Tesouros eternos em um mundo passageiro
no mundo antigo, as pessoas escondiam os objetos de valor sob o chão de terra. As próprias casas eram feitas basicamente de tijolos de barro, e havia vários tipos de bichos que podiam roê-los até alcançar os bens armazenados e destruí-los. As roupas também eram facilmente destruídas. Um sinal distintivo da classe alta judaica era o vestuário fino e elegante. As pessoas, contudo, não guardavam as roupas em baús ou armários protegidos de cedro; seus adornos ficavam expostos à destruição provocada pelas traças
O que Jesus proíbe aos seus seguidores é a acumulação egoísta de bens, uma vida extravagante e cheia de luxo, uma desumanidade que não percebe a necessidade colossal dos menos privilegiados do mundo e o materialismo que prende nosso coração ao mundo.
Devemos nos perguntar com frequência onde nosso tesouro está e, da mesma forma, onde nosso coração está. Onde está aquele ponto de interesse central que domina nossa vida? Essa é a pergunta diagnóstica que Jesus faz. Ele nos questiona: “Onde está o seu coração? Onde está o seu principal comprometimento? No prestígio, no sucesso, na riqueza ou no meu reino?” Ele está perguntando se tem a posse do nosso coração. Nosso tesouro está naquilo que estimamos.
Onde está o seu tesouro? O que você considera realmente importante na vida? Quais são os seus sonhos? Ainda mais importante, no que você sonha enquanto acordado? Talvez esse seja o sinal mais claro de onde o seu tesouro realmente está. O que ocupa a sua mente? As prioridades erradas geram corações ansiosos
Erramos em considerar os bens materiais como selo da bênção de Deus sobre nossas vidas, sendo que as marcas da bênção divina são pobreza de espírito, pesar pelo pecado, e perseguição por causa da justiça. A verdadeira espiritualidade não é manifesta no ajuntamento de riquezas — quer as tenhamos, quer não —, mas em ser liberto do amor por elas.
