Mateus 28.18-20

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Texto: Mateus 28.18-20 Título:
NA MISSÃO NÃO PODEMOS ESQUECER

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Introdução
Acredito que a maioria de vocês gosta de filmes de ação, com heróis ou espiões. Aqueles que apresentam um agente ou até mesmo uma equipe que precisa realizar uma grande missão.
Bem, até mesmo os que não simpatizam com essa categoria de histórias cinematográficas, podem ter assistido alguma película com esse pano de fundo que nos leva a observar detalhadamente a trajetória de um personagem ou equipe.
Eu me refiro a filmes aqui, mas poderia mencionar livros também. Onde uma história épica é contada, por exemplo. O que não está distante de nós pois o relato da fé que nos foi confiada vem de muitos anos atrás, de milhares na verdade. Onde Imperadores perversos tentaram contra os grandes heróis da fé e contra o povo de Deus.
Eu não sei se você é como eu, mas as vezes eu fico preso aos detalhes. Por exemplo: as ferramentas que tal personagem possui (E aqui quem não lembra da faca do Rambo? Que mais parece uma espada; Ou de um mapa/bússola que pode levar um explorador a encontrar um tesouro).
Bem as vezes escritores fazem isso conosco, a ideia é ficarmos presos nisso (captar nossa atenção), para quando tal personagem perder essa ferramenta importante, sermos surpreendidos com a mudança de cenário.
Mas o interessante é perceber que mesmo sem essas ferramentas — pois reviravoltas acontecem — eles prosseguiriam a mãos limpas. Eles sempre avançam. Mesmo quando parecem que não terão exito, eles continuam avançando. Isso que surpreende nos heróis, não é? A persistência, perseverança, a luta.
Bem, eu diria que essa persistência vem da clareza da missão. Daquilo que lhes foi entregue para ser feito, e o senso de dever a ser cumprido. Eles podem perder as ferramentas, mas não esquecem e não abandonam a missão que lhes foi dada.
Do início ao fim destas histórias, você vê o personagem com os olhos fitos na missão e em tudo mais que a envolve.
No nosso caso, também estamos em missão. Desde muitos anos atrás o Povo de Deus, a Igreja está assim. Mesmo quando as circunstâncias parecem não nos favorecer, a Igreja avança. Não por nós mesmos, mas pela missão e por aqu’Ele que nos enviou para a mesma.
Por isso, o sermão de hoje tem como TÍTULO:
NA MISSÃO NÃO PODEMOS ESQUECER
Este é um dos assuntos encontrados nestes versículos. E é para nós, os servos de Deus; para todos aqueles que estão em missão, como discípulos de Jesus Cristo.
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Bem, sobre este tema apresentado no texto, Mateus nos comunica verdades declaradas por Jesus Cristo, que não podemos esquecer durante a missão, e dentre estas a primeira é:
1ª ELE É O ÚNICO QUE TEM TODA AUTORIDADE:
No v.18 Jesus diz:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.
Toda a autoridade foi dada ao Nosso Senhor Jesus Cristo, e ele comunica isso aos discípulos. Aqui ele não declara isso à satanás, pois este tinha conhecimento de causa. Desde a encarnação do nosso Senhor ele já estava sendo derrotado por ele e os homens testemunhado isso. Por exemplo:
Quando o Senhor o venceu no deserto, quando o Senhor libertou pessoas enfermas na alma, possuídas por espíritos imundos que pareciam animais, quando ele curou pessoas com diversas enfermidades no corpo. Ao testemunhar tudo isso o inimigo já sabia quem tem toda autoridade. Muito antes da encarnação, desde a eternidade junto ao Pai e Santo Espírito.
Quando o Senhor declara que toda autoridade lhe foi dada, a intenção é comunicar aos discípulos, para lhes trazer uma lembrança, do que encontramos em Mc 6.7, 12-13, onde está escrito:
Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.... Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.
Mas porque era necessário lembrá-los? Cristo havia morrido e ressuscitado, nós sabemos. Por isso em Mt 18.17 está registrado que “quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”. Eles precisavam lembrar do que haviam vivido com Nosso Senhor.
Ele é aquele que o vento e o mar o obedecem, e também, aquele que tem autoridade sobre todos na terra. Os reis e governantes estão sob sua autoridade e juízo. Não é porque Nosso Senhor falou que a Cesar deve ser entre o que lhe pertence que ele estava entregando uma chave em suas mãos para ele fazer o que bem entendesse.
Cesar estava sob os decretos eternos do Senhor. Seus discípulos precisavam lembrar que toda autoridade, desde o início da história pertence a Ele.
Nosso Senhor venceu quando os seiscentos carros de Faraó afundaram no mar vermelho. Ele venceu quando os filisteus tentaram contra Israel e o jovem Davi decapitou Golias. Ele venceu quando Nabucodonosor teve seus joelhos dobrados e viveu longos dias como um animal. Nós sabemos que muitos tentaram rebelar-se contra a autoridade d’Ele, desde o início. Mas todos se curvarão, mesmo que não desejem isso (Is 45.23; Rm 14.11; Fp 2.10).
Em 1Co 15.24-26 está escrito:
E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte.
Ele venceu e continuará assim até o fim dos séculos, pois tem toda a autoridade. Paulo nos lembra em Cl 2.10, que “Ele é o cabeça de todo principado e potestade”. Não pense que os poderes aqui citados envolvem somente anjos e demônios, pois todo poder lhe pertence tanto no céu como na terra.
E em Ef 1.20b-21 está escrito: “… e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro”.
Por isso, nenhuma autoridade, em qualquer esfera de soberania; quer seja em casa, na igreja ou na sociedade deve se achar no direito absoluto. Pois absoluto em autoridade só existe um: Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, vale sempre lembrar que toda autoridade foi instituída por Ele (Rm 13.1-2).
Essa primeira verdade declarada por Jesus Cristo nos leva a seguinte:
2ª ELE NOS ENVIOU PARA CONQUISTAR:
Nos evangelhos Nosso Senhor desperta os discípulos para contemplarem o que está diante deles:
"A grande seara” (Lc 10.2a).
“… os campos maduros para a colheita”. (Jo 4.35)
Nesses textos o Senhor conduz os discípulos a observarem o que está ali apresentado e visa prepará-los para o que ele declararia em Mt 28.19, que diz:
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Vendo os campos prontos para colheita, a grande seara a ser realizada, eles foram. Graças ao Senhor eles foram! Eles não somente foram, como seguiram conquistando conforme o Senhor ordenou-lhes: “façam discípulos”. Pois é um imperativo.
Assim como eles eram discípulos de Cristo, deveriam fazer isso na vida das demais ovelhas que estavam pelos campos esperando para serem pastoreadas. O ato de fazer discípulos os levaria a viver o que Nosso Senhor declara em At 1.8:
mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
Muitos destes irmãos não tomaram suas vidas como preciosas, pelo contrário, entregaram-na em prol do avanço do Reino do Nosso Senhor. O porque isso aconteceu? Porque existem poderes, homens que pensam ter mais autoridade do que Cristo. E isso não é de hoje, Estevão e Tiago foram os primeiros a viverem esse testemunho pelo Evangelho.
Mas Pedro e João, experimentaram a tensão entre os poderes políticos em Jerusalém e o Reino do Senhor. Aqui acontecia a batalha entre o Reino da Semente da Mulher e o reino da semente da serpente (Gn 3.15), fruto da inimizade colocada entre estes.
O Senhor enviou os discípulos para conquistarem. Se eles encontraram oposição dentro de casa, não encontrariam fora? Era muito provável e aconteceu. Paulo, outrora opositor, perseguidor dos fiéis, depois de sua conversão e serviço dedicado ao Reino de Deus, ficou vários anos preso em Jerusalém e depois em Roma. Muitos mártires tiveram seus nomes gravados nas páginas da história da igreja.
Porque? Porque eles não se conformaram. Eles sabiam que deveriam avançar e conquistar o que Nosso Senhor Jesus Cristo apresentou para eles!
Depois desta somos levados a última verdade declarada por Jesus Cristo:
3ª ELE ESTARÁ CONOSCO ATÉ O FIM:
A Igreja encontrou oposição no início? Sim. Nós sabemos disso. Nosso Senhor sofreu entre os homens, por que não sofreríamos também? Mas o pensar nisso não deve nos paralisar, assim como não parou muitos irmãos na história da Igreja. Não se conforme com mundo e não se associe ao mesmo.
A Igreja encontro oposição no início e continuará encontrando. Você acha que não? Aqui no Brasil mesmo, há pouco tempo atrás, missionários estavam sendo perseguidos por antropólogos e proibidos de retornarem as aldeias onde serviam os indígenas. Porque?
O que os antropólogos alegavam: “Os indígenas tem a própria cultura, os missionários vem e mudam isso. Os indígenas precisam manter o que tem. Os cristãos querem apagar a identidade deles”. O que mostrou-se hipocrisia, pois estes senhores permitiam entrada de bebidas alcolicas, o que levou muitos a tornarem-se alcólatras. E outros pecados muito piores.
Como isso foi contornado? Ora, quando surgiu essa peleja o temor tomou conta de vários irmãos, pois pensaram que seriam expulsos das aldeias, talvez presos. Mas isso não aconteceu. O trabalho missionário avançou muito. E sabe o que o Senhor fez? Trouxe muitos indígenas para áreas urbanas assim facilitando a entrada de muitos missionários.
É impossível não ver a boa mão do Senhor nisso. A oposição surgiu, mas ela sempre será pequenina. E os missionários em campo transcultural, tanto eles, quanto nós em área urbana nunca estaremos sozinhos. Nosso Senhor diz em Mt 28.20b:
E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
O Senhor estava com o seu povo, com a sua Igreja desde o início. Com seus profetas, pastores, apóstolos e discípulos. E continuará conosco. Em tempos de bonança ou provação. Em tempos de paz ou de guerra. Ele estará conosco. Até aquele dia, que precede a eternidade.
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CONCLUSÃO:
Heróis em filmes nos fazem sonhar. A sua determinação, a dedicação deles é fantástica. As vezes é tão deslumbrante que torna-se utópica para muitos. Mas vamos sair da ficção.
A vida real é feita de lutas, o Reino de Deus é tomado por esforço (Mt 11.12). Conflitos existem e não podemos fugir deles. Também não digo que você deve ter uma sanha por eles.
Mas lembrando da missão para a qual os discípulos foram chamados, e você também, eu o aconselho: prepare-se.
As vezes é fácil esquecer a missão de discípulo, não é mesmo? Quem deseja perder a amizade de alguém? Ninguém. Ou causar um mal estar entre familiares? Nenhum de nós. Mas ao mesmo tempo, você está rodeado de pessoas necessitadas do evangelho e não fala de Cristo para elas, e mais, desperdiça várias oportunidades que o Senhor te dá.
Você tem medo dessa ser a última conversa que vocês terão? Mesmo que você fale com toda paciência e amor. Bem, saiba que a parte que cabe aos covardes e medrosos é o “lago que arde com fogo e enxofre” (Ap 21.8).
Talvez os filmes de heróis atrapalhem você e levem-o a esquecer o que não deve, as verdades que estão no amago da missão como discípulo de Cristo. Tudo o que você não deve esquecer.
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Você vive com medo dos homens? Se alguém tomará sua liberdade etc.? Você acha que alguém pode tomar a autoridade de Cristo? Sua liberdade talvez, mas a autoridade de Cristo, nunca!
Você compartilha o evangelho com segurança e intrepidez? Em todas as esferas de soberania?
Você confia na promessa do Nosso Senhor Jesus Cristo? Você recorda de algo que o Senhor fez por você que animou a sua fé? Que trouxe a sua memória Mt 28.20b?
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