DEUS SALVA O ATRIBULADO QUE CLAMA AO SEU NOME - Salmo 107
Notes
Transcript
Introdução
Introdução
O salmo 107 encerra o bloco de salmo que começa com a frase “Deem graças ao Senhor”, que começa no 105. O tema central desse bloco é o louvor a Deus por sua bondade e misericordia em relação a Israel.
O v.3 sugere uma orige pós-exilica. O salmo desenvolve dois temas principais: (1) louvar a Deus por seu contínuo livramento (107:4-32); e (2) lembrar-se da resposta de Deus à obediência/à desobediência do homem (107:33-42
I. O chamado para louvar (107:1-3)
I. O chamado para louvar (107:1-3)
Todos aqueles que foram libertos (redimidos) da mão do inimigo de Israel enfocam a bondade de Deus e a misericórdia eterna.
Eles foram libertados ao longo dos séculos desde o Egito até o sul (cf. Êxodo 12—14);
Síria e Assíria ao norte (cf. 2Reis 19:29-37),
Filisteus a oeste (cf. 2Samuel 8:1; 2Reis 18:8);
Babilônia a leste (cf. Esdras 1).
Compare a oração do salmista em 106:47 com o v. 3.
Apesar de ficar claro que o salmista se refere a Israel, também podemos aplicar esses versículos a nós, que fomos comprados do mercado de escravos do pecado e, como remidos do SENHOR, desejamos participar do hino de gratidão.
II. A causa do regozijo: O livramento do Senhor (107:4-32)
II. A causa do regozijo: O livramento do Senhor (107:4-32)
Essa porção contém quatro imagens ou situações reais que ilustram o fim desastroso do pecado na nação, e é marcada pela repetição do refrão nos v.8, 15, 21, e 31.
1. Salvação para os perdidos no deserto (107:4–9)
1. Salvação para os perdidos no deserto (107:4–9)
O primeiro retrato parece ser uma referência clara à jornada de quarenta anos de Israel pela imensidão árida do deserto. Estavam perdidos, famintos e sedentos. Também se sentiam abatidos e desanimados. Então, […] clamaram ao SENHOR, e sua caminhada tortuosa chegou ao fim.
O Senhor conduziu-os pelo caminho direito até as campinas de Moabe, a porta de entrada para Canaã. Naquele local, fundaram uma cidade na qual finalmente se sentiram em casa
É apropriado que eles rendam graças ao SENHOR sem cessar, porquanto na terra prometida ele saciou a sede e fartou […] a alma faminta com os melhores alimentos.
2. Libertação para os presos (107:10–16)
2. Libertação para os presos (107:10–16)
O segundo segmento da história de Israel se refere ao cativeiro babilônico. O salmista compara os setenta anos a um período de encarceramento. A Babilônia era semelhante a uma masmorra escura e deprimente. Os israelitas se sentiam prisioneiros acorrentados, condenados à servidão (apesar de as condições de vida na Babilônia não terem sido tão severas quanto no Egito).
O exílio era consequência de se terem rebelado contra as palavras de Deus e desprezado seus preceitos. Oprimidos e abatidos por trabalhos pesados, caíram sem que houvesse quem os socorresse
Clamaram, porém, ao SENHOR, e ele os livrou da terra da escuridão e despedaçou as cadeias do cativeiro. A atitude mais apropriada era render graças ao SENHOR por seu amor imutável e por todas as maravilhas que havia realizado em favor deles.
Pelo v.16, podemos concluir que, nessa seção, o salmista se refere ao final do cativeiro na Babilônia. O elo de identificação se encontra em Isaías 45:2, texto no qual o Senhor usa termos parecidos para descrever o modo usado para acabar com o cativeiro.
Ao se dirigir a Ciro, diz: “Eu irei adiante de ti, endireitarei os caminhos tortuosos, quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro”.
3. Recuperação para os enfermos (107:17–22)
3. Recuperação para os enfermos (107:17–22)
não podemos identicar os momento com precisão. Há a possibilidade de o salmista estar çembrando da aflição e a cura em massa subsequente em Números 21:4-9, ou uma referencia algum evento não mensiona durante o cativeiro, ou até mesmo uma profecia para tempos futuros.
Alguns eram estultos e estavam sofrendo o juízo de Deus por causa das suas iniquidades. Haviam perdido o gosto pela comida e estavam às portas da morte. Contudo, a nação ainda tinha um remanescente fiel que continuava a orar e a aguardar a esperança de Israel.
4. Livramento para os marinheiros em uma tempestade violenta (107:23–32)
4. Livramento para os marinheiros em uma tempestade violenta (107:23–32)
O último retrato é o mais vívido. Descreve homens que trabalhavam em navios. Sempre que deparavam com uma tempestade no mar, viam uma demonstração do poder do SENHOR. Primeiro, o vento se intensificava de modo assustador. Em seguida, as ondas formavam muralhas gigantescas.
Numa tempestade como essa, até os marinheiros mais valentes perdem a coragem. Resta-lhes apenas cambalear como ébrios de um lado para o outro do navio, na tentativa de realizar suas tarefas. Adquirem uma consciência terrível da própria insignificância e perdem todo tino.
V.28-30 — Não é de surpreender que os marinheiros ímpios de boca suja tenham resolvido clamar ao SENHOR nessa hora. Em sua bondade, Deus ouviu as orações desesperadas. Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram. Uma cena muito parecida com a de Jonas 1.
Os marinheiros aliviados não se devem esquecer de render graças ao SENHOR por sua bondade constante e por responder de forma maravilhosa às orações. Devem pagar seus votos ao exaltarem o Senhor junto com todo o povo agradecido, glorificando-o no conselho dos anciãos
III. O governo e a graça de Deus (107:33-43)
III. O governo e a graça de Deus (107:33-43)
Os versículos restantes do salmo mostram a postura de Deus diante da desobediência ou obediência de seu povo. Com seu poder absoluto, transforma os rios em desertos e faz mananciais borbulhantes evaporarem. Para ele, não é esforço nenhum tornar a terra frutífera em desolação quando o povo lhe dá as costas.
Da mesma forma não ha impecilhos para ele tranformar o deserto em manacial e a terra seca em pomares frutiferos para abençor os que escolhem o caminho da obediência. (v.35-38). Aqui certamente há um vislumbre do futuro Reino do Messias.
Sua bênção é contrastada com a forma de lidar com os governantes perversos: “Quando, porém, reduzidos, são humilhados com opressão, desgraça e tristeza. Deus derrama desprezo sobre os nobres e os faz vagar num deserto sem caminhos” (v. 39–40).
IV. Um chamado a refletir nessas coisa (107:43)
IV. Um chamado a refletir nessas coisa (107:43)
Quem é sábio vê a mão de Deus por trás da mudança de sorte de homens e nações e extrai lições da história e de acontecimentos atuais. Considera, em especial, as misericórdias do SENHOR ao se relacionar com aqueles que obedecem à sua Palavra.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Cristo é a “palavra” (v.20), o Verbo ou Logos, que veio realizar um ministério de cura na casa de Israel. Quantas vezes não lemos nos evangelhos: “E a todos ele curou”? Mateus nos lembra que, ao curar os enfermos, o Salvador cumpriu as palavras do profeta Isaías: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mt 8:17).
Ele tambem veio para livrar os cativos Lc 4.18-22
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José?
Cristo é o Rei justo em contraste com os Governates terrenos, ele vai restaurar todas as coisas, tranformar a terra seca em manancias e dar paz e prosperidade para os seus escolhidos — Is 11.1-10.
