Lampada do Corpo
Muitas vezes nas Escrituras os olhos equivalem ao coração. Ou seja, “pôr o coração” e “pôr os olhos” em algo são sinônimos.
O argumento de Jesus parece ser algo deste tipo: Assim como nossos olhos afetam todo o nosso corpo, nossa ambição – onde colocamos nossos olhos e nosso coração – afeta toda a nossa vida.
Assim como os olhos que veem dão luz ao corpo, a ambição clara e intencional de servir a Deus e aos outros dá mais sentido à vida e traz luz a tudo o que fazemos.
Assim como a cegueira leva à escuridão, a ambição egoísta simplesmente para acumular tesouros para nós mesmos na terra fará com que mergulhemos em trevas morais e espirituais.
Com esta metáfora, Jesus está fazendo a mesma pergunta que fez na metáfora do tesouro: o que há dentro de nossa alma? Se ela estiver cheia de trevas, que grandes trevas serão!
A metáfora de luz e trevas é encontrada por todo o Novo Testamento. Quando uma pessoa vai a Cristo, ela “vê a luz”. No passado, ela nada via de especial em Jesus ou no evangelho. Se a luz de Cristo ainda não entrou pelos seus olhos, então sua alma está em trevas, e ele diz: “que grandes trevas serão!” Trata-se da mais terrível escuridão que alguém poderia suportar.
É tudo uma questão de visão. Se temos visão física, podemos ver o que estamos fazendo e aonde vamos. Assim também se temos visão espiritual, se nossa perspectiva espiritual está corretamente ajustada, então nossa vida está cheia de propósito e motivação
Jesus agora explica que, por trás da escolha entre dois tesouros (onde iremos armazená-los) e duas visões (onde colocaremos nossos olhos), está a escolha mais básica entre dois senhores – a qual serviremos.
É uma escolha entre Deus e o dinheiro, entre o Criador vivo e qualquer objeto de nosso desejo que vemos como riqueza. Simplesmente não podemos servir aos dois.
Ter um propósito bem definido é um dos maiores segredos da prosperidade espiritual. Se nossos olhos não veem distintamente, não podemos caminhar sem tropeçar e cair. Se tentarmos trabalhar para dois mestres diferentes, poderemos ter a certeza de não satisfazer nem a um nem a outro. Acontece o mesmo a respeito de nossas almas. Não podemos servir a Cristo e ao mundo ao mesmo tempo
Você é escravo daquilo que serve. Se sua vida é consumida pela aquisição de riquezas, então você é um escravo; e, se você é escravo das riquezas, não pode ser servo de Deus. Os dois são absolutamente incompatíveis.
