O Reino de Deus e o Coração Humano . Mc 10.13-31

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Fala sobre como o reino e simples mas e recompensador

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Tema: O Reino de Deus e o Coração Humano Marcos 10.13-31
CONTEXTO
Contexto imetiado e literal
O que vem antes:
Nos versículos anteriores, a partir do capítulo 8, no monte da Transfiguração, o Senhor começa a ensinar sobre o Reino. No capítulo 10, Ele inicia falando sobre casamento e divórcio, levantando os princípios do Senhor, mostrando que o casamento, como foi estabelecido no início, deve ser preservado, e o divórcio foi permitido por causa da dureza do coração humano.
O que vem Depois:
Ele fala que seria entregue nas mãos dos homens, seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.
Contexto histórico e cultural
Na cultura judaica da época, as crianças eram vistas como membros de menor status na sociedade. Elas eram dependentes e vulneráveis, consideradas social e legalmente inferiores até atingirem a idade adulta. No entanto, dentro da família, elas eram vistas como uma bênção e promessa para o futuro.
Quando Jesus diz que o Reino de Deus pertence aos que se assemelham às crianças, Ele está subvertendo a ordem social. Ele destaca a dependência, humildade e a ausência de status como virtudes necessárias para entrar no Reino.
O episódio do jovem rico está profundamente enraizado nas crenças da época em relação à riqueza. Na cultura judaica, a riqueza muitas vezes era vista como um sinal da bênção de Deus (conforme tradições do Antigo Testamento, como em Gênesis 24:35 e Jó 1:10). Ser próspero era muitas vezes interpretado como um indicativo de fidelidade a Deus e, portanto, de aprovação divina.
Quando o jovem rico se aproxima de Jesus perguntando sobre a vida eterna, ele o faz com a crença de que a obediência às leis mosaicas, à qual ele afirma ser fiel, o colocaria em boa posição para a vida eterna. No entanto, a resposta de Jesus desafia essa concepção comum, apontando para o perigo da confiança nas riquezas. Jesus o convida a um discipulado radical, que envolve abrir mão de suas posses, algo inimaginável para um homem da elite social e econômica.
ESTRUTURA
1. A Simplicidade do Reino de Deus (Marcos 10.13-16)
Contexto da época: Na cultura judaica, as crianças eram vistas como insignificantes em termos de status e autoridade. Jesus, no entanto, inverte essa lógica ao dar grande valor à pureza e simplicidade delas.
V13 “Os discípulos de Cristo mais uma vez demonstram dureza de coração e falta de visão. Em vez de serem facilitadores, se tornaram obstáculos para as crianças virem a Cristo. Eles não achavam que as crianças fossem importantes, mesmo depois de Jesus ter ensinado claramente sobre isso (9.36,37).
Aplicação atual: Hoje, muitas vezes complicamos nossa fé com racionalizações e regras, quando Jesus nos chama a uma fé simples e confiante, como a de uma criança.
Fé pura: As crianças demonstram uma fé genuína e sem questionamentos. Jesus ensina que a entrada no Reino de Deus depende de uma fé que confia totalmente em Deus, sem reservas (v.15).
Dependência de Deus: A criança é completamente dependente de seus pais, assim como devemos depender de Deus para nossa salvação e vida (v.14).
Humildade: A humildade infantil exemplifica o espírito com o qual devemos nos aproximar de Deus, sem orgulho ou vaidade (v.15).
2. O Perigo das Riquezas (Marcos 10.17-22)
Contexto da época: O jovem rico era provavelmente alguém respeitado e bem-sucedido em sua sociedade. A riqueza, naquela cultura, era frequentemente vista como sinal de bênção divina. No entanto, Jesus revela que a confiança excessiva nas posses pode ser um grande empecilho para o discipulado.
Aplicação atual: Ainda hoje, muitos colocam sua segurança e identidade no dinheiro e nas posses. A mensagem de Jesus é que essas coisas podem nos afastar do verdadeiro tesouro, que é o Reino de Deus.
O que falta: O jovem cumpria a lei, mas Jesus apontou que ainda faltava algo em seu coração: desapego das riquezas e entrega completa a Deus (v.21).
Desapego material: Para seguir a Cristo, é necessário estar disposto a abrir mão de tudo o que possuímos, reconhecendo que tudo vem de Deus (v.22).
O perigo da idolatria das riquezas: As posses podem se tornar um ídolo, tomando o lugar de Deus em nossas vidas. O jovem rico foi incapaz de seguir Jesus porque seu coração estava preso às suas posses (v.22).
3. O Custo e a Recompensa do Discipulado (Marcos 10.23-31)
Contexto da época: A ideia de abandonar tudo para seguir um mestre era radical. Os discípulos ficaram perplexos com a afirmação de Jesus sobre a dificuldade dos ricos entrarem no Reino de Deus. No entanto, Ele prometeu que quem deixasse tudo por causa do Evangelho receberia muito mais, tanto nesta vida quanto na eternidade.
Aplicação atual: Ser um seguidor de Cristo exige sacrifício, mas a recompensa é incalculável. O foco deve estar nas coisas celestiais, não nas terrenas.
O custo de seguir a Jesus: Jesus não promete uma vida fácil, mas convida seus seguidores a tomar sua cruz, o que significa abrir mão de segurança terrena por uma missão celestial (v.29).
Recompensas temporais e eternas: Aqueles que sacrificam por amor a Cristo podem experimentar bênçãos em diversas áreas nesta vida, mas, acima de tudo, têm a promessa da vida eterna (v.30).
Os últimos serão os primeiros: A verdadeira grandeza no Reino de Deus é inversa à lógica do mundo. Jesus ensina que o que parece ser perda no Reino de Deus é, na verdade, um grande ganho (v.31).
GRANDE IDEIA..7-8
"O Reino de Deus pertence aos que se tornam como crianças, desapegam-se de suas riquezas e seguem a Cristo com total confiança, pois o que é impossível para os homens, é possível para Deus."
TEOLOGIA BIBLICA
Salmo 37.16Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios.”
Jeremias 9.23–24 “— Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas. Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”
Mateus 18.3 “e disse: — Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus.”
Filipenses 3.7–8 “Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele perdi todas as coisas e as considero como lixo, para ganhar a Cristo”
CONCLUSÃO
Ressalta os valores centrais do Reino de Deus e o chamado de Jesus a uma vida de humildade, desapego e total confiança em Deus. Jesus começa ensinando que o Reino pertence àqueles que se aproximam Dele com a simplicidade e dependência de uma criança. Ele prossegue desafiando a noção de segurança nas riquezas, mostrando que o apego aos bens materiais é um grande obstáculo para entrar no Reino dos Céus.
Por fim, Jesus destaca que a salvação é uma obra impossível para o homem, mas possível para Deus. Aqueles que deixam tudo para seguir a Cristo serão recompensados abundantemente, tanto nesta vida quanto na vida eterna. Esse trecho nos lembra que o caminho para o discipulado é um convite radical, onde as prioridades mundanas são abandonadas em favor de uma entrega completa a Deus.
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