1. Criados para a Vida em Comunidade

Fundamentos da Comunidade Centrada no Evangelho  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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TEXTO BASE
1 John 1:1–4 ARA
1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida 2 (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), 3 o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4 Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.
Genesis 2:18 ARA
18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
Genesis 1:26 ARA
26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

INTRODUÇÃO

Zygmund Bauman, sociólogo polonês.
explica quando nos apresenta o conceito de modernidade líquida, ele diz que as relacões não são mais pensadas para solidez e durabilidade, mas as relacões são líquidas, pensadas para prazeres imediatos, e assim como a água não pode ser retida em nossas mãos, assim é o tempo que duram os relacionamentos hoje.
Catherine Jarvei, escritora do Jornal Inglês Guardian Weekend.
Disse que hoje, os relacionamentos são como "relacões de bolso", são chamados assim porque, tudo que guardamos no bolso temos acesso fácil quando precisamos e jogamos fora quando não é mais necessário.
Penso que as relfexões dessa nova série que iniciamos hoje, vão nos ajudar a lidar com a fragilidade das relacões humanas de nosso tempo.
Mas antes de pensarmos no porque fomos criados para a vida em comunidade, isto é, para relacionamentos, precisamos pensar sobre o que é ser centrado no Evangelho.
CRIADOS PARA A VIDA EM COMUNIDADE IDEIA PRINCIPAL A vida em comunidade é algo que todos nós queremos. Todo ser humano deseja manter relacionamentos significativos: um ambiente no qual possa conhecer pessoas e ser conhecido por elas. Do ponto de vista teológico, esse desejo pela vida em comunidade está enraizado no próprio Deus: ele é um ser relacional (três pessoas em uma, como é a Trindade), e nós fomos feitos à imagem dele. Esta lição explora o tema da vida em comunidade através da estrutura Criação-Queda-Redenção-Consumação. De que maneira o fato de ser criado à imagem de Deus fornece ao homem o fundamento para uma comunidade significativa? Como a Queda destrói a vida em comunidade? De que forma a redenção em Jesus renova nossa capacidade de viver em comunidade? E de que modo a comunidade provê o contexto para nossa transformação contínua? Esta lição estabelece a base para o entendimento bíblico do evangelho e da comunidade. ARTIGO: CRIADOS PARA A VIDA EM COMUNIDADE A vida em comunidade é algo que todos nós queremos. Independentemente de seu perfil — seja ele introvertido, extrovertido, sociável ou reservado —, algo na sua alma anseia por relacionamentos significativos com outros humanos. Desejamos conhecer outras pessoas e ser conhecidos por elas. Apreciamos amizades que nos permitam ser "nós mesmos". Ainda que alguns de nós nunca tenham encontrado esse tipo de comunidade e apesar de outros terem sido profundamente feridos por relacionamentos, todos ainda desejamos uma vida profunda, autêntica e verdadeira em comunidade. Por que somos assim? Por que esse anseio, esse desejo, é intrínseco em nós? A Bíblia responde a essa pergunta ao explicar que fomos criados à imagem de Deus. Deus nos criou para a vida em comunidade. CRIADOS PARA A VIDA EM COMUNIDADE Uma das doutrinas mais antigas e queridas da teologia cristã histórica é a doutrina da Trindade. O Credo Niceno (c. 325 d.C.) sintetiza da seguinte forma a Trindade: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito, de uma só substância com o Pai [...] E creio no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado... A Trindade significa que o próprio Deus está em comunidade. Mais precisamente, Deus é comunidade: um Deus, três pessoas. "Antes de todos os séculos" — antes da existência de qualquer tipo de comunidade humana —, lá estava Deus, habitando em harmonia perfeita e amorosa em seu ser tríplice. No relato bíblico da Criação, o Deus triúno diz: "Façamos o homem à nossa imagem" (Gn 1.26). Os seres humanos foram feitos para representar a imagem de Deus, para refletir sua semelhança. Essa é a razão pela qual o desejo por uma vida em comunidade parece tão profundo e primordial. Fomos criados assim, como portadores da imagem de Deus. Portanto, se a vida em comunidade intensa é algo que todos queremos, se ela é parte de ser feito à imagem de Deus, o que a torna, então, tão difícil de ser alcançada? O que nos impede de concretizar o tipo de relacionamento humano significativo para o qual Deus nos chamou? QUEDA: O ROMPIMENTO DA VIDA EM COMUNIDADE Se você refletir por um momento a respeito da natureza dos seus relacionamentos, rapidamente identificará outra tendência presente — algo mais obscuro e sinistro do que o desejo concedido por Deus de integrar a comunidade. Trata-se da tendência de usar as pessoas para satisfazer suas próprias necessidades em primeiro lugar. Não é difícil perceber com que frequência nos encontramos concentrados em nós mesmos, buscando nossos próprios interesses e nos protegendo de outras pessoas e de relacionamentos que exigirão muito de nós. Por exemplo: pense nas vezes em que você evitou, de maneira intencional, alguém que o incomoda; ou nas vezes em que falou o que as pessoas gostariam de ouvir só para evitar ofendê-las; ou nas vezes em que você parou de procurar certos amigos porque não lhe eram mais úteis; ou nas vezes em que se apegou a relacionamentos ruins ou doentios apenas para evitar a sensação de estar sozinho. Essas tendências egoístas revelam que algo muito errado ocorreu em nossa procura pela comunidade. Apesar de termos sido criados à imagem de Deus, decaímos de nossa glória original. Transformamo-nos em algo inferior ao que fomos criados para ser. Há algo de egoísta e egocêntrico em nós que nos impede de espelhar Deus do modo que fomos criados para fazer. Nosso egoísmo inerente é uma evidência do que a Bíblia chama de "pecado". Quando ouvimos a palavra pecado, tendemos a pensar em um mau comportamento. Mas o pecado é bem mais profundo do que ações externas. A Bíblia se refere ao pecado muitas vezes como incredulidade. Em outras palavras, em vez de crer no que é verdadeiro, damos crédito a mentiras, as quais obviamente nos levam ao mau comportamento e às emoções negativas. A incredulidade se encontrava na raiz do primeiro pecado. Eva acreditou na mentira da serpente a respeito de Deus e de suas intenções em relação a eles: "Com certeza, não morrereis. Na verdade, Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto [proibido], vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus" (Gn 3.4,5). A incredulidade é a incapacidade de enxergar a verdade a respeito de Deus, do mundo e de nós mesmos, e de crer nela. E não aceitar a palavra de Deus, não crer nas promessas dele e não confiar na bondade dele. E o efeito do pecado não se restringe ao fato de não crermos, mas inclui o fato de que, sem Cristo, somos incapazes de crer. O pecado nos tornou egoístas e deformou nossos relacionamentos com as outras pessoas. Precisamos de Alguém que possa nos libertar de nossa incredulidade e de nosso egoísmo, e que restaure nossa capacidade de participar de uma vida verdadeira, profunda e duradoura em comunidade. REDIMIDOS PARA A VIDA EM COMUNIDADE É nesse ponto que as boas notícias do evangelho nos encontram. A palavra evangelho significa, literalmente, "boas-novas" — uma mensagem, uma proclamação, um anúncio. Um dos paradoxos dessa mensagem é que, antes de poder ser boas-novas, ela deve ser introduzida por más notícias: somos pessoas pecadoras e falidas. Rebelamo-nos contra Deus. Estamos atolados em mentiras e na adoração de nós mesmos, e procuramos por qualquer coisa — menos Deus — que nos de identidade e significado. Não podemos libertar a nós mesmos, fazer com que Deus fique contente conosco, ou realizar boas obras que sejam suficientes para compensar nossos pecados. Mas, Deus, rico em misericórdia, enviou Jesus ao mundo como nosso substituto. Jesus assumiu nosso lugar em sua vida ao obedecer a Deus de modo perfeito e adorá-lo com todo o seu ser, coisas que não conseguimos fazer. Ele se tornou nosso substituto em sua morte quando pagou a dívida que tínhamos com Deus como penalidade por nosso pecado e incredulidade. Se nos humilharmos, reconhecermos nossa necessidade e nos voltarmos para ele, Deus Espírito Santo aplicará a obra substitutiva de Jesus a nós, pela fé. A Bíblia chama isso de redenção — palavra que significa "ser redimido, resgatado ou libertado" Jesus nos redime de quê? Do pecado e de todos os seus efeitos. Jesus nos redime para quê? Para a vida que reflete Deus e a bondade dele em relação ao mundo. Ou seja, uma das principais coisas realizadas por Jesus quando ele nos redime é restaurar nossa capacidade de integrar a comunidade. Não uma comunidade de pessoas que se parecem conosco e que agem da mesma forma que nós, mas uma comunidade composta de pessoas de todas as tribos, línguas e nações da terra (Ap 7.9). Deus nos criou para a vida em comunidade, e Jesus nos redimiu para essa mesma vida em comunidade. Ao fazer isso, ele nos inseriu em seu próprio corpo (1Co 12.27), o qual é capaz de viver, de amar e de tornar as suas "boas-novas" conhecidas aos nossos amigos e a outras pessoas ao nosso redor. Mas espere: se jesus nos redime para a vida em comunidade, por que essa vida em comunidade continua sendo algo tão difícil? Por que os relacionamentos ainda estão cheios de falhas, mesmo entre cristãos? Essa é a tensão na qual vivemos. Mesmo que Jesus já tenha nos libertado da penalidade e do poder do pecado, ele ainda não eliminou o pecado do mundo. Por causa da contínua presença do pecado, somos propensos à incredulidade. Esquecemo-nos com facilidade das boas notícias do evangelho e incorremos em mentiras e na adoração de nós mesmos. Por isso a Bíblia nos encoraja não apenas a receber o evangelho, mas também a "estar firmes" (1Co 15.1) e "permanecer" nele (Cl 1.23). Em outras palavras, participar da construção de uma comunidade sadia e usufruí-la exigirá que creiamos no evangelho e que creiamos também que os atos realizados por Jesus em nosso favor têm poder e relevância para a forma que nos relacionamos com Deus e com as pessoas. Isso demanda um enfoque intencional de nossa parte para identificar a incredulidade em nosso coração que atrapalha nossa habilidade de amar outras pessoas, servir-lhes e de receber o amor delas em troca. Demanda também receber as verdades do evangelho que curam e libertam, permitindo que elas sejam absorvidas no cerne de nosso ser. E adivinhe onde essa obra de transformação contínua ocorre? Na comunidade. TRANSFORMADOS NA COMUNIDADE Você já reparou quão paciente você é, desde que ninguém o irrite? Ou quão amoroso você é, conquanto esteja cercado por pessoas fáceis de amar? Ou quão humilde você é, desde que seja respeitado e admirado por outras pessoas? Todos somos santos quando estamos sozinhos! É na comunidade que nossas fraquezas, nossas falhas e nossos pecados reais são expostos. Por isso a comunidade é essencial — não opcional - para nossa transformação. Não podemos nos transformar nas pessoas que Deus deseja que sejamos se estivermos fora da comunidade. Perceba que a redenção não é o fim da história. Deus está nos preparando para "novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça" (2Pe 3.13). O objetivo dele é a criação renovada, onde os seres humanos redimidos habitarão em perfeita harmonia uns com os outros e com seu Criador. Deus se dedica à preparação de seu povo para esse futuro glorioso mediante sua transformação agora, um processo que a Bíblia denomina santificação. O agente da santificação é o Espírito Santo, seu instrumento é a verdade do evangelho e o contexto em que ela ocorre é a comunidade. Pondere sobre algumas declarações que mencionam "uns aos outros" na Bíblia: "Amai-vos de coração uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm 12.10); "Consolem uns aos outros, estejam de acordo uns com os outros, vivam em paz" (2Co 13.11, ESV); "Mas não useis da liberdade como pretexto para a carne; antes, sede servos uns dos outros pelo amor" (G1 5.13); "Sede bondosos e tende compaixão uns para com os outros, perdoando uns aos outros" (Ef 4.32). Não é evidente que nenhum de nós pode fazer essas coisas com perfeição? Esses mandamentos não nos foram dados apenas para que saibamos o que deveríamos fazer; eles foram concedidos também para que possamos tentar aplicá-los e, mesmo falhando, cresçamos em nossa experiência com a graça de Deus. A tentativa de cumprir esses mandamentos "uns aos outros" nos ajuda a revelar nosso pecado, nos impele para Jesus com arrependimento e fé, e nos torna dependentes do Espírito Santo para a transformação. A comunidade é o laboratório no qual aprendemos a depender da graça de Deus e experimentamos o poder transformador do evangelho. A comunidade é também o contexto primeiro para a missão, nosso foco externo como crentes. Deus quer usar nossas comunidades, por mais desorganizadas e frágeis que sejam, para atrair outras pessoas para sua história e apresentá-las ao Redentor! Não se trata apenas de nos tornarmos mais parecidos com Jesus, mas de fazer com que pessoas que não conhecem Jesus, que está voltando, conheçam-no como Salvador e Senhor. Às vezes, tratamos a comunidade como uma rede de segurança que protege o equilibrista: uma boa coisa com que contar caso algo ruim aconteça. Mas a Bíblia fala sobre a comunidade como se ela fosse a própria corda do equilibrista: não é possível seguir adiante sem ela. Fomos criados para a comunidade. Fomos redimidos para a comunidade. E somos transformados na comunidade. EXERCÍCIO: CINCO INDICADORES DE INDIVIDUALISMO Na cultura ocidental, o individualismo é como o para-brisa ou os óculos. Estamos tão acostumados a "enxergar através" deles que não somos mais capazes de percebê-los. Precisamos de certa ajuda para reconhecer como nosso egocentrismo se manifesta de fato. Encontram-se a seguir alguns indicadores de individualismo, algumas formas pelas quais ele pode se expressar com base na sua personalidade. Escolha um ou dois itens listados abaixo que podem ser percebidos com mais frequência em sua vida. (Pode ser que você se identifique com itens de vários tópicos.) AUTOCONFIANÇA Você se orgulha da sua capacidade de lidar com os próprios problemas e desafios sem a ajuda de outras pessoas.Você gosta que lhe peçam ajuda, mas raramente pede ajuda a outras pessoas.» É difícil para você ser vulnerável a respeito do que se passa de verdade dentro de você, porque "são problemas com os quais eu mesmo devo lidar".Com toda honestidade, você acha que não precisa de outras pessoas para crescer espiritualmente, pois as disciplinas espirituais de que dispõe são suficientes (estudo bíblico, oração e literatura teológica).Você sente muita dificuldade em receber presentes ou ajuda das pessoas sem desejar retribuir-lhes de alguma forma. AUTOSSUFICIÊNCIA Outras pessoas podem considerá-lo um "bom cristão", mas poucas pessoas o conhecem de verdade.Você pode ser descontraído e extrovertido, mas seus relacionamentos permanecem superficiais.Pouquíssimas pessoas têm pleno acesso a sua vida. Você pode revelar algumas coisas às pessoas, mas apenas o que deseja que elas saibam, pois não quer que elas cavem muito fundo.Quando os relacionamentos se tornam difíceis, você tende a recuar, em vez de lidar com os problemas.Você tende a medir o crescimento espiritual pela quantidade de conhecimento que já adquiriu. AUTODEFESA Você tende a manter as pessoas à distância, para evitar ser ferido ou rejeitado.Você mede crescimento espiritual ou maturidade pelo que as pessoas dizem ou pensam.Você, às vezes teme que, se as pessoas conhecerem "o seu verdadeiro eu", elas se afastarão.Você evita conflitos. Se as pessoas o ofendem ou ferem seus sentimentos, prefere se calar, em vez de arriscar-se à ira ou à rejeição por parte delas.Você pode ser viciado em se sentir aprovado. Seu senso de valor aumenta ou diminui com base no que as pessoas dizem (ou não dizem) a seu respeito. PRESUNÇÃO Você tende a ser viciado em trabalho, pois é assim que preenche o vazio deixado pela falta de relacionamentos profundos na sua vida.Você leva mais em conta o respeito que recebe de outras pessoas (atenção) do que seu senso de responsabilidade por elas (sacrifício).Você se preocupa mais com o que as outras pessoas pensam a respeito de suas realizações (importância) do que com o que pensam a respeito da sua influência relacional na vida delas (significado).Você tende a medir o crescimento espiritual com base em suas realizações. VONTADE PRÓPRIA Você geralmente dá preferência ao trabalho e aos hobbies às pessoas.Sua agenda e suas prioridades sempre têm precedência; você não rearranja a agenda para ajudar outras pessoas ou para servi-los.Você gosta de manter as pessoas à sua volta, mas não aceita conselhos nem recebe bem a correção delas.Em relação à igreja, você costuma fazer perguntas com uma mentalidade consumista: "Do que eu (não) gosto? Como isso faz eu me sentir? O que eu ganho com isso?". Suas vontades e seus objetivos recebem prioridade de acordo com a funcionalidade, e não de acordo com as necessidades da comunidade e da missão da igreja. Repare que todos os itens desta seção têm relação com o individualismo. Se o seu egocentrismo fosse transformado em um teocentrismo prazeroso, quais seriam os resultados para você e para a comunidade à sua volta?
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