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SERMÃO DOMINICAL – IEA
SERMÃO DOMINICAL – IEA
Domingo, 15/09/2024 – 9h
Domingo, 15/09/2024 – 9h
Ame a sua igreja cuidando
Ame a sua igreja cuidando
Gálatas 5:16-26; 6:1-10
Gálatas 5:16-26; 6:1-10
Elucidação:
Quem aqui já teve a oportunidade de assistir ou ler O Senhor dos Anéis?
Se você já acompanhou a saga épica de J.R.R. Tolkien, deve lembrar de uma das cenas mais profundamente emocionantes e significativas de toda a trilogia, que acontece no último filme, O Retorno do Rei.
Nesse momento crucial, Frodo Bolseiro, o herói que carregou o peso do Anel do Poder durante toda a jornada, está prestes a concluir sua missão na Montanha da Perdição. Ele enfrentou inimigos terríveis, atravessou terras inexploradas e suportou uma carga que ninguém mais poderia suportar. No entanto, a intensidade e a escuridão do Anel cobraram seu preço. Frodo está exausto, desolado, e parece que a missão está prestes a falhar.
É nesse instante de total desespero que seu fiel amigo Samwise demonstra uma lealdade e um amor inabaláveis. Observando a condição debilitada de Frodo, Sam percebe que não pode tirar o Anel de Frodo ou assumir o fardo que ele carrega. No entanto, ele se recusa a ver seu amigo sucumbir ao desespero.
Sam se aproxima de Frodo e, com um coração cheio de determinação e compaixão, diz: "Eu não posso carregar o Anel por você, mas posso carregar você." Com essa declaração, Sam ergue Frodo em suas costas e começa a subir a montanha. Cada passo é uma luta, cada movimento é um esforço enorme, mas a força de Sam não vem apenas de seu corpo; ela vem de seu amor incondicional e da determinação de ver seu amigo triunfar.
A cena é uma metáfora poderosa para a verdadeira amizade. Sam não apenas suporta o peso físico de Frodo, mas também carrega o peso da responsabilidade, da esperança e do sacrifício. Ele é o exemplo perfeito de como devemos nos apoiar mutuamente em nossas jornadas mais difíceis.
Com a ajuda de Sam, Frodo finalmente chega ao topo da montanha. Em um ato final de coragem e desespero, Frodo joga o Anel na lava, destruindo-o e, com isso, erradicando o mal que havia corrompido o mundo. O sacrifício de Sam, sua disposição de carregar o peso de seu amigo, foi crucial para a conclusão da missão e a vitória sobre as trevas.
Essa cena ilustra perfeitamente o chamado de Cristo para que nos amemos uns aos outros e nos ajudemos nas nossas fraquezas. Às vezes, não podemos carregar o fardo de nossos irmãos, mas podemos carregá-los. E é esse tipo de amor e suporte que faz toda a diferença na luta contra as forças que tentam nos derrubar.
É exatamente isso que Cristo nos ensina – amar e cuidar dos outros, assim como Ele nos ama e cuida de nós.
Essa cena nos ensina uma lição valiosa. Na vida cristã, há momentos em que não poderemos tirar o fardo de nossos irmãos, mas poderemos ajudá-los a carregar. Poderemos ser aquele apoio que dá força quando a força deles se esgotam, muitas vezes até jogá-los em nossas costas e leva-los a diante.
Assim como Sam não desistiu de Frodo, também somos chamados a caminhar ao lado de nossos irmãos, ajudando-os a suportar as cargas mais pesadas.
Transição:
E hoje, continuaremos nossa série "Ame Sua Igreja" explorando como podemos demonstrar esse amor em ação ao cuidar uns dos outros.
Amando a sua igreja Cuidando
Veremos a importância de manter uma comunhão saudável com Deus para que possamos, de forma eficaz, apoiar e cuidar de nossos irmãos em Cristo. Pois ao fortalecer nosso relacionamento com Deus, nos tornamos mais aptos a amar e servir à nossa igreja com o coração e a dedicação que Ele deseja.
Vamos ler Gálatas 6: 1-2 “1 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. 2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.”
Vamos orar...
Introdução à Carta aos Gálatas
Paulo escreveu a carta aos Gálatas entre os anos 48 e 55 d.C., provavelmente para a Galácia do Sul, na atual Turquia. Durante sua primeira viagem missionária, ele passou por Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe, pregando a salvação pela graça. No entanto, após sua partida, ele recebeu a notícia de que os gálatas estavam se desviando do evangelho verdadeiro e permitindo a infiltração de um falso evangelho.
Frustrado com essa situação, Paulo escreve com um tom severo, enfatizando que não há outro evangelho além daquele que ele pregou, e adverte: "Se alguém anunciar um evangelho diferente, que seja amaldiçoado" (1:9). Paulo relata que, antes de sua conversão, era um judeu zeloso que perseguia a igreja, mas Deus o chamou e revelou Seu Filho a ele no caminho de Damasco, ele foi chamado pelo próprio Cristo. Após três anos, ele foi a Jerusalém para conhecer Pedro e depois à Síria e Cilícia.
Paulo reafirma sua autoridade como apostolo, afirmando que, após 14 anos, foi novamente a Jerusalém com Barnabé e Tito. Lá, confirmou que Tito, sendo gentio, não precisou ser circuncidado, e Tiago, Pedro e João reconheceram seu evangelho e concordaram com a divisão das responsabilidades missionárias (2:9). Paulo deixa claro que somos justificados pela fé em Cristo, e não pela lei (2:16), lembrando que Abraão foi justificado pela fé 400 anos antes da lei.
No capítulo 3, Paulo expressa sua frustração com os gálatas, chamando-os de insensatos e lembrando que a justificação vem pela fé, como demonstrado na vida de Abraão. Ele reforça que a lei foi um tutor até Cristo, e agora estamos sob a graça. No capítulo 4, Paulo destaca que somos filhos de Deus e herdeiros por meio de Cristo, de forma permanente como um testamento, e critica os gálatas por retornarem às práticas da lei e aos costumes antigos, como a circuncisão.
Paulo conclui o capítulo 4, comparando os filhos de Sara e Hagar, afirmando que somos filhos da promessa e não mais escravos da lei. No capítulo 5, ele enfatiza a liberdade em Cristo e adverte contra a volta à escravidão da lei, destacando que --- a fé que atua pelo amor é o verdadeiro valor, e não a circuncisão ou incircuncisão. Ele nos lembra que a liberdade em Cristo não é para viver segundo a carne, mas é para amar e para servir uns aos outros.
Finalmente, no capítulo 6, Paulo orienta como cuidar da fé e dos irmãos ao redor, aplicando os princípios discutidos em toda a carta.
Hoje quero ver com vocês, três pontos:
Cuide de Si Mesmo para Poder Cuidar dos Outros (Gálatas 6:1-2)
Semeie com Humildade e Responsabilidade (Gálatas 6:3-6)
Persistia em Fazer o Bem Até o Fim (Gálatas 6:7-10)
1. Cuide de Si Mesmo para Poder Cuidar dos Outros (Gálatas 6:1-2)
“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais devem restaurá-lo com espírito de mansidão. Cuide-se para que também você não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.”
Paulo inicia o capítulo 6 nos lembrando da nossa identidade como irmãos em Cristo. Se algum de nós cair em pecado, aqueles que estão espiritualmente firmes devem ajudar com mansidão. O termo “surpreendido” sugere que o pecado não foi intencional, mas um desvio inesperado do caminho do cristão. Paulo usa essa imagem porque todos nós, em algum momento, podemos nos desviar e cair em práticas que não condizem com uma caminhada cristã saudável.
Para entender melhor, vejamos Gálatas 5:16-18: “Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. 18 Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da Lei.”
Paulo descreve dois “campos” dentro de nós: o da carne e o do Espírito, que estão constantemente em conflito. A nossa responsabilidade é plantar as sementes certas, sabendo que colheremos o que plantamos. No verso 19-26, Paulo detalha as duas sementes que podemos semear: “19 Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; 20 idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções 21 e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. ___ 22 Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. 24 Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. 25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. 26 Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.”
Transição:Paulo nos instrui a restaurar com mansidão aqueles que tropeçam. Pergunto: quanto temos nos esforçado para viver de forma a ajudar e restaurar com mansidão aqueles ao nosso redor? E como estamos conduzindo nossa vida espiritual para sermos eficazes em ajudar os outros?
Aplicação:
Os gálatas haviam se desviado do evangelho verdadeiro, talvez pelo cansaço ou falta de fé, e voltaram a práticas legalistas. Nós também podemos cair na tentação de viver de maneira legalista, abandonando a graça e colocando fardos que Cristo já retirou de nós. Isso pode nos levar a viver segundo as obras da carne e a nos afastar dos frutos do Espírito.
Quando vivemos guiados pelas obras da carne, estamos negando a transformação que Cristo trouxe para nossas vidas. Precisamos, como Paulo enfatiza, buscar e manifestar os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas qualidades, não há lei.
Se você está espiritualmente fortalecido, faça um esforço para ajudar os irmãos que estão em dificuldade. Não podemos carregar os fardos dos outros por eles, mas podemos ajudar a carregá-los e a chegar ao fim da jornada com paciência e amor.
O verso 2 de Gálatas 6 nos lembra: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” __ A dor do nosso irmão deve ser nossa também. Precisamos ser cristãos maduros e desenvolver a nossa fé e o fruto do Espírito para frutificar na vida dos que estão ao nosso lado.
O amor genuíno se reflete em ações, não apenas em palavras. Ao ajudarmos nossos irmãos e cumprirmos a lei de Cristo, estamos demonstrando um verdadeiro amor. A partir do momento em que nos afastamos dos frutos do Espírito, podemos acabar sobrecarregando os outros com fardos desnecessários, assim como os fariseus faziam.
Que possamos viver uma fé autêntica, carregando uns aos outros com amor e mansidão, e assim cumprindo a lei de Cristo. (Cuide de Si Mesmo para Poder Cuidar dos Outro)
2. Semeie com Humildade e Responsabilidade (Gálatas 6:3-6)
Texto: “Se alguém se julga importante, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine seu próprio trabalho e, então, terá motivo de orgulho apenas em si mesmo, e não em comparação com alguém. Pois cada um deverá levar sua própria carga.”
Paulo nos chama a atenção para o perigo do autoengano que surge de uma falsa autocompreensão. O que isso significa? Paulo está destacando um problema que estava afetando os gálatas: alguns estavam se considerando superiores por praticarem a lei, demonstrando arrogância e desdém pelos outros. Esses indivíduos, em seu orgulho, estavam negligenciando a verdadeira essência do evangelho. Eles não apenas se distanciavam da liberdade oferecida por Cristo, mas também começavam a questionar a autoridade apostólica de Paulo e a validade da salvação pela graça.
Citação:Hernandes Dias Lopes observa: “Nada é tão contrário à santidade quanto o orgulho.” William Hendriksen complementa: “O que nos torna generosos, humildes e mansos é o reconhecimento da nossa pequenez diante de Deus.”
Os gálatas estavam tão envolvidos em seu orgulho que se preocupavam mais em parecer santos por seguir a lei do que em viver a liberdade em Cristo. Eles começaram a questionar a mensagem de Paulo e a negligenciar o apoio e a contribuição para os líderes que dedicavam suas vidas à pregação da verdade que Paulo havia deixado na Galácia.
Paulo exorta-os no verso 6 a compartilhar as boas coisas com aqueles que os instruem na verdade, indicando que a arrogância estava levando-os a abandonar a responsabilidade de apoiar seus líderes e a comunidade.
Transição:Não podemos permitir que nossa confiança em nós mesmos nos leve a uma visão distorcida da nossa própria importância. Quando nos medimos pelos nossos próprios padrões ou pelos dos outros, corremos o risco de nos tornarmos legalistas, como aconteceu com os gálatas. Cristo é o único parâmetro legítimo para nossa vida.
Aplicação:
Irmãos, o que estamos semeando em nossa comunidade?
Que tipo de comportamento estamos cultivando entre nós?
Estamos plantando arrogância, indiferença, ou desprezo pelos irmãos e pela liderança da nossa igreja?
Será que estamos nos desviando da verdadeira mensagem de Cristo, assim como os gálatas fizeram e fugindo da sua responsabilidade como cristãos?
Precisamos nos lembrar de que, apesar de nosso valor inestimável para Deus — evidenciado pelo sacrifício de Jesus —, quando esquecemos nossa dependência d'Ele, a arrogância começa a dominar nossas ações. Isso nos leva a trocar os frutos do Espírito por obras da carne.
Quando entendemos a lei da semeadura, compreendemos que colhemos o que plantamos. Devemos cuidar de nossa própria vida espiritual para estarmos em melhor posição para apoiar e cuidar dos nossos irmãos. A verdadeira generosidade e cuidado surgem quando deixamos de lado o orgulho e buscamos viver segundo o exemplo de Cristo, em humildade e serviço. Isso não se limita a apoiar nossos líderes com amor e generosidade, mas também a nos envolver ativamente na vida dos nossos irmãos de forma intencional, ajudando aos nossos irmãos a carregarem suas cargas e a se renovarem em Deus.
Em resumo, somos chamados a abandonar a comparação e a arrogância, buscando em Cristo viver uma vida de humildade e responsabilidade. Assim, seremos mais eficazes em apoiar nossa comunidade e em cumprir a vontade de Deus em nossas vidas e na vida dos outros.
3. Persistir em Fazer o Bem Até o Fim (Gálatas 6:7-10)
Texto: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque aquele que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas aquele que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não houvermos desfalecido. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.”
Irmãos, a vida cristã é um campo de Batalha e a carne e o espírito são 2 combatentes em guerra um contra o outro, e Paulo sabe disso e também nos traz que a nossa vida é uma de semeadura __ e que temos que lutar e trabalhar sempre. ___ Estejam cientes que o serviço do cristão é um trabalho cansativo e exigente, muitas das vezes nós somos tentados a desanimar, a relaxar e até mesmo desistir da nossa fé, como aconteceu com os gálatas, deixando e aceitando um evangelho falso que era leve e não transformava o interior das pessoas de fato, eles praticavam atos públicos mas os seus corações não haviam sido transformados.
Nós devemos semear para o nosso espírito, os nossos pensamentos e os nossos atos devem estar sempre vivendo e semeando pelo espírito, nós devemos praticar sementes de boas obras, nós devemos cultivar isso na nossa vida e na vida dos nossos irmãos em comunidade.
Pois há consequências das nossas escolhas e ações”
"Semear para a carne" significa seguir os desejos da nossa natureza pecaminosa, deixando nossas vontades egoístas e desejos terrenos dominarem. O resultado dessa vida centrada na carne é corrupção, ou seja, destruição e ruína espiritual e eterna. Aqueles que vivem assim acabam colhendo as consequências dessa vida voltada para si mesmos, e isso de fato estava acontecendo com os gálatas.
Por outro lado, "semear para o Espírito" significa viver de acordo com a vontade de Deus, sendo guiados pelo Espírito Santo. Quem faz isso colhe vida eterna, uma vida abundante e plena com Deus, tanto agora quanto na eternidade.
___ Esses dois resultados – corrupção e vida eterna – são permanentes, mas são muito diferentes em sua natureza.
A corrupção significa uma destruição eterna, como vemos em 2 Tessalonicenses 1:9.
Já a vida eterna é a recompensa de viver no Espírito, e Jesus a descreve como uma vida que nunca acaba (João 3:16).
Na ressurreição final, haverá um grande contraste: aqueles que semearam para a carne despertarão para vergonha e condenação (Daniel 12:2), enquanto os que semearam para o Espírito brilharão como as estrelas no céu para sempre (Daniel 12:3). Eles terão a imagem do corpo glorificado de Cristo (Filipenses 3:21) e serão semelhantes a Ele (1 João 3:2).
O ponto principal aqui é que nossas ações neste mundo têm consequências eternas.
Se vivermos para agradar a Deus, colheremos a vida eterna com Ele.
Se vivermos apenas para satisfazer nossos desejos egoístas, colheremos a ruína e a separação de Deus.
Isso não diz que nós somos salvos pelas obras, não! Pois a bíblia nos alerta que aquele que vive continuamente pela carne revela que nunca foi salvo por Cristo.
Quem vive de acordo com a carne – ou seja, quem segue uma vida dominada pelo pecado – está revelando que nunca experimentou a verdadeira salvação. Jesus disse em Mateus 7:16-20, "Pelos seus frutos os conhecereis".
Isso significa que o modo de vida de uma pessoa reflete se ela realmente pertence a Deus ou não. Aqueles que continuam a viver na carne, sem evidência de transformação pelo Espírito Santo, demonstram que não foram regenerados por Cristo. Demonstram que o evangelho de Cristo, aquele que traz a liberdade no espírito nunca habitou de forma plena o coração dessas pessoas.
Conclusão:
Nós devemos fazer o bem às pessoas, Cristo espera isso de nós, Cristo espera que os cristãos que foram realmente transformados pelo evangelho da liberdade para viver a vontade de Cristo ajude outras pessoas há também encontrarem esse caminho, Cristo espera que nós ajudemos as pessoas a se libertarem do falso evangelho, a se libertarem da escravidão do pecado, a saírem de uma vida que as obras da carne são manifestadas todos os dias para uma vida que manifeste os frutos do espírito, nós somos responsáveis pelos nossos atos e seremos julgados por cada um deles.
O pecado nos cansa, nos faz sermos legalistas e orgulhosos, mas cristo nos dá Liberdade para fazermos o bem às pessoas que estão ao nosso redor, para cuidar do coração das pessoas que estão ao nosso lado, para pastorearmos a vida das pessoas, nós somos chamados a isso irmãos, nós deixamos de ser escravos do pecado para sermos escravos da vontade de Cristo, e a vontade de Cristo é que nós amemos ao próximo como amamos a Cristo e que cuidemos da nossa vida espiritual para que nós possamos cuidar também e ajudar o nosso irmão na vida espiritual dele.
Quem é que já leu o livro “O peregrino”?
No livro "O Peregrino", Cristão, o personagem principal, passa por diversas etapas em sua jornada espiritual, enfrentando desafios e provações. Ele é guiado inicialmente por Evangelista, que o orienta a seguir pelo caminho correto rumo à Cidade Celestial.
Durante a jornada, Cristão atravessa o Vale da Humilhação, onde enfrenta o terrível inimigo Apolião e, mais tarde, passa pelo Vale da Sombra da Morte, onde luta contra seus medos internos.
Na Feira da Vaidade, Cristão está acompanhado por Fiel, seu primeiro companheiro de caminhada. Na feira, eles são presos e julgados por não se conformarem com os prazeres e valores mundanos. Fiel acaba sendo martirizado, o que deixa Cristão profundamente triste, mas também fortalecido em sua fé.
Após a morte de Fiel, outro personagem, Esperança se junta a Cristão e torna-se seu novo companheiro. Juntos, eles enfrentam o Gigante Desespero, que os aprisiona no Castelo da Dúvida. O gigante tenta fazê-los desistir da sua fé, mas eles conseguem escapar confiando na promessa de Deus.
Finalmente, Cristão e Esperança chegam ao Rio da Morte, o último grande obstáculo antes de alcançarem a Cidade Celestial. Com fé e perseverança, eles atravessam o rio e são recebidos com grande alegria na eternidade.
A inclusão de Fiel e a troca de companheiros ao longo da história mostram como diferentes pessoas podem nos acompanhar em nossa jornada de fé, cada uma desempenhando um papel importante na busca pela vida eterna, e cuidando uns dos outros.
Irmãos, essa é a nossa jornada servindo a Cristo. Durante nossa caminhada cristã, enfrentaremos muitas dificuldades, lutas e provações. ___ Haverá momentos em que o peso parecerá insuportável, assim como aconteceu com Cristão no início de sua jornada. O fardo em suas costas era grande e esmagador, representando o pecado e a culpa que ele carregava. ___ No entanto, ele continuou, não por sua própria força, mas pela fé que depositou em Cristo.
Como Cristão, devemos manter firme nossa fé e nossa esperança em Jesus, pois é somente Ele que nos sustenta e nos faz avançar. Sem Cristo, ___ nós nos perderemos em meio às tempestades, mas com Ele, ___ somos capazes de enfrentar todas as adversidades. Ele não apenas nos dá forças para continuar, mas nos prepara para cuidar dos nossos irmãos ao longo do caminho, assim como Fiel e Esperançase juntaram a Cristão em diferentes momentos de sua jornada, trazendo consolo e encorajamento.
Voltando ao meio da história, Quando Cristão chegou ao Monte Calvário, não foi acompanhado por Evangelista ou por outro amigo naquele momento crucial. Ele estava sozinho diante da cruz. E ali, diante da majestade e da graça de Cristo, o fardo de seus pecados rolou para longe, caindo no abismo do esquecimento. O que ele não pôde fazer por si mesmo, Cristo fez. ___ Foi na cruz que ele encontrou perdão, foi ali que ele foi liberto para viver uma vida totalmente voltada para a glória de Deus.
E, irmãos, é o mesmo para nós.
Nós também, ao chegarmos aos pés da cruz, encontramos o fim do nosso fardo. Aquilo que carregamos com tanto peso, aquilo que nos define pelo mundo, cai diante da misericórdia de Cristo. ___ E então, libertos, ___ somos capacitados não apenas a caminhar, mas a ajudar nossos irmãos a carregarem seus próprios fardos.
___ Portanto, sigamos firmes. Quando as lutas vierem, lembremos que o Cristo que retirou nosso fardo é o mesmo que nos capacita a seguir o caminho. ___ Ele nos mantém no caminho, nos sustenta, e nos faz brilhar como luzes no mundo, vivendo uma vida para a glória do Deus que nos redimiu. ___ Que possamos contar com os nossos irmãos, que possamos ser o apoio ___ e em muitos momentos ___ sermos carregados e carregar os nossos irmãos.
