O servo, o senhor e o Senhor

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Sermão para matéria de "Pregação Expositiva", ministrada pelo Pr Gilson Santos

Notes
Transcript

Texto

18 Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. 19 Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. 20 Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. 21 Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados. 22 Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. 23 Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, 24 cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; 25 pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

4 1 Senhores, tratai os servos com justiça e com equidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu.

1 Introdução

1.1 Friedrich Nietzsche
1.1.1 Filósofo existencialista prussiano nascido em 1844
1.1.2 Vontade de Poder: Ele acreditava que o impulso natural de todo homem é expandir o seu poder e o seu domínio.
1.1.2.1 Ele acreditava que essa “vontade de poder” é a força fundamental da vida
1.1.2.2 O homem deseja dominar sobre outro e isso está em sua essência, ao passo que essa vontade é mais importante até mesmo do que a vontade de sobreviver.
1.1.3 o Übermensch (Super-Homem): Ele dizia que todos devem desejar transcender os limites humanos, se tornando em super homens, e, para ele, isso se resumiria a rejeitar os valores convencionais da sociedade, vivendo de acordo com sua própria vontade e não se sujeitando a nenhuma autoridade - vivendo para dominar os outros.
1.1.4 Com essas ideias, Nietzsche rejeitou completamente o cristianismo, porque veja só, o cristianismo valoriza a humildade e o serviço ao invez de motivar o homem a alcançar o seu potencial de ser um super-homem e de exercer a sua vontade de domínio.
1.1.4.1 Ele dizia que mesmo se o Deus cristão fosse verdadeiro, deveriamos odiá-lo, por ter nos dado essa mentalidade de rebanho, transformando a fraqueza em virtude.
1.1.4.2 “Deus está morto”, ou seja, essa moralidade ultrapassada deve ser abandonada e trocada por uma ética de domínio e controle
1.2 Reparem que Nietzche rejeitava o Deus que, enquanto possuí uma autoridade máxima, nos comanda a servir
1.2.1 Mas será que Nietzche estava certo?
1.2.2 Será que há em nós um impulso de dominar sobre os outros e de diminuir os outros?
1.2.3 Se ele estiver certo, como fica as relações nas nossas famílias? Devemos buscar apenas dominar sobre todos eles?
1.2.3.4 E no nosso trabalho? Eu devo buscar me destacar a todo custo? Como eu devo me relacionar com os que estão acima? E com os que estão abaixo?

2 Exposição

2.1 Contexto
2.1.1 Paulo escreve essa carta da prisão - apesar de não sabermos em que prisão exatamente ele estava - e a envia para os cristãos da Igreja de colossos.
2.1.1.1 Essa carta seguiu acompanhada da carta de Filemon, na qual Paulo orienta Filemon sobre o seu relacionamento com o seu escravo que havia fugido e, depois, se convertido, Onésimo.
2.1.1.2 Isso explica para a gente o motivo que a seção de “Servos e Senhores ” em que estamos focados ser maior do que as seções de “Esposas e Maridos” e “Filhos e Pais”.
2.1.2 O foco dele com essa carta é anunciar a supremacia de Cristo, que reconciliou consigo mesmo todas as coisas e que reina supremo sobre todas as coisas.
2.1.2.1 Ele começa falando que os crentes de colossos possuem uma esperança preservada nos céus.
2.1.2.2 Ele afirma que ora por eles para que vivam de modo digno do senhor, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus - o que deve, influenciar em todas as áreas de suas vidas
2.1.3 Ele passa então a anunciar aquilo que Deus já fez por eles e a exaltar a supremacia de Cristo sobre todas as coisas.
2.1.3.1 Deus os libertou do império das trevas e os transportou para o Reino do Filho do seu amor
2.1.3.2 Esse Filho, segundo Paulo “é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”
2.1.3.3 Por meio do Filho “foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades.”.
2.1.3.3.1 Ele cria todas as coisas, desde a terra e o céu, até os seres espirituais, como anjos e demônios - e está acima deles
2.1.3.3.2 O imaginário romano do primeiro século era repleto de deuses e de seres espirituais dos mais disversos.
2.1.3.3.2.1 A gente vê isso, por exemplo, na imagem destinada ao “DEUS DESCONHECIDO”. Caso alguma cdidade ou localidade estivesse passando por dificuldades, por exemplo, baixa colheita, os moradores começariam a sacrificar aos diversos deuses da região, buscando aplacar a sua ira. Primeiro, ao deus da cidade. Se as coisas não melhorassem, sacrificariam aos demais deuses que conheciam e aos demais seres espirituais, como os espiritos bons e espiritos malignos. Se ainda assim, não melhorassem, sacrificariam “AO DEUS DESCONHECIDO”, por causa da possibilidade de terem irritado a um deus do qual ainda não tinham informações.
2.1.3.3.2.2 O que Paulo está dizendo para nós aqui é que Jesus é superior até mesmo aos seres espirtuais - sejam eles benignos (anjos) ou malignos (demônios).
2.1.3.3.2.3 Dessa forma, os cristãos de colosso não precisavam temer os anjos, porque nessa escala de hierarquia cósmica, Jesus está no topo.
2.1.3.3.2.4 Ele os criou juntamente com todas as coisas
2.1.3.4 E veja que ele não apenas criou tudo, mas que tudo que é criado é criado PARA ele.
2.1.3.4.1 Todas as coisas foram criadas para louvor da sua glória
2.1.3.5 E ele não apenas criou esta criação física, como também a nova criação espiritual, que somos nós, formando a Igreja. “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos [o primeiro de todos nós a ressuscitar]”
2.1.3.6 E ele reconcilia consigo mesmo todas as coisas, pelo seu sangue, assim como nos reconciliou para sermos santos e irrepreensíveis.
2.1.3.7 Veja como o grande criador é também o grande salvador! E isso é importante para Paulo, que mais a frante vai dizer que em Cristo, nós que estávamos mortos encontramos vida e perdão, tendo o nosso escrito de dívida cancelado e pregado na cruz.
2.1.3.8 E agora, esses crentes ressuscitados juntamente com Cristo, devem buscar e pensar nas coisas do alto. E isso muda tudo!
2.1.3.9 A Supremacia de Cristo na criação e na nossa salvação, nos fazendo morrer e ressuscitar com ele, influencia o nosso modo de viver nessa terra.
2.1.3.9.1 Ou seja, a supremacia de Cristo tem fortes implicações éticas para nós.
2.1.4 A Ética cristã na família sujeita à supremacia de Cristo
2.1.4.1 Quando chegamos na família, o apóstolo Paulo vai descrever as relações em 3 núcleos de dois grupos: esposas e maridos, filhos e pais e servos e senhores.
2.1.4.2 Repare que ele sempre parte daquele que se sujeita para aquele que exerce a autoridade, não esquecendo que, no fim das contas, todos esses estão debaixo da autoridade de Jesus, que reconciliou consigo todas as coisas.
2.1.4.2.1 Esposas e Maridos:
2.1.4.2.1.1 As esposas devem ser submissas ao próprio marido
2.1.4.2.1.2 Os maridos devem amar as suas esposas e não as tratar amargamente
2.1.4.2.2 Filhos e Pais:
2.1.4.2.2.1 Os filhos devem obedecer aos pais - devem respeito a eles
2.1.4.2.2.2 Já os pais (detalhe aqui que ele usa a palavra grega para descrever os pais do sexo masculino, e não “pais” se referindo a ambos os genitores) não devem irritar os seus filhos, de forma mesquinha e soberba.
2.1.4.2.3 Repare que todas essas relações são bem equilibradas, onde ambos os lados devem algo ao outro.
2.1.4.2.3.1 Não há excessos. Todas as relações tem como princípio que ambas as partes estão debaixo do senhorio de Deus.
2.1.4.2.3.1.1 Por exemplo, as mulheres são submissas e os filhos devem obedecer por conta do Senhor.
2.1.4.2.3.1.2 Não há espaço aqui para nenhuma Vontade de Poder niilista ou para um super-homem ou super-mulher que subjulga os outros pelo seu simples desejo de comandar e dominar.
2.1.4.3 Servos e escravos [foco]:
Os servos devem ser obedientes aos senhores.
Quando falamos “servos” aqui, nos referimos aos escravos do mundo romano. Naquela cultura, os escravos constituíam parte do núcleo familiar, sendo serviçais que trabalhavam na casa dos seus senhores.
Eles limpavam, cozinhavam, cuidavam e até instruíam aos filhos dos seus senhores
Escravos esses que eram, em sua maioria, prisioneiros de guerra.
No mundo greco-romano, possuir escravos não se limitava aos ricos; muitas famílias incluíam pelo menos um escravo. Os gregos e romanos empregavam um sistema no qual os escravos podiam possuir propriedades, ganhar dinheiro e comprar sua liberdade.
Paulo orienta então que o escravo cristão deveria ser obediente ao seu “senhor segundo a carne”, ou seja, ao seu possuídor (que não necessariamente era cristão).
Essa obediencia não deveria ser apenas quando estivesse sendo observado, mas com sinceridade de coração.
Quando eu era criança, as vezes, quando minha mãe saia de casa, ela dizia: “filho, vou sair para resolver um problema. Faça apenas um favor para a mamãe: lave a louça!”. Eu obviamente, me esquecia e aí, quando ouvia o barulho do portão abrindo, corria para a pia, pra parecer que estava lavando, porque na minha cabeça, mesmo que eu não tivesse lavado enquanto ela estava fora, se eu estivesse lavando naquele momento, com ela vendo, estaria tudo certo.
É mais ou menos essa a ideia aqui. Paulo orienta que os servos não obedeçam aos seus senhores apenas quando eles estivessem observando, mas que sirvam temendo ao Senhor.
E ele explica: os servos devem trabalhar de todo coração, como se trabalhassem para Cristo e não para um senhor terreno.
Ou seja, deveriam entender que todo o trabalho que realizavam estava sendo realizado abaixo da autoridade de Cristo e não abaixo da autoridade de um simples senhor de escravos.
Como cristão, este servo deveria ter em mente que todo o seu trabalho, em última análise, é para glorificar a Deus.
Repare que aqui, Paulo não manda que ele obedeça apenas se o Senhor for cristão: mesmo que o senhor fosse um pagão, idólatra e pecador, o escravo ainda deveria servi-lo de forma justa e que agradasse a Deus.
Esse é um tipo de sujeição que Nietzsche odiaria.
O servo trabalhava em sua casa a troco de comida, mas veja que Paulo diz que ele poderia esperar uma herança do Senhor.
Isso é muito interessante porque, no fim das contas, servos não tem herança. Filhos sim, esses tem herança!
O servo cristão poderia ter a certeza de que por mais que ele fosse apenas um escravo, ele era um Filho de Deus.
E não há filho do Deus que, ao final de sua vida, não receba uma herança e um galardão de acordo com as suas boas obras - e veja, uma dessas boas obras é, no fim, das contas, obedecer ao Senhor terreno.
Porém, repare, mesmo o filho de Deus é alertado que, se proceder com injustiça, receberá injustiça.
Paulo aqui está aludindo à lei da semeadura - que é tão estabelecida quanto a lei da gravidade.

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará

E veja que na lei da semeadura - não há acepção de pessoas.
Mas Paulo não tem uma ética especial apenas para os servos também. Ele também se dirige aos senhores de escravos.
Ele vai dizer que os senhores devem tratar os seus servos com justiça e equidade.
Algo sem precedentes no mundo antigo. Paulo está mandando que os senhores tratem os seus servos como seres humanos que eles são.
E isso se fundamenta, porque esses mesmos senhores também tem um Senhor.
Eles devem lembrar que há um Senhor que pode tratá-los da mesma forma como tratam seus escravos.
Os senhores não estão no topo. Há alguém no topo do topo.

3 Doutrina/Teologia

E quem está no topo do topo do topo é Jesus.
E isso leva Nietzsche à loucura
Deus não está morto, mas vivo e governando
Paulo apresenta Jesus como supremo sobre todas as coisas
Supremo inclusive sobre o mais rico do senhor de escravos.
E então, todos os senhores de escravos tem nele um exemplo de senhor que ama, que se importa.
E, como diz Paulo, devem sempre manter em mente Jesus quando tratam de seus escravos.
Jesus não tinha escravos, mas tinha discípulos - pessoas que aprendiam com ele e que o obedeciam. Vamos ver como ele tratava os seus discípulos:
Lembram quando Cristo disse para os discípulos “Esta noite, todos vocês vão me abandornarão, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.”?
O que Pedro responde? “Mesmo que todos os outros te abandonem eu nunca vou te abandonar.”
“Mesmo que eu precise morrer, de modo algum vou te negar!”
E o que acontece? Ele o abandona. Ele nega a Cristo não uma, mas três vezes.
Mas depois, após a ressurreição, ele se encontra com Cristo novamente e por 3 vezes Jesus pergunta: “Pedro tu me amas? Apacenta as minhas ovelhas”
E assim, Pedro é perdoado - restaurado.
Mas há algo que as vezes passa despercebido aqui.
Jesus diz para Pedro em Lucas 22.31–32 “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.”
Jesus ora por Pedro!
E o motivo de Pedro não chegar ao ponto de Judas é porque Deus o guardou!
Outro exemplo é Jesus parando a tempestade e salvando os discípulos, ou ele fazendo questão de passar por samaria durante uma de suas viagens para que ali pudesse pregar para a mulher samaritana ou ainda ele consolando a mulher do fluxo de sangue após ela ter sido curada.
Jesus, sendo Senhor, se importava com os seus!
E mesmo agora, as Escrituras afirmam que ele está intercedendo pela sua Igreja!
Jesus continua se importando.
O senhor de escravos não tem desculpas para ser um chefe mesquinho e inescrupuloso!
Agora, observe: Jesus não é apenas o senhor que se importa com os seus seus, mas também foi um servo em excelência!
E novamente joga por terra a filosofia do filósofo existencialista!
Jesus foi o único que poderia se tornar um super-homem, segundo Nietzsche,
Se ele quisesse, poderia ter dominado sobre tudo e todos, subjulgando à força e os obrigando a se ajoelharem, quebrando as suas pernas e colocando o rosto deles no pó, mas quando as multidões vinham até ele, proclamá-lo rei, iniciando uma inssurreição contra Roma, ele se evadia delas!
Ele era humilde e um exemplo de serviço, cumprindo completamente a vontade de seu Pai.
Sendo batizado, resistindo à tentação no deserto, pregando o evangelho, curando os doentes, tocando nos leprosos.
No getsêmani ele suou sangue, mas continuou servindo, aceitando a vontade do Pai e, ainda, na cruz, enquanto era escarnecido, mesmo podendo ter se soltado e invocado legiões de anjos do céu para destruir todos aqueles, mesmo ali ele estava servindo, resgatando a alma do ladrão ao seu lado.
O ato mais lembrado de serviço de Cristo -quando ele lava os pés dos discípulos.
Eles buscam um lugar para passar a páscoa e, quando finalmente o encontram, ninguém lava os pés de Jesus e dos deus discípulos - o que indicava uma péssim hospedagem, digasse de passagem
E ai, o que acontece? Quem limpa os pés dos convidados? Quem faz aquele trabalho que era o trabalho do servo mais baixo e mais humilde? O Senhor! O criador dos céus e da terra!
Ele se aproxima de chama um por um, até chegar em Pedro, que era teimoso
E ele faz por amor, com sinceridade no coração
De modo que, se você estivesse la, ele lavaria o seu pé também, tal o seu amor servil.
Esta era a forma como o servo deveria servir ao seu Senhor.

4 Aplicações

Hoje não temos mais as figuras do senhor de escravos e de escravos em nossa sociedade (graças a Deus é um modelo que ficou para trás), mas podemos aplicar ele de algumas formas.
No seu trabalho, você deve se ocupar do seu labor não como se estivesse servindo aos homens, mas ao Senhor.
E infelizmente, por mais que isso pareça óbvio, muitos de nós temos pecado justamente nisso.
Um dos conceitos importantes da reforma chamado CORAM DEO (Vivermos em tudo como se diante da face de Deus e para a glória de Deus) tem sido esquecido.
Quando deviamos glorificar a Deus em nossos trabalhos, nos portando com excelencia, acabamos dando motivo para falarem mal da nossa fé.
Largue as distrações. Trabalhe com excelencia. Produza, como quem produz para o Senhor, por mais que possa achar o eu trabalho totalmente inútil!
Largue a fofoca no trabalho.
Pare de trabalhar em seus projetos pessoais quando deveria estar focando em outras coisas
E, mesmo que você não esteja trabalhando em uma relação de serviço remunerado, lembre que TODO trabalho que realizamos deve ser feito com excelência!
Seja fazer o almoço para os filhos, pensando em como isso glorifica ao Senhor, ou em tirar o lixo da sua casa.
Outra lição que podemos tirar é quanto ao valor do trabalho.
Jesus nunca parou de trabalhar. Um servo que amou e nunca esmoreceu.
Infelizmente há pessoas em nosso meio que não veem o valor do trabalho, antes, por vezes acreditam que não podem trabalhar porque estão muito ocupados com a igreja ou com a obra do Senhor. Mas isso é um erro! Homem, trabalhe!
Uma terceira aplicação, é quanto a manter sempre em mente que todas as nossas reações de trabalho devem ser pautadas na suprema autoridade, que é Cristo. Não podemos nutrir desejos de dominios sobre os outros. Devemos, com sinceridade de coração, buscar a paz com todos, e não o domínio.
O Senhor Jesus já reconciliou abaixo de si todas as coisas - todas para a sua honra e glória. Abandone o ganho ilícito no seu emprego ou as práticas que podem prejudicar a terceiros. Lembre que, antes do seu chefe, você tem um senhor nos céus.
E se você for um gerente ou admnistrador, lembre também que você possui um Senhor nos céus. Não trate seus subordinados com mesquinharia ou orgulho.

5 Conclusão (Cristocêntrica)

Vejam como ter Cristo como Senhor muda toda a nossa perspectiva.
Nietzsche estava errado. Não fomos feitos para subjulgar os outros com força, mas para servindo aos outros, glorificar a Deus.
E Nietzsche nunca entenderia isso. No fim, temos um Deus que não apenas nos comandou servir, mas Ele próprio, serviu.
Não existe deus assim em nenhum outro lugar. Não existe em nenhum outro lugar um deus que, além de criar a água, usa dela para lavar os pés de homens portais - de pó! Por isso, sirvamos com amor e trabalhemos mantendo em mente o nosso Senhor.
Lembando de ter em nós “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

6 Oração Final

“Senhor Deus, nos ajude a ter em nós o mesmo sentimento que teve Cristo Jesus. Que sejamos humildes e sirvamos uns aos outros com amor e alegria. Nos ajude a darmos bom testemunho em nossos trabalhos, sabendo que quando os homens nos olham, eles devem ver a luz do Pai e glorificá-lo. Em nome de Jesus, Amém!”
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