2. Os anseios do coração de Jesus para com os discípulos (Jo 17.6-19)
Os anseios mais profundos do coração de Jesus • Sermon • Submitted • Presented
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Jo 17.6-19:
Jo 17.6-19:
6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus, e tu os deste a mim; e eles obedeceram à tua palavra.
7 Agora sabem que tudo quanto me deste vem de ti;
8 porque lhes transmiti as palavras que tu me deste, e eles as acolheram e verdadeiramente reconheceram que vim de ti e creram que tu me enviaste.
9 Eu rogo por eles. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus.
10 Todas as coisas que me pertencem são tuas, e as que te pertencem são minhas; e neles sou glorificado.
11 Não estarei mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome que me deste, para que sejam um, assim como nós.
12 Enquanto eu estava com eles, eu os guardei e os preservei no teu nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
13 Mas agora vou para ti. E digo isso enquanto estou no mundo, para que eles tenham a minha alegria em plenitude.
14 Eu lhes dei a tua palavra; o mundo os odiou, pois não são do mundo, assim como eu também não sou.
15 Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.
16 Eles não são do mundo, assim como eu também não sou.
17 Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.
18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo.
19 E por eles me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.
Introdução
Introdução
Em Jo 17 temos a oração mais íntima de Jesus. Ele abre Seu coração ao Pai. Nela, ele expressa três tipos de anseios:
Vv. 1-5: Jesus expressa Seus anseios para consigo;
Vv. 6-19: Jesus expressa Seus anseios para com os Seus discípulos;
Vv. 20-26: Jesus expressa Seus anseios para com toda a igreja.
Meditamos ontem sobre a primeira parte.
Jesus desejava consumar Seu ministério, Sua glorificação, a glorificação do Pai, e Sua glorificação junto ao Pai.
Meditemos na segunda parte da oração do nosso Senhor (vv. 6-19).
Em primeiro lugar, Jesus lembrou de Sua obra entre os discípulos (vv. 6-8).
Em primeiro lugar, Jesus lembrou de Sua obra entre os discípulos (vv. 6-8).
a. Aqui, Jesus cita três razões pelas quais sua oração deve centrar-se nos discípulos:
a. Aqui, Jesus cita três razões pelas quais sua oração deve centrar-se nos discípulos:
Primeiro, Deus os deu a Jesus (v. 6).
Primeiro, Deus os deu a Jesus (v. 6).
Antes, os discípulos eram inimigos de Deus. Estavam mortos espiritualmente. Rebeldes. Agora, pertencem a Deus e, por isso, são Seus filhos, Seu povo particular.
O apóstolo Paulo fala em Ef 1.4 sobre essa eleição eterna:
4 como também nos elegeu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor.
Mas os discípulos foram eleitos com um propósito: serem propriedade exclusiva de Deus.
Tito 2.14:
14 Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras.
Alguns rejeitam a doutrina da eleição porque pensam que ela causa acomodação. Essa nunca foi a posição bíblica. Tito declara a ligação entre a eleição e as boas obras...
Essa suposta eleição não é confirmada simplesmente através de um convencimento pessoal, mas pela prática das boas obras...
A segunda razão pela qual Jesus se preocupa com os discípulos é resultado da primeira: por causa dessa eleição, Jesus lhes manifestou o nome do Pai (v. 6).
A segunda razão pela qual Jesus se preocupa com os discípulos é resultado da primeira: por causa dessa eleição, Jesus lhes manifestou o nome do Pai (v. 6).
Isso significa revelar a pessoa de Deus a eles. Jesus é o Verbo (Palavra, Mensagem) de Deus. É Ele quem torna o Pai conhecido por nós.
A terceira razão pela qual Jesus se preocupa com os discípulos é que os discípulos “obedeceram à palavra” (v. 6).
A terceira razão pela qual Jesus se preocupa com os discípulos é que os discípulos “obedeceram à palavra” (v. 6).
Jesus lhes revelou a Deus em Sua obra e em Seus ensinos, e eles a guardaram e praticaram.
Apesar de seus fracassos pontuais, os discípulos estavam verdadeiramente comprometidos com a Palavra de Deus e buscavam segui-la. Assim como nós… [Saiba diferenciar se você está no caminho certo, mesmo com alguns tropeços, ou se está indo pelo caminho errado!]
b. Nos vv. 7-8, Jesus detalha o processo de discipulado feito com os discípulos:
b. Nos vv. 7-8, Jesus detalha o processo de discipulado feito com os discípulos:
Ele lhes transmitiu a Palavra de Deus.
Ele lhes transmitiu a Palavra de Deus.
Em Suas obras e em Seus ensinos.
Os discípulos acolheram a Palavra de Deus.
Os discípulos acolheram a Palavra de Deus.
A guardaram como tal.
Os discípulos reconheceram que Jesus veio de Deus e creram Nele.
Os discípulos reconheceram que Jesus veio de Deus e creram Nele.
Em segundo lugar Jesus ansiava pela preservação dos discípulos (vv. 9-16).
Em segundo lugar Jesus ansiava pela preservação dos discípulos (vv. 9-16).
V. 9, Jesus roga por eles, e não pelo mundo.
V. 9, Jesus roga por eles, e não pelo mundo.
Jesus estava com os discípulos até agora, guardando-os do mal. Depois da consumação de Seu ministério, os discípulos precisarão mais do que nunca do poder do Pai com eles.
Na verdade, a nossa garantia de perseverança não está em nossas mãos ou em nossa capacidade, mas na capacidade do próprio Deus em nos sustentar até o fim.
Jo 10.27-29:
27 Estas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem.
28 Dou-lhes a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrancará da minha mão.
29 Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; e ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai.
...
Nos vv. 10 e 11, Jesus manifesta Seu desejo pela proteção e pela unidade dos discípulos.
Nos vv. 10 e 11, Jesus manifesta Seu desejo pela proteção e pela unidade dos discípulos.
V. 10: “todas as tuas coisas são minhas, e as minhas são tuas”. Jesus fala do povo de Deus. Somos tanto do Pai quanto do Filho.
“E neles sou glorificado”. Quando cremos em Jesus e obedecemos aos Seus ensinos, nós lhe rendemos glória. Ele deseja essa glorificação através de nós.
V. 11: “Não estarei mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti”. Jesus declara que nós continuaremos vivendo no mundo, enquanto Ele estará junto com o Pai. Então, Ele pede a seguir que o Pai nos guarde, que mantenha guarda sobre Seus discípulos e que os conserve. E essa guarda deve ser feita “em nome do Pai”, ou seja, para Ele.
O propósito dessa guarda é “que eles sejam um, assim como nós”. Jesus está desejando profundamente que tenhamos unidade enquanto permanecemos vivendo no meio do mundo mal. Em outras palavras, devemos permanecer unidos no amor e na defesa da verdade, assim como Jesus é unido ao Pai - um em essência. Repare como nossa unidade espiritual é um espelho da unidade entre o Pai e o Filho.
Essa unidade, contudo, não é alcançada por nossa própria força. A unidade de Deus é tanto o modelo quanto o meio pelo qual nos tornamos um. ...
Quando a igreja se divide por questões secundárias, Satanás faz estragos.
Para que a igreja permaneça unida, ela deve se preservar dos ataques de fora e das divisões de dentro. É esse tipo de proteção que Jesus ansiava para os discípulos tem em mente.
Nos vv. 12-16, Jesus clama para que o Pai guarde os discípulos.
Nos vv. 12-16, Jesus clama para que o Pai guarde os discípulos.
Depois de manifestar seu anseio por proteção e unidade, Jesus lembra de quando protegia os discípulos. Nenhum se perdeu, “senão o filho da perdição”, Judas Iscariotes.
E isso aconteceu “para que se cumprisse a Escritura”.
Sl 41.9:
9 Até meu próprio amigo pessoal em quem eu tanto confiava, com quem eu comia o pão, traiu-me.
A traição de Judas já havia sido predita por Deus em Sua Palavra. De uma forma que não entendemos, tudo ocorreu conforme o plano soberano de Deus.
Quem matou a Jesus? Muitos tiveram parte nisso, mas, na verdade, Ele voluntariamente se entregou por nós. Deus usou Judas, Pilatos, os fariseus, o povo - todos eles para cumprir com Seu plano de conquistar a salvação que a humanidade precisava.
No v. 13, Jesus deseja que experimentemos “alegria em plenitude”, ou transbordante. No cap. 16, Jesus já havia dito aos discípulos que o sofrimento deles com a partida de Jesu seria transformado em plena alegria.
Qual é a base dessa alegria? V. 14: “eu lhes dei a tua palavra”. A “palavra” de Deus é o evangelho da salvação Porém, “o mundo os odiou”. As trevas sempre odiarão a luz, o que gera perseguição. Jesus sabia disso, mas os discípulos ainda não, e por isso ainda não estavam preparados para as lutas que viriam.
Aqueles que seguem a Jesus já não são mais desse mundo. Então não devemos nos surpreender quando formos perseguidos ou injustiçados. Não sacrifique quem você é para ser popular!
No v. 15, Jesus anseia que sejamos guardados do mal. Não tirados do mundo, pois somos sal e luz do mundo. Iluminamos com a verdade de Deus e preservamos o mundo de cair no juízo. (Ló em Sodoma e Gomorra).
No v. 16, Jesus declara expressamente que “eles não são do mundo, assim como eu também não sou”. Não é possível seguir a Jesus e ser uma pessoa do mundo ao mesmo tempo! O mundo vil faz no Maligno; portanto, devemos estar no mundo ao mesmo tempo em que nunca seremos dele.
Em terceiro lugar, Jesus ansiava pela santificação dos discípulos (vv. 17-19).
Em terceiro lugar, Jesus ansiava pela santificação dos discípulos (vv. 17-19).
Jesus deseja que compartilhemos da Sua natureza santa (v. 17).
Jesus deseja que compartilhemos da Sua natureza santa (v. 17).
Jesus, então, diz: “santifica-os na verdade”. Vimos que “santificar” aqui significa compartilhar da natureza de Deus - perfeita, sem pecado. É ser como Deus é. Jesus é a verdade, e o Espírito Santo é o Espírito da verdade; logo, é através da ação deles em nossas vidas que vamos participar da santidade divina. Isso através de um relacionamento real e transformador.
Jesus completa: “a tua palavra é a verdade”. O Espírito da verdade nos guiará a toda verdade. Essa verdade revelada temos em mãos - é a Palavra de Deus. Nela temos registrado como Deus deseja que vivamos e sejamos.
Jesus deseja nos enviar ao mundo em missão (v. 18).
Jesus deseja nos enviar ao mundo em missão (v. 18).
Santidade também envolve missão. Agora vemos o segundo sentido de “santidade”: separação para Deus. Pessoas e utensílios eram santificados no AT para o uso no Templo. Agora, assim como o Pai separou Jesus e o enviou em missão ao mundo, Jesus separa Seus discípulos para serem enviados ao mundo. Jesus aqui desejava nos enviar ao mundo em missão para anunciar o Seu Reino. A missão que Ele começou, agora Seus discípulos devem continuar, indo a todos os povos, todos os cantões do mundo anunciando o evangelho, o poder de Deus que salva o pecador.
No v. 19, Jesus declara que santificou-se a Si mesmo: “separou-se”, “dedicou-se à obra de Deus”. Aqui ele tem em mente Seu sacrifício na cruz para a salvação do mundo. Mas para que Ele fez isso? O v. 19 explica: “para que eles também sejam santificados na verdade”, ou “verdadeiramente santos”.
Considerações finais
Considerações finais
Jesus, em Seus últimos momentos, ansiava por nossa proteção, nossa unidade e nossa santificação.
Um dos maiores desafios à igreja de hoje é a santidade.
Somos chamados para ser santos como Deus (santidade como perfeição); ao mesmo tempo, fomos enviados ao mundo em missão (santidade como dedicação no serviço).
Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Há pelo menos três formas de nos relacionar com o mundo:
Isolamento. Resultado da convicção de que o evangelho precisa ser protegido a todo custo. Para isso, a missão é sacrificada.
Fusão. Esses se imergem no mundo sem restrições. Entendem que é preciso ser como um incrédulo para alcançar incrédulos. Sufocam todas as diferenças entre os discípulos de Jesus e o mundo.
Há uma opção melhor: o equilíbrio. Precisamos equilibrar a fidelidade à verdade com a fidelidade à missão. Enquanto mantemos nossa santidade pessoal, nos dedicamos à pregação do evangelho. Vivamos de modo diferente, mas sem nos afastar do mundo.
Esse era o anseio do coração de Jesus.
Apelo
Apelo
Será que o seu coração está alinhado com o coração de Jesus? Você anseia o que Ele anseia? Você valoriza o que Ele valoriza?
Você deseja crescer em santidade? Valorize o relacionamento com Deus, valorize a Palavra de Deus.
