma indireta, Cristo indicou-lhes que morreria, mas não permaneceria morto. Eles, entretanto, aparentemente não captaram a mensagem.
Nós temos a tendência de pensar na transfiguração como uma epifania momentânea da verdadeira identidade de Jesus. No entanto, ela foi um vislumbre do céu, local onde viveremos eternamente com Jesus, glorificados como ele é glorificado (1Jo 3.2). Aquele não foi um estado temporário de Cristo, porque, desde sempre e para sempre, ele é o Senhor da glória. Não admira que os discípulos tenham sido tomados de paixão pela obra do reino após testemunharem o que havia acontecido no monte. Que Deus nos conceda a mesma paixão pelo seu reino.

O Único Caminho

Mateus 16.24–28 “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino.”
NÃO TEM COMO DEFRUTAR DESSA PROMESSA, SEM A CRUZ DE CRISTO, É O LUGAR ONDE DEVEMOS ESTAR COM ELE TODOS OS DIA. NESSE ENCOTRO.
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