Apesar das Adversidades
Uma Santa Igreja • Sermon • Submitted • Presented
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1 Tessaloniceses 2
1 Tessaloniceses 2
Estamos falando sobre “Uma Santa Igreja”, e como já mencionamos anteriormente, essa não é uma série de mensagens destinada a Igreja de modo geral. Mas, destinada a igreja de modo individual. Como salientamos anteriormente, que a santidade da igreja geral, como corpo, depende da santidade individual, dos membros desse corpo.
Quero chamar a sua atenção para algo que, muitas vezes, nos passa despercebido. Santidade, não um estado de alguém que se isola do mundo, tomando uma postura de ascetismo religioso, ou mesmo uma postura fundamentalista, e até mesmo legalista com o uso da palavra. Não tocando nisso, não comendo aquilo, abandonando aquilo outro.
Cristo não nos salvou para vivermos em isolamento no mundo, escondidos ou dentro de pequenos guetos religiosos. Ao contrário, sua palavra nos diz: “vós sois o sal da terra (...) vós sois a luz do mundo”. Jesus nos ordenou: “ide e pregai o evangelho...”. Com isso, quero afirmo que, embora santidade seja pessoal, uma busca pessoal, ela deve ser experimentada no mundo.
Vamos ao texto!
v.1 – “Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera”
- Em primeiro lugar, Paulo mostra que sua presença entre os irmãos de Tessalônica não foi infrutífera, que é o mesmo que “vazio ou inútil”.
- Com isso ele quer dizer que o tempo de permanência entre os irmãos, foi útil e verdadeiro. Não trabalhamos inutilmente entre vocês.
- Penso que essa é uma certeza que paira sobre o evangelho. Uma certeza que vem da santa palavra, como encontramos em 1 Coríntios 15.58 “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”.
- O que Paulo está reconhecendo, é o que nós devemos crer e consequentemente reconhecer, que não existe trabalho vão. Não será inútil orar, evangelizar, dar testemunho da santa palavra.
v.2 – “mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.”
- Apesar dos pesares, continuamos, não desistimos de fazer aquilo que fomos enviados para fazer.
- Essa coragem, altruísmo, determinação é algo que precisa nos penetrar, habitar o nosso coração.
- Não somos chamados a desistir, afinal, nosso trabalho não é vão. Esse versículo
- Este versículo me chamou atenção, pois sua estadia em Tessalônica não foi harmoniosa e tranquila. Ao contrário, ele mesmo diz: “apesar de maltratados” – apesar de termos sofrido, e em seguida ele diz “e ultrajados” que é o mesmo que desonrados, sofrer insolência, ser alvo da arrogância alheia, ser tratado vergonhosamente.
- Apresar dos pesares, o texto diz: “tivemos ousada confiança em nosso Deus”.
Que situação foi que o apóstolo passou ao lado de Silas? Em Atos 16.19-40 registra esse episódio, um vergonhoso tratamento que consistiu em uma captura violenta, sendo despidos no mercado e surrados com varas, além de acorrentados à parede de uma cela imunda.[1].
- Já em Tessalônica (Atos 17), quando judeus com inveja do poder do Evangelho, fomentam um motim contra Paulo e Silas, que precisam ser escondidos, e depois tirados da cidade em segredo.
- O que quero destacar neste versículo, é forte convicção do apóstolo. Aquilo que ele chama de “ousada confiança em Deus”, que apesar dos pesares, de toda adversidade que o cercou, ele não perdeu o foco, não desanimou, não deixou se abater pelos primeiros resultados apresentados.
- Imagine você, que deixando tudo pela causa de Cristo, vê como os primeiros resultados, dor, sofrimento, perseguição, insucesso. O que você faria?
- Os primeiros frutos, digo, as primeiras reações não foram aquelas que aquecem a alma e traz sentimento de realização. Ao contrário, quando a verdade foi vivida e propagada, houve oposição, perseguição, para usar as palavras da própria Escritura, que fala em maus-tratos e ultraje.
- O amor de Paulo, está protegido pela forte convicção, ousada confiança em Deus.
- O final deste versículo ele diz: “para anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta”. – Que coisa não?
- O estabelecimento do Evangelho não será realizado, antes, sem que haja resistência e oposição.
v.3-6 – “3 Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; 4 pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração. 5 A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. 6 Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros.”
- Nestes próximos versículos o apóstolo nos trará importantes lições para complementar a razão daquilo que falamos até agora.
- Nos dois primeiros versículos aprendemos, primeiro, que sua estada não foi infrutífera, embora, em segundo lugar, isso aconteceu por meio de maus-tratos, ultraje e muita luta.
- Será que você entendeu isso?
- Neste caso, o que você precisa entender, é o modo de proceder do apóstolo. Nestes versículos, o que temos é alguém que apresenta que todo o seu empenho e dedicação, não estiveram pautados em si mesmo.
- Eles estiveram empenhados, não em agradar a homens, mas a Deus que os chamou.
- O compromisso com Deus é maior que o compromisso com os homens, o dever de honrar a Deus, é maior que o dever de honrar os homens.
- Penso que isso é ultra desafiador, uma vez que, muitas vezes, ser visto e reconhecido pelos homens é a primeira coisa que buscamos. A aprovação dos homens, é a primeira coisa que buscamos, e acreditamos que será nossa vida, e aquilo que mudamos, ou fazemos que fará o que só Deus pode fazer.
v.7-12 – “7 Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos; 8 assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós. 9 Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus. 10 Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes. 11 E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, 12 exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.”
- Nestes versículos, o apóstolo demonstrará seu amor pelo chamado e ao povo para qual foi enviado. O apóstolo nos diz que estava pronto para oferecer o evangelho e própria vida se preciso fosse.
- É necessário entendermos isso, não é o caso, de que o apóstolo acredita no valor da vida acima do Evangelho, ou que essa vida seja a cereja do bolo. As palavras do apóstolo devem ser entendidas no contexto de alguém, que amando o outro, estaria pronto, de até mesmo, perder a própria vida, para ter esse outro à salvo em Jesus.
- No verso 9, ele fala de seu trabalho, labor e fadiga, onde noite e dia labutou, com o fim de testemunhar o Evangelho.
- Viver em santidade, é viver em um intenso labor, trabalho, para que Cristo seja Senhor em nossas vidas, visto em nós e através de nós.
v.13-16 “13 Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes. 14 Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judeia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus, 15 os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens, 16 a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente.
v.17-20 - 17 Ora, nós, irmãos, orfanados, por breve tempo, de vossa presença, não, porém, do coração, com tanto mais empenho diligenciamos, com grande desejo, ir ver-vos pessoalmente. 18 Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho. 19 Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós? 20 Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria”
[1]Grant R. Osborne, 1 e 2 Carta aos Tessalonicenses, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 45–46.
