QUEM É ESTE QUE PERDOA PECADOS?

Evangelho de Lucas  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Lucas 7.36-8.6
Oração: Dá-nos, ó Senhor Deus, o conhecimento de tuas divinas palavras, e nos encha com a compreensão de teu santo evangelho e as riquezas de teus divinos dons, e a habitação de teu Espírito Santo; e nos dê alegria para guardar teus mandamentos e cumpri-los, e cumprir tua vontade e sermos considerados dignos das bênçãos e misericórdias que vêm de ti agora e em todos os momentos.
O sermão desta noite trata de dois corações, e dois caminhos destintos. O primeiro, é o coração do Fariseu que convida Jesus para sua casa; o segundo, é o coração da pecadora que ungi e enxuga os pés de Jesus com o próprio cabelo.
Este texto nos trás uma grande quantidade de ensinamentos e são estes, que desejo compartilhar com você nesta noite.
Nos versículos anteriores, Jesus disse que tanto João quanto Ele, foram rejeitados pelos religiosos de sua época. João veio, e o acusaram de endemoninhado, Jesus veio, e acusaram de glutão e beberrão, acrescentando ser alguém amigo de publicanos e pecadores.
O convite registrado por Lucas, parece ter um intensão de investigação. Parece que o Fariseu deseja investigar sobre quem é Jesus, se ele é quem ele é. Da parte de Jesus, ele está visitando a casa de um desses pecadores, dos quais ele é acusado de se associar. Para um fariseu, pecadores são os outros!
Jesus não se intimida com o falatório vão, não se acovarda, não recua frente ao que os homens pensam dele e sobre ele.
- Talvez aqui esteja uma grande e importante lição que devemos aprender com o nosso Senhor. Somos chamados para ser seus imitadores, isso não se resume apenas ao que fazemos e realizamos, mas, também, sobre o que pensamos e como pensamos.
Uma pessoa de mentalidade fraca e mesquinha, certamente rejeitaria o convite, aproveitaria a oportunidade para despejar sua magoa e ressentimento. Diferentemente disso, Jesus vai a casa do Fariseu, aceita o convite, talvez, para a surpresa do próprio Fariseu, e a continuação da história, veremos na exposição do texto.
V.36 - Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. [1]
- Em primeiro lugar, o que se nota é que, como já afirmei, é que este texto está em completa conexão com os versículos anteriores. Jesus em casa de pecadores, e a sabedoria justificada pelos seus filhos, neste caso, pela pecadora.
- Lucas registrou as palavras de Jesus, quando ele disse que o Evangelho foi rejeitado pelos religiosos, neste caso, muito especificamente uma referência aos fariseus. Nestes primeiros versículos, Lucas omite o nome do anfitrião que convida Jesus, referindo-se a ele apenas como “um dos fariseus”. Com isso Lucas está demonstrando que este homem pertencia àquele grupo de pessoas que acusava João Batista de ter demônio e Jesus de ser um glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores.
- Com estas palavras, nitidamente, o evangelista demonstra em que tipo de casa Jesus está entrando. Ele está aceitando o convite para fazer uma refeição na casa de um homem, pertencente ao grupo de seus piores opositores.
- Jesus aceita o convite, com todos os apontamentos que fizemos anteriormente, demonstrando força e fortaleza mental.
- Não abalado com os falsos apontamentos, rótulos e acusações.
v.37-38 - “E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; 38 e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguento.” [2]
- Não sabemos ao certo como era o formato da casa do fariseu que convidou Jesus. O fato é que, ao parece, Simão (este é o nome do fariseu) não poderia imaginar que uma mulher subitamente, entraria em sua casa, sem ser convidada, para aplicar-se a esparramar-se aos pés de Jesus.
- Posso afirmar que essa era uma grande quebra de protocolo. Aquele não era um modo natural de receber alguém em sua casa. Inclusive, até hoje, é natural que ao recebermos alguém em nossa casa para uma refeição qualquer, queiramos proporcionar a essa pessoa comodidade e liberdade, sem impor a ela qualquer exigência ou constrangimento.
- Os rabinos judeus não conversavam nem comiam com mulheres em público. Essa mulher não tem nome, mas tem fama, fama de pecadora, Ela não foi convidada para o jantar na casa do fariseu; contudo ela não seria uma penetra ou intrusa, como alguns afirmam.
Diversos intérpretes apontaram que as portas em banquetes importantes como este eram deixadas abertas para que as pessoas pudessem entrar e ouvir a conversa durante a refeição. Ela veio inteiramente para ver Jesus e é descrita como uma notória “pecadora na cidade” (NVI: “viveu uma vida pecaminosa”), um termo frequentemente usado para se referir a uma mulher imoral[3]
No conceito de Simão e dos fariseus no geral, essa mulher era um caso perdido, uma pessoa irrecuperável, indigna de receber atenção[4]
- Lucas omite inicialmente o nome do fariseu, e durante todo o relato o nome desta mulher. Registra apenas o modo como ela era conhecida, neste caso, alguém de comportamento reprovável.
- O texto nos diz que ela é conhecida na cidade, é possível que ela fosse uma mulher da vida. A história desta mulher é uma tragédia, sua conduta vergonhosa e portanto, recebe desprezo total.
- O verso 37, além do relato da reputação, registra algo mais. Nos diz que esta mulher, tomou conhecimento que Jesus estava na cidade, e na casa do fariseu.
- A mulher toma um vaso de alabastro com unguento e vai à Jesus.
- Para mostrar seu amor e apreço, ela traz com ela “um frasco de perfume de alabastro”. O alabastro era um mármore branco macio (ou amarelo puro ou mesmo vermelho com impurezas), muitas vezes utilizado como recipiente. O perfume nele era caro (o bálsamo era um dos mais caros perfumes) e bastante perfumado, e sua ação foi premeditada, talvez indicando o contato prévio com Jesus.
- Ela aparentemente entra e imediatamente se posiciona atrás de Jesus, de pé a seus pés enquanto ele se reclinava no “sofá” de frente para a comida. A linguagem do versículo 38 é bastante dramática, usando tempos imperfeitos para retratar seus contínuos sinais de afeto e gratidão.
- Poderia ser traduzido como: “ela continuava molhando seus pés com suas lágrimas, depois os enxugava com seus cabelos, os beijava e os ungia com o óleo perfumado”.
- Ela queria expressar sua gratidão e amor a Jesus, mas rapidamente ficou tão emocionada que apenas podia chorar continuamente, com suas lágrimas caindo sobre seus pés enquanto ela se inclinava sobre ele.[5]
- Umas das coisas que eu noto neste texto, é que independente da reputação que ela carrega, da fama que tem. Ela procura o que de melhor tem para levar e oferecer.
- Ela acredita que o melhor não é sua vida, afinal ela é quem ela é, portanto, toma um vaso caro, com um perfume caro, e vai à casa do fariseu pronta para servir a Jesus. Toda sua ação é pensada, premeditada.
- O texto nos diz, no verso 38, que ela acomodou-se atrás de Jesus, aos seus pés. Tomada de emoção, talvez ela tivesse a intenção de ungir Jesus, mas suas emoções tomaram o controle, ela apenas chorou, regando aos pés de seu salvador.
- A unção de seus pés teria sido uma indicação de sua grande humildade e sentimento de indignidade, como quando João Batista disse em 3.16 que ele não era digno nem mesmo de desatar as sandálias dos pés de Jesus.[6]
- Temos que considerar que o acúmulo de sujeira sobre os pés simbolizava o pecado na vida de uma pessoa.
- Jesus teria retirado suas sandálias ao entrar na sala, e assim que ela se inclinou, suas lágrimas caíram sobre seus pés descalços.
- Existe algo extraordinário em toda ação envolvendo esta mulher. Que apesar dos pesares, vai a Jesus pronta para adorá-lo.
- O vaso e o perfume dentro dele eram valiosos, sem dúvida, mas o que mais me chama atenção é o que ela oferece. Lágrimas no lugar de água, e cabelo no lugar de toalha.
- Será que conseguimos imaginar a cena?
- Aquela mulher lançada aos pés de Jesus, tomada de emoção, chora, regando os pés do mestre com suas lágrimas.
- As mulheres certamente entenderão isso melhor que qualquer outro. Os cabelos de qualquer mulher é algo precioso, um bem, um tesouro. Ela talvez tenha procurado ao redor uma toalha, um pano, não encontrando, ela utiliza o próprio cabelo para limpar os pés do mestre. Lágrimas no lugar de água, cabelo no lugar da toalha.
- Osborne diz que: “Sua ação de deixar seus cabelos soltos e limpar seus pés com eles teria provocado um escândalo a todos (veja acima). Beijar seus pés era ainda mais chocante para aqueles que estavam reclinados com Jesus durante a refeição. Ainda assim, o beijo e a unção exemplificam a adoração e a reverência. Lucas, ao escrever isso, pode ter pensado em Isaías 52.7: “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas”. Ela, como a mulher em Mateus 26.6–13, estava ungindo-o para seu futuro ministério. Ungir a cabeça era um ato real; ungir os pés indicava o destino futuro. A narrativa de Lucas indica que tudo isso levou algum tempo, e teria sido uma cena poderosa.[7]
v.39 - Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora.[8]
- O anfitrião não aprova aquela atitude, ele não parece ter reclamo a viva voz, mas a censura em seu coração, ou o cochicho no ouvido de alguém tenha sido ouvido por Jesus, que conhece o coração dos homens.
- Ele não está apenas de reprovando Jesus, mas também desprezando a mulher pecadora.
- O fariseu, parece ser como aquelas “crianças que brincam nas praças: egoísta e cega para com os outros”.
- É mais fácil dizer: “ela é pecadora, ele é pecador” do que reconhecer, como deveria ter feito Simão: “eu sou pecador”.
- Simão diz: “se este fora profeta”, ele apresenta uma clara dúvida de quem é Jesus.
- A resposta de Jesus, mostra que ele é profeta, pois ele conhecia o coração de Simão, o anfitrião da casa.
v.40 – “Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre.”[9]
- Jesus dirige a palavra ao anfitrião, dizendo que tem algo a lhe dizer, ele apresenta-se pronto para ouvir, respondendo: “dize-a mestre”.
- Está pequena frase aponta para o cinismo deste fariseu.
- Jesus então vai propor uma parábola para Simão.
v.41-43 – “Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinquenta. 42 Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43 Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem”.
- Um credor, e dois devedores. Um devia 500 outro devia 50. Os dois são devedores, os dois contrariam dívida com credor.
- Nenhum deles tem como pagar a dívida. Os dois, os que pouco deve ou aquele que muito deve, são impotentes para com sua própria dívida.
- Jesus diz então que o credor, perdoa a ambos, os que deve 50 e o que deve 500. E então pergunta: “Qual deles, portanto, o amará mais?”
- Simão de pronto responde: “suponho que aquele a quem mais perdoou”.
v.44-46 – “ E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45 Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés.”[10]
- Jesus se volta para o a mulher, e toma ela como exemplo para confrontar a Simão.
- Jesus então apresenta uma lista de deveres que foram negligenciados pelo anfitrião.
- (1) água para os pés; (2) toalha para enxugar; (3) ósculo; (4) ungir com óleo a cabeça.
- Não é sobre ser obrigado, mas isso era parte de uma conduta desempenhada por todo aquele que mostrava hospitalidade.
- Desde o início do texto, eu leio Simão como um daquelas pessoas cheias de si, que se julgam em pé de igualdade ou superioridade a todos. Então, como um representante, um líder fariseu, chama Jesus para sua casa, uma conversa de mestre para mestre, de pessoa influente para pessoa influente.
- Há um duplo significado quando Jesus se volta para a mulher e pergunta a Simão: “Você vê esta mulher?”.
- O primeiro é quase supérfluo; ele não pode deixar de vê-la ali. A pergunta implícita, porém, é: “Você realmente a vê como ela realmente é?”. Ela é uma antiga pecadora agora perdoada, e Simão não pode ver isso. A parábola era simples, as implicações profundas. Esta é uma parábola perfeita de Deus perdoando a todos — especificamente, a todos nós — que não somos dignos. Eis a graça e a misericórdia de Deus ilustradas.[11]
v.47-48 “47 Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. 48 Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados.” [12]
- O desfecho é maravilhoso, Jesus ensina que “perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou...”
- Não interessa quem ela foi, ou o tamanho da dívida que contraiu, o Senhor a perdoou.
- Quando Jesus diz à mulher agora perdoada: “Seus pecados são perdoados” (7.48), o verbo está no tempo perfeito (apheōntai), significando que ela está agora em estado de perdão (o tempo perfeito implica um estado de ser) e não apenas então sendo perdoada.
- Ele a encoraja confirmando seu relacionamento com Deus, mas também dizendo aos convidados do banquete, bem como ao fariseu, que Deus perdoou a mulher, mesmo que Simão não tenha perdoado.
- Perceba o contraste implícito no versículo 47b: “Mas quem foi perdoado pouco ama pouco”. Jesus está descrevendo Simão, que se recusa a perdoar a mulher. Agora o contraste é entre ele e Deus. O Senhor compassivo a perdoou muito porque a ama tão profundamente, completamente oposto ao áspero e rígido fariseu.[13]
v.49-50 – “Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? 50 Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.”
- Os convidados fazem a mesma pergunta que em 5.21, quando Jesus perdoou o homem paralítico: “Quem é este que perdoa até os pecados?”
- Em todos os sentidos, isso é maior do que qualquer um dos milagres de Jesus. Até mesmo a ressurreição dos mortos produz uma mudança temporária, de maneira terrena.
- O perdão é eterno e celestial em suas ramificações. Portanto, sua pergunta é natural. Não havia nenhuma indicação no Antigo Testamento de que até mesmo o Messias pudesse perdoar pecados.[14]
- Jesus não apenas proclama o perdão da mulher, mas também sua salvação, dizendo-lhe: “Tua fé te salvou; vai em paz” (7.50).[15]
Conclusão
O texto nos fala sobre o poder do Senhor de perdoar pecados e oferecer perdão.
- Uma das lições, fala sobre como nos apresentamos perante o Senhor.
SDG.
[1] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.36. [2] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.37–38. [3] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 218. [4] Hernandes Dias Lopes, Lucas: Jesus, o Homem Perfeito, ed. Juan Carlos Martinez, 1‍aedição., Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2017), 220. [5] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 218–219. [6] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 219. [7] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 219. [8] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.39. [9] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.40. [10] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.44–46. [11] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 221. [12] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Lc 7.47–48. [13]Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 222. [14] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 222–223. [15] Grant R. Osborne, Evangelho de Lucas, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 223.
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