Como Devemos Orar?
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Transcript
A cada dia que vivo como servo do Deus Altíssimo, estou convencido de que, desde aquele instante primordial em que Deus declarou "Haja luz", a criação inteira testemunhou o poder da Sua palavra. E desde então, jamais houve um tempo mais oportuno e urgente para o povo de Deus aprender a orar e se entregar à oração.
O clamor do Espírito que emana da sala do Trono do Altíssimo é uma convocação divina, uma convocação universal para a oração. Estamos vivendo um dos maiores movimentos de oração da história da Igreja, com milhões de cristãos sendo mobilizados para interceder.
No entanto, nunca houve uma necessidade tão premente de que os filhos de Deus aprendam a orar com autoridade e poder, orações que transcendam o senso comum, orações que sejam divinamente inspiradas e dirigidas pelo Espírito Santo.
As orações rotineiras e superficiais dos cristãos não são suficientes para produzir os avanços espirituais audaciosos de que o mundo necessita desesperadamente hoje. Precisamos de intercessões que toquem o coração de Deus, que movam o céu e que tragam o Seu Reino à Terra com poder transformador.
Então como devemos orar?
Quero te convidar a se humilhar diante do Senhor e pedir: “Senhor Jesus, ensina-nos a orar como convém.”
Texto: Mateus 6:5-8
Introdução:
O Sermão do Monte, que inclui o texto de Mateus 6:5-8, é uma das seções mais significativas do ensino de Jesus, enfatizando a ética do Reino de Deus e a transformação do coração humano. Nesse contexto, a oração emerge como um elemento vital na vida cristã, sendo uma prática que deve refletir a verdadeira relação entre o ser humano e Deus.
Quando Jesus proferiu essas palavras, Ele estava falando para um público que incluía tanto judeus devotos quanto gentios. A prática da oração já era uma parte estabelecida da vida religiosa judaica, mas muitos líderes religiosos, como os fariseus, desenvolveram uma forma de religiosidade que enfatizava a aparência e a ritualidade externa. Jesus contrasta a verdadeira oração com a religiosidade superficial, ensinando-nos a orar com autenticidade e sinceridade.
Proposição:
A oração deve ser uma prática sincera e íntima, refletindo um relacionamento genuíno com Deus, livre de hipocrisia e rituais vazios.
Sentença interrogativa:
Como devemos orar de maneira que reflita a autenticidade e a intimidade que Jesus nos ensinou em Mateus 6:5-8?
Sentença de transição:
Vamos explorar as quatro lições principais que Jesus nos ensina sobre como devemos orar nesse trecho do Sermão do Monte.
I. Primeira lição: A Oração não é um Espetáculo (Mateus 6:5)
A hipocrisia denunciada por Jesus reflete uma condição mais ampla do coração.
Discussão:
O termo "hipócrita" deriva do teatro grego, onde os atores usavam máscaras para representar diferentes personagens. Isso ilustra a superficialidade e a falta de autenticidade por parte dos religiosos, que Jesus critica.
A oração, no cristianismo, deve ser uma expressão do nosso compromisso pessoal com Deus, não um ato performático para impressionar os outros.
O desejo de aprovação humana desvia o foco da verdadeira devoção e relacionamento com o Criador.
Transição:
Jesus nos chama a deixar de lado a performance e a buscar a intimidade verdadeira com Deus em nossa oração.
II. Segunda lição: A Importância da Oração Secreta (Mateus 6:6)
A instrução de Jesus para orar em secreto é uma reorientação da prática religiosa.
Discussão:
O "quarto" simboliza intimidade e privacidade, um espaço onde podemos nos despir das aparências e nos apresentar a Deus sem reservas. Isso nos ensina que Deus busca corações sinceros e não rituais exteriores.
A oração secreta é uma forma de reconhecer que nosso relacionamento com Deus não depende de como os outros nos veem, mas de como nos colocamos diante d'Ele.
Buscar o silêncio e a solidão para se conectar com Deus é fundamental para uma espiritualidade autêntica (Salmos 46:10).
Transição:
Orar em secreto não é apenas sobre onde oramos, mas sobre a qualidade de nossa oração e a sinceridade do nosso coração diante de Deus.
III. Terceira lição: A Oração que é recompensada (Mateus 6:6)
A promessa de que o Pai recompensará aqueles que oram com sinceridade reflete o caráter de Deus como provedor e cuidador.
Discussão:
Orar é um ato de dependência e fé, reconhecendo a soberania de Deus e nossa necessidade d'Ele.
A recompensa que Jesus menciona não é necessariamente material, mas pode ser entendida como uma revelação mais profunda do caráter de Deus em nossa vida e um relacionamento mais íntimo com Ele.
Isso está alinhado com a compreensão do Antigo Testamento de Deus como aquele que responde ao clamor de Seu povo (Salmos 145:18-19).
Transição:
À medida que buscamos essa intimidade com Deus em nossa oração, devemos também evitar práticas que possam tornar nossa comunicação com Ele vazia e sem significado.
IV. Quarta lição: Evitando a Repetição Vã (Mateus 6:7-8)
Jesus critica as formas vazias de oração que carecem de significado.
Discussão:
Ele nos chama a refletir sobre a qualidade e a sinceridade de nossas palavras ao orar.
Em vez de recitar frases decoradas ou fazer repetições mecânicas, somos incentivados a abrir nossos corações honestamente diante de Deus.
Jesus nos lembra que nosso Pai celestial já sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos, o que nos libera para orar com simplicidade e sinceridade.
Conclusão:
Portanto, a relação com Deus não deve ser caracterizada por rituais mecânicos, mas por uma comunicação viva e dinâmica. Este chamado à autenticidade reflete a natureza relacional do nosso Deus, que deseja um relacionamento genuíno com Sua criação. A oração deve ser mais que uma lista de pedidos; deve ser um diálogo contínuo com nosso Pai celestial (1 Tessalonicenses 5:17).
Que possamos cultivar uma vida de oração que seja verdadeira, íntima e eficaz, vivendo a plenitude da nossa fé em Cristo.
Jesus nos ensina a despojarmo-nos das hipocrisias e desvios, buscando um relacionamento íntimo e operante com o Pai.
Esse ensino é tão relevante para nós hoje quanto era na época de Cristo.
Em Filemom 1:4, Paulo expressa como sempre se lembrava dos irmãos em oração, mostrando a importância de orar continuamente.
Billy Graham, com sua sabedoria, afirmou que, se pudesse recomeçar, oraria ainda mais.
A oração não muda a vontade de Deus, mas tem o poder de transformar nosso coração.
Por isso, ore em todos os momentos:
- Ao acordar;
- Antes de dormir;
- Em agradecimento;
- Nos momentos de aflição; e
- Intercedendo por outras pessoas.
Enfim, ore sem cessar, como aconselha-nos o apóstolo Paulo em sua 1 Tessalonicenses 5:17.
Que sua vida seja marcada pela prática constante da oração.
