(Rm 12:1-8) Servidos para Servir: Os Dons Espirituais e a Unidade da Igreja

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Romanos 12.1–2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Portanto. A consequência disso, no raciocínio de Paulo, é que devemos viver para o Senhor. Não só louvar com nossos lábios, mas com nossa vida. No corpo, nossa conduta, deve ser um culto continuo a Deus.
Sacrifício. A vida então deve ser oferecida como sacrifício, não morto, mas vivo. Ou seja, devemos nos entregar totalmente ao Senhor. Morremos para nós mesmos, para vivermos para Deus.
Culto racional. Quer dizer que nossa vida toda é um Culto, não apenas o que nós fazer aqui no domingo. Tudo deve ser feito para o Senhor - e com ENTENDIMENTO. A conversão começa por uma mudança de mentalidade. Uma mudança interior. E compreendemos aquilo que estamos fazendo, e não só isso, mas por aquilo que estamos, compreendemos todas as outras coisas. Conhecemos a Deus, e porque O conhecemos, entendemos tudo ao nosso redor.
Experimenteis. E para que ninguém reduza o cristianismo a apenas saber sobre as coisas, Paulo afirma que essa vontade que conhecemos, deve ser experimentada. Nossa religião é experimental. Nós provamos, nos alimentamos da vontade do Senhor.
Romanos 12.3 “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”
Graça. Paulo chama sua autoridade apostólica de Graça. Aqui ele nos ensina duas coisas que vai explicar mais frente. Primeiro que um dom é uma graça. Na verdade a palavra que é traduzida por dom é derivada da palavra graça. Segundo, consequência disso, é que isso deve gerar em nós humildade.
Romanos 1.5 “por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios,”
1Coríntios 15.10 “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.”
Cada um de vocês. Paulo fala de maneira muito pessoal, e mostra que isso é um problema e uma solução para todos. Escute CADA UM DE VOCÊS, seja um oficial da igreja, seja o irmão menos envolvido com as coisas da igreja… Isso é uma questão geral.
Além do que convém. Depois de Paulo enfatizar o conhecimento, ele ensina agora a gente a ter moderação, humildade. Paulo ensina algo precioso para nos ajudar com a humildade: conheça você mesmo, e pense de si mesmo apenas o que convém. Ou seja, que você seja realista sobre você mesmo, saiba exatamente quem você, o que Deus te deu, e não vá além disso, e também não minimize isso. Pense com moderação, com equilíbrio, sobre você mesmo. Paulo está nos ensinando que devemos ser realistas sobre nossos dons, nossas habilidades e funções, sobre nosso chamado.
Isso é tão importante pra nossa saúde emocional e espiritual. Paulo está proibindo que a gente pra nós alguma coisa que vá além do que nossa vacação e capacidade podem suportar. Então, com tanto conhecimento que devemos buscar, sobre Deus e sobre nós mesmos, Paulo nos ensina que devemos buscar especialmente aquilo que vai nos fazer mais humildes.
Segunda a medida da fé. Paulo está ensinando que não devemos nos julgar os tais, nem mesmo nos sentirmos inúteis, porque Deus é quem nos define, e devemos agir e viver de acordo com aquilo que Deus nos deu. Não devemos nos medir conforme a nossa própria fita métrica, mas segundo Deus. Pela medida que Deus designou. Em Efésios Paulo junta essa noção de Graça, Fé e Dom, quando diz:
Efésios 4.7 “E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.”
Hendriksen: “o apóstolo não está pensando em termos quantitativos (uma grande ou pequena quantidade de fé). Ele está falando, antes, das várias formas nas quais cada indivíduo distinto pode ser uma bênção a outros e à igreja em geral, usando o dom particular com o qual, em associação com a fé, Deus o dotou. Ele está admoestando a cada um daqueles a quem se dirige a reconhecer a diversidade dos dons em meio à unidade da fé e a perguntar a si mesmo: ‘Como posso fazer melhor uso de meu dom para beneficiar a cada um e a todos?’”
Então Paulo antes falou daquilo que era igual sobre todos, e agora ele fala das individualidades, das diferenças que são boas. Essas diferenças estão implícitas nas diversas expressões usadas — “segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. 3); “nem todos os membros têm a mesma função” (v. 4); “tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (v. 6). Então Deus trabalha a santificação da igreja também pelas diferenças de cada um.
Então Paulo quer ensinar que o orgulho é uma coisa que destrói a unidade da igreja. E o orgulho aqui no caso é não reconhecer quem você é e quem o outro é. E o orgulho aqui também seria você cobiçar ou exercer uma função que não é sua. Querer mais do que convém, e não reconhecer o seu próprio lugar.
Então o mundo diz: “você pode fazer o que você quiser. Você pode ser o que você quiser. Não deixe que limitem você etc...” Mas o Senhor nos ensina que se a gente considerar que possuímos dons que na verdade não possuímos, isso vai nos levar a cobiça, ao um desejo exagerado por alguma coisa, por alguma função, que talvez a gente nunca tenha, e que se talvez a gente conseguir, vai trazer grande tristeza pra nós, porque temos a função, mas não temos os dons pra exercê-la. No final, essa noção mundana de felicidade, de que você pode fazer tudo e conquistar tudo, tem trazido grande angústia pras pessoas.
Medida da Fé aqui não quer dizer quantidade de fé pra uns e pra outras, mas o exercício da fé, como você deve aplicar sua fé à sua vida. O que Deus quer que você faça, como ele quer que você exerça a sua fé, seu chamado. Então todo crente, sem exceção, tem sua própria medida de fé, ou seus próprios dons, sua própria vocação. Pra entender isso melhor, Paulo usa uma das imagens que ele mais gosta pra descrever a igreja, que é o corpo humano.
Romanos 12.4–5 “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,”
Num só corpo. A imagem do corpo como representacao da igreja é muito importante pra Paulo, e muito sugestiva. A igreja é um único corpo, o corpo de Cristo, e somos muitos membros unidos pela Cabeça. A implicações dessa verdade são muitas. Unidade, trabalho, dependência... Não é atoa que Paulo enfatizou tão fortemente.
1Coríntios 12.12 “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”
Efésios 4.16 “de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”
Então Paulo ensina que os membros da igreja têm uma união orgânica entre si. Já que a gente consegue a essa união sozinhos, então Jesus se tornou o vínculo dessa união. Então pra preservar a unidade do corpo, cada membro deve saber sua própria função. É isso que Paulo está nos ensinando. Então aprendemos que na igreja existem dois laços: Um pela fé, entre nós e Cristo, e outro pelo amor, entre nós mesmos, uns com os outros.
1Coríntios 12.12–26 (ARA): Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra. Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.
John Murray: “Eles têm propriedade uns sobre os outros e, portanto, sobre os dons e as graças uns dos outros. Não se trata do comunismo que destrói a propriedade pessoal, e sim de uma comunidade que reconhece os dons distinguidores que Deus distribuiu; deste modo, a individualidade é zelosamente conservada. Mas a diversidade enriquece cada membro, porquanto gozam de comunhão em todos os dons do Espírito Santo, os quais Deus outorgou de conformidade com sua própria vontade.”
Romanos 12.6–8 “tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.”
Diferentes dons. Então Paulo nos ensinou que a humildade tem a ver com saber quem nós somos, e saber quem são nossos irmãos. E que essa humildade ajuda a regulamentar a nossa vida e a vida da nossa comunidade, da igreja. Assim, o orgulho faz com que a gente não queira depender dos outros, mas a realidade que precisamos aceitar é que nós dependemos uns dos outros. E essa dependência é cria um vínculo de comunhão e solidariedade. Essa comunhão dos santos só é possível quando estamos contentes com nossa própria medida, e repartimos com os irmãos os dons que recebemos, e também somos beneficiados pelos dons dos outros.
Aqui temos uma lista com 7 dons. O Apóstolo tem mais 3 listas de dons: 1Co12:8-10; 28-29; Ef4:11. O Apóstolo Pedro tem também uma lista 1Pe4:10-11. Precisamos entender algumas coisas sobre essas listas de dons.
1) Essas listas de dons variam, às vezes têm mais dons do que aqui, às vezes menos. E na verdade, podemos pensar em mais dons até mesmo que não estão nessas listas, mas que têm a ver com elas.
2) Esses dons aqui não são apenas os dons dos oficiais da igreja, mas os oficiais devem ser os exemplos desses dons, ou a melhor manifestação pública desses dons.
3) Talvez, olhando pra essas listas possamos resumir todos os dons em dois tipos: os dons da Palavra e os dons do Serviço. Os dons da Palavra têm a ver com coisas espirituais, os do Serviço com coisas materiais. Veja se não dá a entender isso na lista de Pedro:
1Pedro 4.10–11 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”
4) Outra coisa importante é que apesar de você não ter aquele determinado, você mesmo assim pode ter a obrigado de fazer coisas, mesmo num nível menor. Por exemplo, exercer misericórdia. Todos temos que ser misericordiosos, mas existem aqueles que foram chamados pra isso, pra fazer isso num nível maior.
Aqui nessa lista de Paulo, nós temos os seguintes dons, são 7: profecia, ministério (diakonia), ensino, exortação, contribuição, liderança, misericórdia. Podemos confundir os dons aqui porque parece que Paulo às vezes ta falando da mesma coisa, mas vamos entender rapidamente cada um deles.
Profecia. O profeta recebia a mensagem diretamente do Espírito Santo, sem necessidade de pesquisa, de investigação. Deus falava ao profeta por sonhos e visões. A profecia podia ser tanto um ofício, quanto um ato momentâneo. Uma pessoa poderia ser um profeta, ou ela podia chegar a profetizar mesmo não sendo profeta. Existiam profetas tanto no AT quanto no NT. No NT temos Ágabo, que profetizou a prisão de Paulo, Barnabé que também era profeta, e haviam mulheres que também profetizaram, como as filhas de Filipe, e o Apóstolo Paulo trata de mulheres que profetizavam em 1Co11.
A profecia não era apenas predição, prever que uma coisa ia acontecer, mas a principal função da profecia era a entrega da vontade de Deus, e Deus poderia usar qualquer pessoa nesse caso. Na profecia de Joel, citada em Atos, Deus diz que “vossos filhos e vossas filhas, vossos velhos, profetizarão”. O objetivo das profecias, segundo Paulo, era exortação, consolação e instrução,
1Coríntios 14.3 “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.”
1Coríntios 14.31 “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.”
O dom da profecia era um extraordinário, é um dos dons que cessou e quem não existe mais. Na verdade, o dom da profecia assumiu outra forma, na Pregação da Palavra. Com o passar dos tempos, no Novo Testamento, o Ministro do Evangelho tomou o lugar do Profeta.
Ministério. A palavra aqui em grego é diakonian, que pode significar “serviço” no geral (1Coríntios 12.5 “E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo.”), qualquer obra feita em favor da igreja, até mesmo no Ministério da Palavra, “ministério” é diakonia. Mas é mais provável que aqui se refira ao ofício do diaconato. Paulo aqui está falando dos diáconos. O serviço dos diáconos são o cuidado material da igreja e o exercício da misericórdia. Segundo Atos 6 o Ministério diaconal surge para que o Ministério da Palavra não seja negligenciado. Assim, os diáconos se preocupam com a parte material da igreja, para que a espiritual não sofra nenhum dano. No Novo Testamento os diácono tinham muita ajuda de outras pessoas, que não exerciam o diaconato como ofício, mas auxiliam no exercício da caridade, como as viúvas por exemplo (1Tm5:9-10).
Ensino. Esse dom é diferente da profecia. O profeta tinha uma revelação direta do Espírito Santo. O mestre, estudava a Bíblia para poder explicá-la. Nesse sentido também, Paulo chama o ministro do Evangelho de Pastor e Mestre. Um coisa importante, é que uma pessoa pode, e muitas vezes tem, mais de um dom. Geralmente é assim que deve ser o ministério pastoral. E veja que o dom ensino não está associado apenas ao ministério da Palavra, mas a muitas outras atividades, que nem são mencionadas na Bíblia, como a capacidade de ensinar a uma criança, de interagir com as crianças. Tem pessoas que tem essa facilidade. Na Escola Bíblica devemos pensar nisso pra classe infantil. E devemos pensar também que esses dons não são exercitados apenas no âmbito da igreja. A sociedade precisa de professores cristãos, que não militem a causa ateísta, comunista, mas que creiam em Deus e ensinem com temor.
Exortação. É interessante como todos temos de pregar a Palavras uns para os outros, e como temos de exercer a misericórdia uns para os outros, mas há aqueles que tem o dom pra fazer cada uma dessas coisas num nível mais elevado. A Bíblia em Hebreus 3 todos nós temos de nos exortar mutuamente, mas aquilo Paulo fala que algumas pessoas foram também chamadas pra isso. Ou seja, tem pessoas que ocupam um lugar em que elas devem estar sempre exortando, como os presbíteros. Mas todos nós somos chamados para exortação. Tem pessoas que tem mais facilidade pra aconselhar, pra encorajar (é o que significa a palavra exortar), então, mesmo aquela pessoa não sendo um oficial da igrejas, ela te mais facilidade de ouvir, de direcionar, de dar conselhos.
Contribuição. Se o Diaconato fala do administrar e trabalhar para que os bens da igreja sirvam aos menos favorecidos, agora, em outro nível, Paulo fala de pessoas, que não são diáconos, mas que tem o dom de contribuir com seus bens. Apesar de todos nós devermos contribuir, de que todos nós não devemos ser avarentos, mas ajudar na causa do Evangelho, dar o dízimo e ofertar, Paulo fala de pessoas que tem mais facilidade e alegria em fazer isso. Há pessoas pra quem Deus deu mais condições financeiras, por exemplos, para contribuir. Paulo diz pra esses “contribua com liberalidade”. Pode ser traduzido também por “simplicidade” ou “generosidade”, ou seja, sem motivo adicional, sem nenhuma razão além de contribuir. Por exemplo, as pessoas que tem mais dinheiro podem cair mais facilmente nesse pecado, de contribuir não por generosidade ou simplicidade, mas pra serem vistos. Uma pessoas mais rica na igreja que faz uma oferta e quer seu nome seja divulgado. Não tem problema em honrar essa pessoa, em dizer que fulano ajudou nisso, mas se ela fez pra isso, se ela fez pra ter mais influência na igreja, pra controlar as decisões do conselho da igreja, então ela pecou. Mas há pessoas que nem pensam nisso, que passa longe esse pensamento. Elas contribuem por puro prazer, simplesmente pra ajudar. Esse é dom da contribuição.
Liderança. Paulo fala dos que presidem bem. Esse dom aqui pode ser referir especialmente aos presbíteros. Os presbíteros que não são pastores são chamados de presbíteros governantes, ou regentes, a quem Deus deu o dom do governo, da liderança. Há pessoas que não possuem esse dom. Há pessoas que não são presbíteros mas possuem o dom da liderança. Podem usar isso bem, no seu trabalho ou de alguma outra forma. Essa é uma maneira de identificar alguém que daria um bom presbítero na igreja. Mas se fazemos às vezes algum grupo pra alguma programação, se precisamos de pessoas pra liderar alguma tarefa, há pessoas que tem essa facilidade.
Misericórdia. Já falamos daqueles que foram chamados para administrar a misericórdia na Igreja, os Diáconos, já falamos daqueles que possuem o dom da contribuição, que ajudam com suas posses por puro prazer, e agora vamos terminar falando daqueles cujo coração é sempre empático e sensível a dor do outro. Há pessoas que são mais assim do que outras. Que mais facilmente se compadecem. Essas tem o dom da misericórdia. Não que os outros que não tem esse dom não precisam ter misericórdia, mas alguns são chamados pra isso, porque tem mais facilidade nisso. Pessoas doentes, ou fracas de alguma maneira, precisam de pessoas misericordiosas do seu lado. Imagine você está muito mal, e receber a visita de uma pessoa que sem misericórdia, parece que ela piora a sua angústia. Quantos não tiveram essa experiência no hospital, que é chamado casa da misericórdia. Você passando por um problema e o médico, totalmente frio, indelicado, nem olha pra você, sem misericórdia. A pior coisa do mundo é você submeter a sua dor a uma pessoa que não liga pra ela. Não precisamos só de cura, precisamos de misericórdia. Calvino diz: “nenhuma outra coisa confere maior consolo aos enfermos, ou àqueles que de algum outro modo estão aflitos, do que ver outros ajudarem com prontidão e alegria; observar tristeza no rosto daqueles que prestam tal ajuda, faz os beneficiados sentirem-se eles mesmos desprezados”. Provérbios 17.22 “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.”
APLICAÇÃO
Não seja egoísta e autosuficiente. Não somos uma ilha, não estamos sozinho e devemos estar. Jesus Cristo morreu para criar uma grande família. Não somos Deus, só ele é autosuficiente. Deus nos criou os nos salmos para dependermos uns dos outros. Ele quer que você depende do seu irmão. Deus quer que você encontre Ele na vida do seu irmão. Deus quer que você também seja útil na vida do seu irmão. É por isso que a medida que a igreja vai amadurecendo, nós vamos ficando mais dependentes uns dos outros. Essa é uma maturidade diferente! Queremos estar uns com os outros, precisamos uns dos outros. Se você crescido nessa independência, tem se afastado da igreja, tem tido menos prazer nos irmãos, você tem pecado. Você precisa de mim e eu preciso de você. Ouvi muitas queixas contra a igreja: pastor, eles não vieram até mim, ele não me visitaram naquela oportunidade. Está errado, precisamos mudar isso. Mas e você?! Você tem feito isso? Você tem amado, exortado, se compadecido dos seus irmãos? Ou você você liga pra o que o outro ta passado? Você vê o seu irmão em pecado, mas você não se sente na obrigação de ajudá-lo? De exortá-lo? Se somos um corpo, necessariamente eu preciso sentir que tem alguma coisa errada com outra parte. Se uma parte do meu corpo está infeccionada, todo o corpo tem febre. Precisamos reagir. Coisas no nosso meio são tristes. Vocês não sabem os nomes uns dos outros. Vocês não se importam em saber o que o outro está passando, o seu problema é sempre pior. Quando acabam o culto, vocês querem ir logo pra casa, não querem se relacionar com a igreja, sabe-se lá porque. Chegam em cima da hora pra começar o culto, e saem assim que acaba. Quando tem alguma forma de contribuir pra alguma programação sempre dão um jeito de não contribuir, ou sempre ser esperto e contribuir com pouco, mas pra coisas do trabalho sempre ajudam muito, pra aparecer, pra se destacar. Se somos assim, então somos uma igreja doente. Uma igreja que se devora, que não se encoraja, só existem críticas e julgamentos, mas nunca há encorajamento, exortação, alegria pela vitória do outro - então é uma igreja doente. Não contribua pra isso. Não seja o membro infeccionado do corpo. Faça algo. Ajude, com humildade, sem querer nada em troca, ajude a sua igreja a ser melhor. Esteja presente, contribua, seja generoso, misericordioso, exorte, ajude, coloque pra cima, edifique, construa, ajude no progresso do Reino de Deus em Curionópolis. Promova sua igreja e ajude ela a melhorar. Que nos abençoe!
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