Quando a submissão supera a competição - 1Pedro 3:8-12

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Transcript

Introdução

Junte um grupo de pessoas, e faça pergunta acerca das suas opiniões em alguns assuntos e você verá uma diversidade de opiniões, algumas convergentes, outras divergentes, afinal de contas, encontrar algo que une as pessoas é algo desafiador, temos opiniões que variam de época para época, de lugar para lugar, seja no campo da ciência, do futebol, da política, há mudanças que acompanham constantemente nosso mundo, uma vez que o pensamento vai se reformulando com o tempo.
Infelizmente, no meio da Igreja, acontece algo semelhante, com o passar do tempo, as pessoas vão mudando a forma como creem, e infelizmente, em sua maioria agem de maneira irreverente e desobediente a Deus. Não é comum encontrar nas Igrejas, uma competição interna, fofoca, brigas, mentiras. Mais discordância que concordância.
Mas espere, não se entristeça ainda, esse fato não é novidade, desde o início, a Igreja já sofre com os pecados que assolam nosso mundo, não foi amando o pecado que Judas traiu a Cristo? Pedro com medo não negou a Cristo? Por qual motivo a Bíblia não esconde os erros dos seus servos?
Todas as falhas demonstradas, servem para exemplificar que a nova dinâmica do Reino de Deus não é perfeição, mais uma constante e crescente submissão dos nossos desejos e vontades, arrependendo-se constantemente dos nossos pecados e confiança total em Deus.
Trataremos então acerca de “Quando somos submissos a Deus, superamos a competição e desunião, e caminhamos juntos em Cristo, para Glória de Deus”.

Quais as marcas de uma Igreja submissa a Deus? vs. 8-9

Temos observado durante a caminhada da epístola de 1 Pedro que o que fortalece os servos de Deus é a segurança e certeza de estarem unidos a Jesus Cristo. Uma vez que se submetem a Deus, passam a desfrutar do crescimento espiritual em desenvolverem a mente de Cristo, através do poder do Espírito Santo.
Além desse fato, há uma marca significativa na vida daquele que segue a Jesus, a submissão a Deus, integral e total, que durante a caminhada cristã se intensifica e fortalece.
Chegamos hoje então ao fechamento daquilo que foi iniciado em 2:13, agora Pedro vai centralizar seu argumento, no meio do povo de Deus, como eles, juntos, devem andar por aquilo que realmente importa, e o que seria? Estarem unidos em 5 fatos específicos.
Harmonia
Compaixão
Amor fraternal
Concordância
Humildade.
Olhemos para elas, destacadas no verso 8.
Harmonia é algo que deve guiar os crentes convivam juntos na casa de Deus. Harmonia não quer dizer pensar da mesma maneira, mas sim, segundo a mente de Cristo, o que une a mente da Igreja, são os padrões do Reino de Deus, de modo que embora tenhamos uma variedade de dons e talentos, certas diversidades de opiniões, somos controlado em juntos vivermos para Deus, sem tampouco fazer da nossa própria visão e experiência a régua de Deus. Devemos sempre nos perguntar: “O que penso, reflete o que Deus espera de mim?”
Compaixão: Além disso, somos convidados juntos, a sermos compassivos, no original a ideia aqui é de simpatia, ou seja, uma identificação clara com a vida do outro, como bem diz a palavra em 1Coríntios 13:4-7
1Coríntios 13.4–7 NAA
O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Amor fraternal: O cuidado uns pelos outros, a regra de nos amarmos, nos leva a ter um interesse genuíno pela outro, de forma a manter uma vida aprovada e fiel diante de Deus, sendo este mais um ponto onde nós crentes convergimos.
Concordantes - Assim como Deus tem misericórdia pelas nossas debilidades, observando nossas ações, demonstra profundo afeto em nos exortar e direcionar para uma vida que o agrada. Diante disso, somos convidados então a agir como ele no corpo que é a igreja, buscando juntos em amor nos edificar e caminhar para glória de Deus.
Humildade: Talvez essa seja a mais difíceis das virtudes Cristãs, considerar os interesses dos outros, servir sem ter algo em troca, pensar no outro, mesmo que ele não pense em você, dar a outra face, tomar a ofensa, são virtudes de alguém humilde, Cristo é o parâmetro da verdadeira humildade.
Quando Pedro nos diz para “Não pagar mal com mal, nem ofensa com ofensa”, ele está repetindo aquilo que aprendeu com Jesus, quando ele diz Mt 5:44
Mateus 5.44 NAA
Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês,
A resposta que transcende a lógica do mundo, essa talvez seja a maior revolução que Igreja gera na humanidade, aquilo que o mundo não espera, aquilo que realmente nenhum poder humano pode realizar, somente aqueles que tem Jesus como Senhor de nossas vidas!
Lembremos que todas as injustiças que esse mundo pode realizar contra nós, estão de perto sendo observadas por Deus, e ele sabe melhor que nós, aplicar a justiça.
Agindo assim, recebemos a benção da herança de que somos salvos, a ação prática da fé, demonstra a face interna de nossa salvação.

Quais as bençãos da submissão - vs. 10-12

Pedro então, evoca o Antigo Testamento para mostrar como a promessa da herança daqueles que vivem para Deus está garantida desde o passado, Deus sempre falou acerca de como seus súditos devem alcançar a verdadeira felicidade seguindo seus preceitos.
Reforçando então os preceitos dos que vivem bem para Deus, assim como, repetindo de como deveriam abrir mão do Mal, Pedro diz que o primeiro fato é refrear sua língua. Muito além das ações, as palavras são para muitos o primeiro foco de pecado e revolta. Somos muito mais fáceis de proclamar com nossa boca, palavras torpes e arrogantes, assim como, evidenciar com nossa boca, aquilo que já está no coração, então, refrear a língua, faz parte do primeiro passo para abandonar a maldade.
Pedro, enfoca então que as ações também deve ser transformada em ações de bondade para com o próximo, de tal modo que seja empenhada em nossa busca cotidiana, de tal modo como nos empenhamos para fazer todas outras coisa.
Por fim, no versículo 12, Pedro reitera o que diz a Escritura, Deus observa o comportamento do justo, assim como está inclinado a ouvir as orações das súplicas dos justo, assim como se opõem aqueles que não obedecem.

Aplicação

Tiago 4.6 NAA
Mas ele nos dá cada vez mais graça. Por isso diz: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
Esse talvez seja o versículo célebre da nossa mensagem, estar submisso a Deus, demonstra humildade de que ele e não nós, é o Senhor, tem o domínio e governa nosso destino.
Por isso, uma coisa é necessária de nós, um esvaziamento constante e diário de nós mesmos.
2. A Igreja deve ser o lugar mais submisso do mundo, não por que é fácil, mas por ser necessário. Os cristãos devem ser fieis em demonstrarem uns com os outros as virtudes de agirem, pensarem e falarem em edificação ao próximo, serem intencionais em relação ao outro, na Igreja, os crentes não são uma ilha isolada, mas uma equipe que conhece bem suas falhas e acertos.
3. Deus é onde tudo começa e a finalidade de nossas vidas, se esquecemos dele, podemos nos tornar atividades cujo propósito são atitudes externas, não a transformação do interior, por isso cuidado, ao fazerem as coisas para Deus, esteja com o coração no lugar certo.
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