Provérbios 12:1-3

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Provérbios 12.1–3 ARA
Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido. O homem de bem alcança o favor do Senhor, mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena. O homem não se estabelece pela perversidade, mas a raiz dos justos não será removida.
“Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido.”
12:1 O indivíduo disposto a receber disciplina demonstra vontade de aprender. O que rejeita a instrução e a repreensão mostra que é estúpido.
Um dos temas recorrentes no livro de Provérbios é nos apresentar que o sábio, o justo, amam a disciplina.
Um contraste entre o sábio e o estúpido também pode ser visto como o indivíduo reage ao ser confrontado, ensinado, instruindo, repreendido.
Salomão é categórico: Quem ama a disciplina, ama o conhecimento. Aprendemos pelos preceitos, pelos exemplos e também pelos nossos erros. Você erra? Você reconhece seus erros?
Quem ama a disciplina está disposto a receber disciplina, e quem está disposto a receber disciplina é alguém que reconhece seus erros, suas fraquezas.
Um fracasso só é fracasso quando não aprendemos com ele. Nossos erros não precisam ser nossos coveiros; podem ser nossos pedagogos. Só os estúpidos aborrecem a repreensão; os sábios amam a disciplina. A disciplina é o caminho do conhecimento prático e da sabedoria que vem lá do alto.
A palavra hebraica para Estúpido é baar e um dos significados dessa palavra é oco.
Outro significado é bruto. Não bruto de forte, mas de irracional.
As afeições religiosas do incorrigível o alienam do Santo e o restringem a pensar e a se comportar como um animal (cp. Sl 32.9).
A REPREENSÃO não é agradável à natureza. Podemos aprender a valorizá-la por seus resultados, mas ela nunca será doce ao nosso paladar; na melhor das hipóteses, é um pedaço amargo. A diferença entre um homem sábio e um tolo não é que um gosta e o outro a detesta; ambos não gostam (naturalmente), mas o tolo joga fora o precioso porque é intragável, e o homem sábio aceita o intragável porque é precioso.
É brutal em um homem agir meramente de acordo com o impulso dos sentidos. Não somos tão tolos quando a saúde de nossos corpos está em jogo. Quando éramos crianças, de fato, se deixados por nós mesmos, teríamos engolido avidamente a doçura dourada que nos adoecia, e jogado fora o remédio amargo que era adequado para purgar a doença dos canais da vida; mas quando nos tornamos homens, colocamos essas coisas infantis conclusivamente de lado. Dia após dia, em milhares de casos que dizem respeito a esta vida, aceitamos o amargo porque é salutar, e rejeitamos o doce porque destrói.
Quem dera fôssemos igualmente sábios para interesses mais elevados! “Eu o odeio, porque não profetiza o bem a meu respeito” ( 1 Reis 22:8 ): ali, na pessoa daquele antigo rei israelita, está a humanidade em massa e sem disfarce. Homens adultos lambem a bajulação porque é doce e recusam a repreensão fiel porque é desagradável. O melhor de nós tem muito a aprender aqui: e ainda assim pensamos que, por meio de esforços e orações, os cristãos podem fazer um progresso grande e rápido neste departamento.
Aqui está um campo de exercícios para cristãos que gostariam de crescer na graça. A natureza odeia a reprovação: deixe a graça tomar a poção amarga e enfiá-la goela abaixo da natureza, por causa de seu poder de cura. Se tivéssemos sabedoria e energia para tomar para nós mais da reprovação que está acontecendo, e menos do louvor, nossa constituição espiritual estaria em um estado mais sólido.
Verso 2 .
“O homem de bem alcança o favor do Senhor, mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena.”
O caráter espiritual de uma pessoa determina o tratamento que recebe de Deus.
Aquele que conduz sua vida de acordo com princípios morais e éticos divinos sem dúvida alcançará o favor do Senhor. De modo semelhante, o homem de perversos desígnioscertamente será condenado.
Deus não tem prazer no mau. Ele não se deleita naqueles cujo coração é uma indústria de perversidades. O bom alcança o favor de Deus, mas aquele que planeja a maldade, o Senhor o condena. Deus não é um ser amoral, que faz vistas grossas ao pecado; nem Deus é um ser imoral, que aplaude o vício e escarnece da virtude. Deus é santo e justo.
Ele aborrece o mal e ama o bem. Ele é luz e não há nele treva nenhuma. Ele aborrece os altivos de coração e resiste ao soberbo. Ele abomina até mesmo o sacrifício dos perversos. Deus reprova os intentos e desígnios dos perversos, mas abençoa aqueles que, de coração reto, buscam o bem. A bondade é um atributo moral de Deus. A bondade é fruto do Espírito. Só podemos ser pessoas de bem quando imitamos Deus e somos conduzidos pelo seu Espírito.
Andar por essa estrada é ter a promessa segura do favor divino. Deus se torna galardoador daqueles que o buscam. Entrar, porém, pelos labirintos da maldade é colocar-se sob a ira de Deus e expor-se ao seu reto e justo juízo.
Verso 3
“O homem não se estabelece pela perversidade, mas a raiz dos justos não será removida.”
A perversidade tem raízes fracas enquanto a justiça tem um alicerce sólido para a vida.
A prática do mal não compensa. Pode até render benefícios imediatos, mas depois traz tormentos permanentes. Aqueles que tentam se firmar mediante a impiedade serão desarraigados repentinamente. Serão como a palha que o vento dispersa. Serão como uma casa construída sobre a areia. A tempestade passará e a arrastará irremediavelmente, e essa será sua grande destruição.
Quanto maior a altura conquistada pelos artifícios da corrupção, maior será o tombo. Quanto mais alto o posto ocupado mediante os expedientes da maldade, mais humilhante será sua descida ao fundo do poço. Se o perverso se torna como uma lasca solta num mar bravio, o justo é como uma árvore solidamente plantada, cujas raízes não podem ser removidas. O justo pode até passar por provas amargas, por injustiças violentas e por terríveis borrascas, mas sua raiz não será removida.
Ele pode até perder sua vida e seus bens, mas jamais perderá sua reputação e sua descendência santa. A vida do justo é sólida aqui e feliz eternamente. O tempo não pode apagar sua memória nem deslustrar seu nome. O justo ultrapassará os umbrais da eternidade e habitará com o Senhor, para todo o sempre, na mais esplêndida bem-aventurança.
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