Lâmpada para os meus pés é a tua palavra

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Este salmo é bem conhecido da maioria dos cristãos. A Bíblia retrata a vida humana como uma grande viagem – uma peregrinação.
Podemos deduzir que o Salmista retrata o caminho a ser percorrido como tendo a necessidade de ser iluminado.
O salmista estava no escuro (todos nós naturalmente nos encontramos na mesma situação), incapaz de ver o caminho que deveria seguir. Por conta disso, corria riscos: poderia se perder, se ferir, tropeçar e cair.
A escuridão à qual o salmista estava exposto é uma ilustração da nossa ignorância natural sobre a vontade de Deus para nossa vida, além de nossa incapacidade natural de conhecê-la.
Nossas soluções, motivações, saídas e ideias não passam de trevas. Não conhecemos realmente qual é o caminho. À semelhança da imagem retratada pelo salmista, corremos risco de cair, nos perder ou sofrer feridas mortais.
Porém, o salmista diz que uma lâmpada foi dada ao viajante. Agora, ele pode ver o caminho em que deve andar, sem se desviar dele, embora as trevas continuem a cercá-lo durante toda a jornada.
Ele agora sabe qual é a estrada e pode ver claramente todos os riscos. Podemos dizer que as palavras do salmista são um misto de louvor, ações de graças, advertência, um testemunho a outros e confiança.
Ele agradece a Deus pelo dom precioso da Palavra. • Ele agradece porque sabe o quanto estaria perdido sem a luz da Palavra.
Ele nos adverte para que não andemos pelos caminhos sinuosos e escuros da vida sem a lâmpada de Deus. • Ele testemunha a todos que ele próprio já havia experimentado o poder iluminador da Palavra em sua experiência de vida. • E por fim, ele manifesta sua confiança de que Deus continuaria iluminando seu caminho até o fim da jornada.
Cerca de 170, dentre os 176 versículos do Salmo 119, celebram o ministério da Palavra revelada por Deus, na vida de um homem piedoso, como sua fonte de orientação, esperança, força, correção, humildade, pureza e júbilo.
Por que o contato com a Palavra escrita transforma algumas pessoas e outras não?
J C Ryle (1816-1900), escreveu (sintetizado):
Tu vives num mundo onde a tua alma corre um perigo constante. Os inimigos te cercam por todos os lados. O teu próprio coração é enganador. Os maus exemplos são numerosos.
Satanás está sempre trabalhando para desanimar-te. Acima de tudo, porém, abundam as falsas doutrinas e os falsos mestres de todo tipo. Esse é o teu grande perigo.
Para permanecer em segurança, precisas estar bem armado. Precisas tomar nas mãos as armas que Deus te deu para a tua defesa. Precisas entesourar na mente as Sagradas Escrituras. Isso é estar bem armado.
Arma-te, pois, com um completo conhecimento da Palavra escrita de Deus. Lê a tua Bíblia com regularidade. Torna-te familiar com a tua Bíblia. Se você negligenciar a tua Bíblia, nada poderá lhe guardar do erro.
Não acredite em coisa alguma, exceto aquilo que está de acordo com as Escrituras, pois somente ela é infalível.
Há muitos que dizem crer na Palavra de Deus, mas a lêem muito pouco. A tua consciência lhe acusa que és uma dessas pessoas?
Se este é seu caso, você obterá pouco dos recursos que a Palavra de Deus te concede. Tu não conseguirás se firmar na verdade e serás tomado por dúvidas e indagações sobre a segurança da salvação, da graça, da fé e da perseverança dos santos.
E você estará vulnerável ao diabo, que é um antigo inimigo astuto. Ele é capaz de citar as Escrituras quando lhe for conveniente e você não estará preparado para combater seus enganos. A espada do Espírito pende frouxamente nas mãos de quem não a estuda.
Você cometerá muitos erros na vida, problemas no casamento, com os filhos, com a conduta de seus familiares e com as pessoas com quem te associas.
O mundo pelo qual guias o barco de tua vida está cheio de rochas submersas e outros perigos fatais. Você está vulnerável ao engano de falsos mestres, aderindo às suas ideias e se desviando para o erro.
Tu estás precisando de lastro, que é a verdade de Deus, e não fico admirado se fores lançado para cá e para lá, como um pedaço de cortiça sobre as ondas.
Lembre-te dos teus muitos inimigos! Arma-te com a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito (Ef. 6:17)
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra. Todos os homens deveriam utilizar a Palavra de Deus de forma pessoal, prática e habitual para que pudessem enxergar seu caminho e o que se encontra nele. —C. H. SPURGEON
Tudo depende do modo como utilizamos a lâmpada. Um homem conta que quando menino se orgulhava de carregar a lanterna para seu professor da escola sabatina. O caminho até a escola passava por ruas escuras e lamacentas. O menino segurava a lanterna muito elevada e ambos afundavam profundamente na lama. “Ah! Você precisa segurar a lâmpada um pouco mais para baixo”, o professor exclamava conforme ganhavam solo firme no lado mais distante do lamaçal. O professor então explicou belamente nosso texto, e o homem declara jamais ter esquecido a lição daquela noite. Você pode facilmente segurar a lâmpada elevando-a demais; mas dificilmente chegará a um ponto em que esteja baixa demais. —JAMES WELLS
105. Tua palavra é lâmpada para meus pés. Neste versículo, o salmista testifica que a lei de Deus era seu mestre e guia em conduzir uma vida santa. Assim, ele prescreve, por meio de seu próprio exemplo, a mesma regra para todos nós. É muitíssimo necessário que observemos esta regra, pois, enquanto cada um de nós segue o que parece ser bom a seus próprios olhos, nos tornamos enredados em labirintos inextricáveis e medonhos.
Para entendermos mais distintamente a intenção do salmista, precisamos notar que a palavra de Deus é posta em oposição a todos os conselhos humanos. O que o mundo julga certo é frequentemente tido como incorreto e perverso no critério de Deus, o qual não aprova nenhum outro modo de viver, senão aquele que é ordenado em conformidade com a norma de sua lei.
Precisamos observar também o seguinte: O Salmista não poderia ter sido guiado pela Palavra de Deus, a menos que renunciasse, antes, a sabedoria da carne, pois somente quando somos levados a fazer isso é que começamos a possuir uma disposição passível de instrução. Mas a metáfora que ele usa implica algo mais, ou seja, a menos que a Palavra de Deus ilumine a vereda dos homens, toda a vida deles é envolvida em trevas e obscuridade, de modo que nada podem fazer, senão desviar-se miseravelmente do caminho certo.
E, além do mais, quando nos submetemos com docilidade ao ensino da lei de Deus, não corremos o risco de nos desviarmos. Estejamos certos de que aqui há uma luz infalível, se tivermos nossos olhos abertos para contemplá-la. O apóstolo Pedro [2Pe 1.19] expressou o mesmo pensamento com mais clareza, quando recomendou aos fiéis que atendessem à palavra da profecia, “como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso”.
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