a humilhação do discípulo

Exposição do Evangelho de Mateus   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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JEJUM

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Mateus 6.16–18 NVI
16 “Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. 17 Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto,18 para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.
Essa passagem encerra essa seção do sermão do monte dedicada à piedade pessoal do discípulo de Cristo. Precisamos lembrar que no início do capítulo 6, Jesus nos advertiu dizendo
Mateus 6.1 NVI
1 “Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.
E em seguida ele tratou sobre as esmolas, o que vimos como a piedade na esfera dos relacionamentos humanos, e sobre a oração, falando sobre a nossa piedade na nossa devoção. E nos ensinou um modelo de oração, a chamada oração do Pai Nosso, onde declaramos nossas prioridades e dependência do Senhor
De modo similar, com a mesma fórmula introdutória, Jesus aqui trata sobre um outro aspecto da vida do seu discípulo, Jesus trata agora sobre a nossa piedade em nossa humilhação perante Deus.
Humilhação não é das palavras mais bem colocadas no nosso vocabulário
Vamos ao Jejeum propriamente dito:
O QUE É O JEJUM BÍBLICO
O jejum, por definição, é a total abstenção de alimentos, por um período de tempo, com o foco na humilhação daquele que o pratica.
Nas Escrituras são identificadas com a palavra HUMILHAÇÃO, um exemplo é o
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Salmo 35.13 NVI
13 Contudo, quando estavam doentes, usei vestes de lamento, humilhei-me com jejum e recolhi-me em oração .
Então quando você ler no AT que alguém se humilhou, você pode ter certeza que aqui estamos lendo um relato de completa abstinência de alimentação e um período de profunda oração.
No AT encontramos uma única prescrição para o JEJUM, a ordem era para que todo Israel jejuasse no DIA DA EXPIAÇÃO:
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Levítico 16.29–32 NVI
29 “Este é um decreto perpétuo para vocês: No décimo dia do sétimo mês vocês se humilharão e não poderão realizar trabalho algum, nem o natural da terra, nem o estrangeiro residente. 30 Porquanto nesse dia se fará propiciação por vocês, para purificá-los. Então, perante o Senhor, vocês estarão puros de todos os seus pecados. 31 Este lhes será um sábado de descanso, quando vocês se humilharão; é um decreto perpétuo. 32 O sacerdote que for ungido e ordenado para suceder seu pai como sumo sacerdote fará a propiciação. Porá as vestes sagradas de linho
Esse era o dia mais importante do ano; era o dia em que o sumo sacerdote oferecia um sacrifício por toda a nação; era o dia em que ele entrava no Santo dos Santos e aspergia o sangue do animal sem defeito sobre a tampa da arca, o propciatório.
Nesse dia, Deus instituiu um jejum nacional, uma humilhação nacional; todo Israel estaria absolutamente concentrado e CONSCIENTE do que seria feito pelo sumo sacerdote.
Somente o sumo sacerdote poderia fazer a propciação
O povo então passava o dia em JEJUM E ORAÇÃO como sinal de ARREPENDIMENTO PELOS SEUS PECADOS. Parece então que o Jejum instituído pela lei ensinava o povo a sua completa carência de perdão, de interecessão, de graça e msiericórdia.
O profeta Joel declara em
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Joel 2.12–13 (NVI)
12 “Agora, porém”, declara o Senhor, “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” 13 Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça.
O jejum é um convite de Deus ao arrependimento;ao quebrantamento; o Jejum demonstrava o rompimento com as práticas pecaminosas e levava o filho de Deus a lembrar-se do sacrifício que por ele era feito;
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Números 6.22–27 (NVI)
22 O Senhor disse a Moisés: 23 “Diga a Arão e aos seus filhos: Assim vocês abençoarão os israelitas: 24 “O Senhor te abençoe e te guarde; 25 o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; 26 o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. 27 “Assim eles invocarão o meu nome sobre os israelitas, e eu os abençoarei”.
O povo se humilhava perante Deus esse dia, recordando sua pecaminosidade e sua esperança de salvação
Além disso, o AT nos mostra que essa prática se tornou casual na vida do povo de Deus como sinal de luto, por exemplo, em 2 samuel quando Davi soube da morte de Saul e seu amigo Jônatas;
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2Samuel 1.12 (NVI)
12 E se lamentaram, chorando e jejuando até o fim da tarde, por Saul e por seu filho Jônatas, pelo exército do Senhor e pelo povo de Israel, porque muitos haviam sido mortos à espada.
Também vemos no AT o jejum atrelado à busca de orientação do Senhor sobre situações e preocupações específicas
Daniel, após entender pela palavra do Senhor o tempo da desolação de Jerusalém, busca a Deus
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Daniel 9.3 (NVI)
3 Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza.
E também podemos nos lembrar de Ester quando,
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Ester 4.15–17 (NVI)
15 Então Ester mandou esta resposta a Mardoqueu: 16 “Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei”. 17 Mardoqueu retirou-se e cumpriu todas as instruções de Ester.
Então o jejum não é nenhum tipo de barganha; Fazer algo para receber algo; Fazer algo para ter direitos sobre Deus; Para exigir do Senhor ou atrair dEle sua atenção; não, é uma disciplina espiritual cuja preocupação repousa sobre a completa dependência do Senhor e busca da sua orientação; busca de se entregar nas mãos do Senhor sem distrações. A abstinência de alimentos por um período nos gera essa fome, nos gera esse incômodo, e essa fome e esse incômodo são lembretes de que muito mais do que comida, precisamos do favor do nosso eterno Pai.
John Stott:
“No entanto, não devemos nos humilhar diante de Deus apenas em penitência pelo pecado passado, mas também na dependência dele para a misericórdia futura. E aqui, novamente, o jejum pode expressar nossa humilhação perante Deus. Pois se "penitência e jejum" andam juntos nas Escrituras, "oração e jejum" são ainda mais frequentemente associados. Não se trata tanto de uma prática regular, de modo que sempre que oramos jejuamos, mas de um arranjo ocasional e especial, de modo que, quando precisamos buscar a Deus para obter alguma orientação ou bênção específica, deixamos de lado a comida e outras distrações para fazê-lo. Assim, Moisés jejuou no Monte Sinai imediatamente após a renovação da aliança pela qual Deus havia tomado Israel como seu povo; Josafá, vendo os exércitos de Moabe e Amom avançando em sua direção, "dispôs-se a buscar o Senhor e proclamou um jejum em todo o Judá";; Esdras 'proclamou um jejum' antes de conduzir os exilados de volta a Jerusalém, 'para que nos humilhássemos perante o nosso Deus e buscássemos dele um caminho reto';”
E quando chegamos no NT o próprio Senhor Jesus jejuou imediatamente antes do início de seu ministério público;
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Mateus 4.1–2 NVI
1 Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. 2 Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
e a igreja primitiva seguiu seu exemplo, a igreja de Antioquia antes de Paulo e Barnabé serem enviados na primeira viagem missionária, e Paulo e Barnabé antes de nomearem anciãos em cada nova igreja que haviam plantado.
Atos dos Apóstolos 13.2 (NVI)
2 Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”.
Então, todos os diferentes jejuns apresentados pelo AT nos apontam na mesma direção: reconhecimento da sua total dependência do Senhor e busca pela Sua orientação e direção. Humilhação na presença do Senhor, e busca da Sua face.
Agora podemos tratar o texto:
Jesus espera que seus discipulos se HUMILHEM..
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Mateus 6.16–18 NVI
16 “Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. 17 Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto,18 para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.
“E quando vcoês jejuarem...” é a mesmíssima expectativa sobre a oração e sobre as esmolas; Discípulos de Cristo se disciplinam espiritualmente; Discípulos de Cristo amam com verdade o próximo, oram sinceramente a Deus e também se humilham na sua presença. Isso pode ser feito na ausência de comida, mas indispensável é a humilhação do coração, e mesmo se você tiver tomado um belo café da tarde e sair pra comer hoje com os irmãos depois do culto, ainda assim, é possível se humilhar hoje na presença de Deus em busca da Sua face e seu auxílio.
Aqui eu gostaria de incentivar os irmãos a considerarem os textos lidos, as situações e praticarem o jejum como busca do Senhor, busca da Palavra, quebrantamento e humilhação;
Jejuar é declarar sua completa falência, incapacidade, dependência, necessidade, miséria, é dizer que precisamos somente e tão somente de Deus, sua graça, generosidade e perdão, e sua benevolência;e é se submeter completamente à vida e à Palavra do próprio Deus
O povo de Deus ao longo da história tem se apegado às práticas
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Isaías 58.1–9 (NVI)
3 ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados. 4 Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto. 5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor? 6 “O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? 7 Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? 8 Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda. 9 Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou.
coração sobre a disciplina
2. Jesus espera que seus discípulos jejuem sem chamar a atenção para si:
Se tudo o que foi dito era a prática do AT, nos dias de Jesus, os fariseus, que são o anti-exemplo de Jesus aqui, tinham adotado a prática do jejum duas vezes por semana, e faziam isso considerando como se fosse uma porção vital e obrigatória da sua vida religiosa; eles foram além do que Deus havia estabelecido e faziam disso um espetáculo da sua humilhação diante das pesosas evocando para si uma aparência de piedade; um teatro.
Jesus diz com clareza, vocês não serão assim: Se arrumem, arrume o cabelo, lave o rosto, e não humilhe-se perante os homens; humilhe-se perante o Pai que o vê apenas e o Pai te recompensará;
Deus recompensa a busca dos seus filhos, Deus recompensa a piedade dos seus filhos, Deus recompensa a oração dos seus filhos.
Aqui então encerramos essa seção do sermão do monte tratando portanto a devoção dos seus discípulos:
Nós amamos, nós oramos, nós nos humilhamos - é o fluxo da próprioa história de Jesus
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1Pedro 5.6 (NVI)
6 Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido.
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