Proverbios 11: 23-28
Notes
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Desejos santos, frutos bons – O desejo dos justos tende somente para o bem, mas a expectação dos perversos redunda em ira (Pv 11.23).
O ser humano faz o que pensa em sua mente e o que deseja em seu coração. O que ele faz determina o que sente.
Tudo começa com o desejo. É dessa fonte que brotam os ribeiros da vida ou os rios da morte. O coração é a cabeceira na qual nasce esse rio. Esse rio pode carregar a vida ou transportar a morte. O desejo dos justos tende para o bem, pois seu coração já foi transformado. Longe de ser uma fonte envenenada, é um manancial do qual fluem águas cristalinas que matam a cede dos cansados.
Já a esperança dos perversos é como uma torrente caudalosa que transborda para fora do leito, levando destruição por onde passa. A expectação dos perversos redunda em ira, pois parte de um coração soberbo, violento e impuro. A esperança do perverso é como um mar agitado que lança lodo e lama. As ondas revoltas que se levantam do coração do ímpio são verdadeiros tsunamisque devastam tudo por onde passam. O desejo do justo dá bons frutos, mas a esperança do perverso redunda em ira.
Verso 27. – “Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.”
27. O que um homem buscar na vida certamente o alcançará no final.
11:27 O indivíduo de ações puras e altruístas conquista a simpatia dos outros. Aquele que procura o mal acabará recebendo maldades em troca.
Faça você o mesmo. Busque o bem, empenhe-se por alcançá-lo, e ele virá ao seu encontro. Deteste o mal, e ele fugirá de você.
Generosidade – 24-26
Verso 24 – “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.”
24. O grau de apego do indivíduo aos bens materiais é inversamente proporcional à sua recompensa na vida.
11:24 Esse provérbio fornece um estranho paradoxo: enriquecemos por meio da generosidade e empobrecemos quando acumulamos tesouros para nós mesmos na terra.
Em outras palavras, aquilo que guardamos, perdemos e damos é o que de fato possuímos.
A MATEMÁTICA DE DEUS É DIFERENTE.
Na economia de Deus, você tem o que dá e perde o que retém.
O dinheiro é como uma semente: só se multiplica quando é semeado. A semente que se multiplica não é a que comemos nem a que guardamos, mas a que semeamos. A semeadura generosa terá uma colheita farta, pois quem dá liberalmente, a este se acrescenta mais e mais. É o próprio Deus quem multiplica a nossa semente e faz prosperar a nossa sementeira, quando abrimos a mão para abençoar. Mãos abertas produzem bolsos cheios. Porém, o contrário também é verdadeiro.
É algo que vaza entre os dedos. É como receber o salário e colocá-lo num saco furado. Aqueles que acumulam com avareza o que poderia socorrer o aflito descobrem que esse dinheiro acumulado não pode lhes dar felicidade nem segurança.
Verso 25
“A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.”
11:25 A pessoa generosa colhe frutos com os quais os avarentos nunca sonharam. O que fizermos para os outros retornará em forma de bênção.
Generosidade, a fonte da prosperidade – A matemática de Deus é diferente.....
Jesus Cristo disse que mais bem-aventurado é dar do que receber. A contribuição não é um favor que fazemos às pessoas, mas uma graça que recebemos de Deus. Quando abrimos a mão para ofertar, estamos investindo em nós mesmos e semeando em nosso próprio campo.
Deus multiplica a sementeira daquele que semeia na vida dos seus irmãos. Quem dá alívio aos outros, alívio receberá. A Bíblia diz: Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal. O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41.1–3).
Podemos lembrar de 2Co 8.
Verso 26 “Ao que retém o trigo, o povo o amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do seu vendedor.”
11:26Em períodos de escassez de alimento, os egoístas retêm a produção de trigo na esperança de forçar a alta dos preços de mercado e, dessa forma, obter lucros exorbitantes. São aproveitadores que enriquecem com a desgraça dos outros. Não é de admirar que o povo amaldiçoe esse tipo de gente! O povo gosta das pessoas que suprem suas necessidades urgentes de imediato.
Sede de lucro, a maldição certa –
Em tempos de guerra ou recessão econômica, comerciantes avarentos e gananciosos retêm os alimentos básicos para vendê-los por um preço maior. Nos dias de Salomão e dos profetas, os comerciantes endinheirados compravam e armazenavam todo o produto da lavoura, de modo que, na hora da fome, chantageavam o povo, cobrando preços exorbitantes. Desta forma, muitas famílias precisavam hipotecar suas casas para comprar o trigo. Essa avareza criminosa é denunciada pela Palavra de Deus. Aqueles que adotavam essa prática criminosa foram amaldiçoados pelo povo e rejeitados por Deus.
O texto bíblico diz enfaticamente que haverá bênção sobre a cabeça do comerciante íntegro que não tenta se enriquecer com a infelicidade alheia. Não há lucro maior do que suprir a necessidade do próximo. Não há bênção maior do que ser instrumento de Deus para socorrer os necessitados. Sede de lucro é maldição certa, mas integridade generosa é fonte das bênçãos mais copiosas. É melhor ter um lucro menor com a bênção de Deus do que ganhar muito dinheiro e ser maldito pelo povo e reprovado pelo Senhor.
Verso 28
“Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem.”
11:28 Esse provérbio tem uma passagem correlata em 1Timóteo 6:17–19. As riquezas são instáveis e, portanto, indignas de confiança. Devemos depositar nossa confiança no Deus vivo que nos proporciona riquezas em abundância para nosso deleite.
“O desejo insensível e desumano por ouro”, escreveu Samuel Johnson, “é a perversão derradeira do homem degenerado”.
As riquezas não são confiáveis. São um falso refúgio. Não podemos depositar nossa confiança na instabilidade das riquezas. Elas não podem nos dar segurança verdadeira nem felicidade permanente. Aqueles que confiam nas suas riquezas, em vez de confiar em Deus, percebem que o dinheiro evapora como nuvem passageira. O dinheiro não tem raízes. É liso como sabão. Desaparece no horizonte como um relâmpago que risca os céus e depois se esconde na escuridão.
O dinheiro não pode nos dar as coisas mais importantes da vida como o lar, o amor, a felicidade, a paz e a salvação. O dinheiro não pode transpor conosco os umbrais da morte. Nada trouxemos para este mundo, e nada dele levaremos. O dinheiro pode até nos dar um belo funeral, mas não nos garantirá a vida eterna. Só os loucos pensam que a segurança da sua alma está no dinheiro. Confiar na riqueza é queda certa. Porém, os justos, aqueles que confiam em Deus, reverdecerão como a folhagem. Mesmo que as crises cheguem, eles não perderão sua beleza nem deixarão de dar o seu fruto. É melhor ser um justo pobre do que um rico insensato. É mais seguro confiar em Deus do que depositar a confiança no dinheiro.
