DESERTO: SILÊNCIOSO O BASTANTE PARA OUVIRMOS A VOZ DE DEUS
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
1. Texto: Mt 4:1-11; Mc 1:12, 13; Lc 4:1-13 (Almeida revista e atualizada)
Evangelho de Mateus
Evangelho de Mateus
1 - A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
3 - Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
4 - Jesus, porém, respondeu: Está escrito:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
5 - Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e
6 - lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem;
e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
7 - Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
8 - Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles
9 - e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 - Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.
11 - Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.
Evangelho de Marcos
Evangelho de Marcos
12 - E logo o Espírito o impeliu para o deserto,
13 - onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam.
Evangelho de Lucas
Evangelho de Lucas
1 - Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto,
2 - durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.
3 - Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão.
4 - Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito:
Não só de pão viverá o homem.
5 - E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo.
6 - Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser.
7 - Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua.
8 - Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.
9 - Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo;
10 - porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem;
11 - e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
12 - Respondeu-lhe Jesus: Dito está:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
13 - Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.
. 11 - Versiculos - Mateus
. 2 - Versiculos - Marcos
. 13 - Versículos - Lucas
2. Contexto:
2. Contexto:
"Todos os evangelhos sinóticos afirmam que a tentação de Jesus se deu imediatamente após o seu batismo. Mateus, portanto, situa a tentação em um tempo definido, “A seguir”, e em um lugar específico: “no deserto”. Jesus sai da água do batismo para o deserto da tentação. Do sorriso do Pai para a carranca do diabo. Do revestimento do Espírito para a prova mais amarga. Não há nenhum intervalo entre a unção e a prova, entre a voz gloriosa do Pai e a voz cavernosa do tentador" (LOPES, 2019, p. 103).
Os relatos dos outros Evangelhos estão em conformidade com esta versão, embora uma ou duas palavras sejam diferentes. Imediatamente após o Espírito Santo descer sobre Jesus no batismo, lemos que o Espírito de Deus o conduziu ao deserto. O Espírito, entretanto, não apenas o conduziu, mas o impeliu àquele lugar. Ele compeliu Jesus a ir para o deserto com a finalidade específica de ser tentado (Sproul, 2017, p. 39).
Jesus precisava passar por esse momento de preparo, por esse teste, uma vez que ele era plenamente (verdadeiramente) homem, havia a necessidade de preparo. Vemos que o acontecido com cristo é uma historia muito parecida com o que aconteceu com os israelitas. Eles passaram pela água, foram batizados (1Co 10:2-4) e logo depois foram para o deserto por um período de 40 anos (Dt 8:2). O padrão se repete, (1) quem sabe para nos nos mostrar que o que nos espera após o batismo não é o céu e sim o deserto, o qual durará até nosso último dia de vida. (2) Marcos diz que ele foi impelido, a linguagem é mais forte que nos outros dois, que foram escritos depois e quem sabe tentaram suavizar. Marcos está nos dizendo não que Cristo foi contra sua vontade, mas que isso era inevitável, ele tinha que passar por aquilo.
Por que era inevitável passar pelo deserto:
Por que era inevitável passar pelo deserto:
Para que Cristo passasse vencedor pelo mesmo teste que o primeiro homem falhou (ele é o segundo Adão (1 Coríntios 15:45-48). Era necessário como filho de Deus que ELE vencesse o diabo. Para que ELE pudesse redimir a raça humana, precisava vencer (2 Coríntios 4:4-6). A partir dessa vitoria, Cristo sai para saquear o reino de Satanás. "Aprender" a ser tentado para que pudesse nos ajudar em nossa fraqueza, para que pudesse ser nosso intercessor (Hb 4:16).
3. Objetivos:
3. Objetivos:
Explicar para a igreja que nem todo deserto é enviado pelo inimigo Mostrar para a igreja que deserto é lugar de aprendizado Há desertos que são necessários Como Jesus conseguiu vencer suas tentações mesmo estando em um deserto O que a sua vitória representa para o ser humano ELE é o nosso substituto
4. Proposição:
4. Proposição:
A pressão que exerciam sobre Ele era tanto maior, quanto Seu caráter era superior ao nosso. Com o terrível peso dos pecados do mundo sobre Si, Cristo suportou a prova quanto ao apetite “concupiscência da carne” (1Jo 2:16), o amor do mundo “soberba da vida” (1Jo 2:16)) e da ostentação “concupiscência dos olhos” (1Jo 2:16), que induz à presunção. Foram essas as tentações que derrotaram Adão e Eva, e tão prontamente nos vencem.
DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO
I - PANORAMA DA TENTAÇÃO
I - PANORAMA DA TENTAÇÃO
Segundo Augustos Nicodemos:
1. Ocasião: Logo após o batismo ELE é impelido pelo Espirito Santo. O evangelho de marcos vai nos dizer que uma força sobrenatural o leva ao deserto, não contra sua própria vontade, mas nos ajudando a entender mais claramente que ele precisa passar por aquilo (Mc 1:12).
2. O motivo (razão) da tentação: "Calvino disse, comentando 4.1,2: “Havia duas razões pelas quais Cristo se retirou para o deserto: Primeiro, para que, após um jejum de quarenta dias, pudesse ele surgir como um novo homem, ou, antes, como um homem celestial, para desincumbir-se de seu ofício. Segundo, para que pudesse ele ser provado pela tentação e passar por um aprendizado antes de empreender uma tarefa tão árdua e tão sublime" (HENDRIKSEN, 2010, p. 277). A bíblia fala que ele foi para ser tentado e aqui a ideia de tentação é teste. Jesus passou por um teste semelhante ao do primeiro Adão, mas difere desse pelo fato de ter saído vencedor.
3. O local da tentação: Diferente do que aconteceu com Adão e Eva (Gn 2 e 3), Jesus teve que enfrentar um local seco, inóspito e difícil para a manutenção da vida. O primeiro Adão estava em um jardim com toda sorte de alimentos e sem necessidade de nada (Gn 1:29-31). O contraste no cenário de ambos, torna a vitoria de cristo tão gloriosa. Com todas as desvantagens, ele foi vencedor. O segundo Adão venceu onde o primeiro fracassou (1 Co 15:45-48).
"Deserto é muito mais do que uma indicação geográfica que poderia indicar, por exemplo, a zona desértica de Judá. Deserto é o elemento sempre presente na pedagogia profética e indica, contemporaneamente, o lugar onde somos colocados à prova e o lugar do encontro com Deus capaz de gerar o novo” (GALLAZZI, 2013, p. 87-88).
O deserto é chamado de “MIDBAR (em hebraico מדבר e em grego ερημος) lugar da palavra, encontro com a palavra)”. Qual a razão do deserto ser chamado assim? Resposta: "O deserto é o único lugar, silencioso o bastante para ouvir a palavra de Deus” (Os 2:14).
4. O tempo da provação: Durante 40 dias Jesus foi tentado de todas as formas (Hb 4:15). No Antigo Testamento temos pelo menos três eventos parecidos nos quais a expressão 40 dias aparece:
✅ A lei foi promulgada, escrita para o povo onde Moisés permaneceu 40 dias e noites para recebê-la. Podemos perceber que durante esse mesmo pedido de tempo Jesus, permanece em obediência à lei de Deus.
✅ Elias, o maior profeta caminhou 40 dias, vitória contra o inimigo depois de 40 dias de guerra espiritual).
✅ Israel passou 40 anos no deserto em busca da terra prometida e Jesus venceu para nos dar acesso a terra prometida
II - PEDRA EM PÃO… SE ÉS FILHO DE DEUS (1ª TENTAÇÃO)
II - PEDRA EM PÃO… SE ÉS FILHO DE DEUS (1ª TENTAÇÃO)
1. A fonte da tentação
Quando vamos para a palavra de Deus, em Tiago 1:14-15 (Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.) entendemos que a fonte da tentação é interna. Jeremias 17:9, nos diz o coração é enganoso e corrupto (Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?). Qual a fonte da tentação de Cristo? foi interna ou externa?
"A tentação veio de fora. Como nós, Jesus podia ser tentado externamente: o Diabo veio a ele com sugestões opostas à vontade de Deus. Mas, ao contrário de nós, ele não podia ser tentado internamente — nenhuma concupiscência ou paixão podia se originar nele. E mais: não havia nada nele que responderia às seduções do Diabo (Jo 14:30)”(MACDONALD, 2011, p.18).
2. A natureza de Adão antes da queda (ele podia cometer pecado?)
Uma pergunta que alguns grupos (dissidentes) nos fazem. Eles tentam nos confundir a respeito da natureza de Cristo na ocasião de seu nascimento, vida e ministério. A natureza de Cristo é Pré ou pós-lapsariana?
“Ao tomar sobre Si a natureza do homem em seu estado degradado, Cristo não participou, no mínimo que fosse, de seu pecado. Estava sujeito às fraquezas e enfermidades que atacam o homem, ‘para que se cumprisse o que fôra dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.’ Foi comovido pelo sentimento de nossas doenças, e tentado em tudo, como nós. Não obstante, ‘não cometeu pecado’. Era o Cordeiro ‘imaculado e incontaminado.’ Se Satanás houvesse podido, no mínimo pormenor tentar a Cristo até ao pecado, teria ferido a cabeça do Salvador. Tal como aconteceu, pôde feri-Lo apenas no calcanhar. Se a cabeça de Cristo houvesse sido tocada, haveria desaparecido a esperança da raça humana. A ira divina teria descido sobre Cristo, assim como desceu sobre Adão. . . . Não devemos abrigar dúvidas quanto à perfeita impecabilidade da natureza humana de Cristo.” — The S. D. A. Bible Commentary, Vol. V, pág. 1.131.
“Sede cuidadosos, muito cuidadosos quanto a como tratais o assunto da natureza humana de Cristo. Não O apresenteis como homem com propensões para o pecado. Ele é o segundo Adão. O primeiro Adão foi criado como um ser puro e sem pecado, sem uma mancha de pecado sobre si; foi feito à imagem de Deus. Podia cair, e caiu pela transgressão. Por causa do pecado, seus descendentes nasceram com inerentes tendências para a desobediência. Jesus Cristo, porém, era o Filho unigênito de Deus. Tomou sobre Si a mesma natureza humana, e em tudo foi tentado, tal como é tentada a natureza humana. Podia haver pecado; podia haver caído, mas nem por um instante se manifestou nEle propensão para o mal. Foi assaltado por tentações no deserto, assim com Adão foi assaltado por tentações no Éden.” — Idem, pág. 1.128.
Ao estudarmos os livros do espirito de profecia, como o desejado de todas as nações, perdemos de maneira clara como o a mensageira do senhor entendia a natureza humana de nosso Senhor. Ela diz: “Mas nosso Salvador revestiu-Se da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a ‘natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos de suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido.” (WHITE, 2007, p.117).
A natureza humana de Jesus era uma verdadeira natureza humana, com todas as limitações que lhe são peculiares. Jesus tinha a capacidade de pecar, caso contrário não teria sido verdadeiramente humano. Além do mais, se ele fosse incapaz de pecar, a tentação no deserto não teria passado de uma farsa (Sproul, 2017, p.42).
3. A resposta de Jesus é com base na palavra dita por Deus na ocasião do seu batismo
Temos, no Novo Testamento, pelo menos dois termos que são traduzidos na bíblia como palavra, as quais são: Logos e Rema. (a) (b)expressão dita por Jesus na ocasião da tentação, é a palavra grega “REMA”, a qual é traduzida como palavra, discurso. Está mais associada com a oralidade (palavra falada) do que com a escrita (texto). Embora a palavra seja essa, pode ser entendida como a bíblia também, pois é uma referência clara ao texto do Antigo Testamento (Dt 8:3). Fazer menção das palavras logos e Rema (essa é a palavra usada por Jesus, não significa a bíblia e sim a palavra falada de Deus “no caso, tu é os meu filho amado em quem me comprazo” ele não precisa de evidencias, e sim da declaração de Deus.) Isso está no minuto 13 do vídeo.
"É uma tentação muito refinada com a qual Satanás se achega a Jesus. É mais perigosa a tentação que nem se parece com uma tentação” (RIENECKER, 1998, p. 68).
A expressão “toda palavra que sai da boca de Deus” se refere à palavra de seu poder. É a onipotência de Deus exercida na criação e na preservação. É a sua palavra de ordem eficaz; por exemplo: “E disse Deus: Haja luz, e houve luz” (Gn 1.3); “Pela palavra de Jeová os céus foram feitos” (Sl 33.6) (Hendriksen, 2010, p. 280-281).
Usar o poder divino para satisfazer um apetite natural em resposta à incitação de Satanás consiste em desobediência direta a Deus. A ideia por trás da sugestão de Satanás lembra Gênesis 3:6 (“boa para comer”). João classifica essa tentação como “concupiscência da carne” (1Jo 2:16) (MacDonald, 2011, p. 19).
III - ATIRA-TE ABAIXO… SE ÉS FILHO DE DEUS (2ª TENTAÇÃO) Dt 6:16
III - ATIRA-TE ABAIXO… SE ÉS FILHO DE DEUS (2ª TENTAÇÃO) Dt 6:16
1. O uso que o inimigo faz da palavra
Ao perceber que o salvador consegui uma saída e vitória sobre a primeira tentação usando a palavra sagrada, o inimigo muda sua abordagem e faz uso da mesma palavra, mas de forma deturpada. Como diz o padre vieira:
"Palavras de Deus, na boca do diabo, não são palavras de Deus e sim do diabo (ele perverte o significado)” - Antonio Vieira
A “Que direito tem o meu incitador de pedir-me que faça tal demonstração?” Jesus, contudo, não cai nessa armadilha. Ele percebe que fazer o que Satanás está pedindo, equivaleria a substituir a fé pela presunção, a submissão a Deus e sua direção pela insolência. Significaria nada menos que arriscar-se à autodestruição. A falsa confiança no Pai, que o diabo exigia de Jesus nessa segunda tentação, não era melhor que a desconfiança que lhe propusera na primeira. Equivaleria a fazer experiência com o Pai (Hendriksen, 2010, p. 283).
A hermenêutica de Satanás estava errada. A hermenêutica deve estar relacionada com as leis que regem a interpretação da Escritura. As pessoas dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas distorcem-na para que seja a favor daquilo que desejam fazer, e isto viola os princípios da interpretação das Escrituras. O primeiro princípio de interpretação é chamado de “analogia da fé”, o que significa que a Escritura é sua própria intérprete; em outras palavras, devemos interpretar a Escritura com a Escritura. Deus nunca fala uma mentira, e sua palavra é coerente e unificada. Deus nunca se contradiz. Portanto, aquilo que ele diz no livro dos Juízes nunca poderá contradizer o que ele diz em Efésios. Se colocarmos uma porção da Escritura contra outra, violamos o princípio mais fundamental da interpretação bíblica, e foi exatamente isso o que Satanás fez (Sproul, 2017, p. 45).
2. A tradição rabínica sobre o Messias no teto do lugar santo
Uma tradição rabínica afirma: “Quando o rei, o Messias, se revela, então ele vem e se detém no teto do lugar santo”. Com base nessa tradição, alguns comentaristas são da opinião de que o tentador estava tentando convencer Jesus de que, ao lançar-se do pináculo do templo, se firmaria como o legítimo Messias, pois, depois de uma aterrissagem milagrosa e a salvo, a multidão, ao observar sua descida com espanto, exclamaria: “Vede, ele não se feriu. Só pode ser o Messias!” Para Jesus, assim prossegue o argumento, esse teria sido um caminho fácil para o sucesso. A cruz seria evitada, a coroa seria obtida sem luta ou agonia. (SBK(Strack e Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch William Hendriksen, Mateus, trans. Valter Graciano Martins, 2a edição em português., vol. 1 & 2, Comentário do Novo Testamento (Cambuci; São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010).), Vol. I, p. 151) (Hendriksen, 2010, p. 283). Resposta focada na palavra. Mais uma vez o argumento de Cristo está focado na palavra (v.7). A palavra de Deus é sua arma. Ela tem o poder para refutar os ataques e ardis do inimigo. A característica principal da segunda tentação. A tentação era para Jesus demonstrar que ele era o Messias, executando uma proeza sensacional. Ele podia se desviar da cruz e ainda alcançar o trono. Mas essa atitude estaria fora da vontade de Deus. João descreve essa atração como “soberba da vida” (1Jo 2:16) (MacDonald, 2011, p. 19).
IIII - SE PROSTRADO ME ADORARES (3ª TENTAÇÃO)
IIII - SE PROSTRADO ME ADORARES (3ª TENTAÇÃO)
1. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares (v. 8–9).
Adolf Hitler disse a seus partidários: “Podemos mentir para o povo agora porque, depois que alcançarmos a vitória, ninguém se lembrará mais.” Ele quis dizer que ninguém se importaria com suas mentiras, uma vez que seria o responsável por trazer glória à Alemanha – um novo reino que incluiria a Tchecoslováquia, os Sudetos, a Polônia, os Países Baixos, a Bélgica, a Holanda, a França, a Inglaterra, e, por fim, o mundo inteiro. Hitler fez a seguinte anotação em seu diário: “Hoje eu fiz um pacto com Satanás em troca de todos os reinos do mundo e toda a sua glória.” (SPROUL, 2017, p. 45-46)
O Pai concedeu ao Filho todos os reinos do mundo e prometeu-lhe a glória que era sua desde o princípio. Jesus não precisava obter essas coisas de Satanás. O que estava em jogo ali era o custo para obtê-las, pois o preço de toda essa herança seria o calvário. Satanás estava oferecendo glória sem a necessidade de sofrimento e humilhação ((SPROUL, 2017, p. 46)
A bíblia nos diz que o inimigo se encontra como um leão em derredor procurando alguém a quem possa tragar (1 Pd 4:8), de forma que não podemos baixar a guarda. Precisamos estar em constante vigilância para que não caiamos presa do inimigo. Nessa mesma Linha de pensamento, mas agora falando sobre Cristo, Sproul (2017, p. 47) diz: "Satanás observava o ministério de Jesus todos os dias, sempre à procura de uma oportunidade de enlaçá-lo”. No caso do nosso senhor, o que, guardado as devidas proporções, acontece conosco também, White diz que "Desde criancinha, em Belém foi continuamente assaltado pelo maligno” (2007, p. 116).
Ao afirmar que todos os reinos desse mundo com a glória deles seria de Cristo pós adoração a satanás (v. 8-9), os astuto anjo — "apelou à" “concupiscência dos olhos” (1Jo 2:16) (MacDonald, 2011, p. 19.2).
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
1. Aprendizado na tentação de Jesus
Aprendemos da tentação de Jesus que o Diabo pode atacar os que são controlados pelo Espírito Santo, mas que ele não tem poder contra (não pode derrotar) os que o resistem com a palavra de Deus (MacDonald, 2011, p. 20).
2. Nossa decisão após estudar sobre a tentação do nosso senhor
Ao longo da história continuará ecoando a pergunta de Moisés:
“Por que colocais Javé à prova?” (Ex 17,2)
Ao longo da história, ao longo da vida — o número 40 tem este sentido de caminhada permanente — teremos que responder à provocação do tentador:
“Se és o filho de Deus…”
No deserto, Jesus deu a resposta certa. O Filho de Deus é quem faz a vontade do pai. Só, sempre!
O diabo se retira, e os anjos se aproximam para servir Jesus. Como no banquete do Sinai: “Eles contemplaram a Deus e depois comeram e beberam” (Ex 24,11).
No céu, o filho de Deus já é reconhecido. Agora só falta ser reconhecido na terra, na história da humanidade (Gallazzi, 2013, p.92).
Precisamos estar decididos a fazer a vontade de Deus em toda e qualquer situação. Independente da prova, nosso Deus estará conosco para nos socorrer. Não podemos baixar a norma para sermos aceitos ou alçarmos algum tipo de favor especial. Sobre esse assunto, Ryle comenta:
São tentados a cometer algum grande pecado específico, como se isso lhes oferecesse alguma vantagem? Essa também foi uma das tentações que acometeram Jesus Cristo. São tentados a fazer alguma aplicação errônea das Escrituras, como justificativa para a prática do mal? Outro tanto sucedeu a Jesus. Ele é exatamente o Salvador do qual aqueles que são tentados precisam (Ryle, 2018, p. 38).
3. Nossa prática depois de estudar sobre a tentação de Jesus
As tentações do inimigo foram bem específicas e tentavam derrotar Jesus em áreas bem trabalhadas por João em sua primeira carta. Sobre essa temática Neves diz que "O inimigo o tentou na carne, no desejo dos olhos e também na soberba da vida. Nesse ato, já totalmente identificado com o ser humano, Jesus nos deixou lições preciosas concernentes às artimanhas do nosso maior inimigo” (NEVES, 2012, P. 27).
Por três vezes, o oferecimento diabólico foi repelido, sempre mediante o emprego de algum texto bíblico como motivação: “Está escrito”. Essa é apenas uma das muitas razões para sermos leitores diligentes das Sagradas Escrituras. A Palavra de Deus é a espada do Espírito (Ef 6.17). Jamais estaremos combatendo, como convém ao crente, enquanto não estivermos usando a Bíblia como nossa principal arma de ataque e defesa. A Palavra de Deus também é lâmpada para nossos pés. Jamais nos conservaremos no elevado caminho do Rei, que leva ao céu, se não estivermos andando iluminados por essa luz (Ryle, 2018, p. 37).
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Notas na ordem em que aparecem no texto:
Notas na ordem em que aparecem no texto:
1. Dos itens 1-3, ideias são trazidos por meio de uma reflexão de Augustos Nicodemos.
2. White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. - - 22. ed. - - Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007, p. 117.
3. Assistido em um vídeo no YouTube no vídeo do Rev. Augustos Nicodemos. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=TXj1LVT2n4Y > Acesso em: 21 de agosto de 2024.
4. Enfatizar o contaste entre a tentação de Adão e a de Jesus. O primeiro estava em um jardim o segundo em um deserto. O primeiro tinha muitos alimentos à sua disposição, o segundo não tinha nenhum alimento.
5. Deus é o responsável por gerar o novo. Ele usa muitas vezes o deserto como ferramenta para essa mudança, transformação em nossa vida.
6. Assistido em um vídeo no YouTube no programa evidências, temporada 3 episódio 3 (Jesus, no deserto da tentação). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=3zC3nXvyHAI > Acesso em 21 agosto 2024. Olhar o minuto 4:50
7. Disponível em: <https://ministeriopastoral.com.br/a-natureza-de-cristo-durante-a-encarnacao/> Acesso em: 16 set 2024.
8. Disponível em: <https://ministeriopastoral.com.br/a-natureza-de-cristo-durante-a-encarnacao/> Acesso em: 16 set 2024.
9. Ler todo o cápitulo 12 (A Tentação) do livro o Desejado de Todas as Nações para mais detalhes.
10. Assistido em um vídeo no YouTube no vídeo do pastor Hernandes Dias Lopes. Frase atribuída a Antonio Vieira. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=wIVpOheTK64> Acesso em: 21 de agosto de 2024.
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Referências:
Referências:
1. Sandro Gallazzi, O Evangelho de Mateus: Uma Leitura a partir dos Pequenininhos, Comentário Bíblico Latinoamericano (São Paulo; Aparecida: Fonte Editorial; Editora Santuário, 2013), 92.
2. Hernandes Dias Lopes, Mateus: Jesus, o Rei dos Reis, 1a edição., Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2019), 103.
3. William Hendriksen, Mateus, trans. Valter Graciano Martins, 2a edição em português., vol. 1, Comentário do Novo Testamento (Cambuci; São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 277, 280-281,283.
4. Idem, p. 283.1 (Apud - SBK(Strack e Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch William Hendriksen, Mateus, trans. Valter Graciano Martins, 2a edição em português., vol. 1 & 2, Comentário do Novo Testamento (Cambuci; São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010).), Vol. I, p. 151)
5. William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento, 2a edição. (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 18,19, 20, 19.1, 19.2.
6. White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. - - 22. ed. - - Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007, p. 117.
7. Sandro Gallazzi, O Evangelho de Mateus: Uma Leitura a partir dos Pequenininhos, Comentário Bíblico Latinoamericano (São Paulo; Aparecida: Fonte Editorial; Editora Santuário, 2013), 87–88.
8. R. C. Sproul, Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus, trans. Giuliana Niedhardt Santos, 1a edição. (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2017), 39, 42, 45 e 46 e 47.
9. Fritz Rienecker, Comentário Esperança, Evangelho de Mateus (Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 1998), 68.
10. J. C. Ryle, Meditações no Evangelho de Mateus, ed. Tiago J. Santos Filho, 2a Edição. (São José dos Campos, SP: Editora FIEL, 2018), 37 e 38.
11. Itamir Neves, 301 Perguntas: Para Desvendar o Evangelho de Mateus, Primeira edição., Guia de Estudo Através da Bíblia (São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial, 2012), 27.
