12ª Parábola dos dois irmãos / filhos desiguais

Parábolas de Jesus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Texto

Mateus 21.23–32 (NAA)
23 Jesus entrou no templo e, quando já estava ensinando, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se aproximaram dele e perguntaram:
— Com que autoridade você faz estas coisas? E quem lhe deu esta autoridade?
24 Jesus respondeu:
— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me responderem, também eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 25 De onde era o batismo de João: do céu ou dos homens?
E eles discutiam entre si:
— Se dissermos: “Do céu”, ele nos dirá: “Então por que não acreditaram nele?” 26 Mas, se dissermos: “Dos homens”, é de temer o povo. Porque todos consideram João um profeta.
27 Então responderam a Jesus:
— Não sabemos.
E ele, por sua vez, lhes disse:
— Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.
28 — O que vocês acham? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: “Filho, vá hoje trabalhar na vinha.” 29 Ele respondeu: “Não quero ir.” Mas depois, arrependido, foi. 30 Dirigindo-se ao outro filho, o pai disse a mesma coisa. Ele respondeu: “Sim, senhor.” Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai?
Eles responderam:
— O primeiro.
Então Jesus disse:
— Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus primeiro que vocês. 32 Porque João veio até vocês no caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele; no entanto, os publicanos e as prostitutas acreditaram. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram depois para acreditar nele.

Introdução

Meus irmãos aqui vai um alerta: As próximas parábolas atacarão a sua justiça própria. Essa é a primeira delas. Jesus colocou a auto-justiça dos fariseus em xeque. O título desse sermão poderia, contextualmente, ser trocado de “a parábola dos dois filhos” por “os pecados antes de você”.
Qualquer pessoa que tenha comportamentos reprováveis mas que largaram sua justiça própria - entenderam que enquanto confiavam em “sou filho de crente”; “sou praticante de boas obras”; “sou calvinista, arminiano”; “sou pastor”; “sou socialmente inofensivo”; “sou mais inteligente que esses crentes bobocas”; “sou politicamente correto”; “sou de direita ou esquerda”. O inferno está lotado desses que confiam e se justificam nessas coisas. O que define o destino do ser humano é o que ele faz diante da revelação de sua falta de integridade moral e da obra salvadora de Jesus Cristo. Vamos tentar compreender o texto.
É uma longa sessão aqui em Mateus que vai do verso 23 ao 46 - e tem várias controvérsias com vários líderes judeus, juntamente com 3 parábolas que devem ser interpretadas à luz dessas controvérsias. E Apenas para nos situarmos onde isso aconteceu - essas controvérsias aparentemente ocorreram na terça-feira, o terceiro dia da Semana da Paixão. Era costume parar os mestres conhecidos e fazer perguntas para eles (cf. 22:16, 23, 35), e as multidões se deleitavam com essas discussões. Por fim, Jesus se voltou principalmente para as multidões e falando pra elas sem excluir os fariseus e os mestres da lei (cap. 23); e então, ao cair da tarde, ele se retirou para o Monte das Oliveiras e fez seu último "discurso" aos discípulos (cap. 24-25).
- O ensino de Jesus ocorre ali nos "pátios do templo", provavelmente em um dos pórticos que cercam o Pátio dos Gentios.
E começa aii no verso 23:
.Em primeiro lugar,com uma pergunta maliciosa (21.23). Os líderes do templo e do culto buscam um meio para acusarem Jesus. Querem encontrar uma causa legítima pra condená-lo à morte, e era uma pergunta capiciosa: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu essa autoridade? Segundo o direito judaico, a pergunta poderia ser simplesmente sobre a autoridade de quem estava ensinando, o que seria algo normal e até esperado dos líderes. No entanto, o evangelista opta por deixar essa questão em aberto, dando a entender que ela é muito mais abrangente. Por trás dessa pergunta está o impacto causado pela entrada triunfal e pela purificação do templo (Mt20.29em diante e Mt 21.12 em diante). Se Jesus admitisse que sua missão vinha de Deus, isso não resultaria apenas em uma discussão doutrinária ou numa possível proibição de ensinar, mas envolveria questões de vida ou morte. A partir desse ponto, tudo o que acontece em Jerusalém está ligado a essa decisão final. Os sacerdotes tinham o desejo de sufocá-lo e talvez enredá-lo.
Em segundo lugar, Jesus faz uma contrapergunta corajosa (21.24,25a). Jesus não caiu na armadilha deles. Muito pelo contrário, respondeu àquela pergunta capciosa com outra pergunta: Donde era o batismo de João, do céu ou dos homens? A pergunta de Jesus não foge do foco. O batismo de João tinha tudo a ver com sua autoridade. João era um profeta de Deus, reconhecido pelo povo, e eles rejeitaram a mensagem de João. Se eles respondessem não, o povo os condenaria. Se eles respondessem sim, estariam afirmando a autoridade divina de Jesus.
Os principais sacerdotes, escribas e anciãos ficaram encurralados pela pergunta de Jesus (Hipócritas que eram), preferiram mentir para não enfrentar a verdade. Abafaram a voz da consciência, taparam os ouvidos à verdade e usaram de hipocrisia, denovo .
Jesus não entrou numa discussão que não daria qualquer fruto com esse povo, nem perdeu tempo com suas perguntas capiciosas. Jesus confronta agora aquela curiosidade - deles - cheia de engano com um silêncio ensurdecedor! Verso 27 - responderam: Não sabemos.
E ele, por sua vez, lhes disse:
— Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.
Hernandes Dias Lopes, Mateus: Jesus, o Rei dos Reis, 1a edição., Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2019), 659–660.
Senhor Jesus deixa seus interrogadores sem resposta, então passa a contar parábolas. E nós veremos cada uma delas como temos feito já desde o início do ano - A primeira parábola (21.28–32) mostra que publicanos e meretrizes vão entrar no reino primeiro que os fariseus e sacerdotes, “donos da lei” . A segunda parábola (21.33–46), ainda mais profunda, leva os principais sacerdotes e fariseus a compreenderem que Jesus apontava para eles como os lavradores maus que mataram o filho do dono da vinha. A terceira parábola (22.1–14) mostra que os convidados de honra não aceitaram o convite para a festa das bodas do filho do rei; por isso, aqueles que eram considerados indignos foram levados à sala do banquete, banquete este que não admite que ninguém entre sem vestes nupciais.
Vejam como tudo se conecta e vamos mais a fundo - na nossa parábola
Somente no Evangelho de Mateus encontramos a parábola dos dois filhos. E é muito interessante por sua simplicidade e pode ser resumida nas conhecidas palavras de Tiago 1.22: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” . Ela ensina que a pessoa que se recusa a fazer o que lhe é pedido, mas que, mais tarde muda de ideia e faz a tarefa, é melhor que aquela que promete cuidar de suas obrigações, mas nunca as realiza.
Enquanto ensinava no templo, e com os principais sacerdotes e os anciãos ainda por ali, Jesus continuou com seu pensamento com uma história sobre um pai e seus dois filhos. O pai possuía uma vinha, que era a fonte de recursos da família. Por isso, o trabalho na vinha era comunitário e realizado por todos os membros da família. O pai dirigiu-se ao primeiro filho e disse-lhe para ir trabalhar na vinha, naquele dia em particular. É irrelevante , claro, se era o começo da primavera quando as vinhas eram podadas, ou no verão quando as ervas daninhas eram arrancadas, ou outono quando as uvas eram colhidas. É o pedido do pai que foi feito e a resposta dada a ele que são essenciais. “Filho, vai hoje trabalhar na vinha”. No entanto, sem preocupar em se mostrar cortês ou algum respeito para com o pai, ele respondeu apenas: “Não quero”. E imediatamente já mostra 2 erros graves para a cultura da época - Ele errou em não se dirigir respeitosamente ao pai, chamando-o de “senhor”, e também em não dar uma justificativa para sua má vontade.
O pai teve de se dirigir ao segundo filho, com o mesmo pedido, a fim de ter o trabalho feito na vinha. Esse filho, de forma respeitosa e polida, dirigiu-se ao pai corretamente, e disse: “Sim, senhor”. Só que “NÃO FOI”. Prometeu ao pai um dia todo de trabalho. Era uma promessa que não pretendia cumprir.
Interpretação
Jesus colocou para os que o ouviam a inevitável questão: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”. Os principais sacerdotes e os anciãos do povo não podiam mais se esconder atrás de uma ignorância fingida. Foram forçados a responder, mesmo compreendendo que a parábola fala da hierarquia eclesiástica de Israel. Eles responderam: o filho que primeiro se recusou, mas que, mais tarde, mudando de ideia, fez a vontade do pai.
Jesus esclarece o que a história sobre o pai e seus dois filhos significa, realmente, no contexto espiritual de sua época. O primeiro filho, diz Jesus, é a personificação dos coletores de impostos e das meretrizes que viviam uma vida de pecado e que se recusavam a fazer a vontade de Deus. Mas, quando veio João Batista “…pregando batismo de arrependimento para a remissão de pecados” (Mc 1.4), os marginalizados pela moral e pela sociedade se arrependeram, creram, e entraram no reino de Deus. Assim, fizeram a vontade do Pai.
O segundo filho retrata a atitude dos líderes religiosos dos dias de Jesus. São aqueles que fazem tudo para serem vistos pelos homens (Mt 23.5–7): “Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos pelos homens, as suas obras a “aparente” piedade; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens” (Mt 23.5–7). São aqueles que não praticam o que pregam. João Batista foi a eles, mostrando-lhes o caminho da justiça. Ouviram suas palavras, mas não creram nelas. Simplesmente o ignoraram. Viram, no entanto, que os publicanos aceitaram a mensagem de João e foram batizados. E claro que com isso rejeitaram o propósito de Deus para si mesmos, recusando-se a serem batizados por João (Lc 7.30).
A aplicação da parábola é dinâmica. Os coletores de impostos e as meretrizes tinham-se recusado a obedecer à vontade de Deus. Mas, quando ouviram a mensagem de arrependimento, voltaram-se para Deus, em obediência. João Batista tinha uma vida íntegra em mensagem e em prática (Pv 8.20). Sua pregação inclui uma necessidade de reforma ética à luz da iminente vinda do reino (Mt 3.2,3). Eles eram como o filho que disse: “Não quero”, mas que, mais tarde, mudou de ideia e foi trabalhar na vinha. Analogamente eram como Zaqueu que disse a Jesus (Lucas 19.8 “8 Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor: — Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais.” ).
Os líderes religiosos que, presumivelmente, eram peritos na lei de Deus, mostravam uma aparente concordância e consentimento, interiormente, no entanto, se recusavam a aceitar a Palavra de Deus, viesse ela pela palavra escrita dos profetas, ou pela palavra falada de João Batista e de Jesus. Se João tinha autoridade, quanto mais JESUS a quem João Batista apontava. João apontava para Jesus e a justiça superior do Reino (Mt 5.20). Os pecadores ouviram João e creram - aqui, obedecer é crer. Obedeceram ao chamado de arrependimento e creram. Cumpre a vontade de Deus aquele que se curvou ao chamado do Batista para se arrepender.
A autoridade de João Batista foi o tema da pergunta de Jesus antes no primeiro texto que lemos versos 23-27, e aqui ele explica que eles deveriam ter crido nele, pois realmente seu batismo era do céu, e portanto, a autoridade de Cristo era do Pai. O caminho estava sendo preparado para a vinda do Rei, mas eles não receberam o profeta que anunciava, antes o mataram - e segundo em obstinação, apesar de se dizerem conhecedores dos profetas, estavam rumando para matar o próprio Messias. Porém, publicanos e meretrizes creram em João Batista, que veio primeiro que Jesus. Os religiosos viram isso (26) e não creram (32b).
Quando respondem “o primeiro” ali no verso 31, seu juízo sobre si mesmos é “cremos com a boca, mas não nos arrependemos, por isso, não obedecemos”. Eles viram a fé dos seguidores de João Batista. Eles até sabiam disso no diálogo entre si (25-26), se seu batismo fosse do céu, deveriam crer nele. O problema não era eles dizerem “não a João Batista”, era eles não se arrependerem - impenitentes. Coração Duro - Orgulhosos, presunçósos, a justiiça própria gritava!!
Aqui dá a conexão com as próxima parábolas, em que um grupo de pessoas perde sua posição privilegiada e é substituído por pessoas que desprezavam.
Meus irmãos - Embora essa parábola seja relativamente curta e sua mensagem seja simples, a lição que ensina não é, de modo algum, trivial. Ela contém o ensino do Antigo e do Novo Testamento: obedecer à Palavra de Deus, escutar a sua voz e fazer a sua vontade. Como disse Samuel a Saul: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura dos carneiros” (1Sm 15.22), do mesmo modo Jesus instrui seus discípulos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14). O próprio Jesus fala abertamente de sua obediência a Deus, o Pai, dizendo: (João 6.38–39 “38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.”
Simon J. Kistemaker, As Parábolas de Jesus, trans. Eunice Pereira de Souza, 3a edição. (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2011), 86–88.
Vamos a algumas aplicações:
A nossa relação com Deus, com sua Palavra, com o Evangelho e com Cristo não pode ser mantido com base em nosso proveito político ou religioso perante os homens. Na verdade, é necessário cremos em Cristo de tal forma que o comprometimento de nosso status religioso ou mesmo nossa segurança diante dos homens não importe - mas ser fiel sim.
Cumprir a vontade de Deus é a única coisa necessária (1Samuel 15.22; Salmo 25.4; 27.11; 86.11; 119, em várias passagens; 143.10; Isaías 2.3; Mateus 7.21–27; 28.20; João 15.14; Atos 5.29). Mas em primeiro lugar, só se pode cumpri-la pela fé (Hb 11.6). Devemos trabalhar na vinha. Na adianta se dizem preocupado, achar bonito e interessante, vestir-se da religião missionária e caridosa, mas tudo como justiça própria. Aqueles que não possuem justiça em si mesmos recebem a justiça de Cristo pela fé, e seu discipulado é demonstrado por sua palavra, por sua busca por Jesus e por ensinar outras pessoas a seguí-lo. Aprendamos com Jesus: “Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir sua obra” (Jo 4.34)?”
A parábola não faz distinção entre o pecador público e o líder religioso. Se não houver arrependimento e, portanto, o cumprimento da vontade do Pai, não há salvação. Você pode ser o mais rigoroso religioso do mundo em todos os aspectos relacionados a auto-justiça, mas se não abraçar a Cristo, sempre serão os canceláveis antes de vocês. Os pecadores - arrependidos antes de você. Os transexuais antes de vocês. Os racistas antes de vocês. Os comunistas antes de vocês.
Não importa como você viveu até hoje: se arrependa e creia. Não importa quem você tenha sido ou feito. Desista de seus pecados e creia em Cristo. E depois de crendo, não pare de se arrepender (1Jo 1.9). Esse é o caminho do cristão: abandonar as obras da carne para seguir nas obras da luz.
Meus irmãos aproveitem os testemunhos de fé (aquilo que aponta para a pessoa e obra de Cristo), como conversões, para fortalecimento do seu relacionamento com Cristo. As novas conversões nos lembram de onde viemos e como ainda somos dependentes da graça. Todos nós temos crises - não precisamos parecer limpinhos nelas. Mas é importante seguirmos a vontade do Pai. É necessário atendermos o chamado de olhar para Cristo e crermos nele.
Charles Spurgeon em sua pregação nesse texto no século 19 colocou assim: Que Deus permita o tempo em que será dito de você: (v29)“Mas, depois, arrependendo-se; mudando de ideia; crendo em Jesus, obedecendo à Palavra, foi”. Talvez o primeiro filho da parábola haja pensado depois com mais calma, ao dizer a si mesmo: “Vou pensar no assunto; segundos pensamentos são quase sempre melhores que os primeiros. Resmunguei para meu pai, dei-lhe uma resposta atravessada e vi uma lágrima brotar nos seus bons olhos. Sim, me arrependo de tê-lo feito se afligir. Isso me faz mudar de ideia. Disse ‘Não’ a ele, mas não havia pensado bem sobre isso. Esqueci-me que se for e trabalhar na vinha de meu pai estarei trabalhando para mim mesmo, pois sou seu filho, e o que ele tem será de certo modo meu, de sorte que fui muito tolo em me recusar a trabalhar em benefício próprio. Agora vejo quanto meu pai tenciona meu benefício e irei para a vinha, como ele me ordenou”. Ele toma suas ferramentas e ruma para o trabalho com toda a sua disposição. Se ele disse Não quero, mas se arrependeu e foi, é claro que realizou a vontade do pai.
Como eu gostaria que muitos homens e mulheres presentes aqui hoje, clamassem: “Retiro o que disse. Irei a meu Pai, e lhe direi: ‘Pai, farei o que me ordenas. Não ofenderei mais o teu amor. Não perderei a oportunidade de fazer o melhor por minha própria alma; obedecerei ao comando do evangelho’ ”. Suponho que tenha agora justamente um de vocês diante de mim e a este, especialmente, falarei. Talvez tenha dito “Não quero” por não entender de fato o que é religião. Quão poucos, no fim das contas, sabem qual é o caminho da salvação! Apesar de talvez frequentarem uma igreja, não aprenderam a respeito do plano de Deus de perdoar os pecados. E você, conhece o plano da salvação? Ouça-o e viva segundo ele. Você ofendeu Deus, e Deus deve punir seu pecado; é uma regra fixa que o pecado deva ser punido; como, então, poderia Deus ter misericórdia de você? Apenas deste modo: Jesus Cristo veio do céu e sofreu em lugar e nas mais rigorosas condições de todos aqueles que pecaram e que nele creem; sofreu tudo o que eles deveriam ter sofrido. De sorte que Deus é justo, mas, ainda assim, ao mesmo tempo, capaz de perdoar até o maior dos pecadores, mediante os méritos de seu amado Filho, nosso Senhor. Se você crer em Cristo, suas dívidas serão pagas por ele. Se você se apoiar em Cristo, e nele apenas, Deus não irá puni-lo por seus pecados, pois já puniu Cristo - em Isaias diz que Deus se agradou em moelo, pois ajustiça e o plano se cumpriam em Cristo, na dor no sofrimento havia justiça, e se Cremos nessa obra de Deus invocarmos seu nome e nos arrependermos seremos salvos.
Só a Deus somente a Glória, vamos orar.
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