Um novo estilo de vida (Ef 4:17-32)
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Admoestações de Paulo, para uma Vida Santa
Admoestações de Paulo, para uma Vida Santa
Em Efésio 4:1-16 Paulo tratou da UNIDADE da igreja. Nesse paragrafo, ele trata da PUREZA da igreja.
A pureza é uma característica do povo de Deus e é indispensavel qaunto a UNIDADE.
Efésios 4.17–24 (ARA)
17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,
18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,
19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. (Rompimento de um acordo; anulação, ruptura: dissolução de casamento, de união estável.)
20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,
21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,
22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,
23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,
24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.
intro
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Paulo descreve os novos padrões esperados da nova sociedade de Deus, ou a vida digna do chamado de Deus. Chamados a sermos um só povo, devemos cultivar a unidade. Chamados a sermos um povo santo, devemos também cultivar a pureza.
A essência da mensagem do apóstolo é clara: “Não vivam mais como os gentios”
Era essencial, desde o início, que seus leitores entendessem o contraste entre o que haviam sido como pagãos e o que eram como cristãos, e ainda compreendessem as bases teológicas fundamentais dessa mudança.
Mas qual é a origem da escuridão das mentes pagãs?
É “devido ao endurecimento do seu coração” (v. 18)
Paulo passa a enumerar oito descrições da terrível condição daqueles que são apanhados na vida do pecado:
Eles estão obscurecidos em sua compreensão. As duas primeiras descrições identificam seu estado de ser, o resultado de sua depravação. Em Romanos 1.21, parte da famosa descrição de Paulo sobre a depravação dos gentios (Rm 1.18–32), ele declarou que “embora eles conhecessem a Deus [por meio de sua revelação de si mesmos na criação] […] seus corações insensatos estavam obscurecidos”. Paulo está enfatizando sua escolha deliberada de rejeitar Deus e seus caminhos.
Elas estão separadas da vida de Deus. Para um Deus santo o pecado é detestável. Os perdidos no pecado estão para sempre separados dele. Quando Jesus se tornou pecado por nós na cruz, Deus teve de se afastar, levando Jesus a gritar nas palavras de Salmos 22.1: “Meu Deus, Deus, por que me abandonaste?”. Esta é a pior das sete descrições dos horrores do pecado, e será a terrível realidade daqueles que passam a eternidade no lago de fogo.
Eles são ignorantes. Este é o resultado da primeira descrição: como seu entendimento foi obscurecido, eles estão cheios de ignorância. Esta é uma ignorância perigosa, pois é o resultado não de uma falta de conhecimento, mas de uma negação deliberada do conhecimento que Deus colocou à sua disposição. Em Romanos 1.19,20, Deus deixou claro seu “poder eterno e natureza divina”, mas por causa de sua compreensão obscurecida, a humanidade depravada rejeitou esse conhecimento e escolheu a ignorância.
Eles têm o coração duro. Esta é a razão pela qual o mundo está impregnado de ignorância. Mais uma vez isso descreve um processo deliberado com um ciclo distinto — o mundo do pecado escurece a mente, levando a um coração calcificado que é impermeável às verdades de Deus e produzindo uma recusa obstinada (o significado de “duora”) de ouvir e uma ignorância que permanece fechada para Deus e separada dele.
Eles perderam toda a sensibilidade (4.19). A ignorância leva a duora, que por sua vez leva à insensibilidade, à incapacidade de sentir dor — aqui se refere à incapacidade de sentir vergonha ou culpa na presença de um mal duradouro. EX: (A repetição ancora uma prática na memória dos músculos. Os grandes atletas têm o toque porque eles já praticaram movimentos milhares de vezes. De forma semelhante, quando pecamos repetidamente, o músculo da nossa mente aprende a praticar o mal com um sentimento de impunidade.) Essa é a definição de um psicopata: aquele que não sente remorsos por seus terríveis males. Em certo sentido, podemos nos tornar psicopatas pecadores. 1Pedro 4.4 diz bem: o mundo espera que nos “juntemos a eles em sua imprudência”, vida selvagem” (literalmente, “mergulhar com eles em uma enchente de pecado”).
Eles se entregaram à sensualidade. A “sensualidade” (aselgeia) refere-se em geral a um estilo de vida narcisista e especificamente a uma vida de promiscuidade. Tanto os aspectos gerais quanto os específicos são aqui destinados. Tais pessoas vivem para si mesmas pelo princípio do prazer, especialmente em perversões sexuais. Em Romanos 1.24,26,28 Paulo afirma que porque os seres humanos abraçaram o pecado, Deus os “deixará em” ou os “entregará” a uma vida de devassidão. Aqui eles fazem isso a si mesmos, entregando-se completamente às práticas malignas que Deus detesta.
Eles se entregam a todo tipo de impureza. Impureza e indulgência são descrições adequadas do modo de vida americano predominante em nossos dias. É chocante ver alusões ao sexo em quase todos os tipos de propaganda; isso está chegando ao ponto em que devemos rotulá-lo de “pornografia suave”. Sob a lei do Antigo Testamento, “impureza” descrevia algo impuro, aquelas coisas (animais como porcos ou cães, juntamente com objetos ou condições como cadáveres ou lepra) que contaminavam as pessoas e as tornavam impróprias para permanecer diante de Deus. Aqui, indica práticas malignas que separam a pessoa de Deus (a segunda descrição menciona anteriormente).
Elas estão cheias de ganância. Paulo está descrevendo pessoas que nunca estão satisfeitas, que pensam que têm de ter mais e mais, que vivem pelo velho adágio “Quando a ida se torna dura, os duros vão às compras”. Em Colossenses 3.5 Paulo fala de “ganância, que é idolatria” (veja também Ef 5.5), e isso descreve o problema perfeitamente.
O caminho cristão é substituir o antigo (4.20–24)
A nova verdade em Jesus (4.20,21)
A nova verdade em Jesus (4.20,21)
Diante da dureza, do obscurecimento e da imprudência dos pagãos, Paulo define todo um processo de educação moral cristã. Ele usa três expressões paralelas: vocês aprenderam (v. 20), vocês ouviram (v. 21) e foram ensinados (v. 21).
De acordo com a primeira expressão, o próprio Cristo é a essência do ensino cristão. Ele é a Palavra que se fez carne, o único Deus-homem que morreu, ressuscitou e reina. Mas, mais do que isso, devemos também pregar seu senhorio, o reino ou o governo de justiça que ele inaugurou, e todas as exigências morais da nova vida. O Cristo de quem os efésios haviam aprendido os estava chamando a padrões e valores totalmente diferentes da antiga vida pagã deles.
Na segunda expressão, temos Cristo, o mestre (vocês o ouviram). Paulo acredita que, por meio da voz de seus mestres cristãos, eles realmente ouviram a voz de Cristo. Assim, quando a sólida instrução moral bíblica está sendo dada, pode-se dizer que Cristo está ensinando sobre ele próprio.
Já na terceira expressão, nele foram ensinados, isto é, Jesus Cristo também era o contexto, até mesmo a atmosfera dentro da qual o ensino era dado. Quando Jesus Cristo é, ao mesmo tempo, o sujeito, o objeto e o contexto da instrução moral que está sendo dada, temos a confiança de que ela é verdadeiramente cristã. Pois a “verdade […] está em Jesus”.
Mas o que exatamente é essa verdade em Jesus? Se o obscurecimento dos pagãos leva à impureza imprudente, os versículos 22–24 dão a resposta: é nada menos do que nos despir da velha humanidade, como se ela fosse uma roupa puída, e nos revestir de uma roupa limpa, como se ela fosse a nova humanidade recriada à imagem de Deus.
Os leitores de Paulo haviam aprendido que se tornar um cristão envolve uma mudança radical, ou seja, conversão e recriação. Envolve o repúdio do velho eu, nossa humanidade caída, e a convicção de um novo eu, ou de uma humanidade recriada.
As descrições que Paulo faz de ambos os “eus” se equilibram. O velho eu estava em processo de degeneração, a caminho da ruína ou destruição; o novo eu acabou de ser “criado para ser semelhante a Deus”.
A nova humanidade que assumimos é criação de Deus, não nossa, mas concordamos inteiramente com o que ele fez. Nós “nos despimos” de nossa velha vida, afastando-nos dela com aversão, e “nos revestimos” da nova vida que ele criou, aceitando-a e acolhendo-a com alegria. Em suma, a recriação (o que Deus faz) e o arrependimento (o que fazemos por sua graça) são indissolúveis e não podem ser separados.
O tipo de roupa que vestimos depende do tipo de papel que estamos cumprindo. Mas quando mudamos nosso papel, trocamos de roupa. Uma vez que, por uma nova criação, nós nos despimos da velha humanidade e nos revestimos da nova, devemos também deixar de lado os velhos padrões e adotar novos. Nosso novo papel implicará novas roupas; nossa nova vida, um novo estilo de vida ético.
