A VONTADE DE DEUS PARA O PATRÃO E O FUNCIONÁRIO

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O sermão "A VONTADE DE DEUS PARA O PATRÃO E O FUNCIONÁRIO" aborda a dinâmica de poder e obediência entre patrões e funcionários à luz dos ensinamentos bíblicos, em especial o versículo de Efésios 6.5-9. Ele ilustra a tensão entre Ricardo, um patrão autoritário, e Lucas, seu funcionário, destacando a dificuldade de ambos em viver conforme os princípios cristãos de respeito e submissão. O sermão enfatiza que o funcionário deve obedecer ao patrão de boa vontade, enquanto o patrão deve tratá-lo com brandura e justiça, reconhecendo que ambos servem a um Senhor comum. O autor conclui que, para agradar a Deus e cumprir Sua vontade, é necessário que tanto o patrão quanto o funcionário demonstrem altruísmo e harmonia, resultado da influência do Espírito Santo em suas vidas. A mensagem conclui com a pergunta provocativa: estamos realmente dispostos a buscar e viver a vontade de Deus em nossos relacionamentos profissionais?

Notes
Transcript

A VONTADE DE DEUS PARA O PATRÃO E O FUNCIONÁRIO

Introdução: Na sala austera da pequena empresa, a luz fluorescente iluminava o ambiente enquanto Ricardo, o patrão, revisava os relatórios com uma expressão tensa e exigente. Quase como se estivesse em um tribunal, ele analisava cada detalhe com um olhar crítico, intimidando os poucos funcionários que restavam no escritório. Lucas, o funcionário, estava à sua mesa, um misto de desânimo e revolta estampado em seu rosto. Ambos frequentadores da mesma igreja, sabiam que o versículo de Efésios 6.5-9 relembrava a importância da submissão e do respeito; no entanto, a tensão entre eles parecia ignorar os ensinamentos que professavam. Lucas apenas seguia as ordens de Ricardo quando o patrão estava por perto, com a postura de quem se submetia a um autoritarismo que não via como legítimo. Nas horas em que estava sozinho, sua mente fervilhava de indignação, e a ideia de que ambos adoravam o mesmo Deus parecia uma ironia amarga. Ele se lembrava das pregações sobre amor e humildade, mas o orgulho e o ressentimento o impediam de agir com a brandura que a Bíblia recomendava. Enquanto a mesa entre eles se tornava um campo de batalha silenciosa, a amarga realidade era que suas almas estavam tão distantes uma da outra quanto as ideias de cada um sobre liderança e obediência.
Será que o Ricardo entendeu qual é a vontade de Deus para sua vida como patrão? E o Lucas, será que entendeu qual é a vontade de Deus para sua vida como funcionário? Deus dá a diretriz para o patrão e o funcionário seguirem. Deus tem um ideal para o empregador e o empregado. Cabe ao patrão crente e ao funcionário crente seguir.
Lição: O Funcionário Deve Obedecer Ao Seu Patrão De Boa Vontade, E O Seu Patrão Deve Tratá-lo Com Brandura; Ambos Devem Buscar Agradar Ao Senhor.
Texto: Efésios 6.5-9.
Desde o início do capítulo 4, Paulo vem mostrando como o crente de viver: O crente deve viver em unidade (4.1-16), em santidade (4.17-32), em amor (5.1-2), na luz (5.3-14) e, por último, em sabedoria (5.15-21). Nesta mesma área, Paulo mostra como viver em sabedoria na vida familiar: No relacionamento marido e mulher (5.22-33), no relacionamento pais e filhos (6.1-4) e, agora, no relacionamento senhores e escravos (6.5-9).
Paulo está tratando de algo que não mais existe em nossa época, pelo menos não como sendo algo comum (a escravidão), mas este ensino nos dá princípios para nossa vida como patrão e funcionário. E a lição que podemos tirar desse texto é: O funcionário deve obedecer ao seu patrão de boa vontade, e o seu patrão deve tratá-lo com brandura; ambos devem buscar agradar ao Senhor.
E a questão que Paulo apresenta aqui, como entre marido e esposa, pais e filhos, é o que ambos devem viver conforme a vontade de Deus, aquilo que Deus estabeleceu para ambos, ou seja, viver em sabedoria é viver conforme a vontade de Deus.
A obediência do funcionário (5-8).
Com temor e tremor como a Cristo (v. 5).
Com singeleza de coração (v. 5).
Não servindo para chamar atenção para si mesmo (v. 6).
Como para agradar homens.
Mas como servos de Cristo.
Fazendo de coração a vontade de Deus.
Servindo de boa vontade como ao Senhor e não como a homens (v. 7). Ou seja, como se estivesse fazendo diretamente para o Senhor Jesus Cristo.
Sabendo que Cristo o recompensará (v. 8).
Se fizer o que é esperado dele.
Seja escravo ou seja livre.
O funcionário deve obedecer mesmo que seja um patrão ruim (1Pe 2.18-20). Ele deve dar satisfação e não ser respondão (Tt 2.9).
O tratamento do patrão (9).
Com brandura de coração (v. 9).
Deixando as ameaças.
Sabendo que têm o mesmo Senhor que está nos céus.
Sabendo também que o Senhor não faz acepção de pessoas.
O patrão deve tratar não só com brandura, mas com justiça e equidade (Cl 4.1).
Conclusão: Tudo que Paulo ensinou, desde 5.15 até aqui 6.9 (a mulher deve ser submissa ao seu marido e o marido deve amá-la, os pais devem criar os seus filhos na disciplina e na advertência do Senhor e os seus filhos devem obedecê-los, o funcionário deve obedecer ao seu patrão e o seu patrão deve tratá-lo com brandura), não é fácil, mas como disse certo comentarista: “somente um crente controlado pelo Espírito (5:18) é capaz de cumprir as obrigações dadas nesta seção (5:15-6:9). Muitos destes versículos enfatizam o altruísmo, o que resulta em harmonia, uma evidência da obra do Espírito.”
Essa é a vontade de Deus; a pergunta é: Estamos dispostos a viver conforme a vontade de Deus? Estamos buscando agradar ao Senhor? Isto é viver pela fé, viver para agradar a Deus fazendo a Sua vontade. A esposa que busca agradar a Deus fazendo a Sua vontade é submissa ao marido; o marido que busca agradar a Deus fazendo a Sua vontade ama à esposa; os filhos que buscam agradar a Deus fazendo a Sua vontade obedecem aos pais; os pais que buscam agradar a Deus fazendo a Sua vontade criam os filhos no Senhor; o funcionário que busca agradar a Deus fazendo a Sua vontade obedece ao patrão; e o patrão que busca agradar a Deus fazendo a Sua vontade trata o funcionário com brandura.
O ideal nós já sabemos; agora, cabe a nós buscarmos fazer a vontade de Deus para agradá-Lo.
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