Os erros levam a submissão errada e juízo

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Oseias 5.8-14

Introdução:
Há uma febre que tem se agravado com a tecnologia: apostas e o Tigrinho. Basicamente fazem aquilo que já era possível na loteria, só que de modo mais cômodo, você não precisa sair de casa. Basta procurar algum site de apostas, e, facilmente, você pode fazer sua “fezinha” esportiva. Isso tem chegado a um ponto que você pode até mesmo procurar consultoria para saber qual seria a melhor aposta. Consegue dicas para não investir seu dinheiro de modo errado, ou seja, internet é o caminho para você conseguir uma renda extra com sucesso.
Porém, isso realmente tem acontecido? Pessoas tem se tornado mais ricas com a facilitação desses meios no mundo moderno? Não! Tantos apostam tudo o que tem, e até mesmo o que não tem, motivados por seu desejo de ter um pouco mais. Mas, quando a situação chega a esse último ponto, e você não tem mais nada, e está devendo a todos ao redor, o que fazer? É necessário se submeter aos outros, é necessário se humilhar para, talvez, conseguir reverter um pouco o prejuízo.
Israel, no livro de Oseias, tem se aprofundado nas dívidas espirituais diante de Deus, seus erros estavam caminhando com eles numa relação inseparável, o que acarretará numa submissão errada, como acontece com as pessoas viciadas em apostas. Israel não acordou para seu futuro sombrio, e Judá não viu os erros dos seus irmãos de modo correto, correram para apostar tudo no pecado, e Deus avisa que o prejuízo é certo. Nessa passagem, em três partes, vamos observar o declínio até eles se submeterem a alguém que não era Deus. A primeira coisa dessa noite é que:
1 - Os dois reinos deveriam estar prontos para o que viria (8-9)
1. De princípio notamos a presença de trombeta que era utilizada quando era necessário deixa o povo em alerta.
2. Na época essa era a tecnologia para avisar que a nação poderia estar correndo algum perigo.
3. Dentro do contexto que temos apresentado, entre aquilo que certamente cairá sobre Israel, consequentemente, virá sobre Judá.
4. Por isso é mencionado Gibeá e Ramá, cidades que pertencem ao território de Benjamin, parte do território do reino do Sul.
5. Porém, Benjamim, sempre se aliava ao lado que era mais prospero entre os dois reinos, mas, agora, ambos serão destruídos, e para Benjamin só resta se preparar para o pior.
6. Em outras palavras, Deus avisa que por causa da igual dureza de Judá, como eles seguiam os erros de seus irmãos, a mesma guerra viria contra eles, logo, se preparem, igualmente, para esse futuro.
7. Já podemos tirar uma aplicação para nossa vida, se observamos que alguém seguiu determinado caminho que desagrada ao Senhor.
8. Por exemplo: A questão de ganância por dinheiro, por que deveríamos ariscar tanto? Ou seguir caminho semelhante que desagrada ao Senhor?
9. Saber que o Senhor nos adverte a não dar espaços ao pecado deve ser o freio que precisamos.
10. Além disso, quando alguém cai em pecado, isso não deve soar outra coisa que não seja um alerta a cada um de nós. Um chamado para a vigilância. A queda de um irmão não serve para rirmos dele, ou, falar como alguns: Eu acho é pouco! Bem-feito! Porém deve soar como um: Cuidado, o próximo pode ser você!
11. Judá não foi vigilante, e deveria ficar pronto para colher os frutos que plantou. A vigilância deve ser uma prática constante na vida do crente, não deixe de fazer uso dessa atitude, como nosso Senhor já nos alertou nos Evangelhos: Vigiai e orai!
12. O verso 9 explica que Efraim ficaria arrasado no dia do castigo. O dia da invasão, quando o povo fosse levado ao exílio, seria um dia de devastação, e não de festa.
13. E, através dos profetas, e seus enviados, Deus tinha tornado conhecido que isso aconteceria na terra de Israel.
14. Como as atitudes deles permaneceram na mesma desobediência, e se alastrava por toda a nação.
15. O castigo teria a mesma dimensão dos erros.
16. Ouçam todos, o dia do castigo vem! Você está preparado?
17. Graças a Deus por Jesus, irmãos, não aguardamos o Dia do Castigo, mas o dia da Vitória do nosso Senhor.
18. Até esse dia, não baixe a guarda, peleje pelo evangelho, lute contra as forças do mal. Não desistamos, mas que tenhamos a resiliência, a firmeza para permanecer no caminho do Senhor!
19. Nos versos 10 a 11 percebemos que:
2 - Judá não se apartou dos erros de Efraim (10-11)
1. A Estrutura do texto indica primeiro a acusação e depois o juízo, e isso é invertido quando é citado Efraim.
2. A acusação que recai sobre Judá é que seus líderes são como os que “mudam os marcos”.
3. O que isso quer dizer?
4. Trazendo para nossos dias é como se você tivesse uma propriedade e, ao lado dela, tivesse outra.
5. Você constrói uma cerca para marcar seu território, e, aos poucos, vai aumentando o limite da sua propriedade e começa a pegar para si a território do vizinho.
6. Em Deuteronômio 27.17 diz assim: “‘Maldito quem mudar o marco de divisa da propriedade do seu próximo’. Todo o povo dirá: ‘Amém!’”
7. Já havia uma prescrição na lei para esse fato não acontecer. Judá não apenas imitou os erros de Efraim, eles também se aproveitaram da situação precária dos seus irmãos para usurpar o território deles.
8. Judá foi desonesto, foi um aproveitador, faltou bastante consciência da parte deles.
9. O que isso ocasiona? Deus derramaria seu juízo como uma inundação!
10. Como vocês agiram desse modo com seus irmãos, quebrando a aliança com sua desonestidade, o juízo de Deus será como uma chuva que os atingirá totalmente.
11. No verso 11, Deus fala sobre a condição de Efraim, ele estava sofrendo por conta dos seus pecados.
12. Ele se encontra quebrado por conta do castigo, situação que Judá se aproveitou.
13. Mas, por que eles estavam assim? Eles se agradaram de andar procurando coisas inúteis!
14. E, dentro do contexto, que temos observado, isso se dá quando eles caminharam atrás dos seus ídolos.
15. Toda adoração que não é dada ao Deus verdadeiro, não passa de algo sem valor, fútil!
16. Efraim não achou, nesses deuses, a solidez que era necessária para atravessar os dias difíceis, e evitar o cativeiro.
17. Sua opressão não abriu seus olhos, andaram cegos, esmagados, mas não acordaram.
18. Irmãos, desonestidade e futilidade não combinam com a nossa vida, devemos reparar nossas atitudes sempre.
19. Sempre há relatos de pessoas contando que seus vizinhos terem tirado um pouco da sua terra, essa atitude não é correta, é desonestidade! Um crente não renasceu em Cristo para ser desonesto, nosso alvo é glorificar ao Senhor.
20. Que pensemos se em algum momento caímos nos mesmos erros que eles. E que possamos nos arrepender!
21. A última coisa que podemos perceber no texto é que:
3 - Ambos se sujeitariam a uma nação, e não a Deus (12-14)
1. Irmãos, dos versos 12 a 14, percebemos essa verdade.
2. No verso 12, com o “portanto”, Deus indica o resultado das atitudes dos versos anteriores.
3. Como eles correram atrás de outras coisas, eles ganharam o pior inimigo possível, Deus!
4. Para ambos os lados Deus seria como um adversário que consumiria o povo.
5. O fato da vaidade, a adoração fútil para outro deus, deu ao povo de Israel o castigo dado pelo único e verdadeiro Senhor.
6. Mas, ao notar essa realidade, qual foi a atitude dos dois lados? O que fizeram?
7. Procuraram um inimigo para se aliar!
8. Isso fica claro no verso 13, mediante suas dores, e a possibilidade de serem destruídas, buscaram ajuda perante o império mais poderoso da época!
9. Mas, resolveu o problema? Tiveram alguma solução? Não!
10. A Assíria não fazia nada de graça, só traria mais dificuldades para ambos, e, apesar de todo o poder que tinham, não poderiam evitar o castigo de Deus.
11. Qualquer pessoa que possa nos ajudar, por mais influente que seja, não pode ir e fazer aquilo que apenas cabe a Deus!
12. O povo israelita seguiu a tendência de se aliar aos povos mais fortes que eles, mas isso não trouxe o alívio que eles esperavam.
13. Tanto que o próprio povo assírio levou o reino do Norte para o cativeiro em 722 a.C, e assustou o reino do Sul no período do rei Ezequias.
14. Certo autor diz o seguinte: Quando Israel percebeu que seus reis haviam decepcionado o povo, a nação não se voltou para o seu rei divino; pelo contrário, voltaram-se para o rei da Assíria, que mais tarde seria o agente de Yahweh para destruí-los como nação.
15. Os erros não trazem a submissão correta para nossa vida, trazem humilhação, e sujeição às pessoas que só querem se aproveitar da fragilidade presente.
16. Deus finaliza citando outra vez sua atitude para com os rebeldes. Ele será como um leão, e os rebeldes como a sua presa.
17. Quem pode impedir o ataque do leão? Não havia qualquer tranquilizante para impedir sua ação.
18. Nenhum povo poderia impedir o juízo de Deus, Israel colocou sua confiança em pessoas que não poderiam ajudá-los, pelo contrário, só trariam mais desgraças para eles.
Aplicação: Mediante esses versos irmãos, podemos pensar em algumas aplicações:
1. Se persistimos na prática do pecado o que resta é aguardar o juízo, mas o melhor é se arrepender enquanto é tempo. Hoje é uma boa oportunidade para se analisar, e abandonar algum erro que você tem persistido em cair...
2. Não podemos esperar que a desonestidade passará impune, Deus trará a verdade, um dia, diante de todos.
3. Domingo será a eleição municipal, e em todo o período até esse dia, a tal compra de votos acontece. Mas, o que faremos se alguém quiser comprar nosso voto? Rejeitar! Aceitar essa oferta é desonestidade, corrupção! Crime eleitoral! E isso não glorifica o nome do Senhor! Tudo o que fazemos é para exaltar o nome do Senhor, e vender o nosso voto é provocar sua ira! Não venda o seu voto, vote com sabedoria e com direcionamento do Senhor!
Conclusão: Israel sabia o que fazer, tanto é que a próxima mensagem deixará isso bem claro para nós. Mas, o modo como eles buscaram ao Senhor era o certo? De fato, buscavam retomar o relacionamento que se havia perdido por conta da idolatria? Saberemos isso na próxima mensagem, conforme a vontade do Senhor.
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