15 - A Fé que move montanhas. Mc 9.14-29
0 ratings
· 7 viewsO Senhor libertada um jovem
Notes
Transcript
15 - A Fé que move montanhas. Mc 9.14-29
15 - A Fé que move montanhas. Mc 9.14-29
CONTEXTO
Contexto imediato literário:
O que vem antes:
Jesus, Pedro, Tiago e João descem do monte da Transfiguração e encontram os discípulos restantes discutindo com os escribas. Um pai desesperado trouxe seu filho possuído, mas os discípulos não conseguiram expulsar o espírito.
O que vem depois:
Observemos, nesses versículos, o reiterado ensino de nosso Senhor acerca de sua própria morte e ressurreição. “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois de sua morte, ressuscitará”.
A lentidão dos discípulos no tocante à realidade espiritual apareceu novamente no momento em que esse ensino foi dado.
contexto histórico e cultural:
O contraste entre esses versículos e aqueles que os precedem é surpreendente. Passamos do monte da transfiguração para uma melancólica história da obra do diabo. Descemos da visão da glória para um conflito em torno de uma possessão demoníaca. Passamos da bendita companhia de Moisés e de Elias para a rude discussão dos escribas incrédulos. Deixamos de lado o antegozo da glória milenar e da voz solene de Deus Pai, que testificou sobre Deus Filho, e, uma vez mais, retornamos a uma cena de dor, fraqueza e miséria — um menino que sofria agonia em seu corpo, um pai tremendamente aflito e um pequeno grupo de discípulos fracos, desconcertados pelo poder de Satanás, incapazes de prestar qualquer alívio. Conforme percebemos, o contraste é grandioso. Contudo, esse evento é apenas uma figura frágil da mudança de cena que Jesus, voluntariamente, comprometeu-se a experimentar ao deixar de lado sua glória e vir a este mundo. Essa cena também é um quadro vívido da vida de todos os crentes verdadeiros. Tanto para eles como para seu Senhor, a rotina será sempre trabalho, conflito e cenas de debilidade e tristeza.
ESTRUTURA
1. O Contexto do Desespero e da Incredulidade (v14-19)
Os discípulos estavam envolvidos numa interminável discussão com os escribas, enquanto o diabo estava agindo livremente sem ser confrontado. Eles estavam perdendo tempo com os inimigos da obra em vez de fazer a obra (9.16).
A discussão, muitas vezes é saudável e necessária. Contudo, passar o tempo todo discutindo é uma estratégia do diabo para nos manter fora da linha de combate. Há crentes que passam a vida inteira discutindo empolgantes temas na Escola Dominical, participando de retiros e congressos, mas nunca entram em campo para agir. Sabem muito e fazem pouco. Discutem muito e trabalham pouco.
Os discípulos estavam discutindo com os opositores da obra (9.14). Discussão sem ação é paralisia espiritual. O inferno vibra quando a igreja se fecha dentro de quatro paredes, em torno dos seus empolgantes assuntos. O mundo perece enquanto a igreja está discutindo. Há muita discussão, mas pouco poder. Muitas palavras, mas pouca unção. Há multidões sedentas, mas pouca ação da igreja.
No vale, enquanto os discípulos discutem, há um poder demoníaco sem ser confrontado (9.17,18). Há dois extremos perigosos que precisamos evitar no trato dessa matéria:
Subestimar o inimigo. Os liberais, os céticos e incrédulos negam a existência e a ação dos demônios. Para eles, o diabo é uma figura lendária e mitológica. Negar a existência e a ação do diabo é cair nas malhas do mais ardiloso satanismo.
Superestimar o inimigo. Há segmentos chamados evangélicos que falam mais no diabo do que anunciam Jesus. Pregam mais sobre exorcismo do que arrependimento. Vivem caçando demônios, neurotizados pelo chamado movimento de batalha espiritual.
Como era esse poder maligno que estava agindo no vale?
O poder maligno que estava em ação na vida daquele menino era assombrosamente destruidor (9.18,22; Lucas 9.39 “um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o atira por terra, convulsiona-o até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter quebrantado.” A casta de demônios fazia esse jovem rilhar os dentes, convulsionava-o e lançava-o no fogo e na água, para matá-lo. Os sintomas desse jovem apontam para uma epilepsia. Mas não era um caso comum de epilepsia, pois além de estar sofrendo dessa desordem convulsiva, era também um surdo-mudo. O espírito imundo que estava nele o havia privado de falar e ouvir. A possessão demoníaca é uma realidade dramática que tem afligido muitas pessoas ainda hoje.
2. A Luta da Fé (v20-24)
Ao atacar esse rapaz, o diabo estava destruindo os sonhos de uma família. Onde os demônios agem, há sinais de desespero. Onde eles atacam, a morte mostra sua carranca. Onde eles não são confrontados, a invasão do mal desconhece limites.
O Pai do Menino: Em desespero, o pai implora por ajuda, mas sua fé é misturada com dúvida: "Se tu podes fazer alguma coisa..." (v. 22).
A Resposta de Jesus: Jesus desafia a fé do pai dizendo: "Tudo é possível ao que crê" (v. 23). Isso nos lembra que a fé é fundamental para experimentar o poder de Deus.
A Sincera Oração do Pai: O pai responde com uma das orações mais sinceras e humildes da Bíblia: "Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé!" (v. 24). Este é um exemplo poderoso de como podemos ser honestos com Deus sobre nossas lutas e fraquezas.
3. O Poder da Fé e da Oração (v25-29)
Os discípulos não oraram (9.28,29). Não há poder espiritual sem oração. O poder não vem de dentro, mas do alto.
Os discípulos não jejuaram (9.28,29). O jejum nos esvazia de nós mesmos e nos reveste com o poder do alto. Quando jejuamos, estamos dizendo que dependemos totalmente dos recursos de Deus.
Os discípulos tinham uma fé tímida (Mt 17.19,20). A fé não olha para a adversidade, mas para as infinitas possibilidades de Deus. Jesus disse para o pai do jovem: Se podes! Tudo é possível ao que crê (9.23). O poder de Jesus opera, muitas vezes, mediante a nossa fé.
A Ação de Jesus: Jesus expulsa o espírito com autoridade, mostrando que o poder de Deus não está limitado, mesmo diante de situações aparentemente impossíveis.
A Pergunta dos Discípulos: Depois, os discípulos perguntam por que não conseguiram expulsar o espírito (v. 28). Jesus responde que "esta casta não pode sair senão por meio de oração" (v. 29). Alguns manuscritos acrescentam "jejum", mas a ênfase está na dependência de Deus através da oração.
Aplicação: Isso nos ensina sobre a necessidade de uma vida de oração contínua e uma fé que depende inteiramente de Deus. A oração é o meio pelo qual nos conectamos com o poder de Deus e expressamos nossa confiança Nele.
GRANDE IDEIA
Jesus, revela todo seu poder para um pai, meus diante de uma incrudulidade dos religiosos.
RESPOSTA DESEJADA
nós devemos ser crente e nos incredulos, então descanse e confie em seu salvado.
TEOLOGIA BIBLÍCA
João 5.38 “Também não tendes a sua palavra permanente em vós, porque não credes naquele a quem ele enviou.”
Tito 1.15 “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.”
2Coríntios 4.4 “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
Romanos 11.20 “Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.”
APLICAÇÃO
Desafie a Congregação: Incentive os ouvintes a refletirem sobre sua própria fé e vida de oração. Será que estamos realmente confiando em Deus em todas as áreas de nossa vida? Ou estamos tentando lidar com nossas lutas com nossas próprias forças?
A conclusão que podemos tirar dessa passagem é a importância da fé e da oração na vida cristã. Jesus enfatiza que algumas batalhas espirituais só podem ser vencidas com uma fé firme e através de uma vida de oração. Isso nos lembra que, diante dos desafios e das situações difíceis que enfrentamos, precisamos confiar plenamente em Deus e buscar Sua presença constante, pois é Ele quem nos dá a força e a vitória.
Convite à Oração: Convide a congregação a buscar a Deus em oração, pedindo que Ele fortaleça nossa fé e nos ajude a depender mais Dele em todas as circunstâncias.
