O Evangelho - Mc 1.15
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O evangelho
O evangelho
A segunda marca, o Evangelho.
A disseminação de notícias são um bom negócio nesses dias.
Somos a geração da informação, as pessoas dos nossos dias que não se esmeram em estar bem informados, ficam perdidas.
As notícias parecem vitais, não somente para aqueles que obtêm delas o seu salário, mas também para aqueles que passam sua vida consumindo-as.
Nas notícias, aprendemos a respeito de tudo, desde eleições presidenciais a fechamento de indústrias; desde catástrofes recentes a tendências importantes.
Freqüentemente, temos este senso de necessidade de nos mantermos atualizados com as últimas notícias.
Para algumas pessoas, manter-se atualizadas com as notícias parece tão essencial quanto o alimentar-se.
Mas, o que podemos fazer quando as notícias continuam a chegar até você num volume e freqüência incessante?
Talvez você pense que, ao dirigir-se à igreja, neste domingo a noite, em vez de ficar em casa, assistindo à televisão, decidiu lidar com sua alma, e não com o noticiário.
Mas o que o cristianismo tem a ver com notícia?
10 Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: 11 Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
Na verdade, o Evangelho é boa notícia, boa nova — as melhores notícias que o mundo já ouviu.
Embora essas notícias sejam mais importantes do que qualquer outra. Elas podem se tornar desorganizadas e confusas.
Com muita freqüência, essas boas novas se tornam um adendo aos valores de nossa cultura, sendo moldados e conformados aos contornos de nossa cultura, e à verdade de Deus.
Esta idéia de boas novas, por favor, entenda, não era uma invenção posterior do cristianismo.
Jesus mesmo falou sobre as boas novas. E, ao falar nestes termos, Jesus retornou à linguagem de Isaías, usada centenas de anos antes (Is 52.7; 61.1).
7 Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina!”
1 O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros ,
O que quer que seja que Jesus tenha dito em aramaico, os cristãos e os próprios apóstolos gravaram a afirmação dEle usando a palavra grega euangelion — literalmente, boas novas.
1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O que são as boas novas? Elas são que “eu estou bem”? Ou, que Deus é amor? Ou, que Jesus é um bom amigo amigo? Ou, que devo me endireitar e começar a viver corretamente?
O que são as boas novas de Jesus Cristo, em outras palavras, o que é o Evangelho?
As boas novas não são apenas que tudo está bem conosco;
As boas novas não são apenas que tudo está bem conosco;
Algumas pessoas parecem imaginar que o cristianismo é uma sessão de terapia religiosa, na qual nos assentamos e procuramos nos sentirmos melhor a respeito de nós mesmos.
Os bancos são divãs, o pregador faz perguntas, e o texto a ser exposto é o próprio ego do ouvinte.
Mas, depois de havermos sondado as profundezas de nossa alma, por que ainda continuamos a nos sentir vazios? Ou sujos?
Existe algo a respeito de nós e de nossa vida que está incompleto ou mesmo errado?
A Bíblia rejeita completamente a idéia de que estamos bem, que a condição do homem é excelente.
A Bíblia nos ensina que em nossos primeiros pais, Adão e Eva, todos nós fomos seduzidos a desobedecer a Deus.
Portanto, não somos justos nem estamos em um bom relacionamento com Deus.
Na verdade, de acordo com Jesus, nosso pecado é tão sério que precisamos de uma vida nova (Jo 3);
E, de acordo com Paulo, precisamos ser criados de novo (1Co 15), porque estamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2).
“Delitos” é outra palavra que significa “pecado”, descrevendo-o no sentido de transpor um limite.
O filósofo Michael Foucault viveu e ensinou que a vida consiste em transpor os limites.
Nossas transgressões pessoais talvez não pareçam tão ousadas ou ofensivas, mas são letais para nosso relacionamento com Deus.
Tiago nos lembra:
10 Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. 11 Pois aquele que disse: “Não adulterarás”, também disse: “Não matarás”. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei.
Podemos ver algo da seriedade de cada pecado.
A ênfase de Tiago é que as leis de Deus não são apenas estatutos externos, aprovados e publicados por um congresso no céu; pelo contrário, as leis de Deus refletem seu caráter.
Elas são uma expressão do próprio Deus.
Portanto, transgredir qualquer das leis de Deus significa viver contra Deus — viver em oposição a Deus.
Este é, de fato, o estado em que nos encontramos. Temos cruzado os limites que Deus estabeleceu com retidão para as nossas vidas.
Temos contrariado tanto a letra como o espírito de sua lei.
Não somente nos sentimos culpados, somos realmente culpados diante dEle.
Não temos apenas conflito em nosso íntimo, estamos em conflito com Deus.
10 Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer; 11 não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. 12 Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.
Tudo isso parece bastante cruel para estar, de algum modo, relacionado àquilo que chamamos de “boas novas”.
Mas, não há dúvida de que uma compreensão exata da situação em que estamos é fundamental para que cheguemos onde precisamos estar.
Um dos primeiros estágios de tornar-se um cristão envolve a compreensão de que nossos problemas fundamentais não são que bagunçamos a nossa própria vida ou que não compreendemos nosso próprio potencial, e sim que temos pecado — não primariamente contra nós mesmos, e sim contra Deus.
Por causa disso, agora começamos a perceber que somos, com justiça, o objeto da ira de Deus, do seu juízo — que merecemos a morte, a separação de Deus, espiritualmente alienados dEle, agora e para sempre.
Isso é o que os teólogos têm chamado de depravação. É o estado de morte que merece a morte.
Mas, você percebe que todas estas coisas erradas são bastante trágicas?
São pecados cometidos contra o Deus perfeito, santo e amável. São pecados cometidos por criaturas feitas à imagem dEle.
O verdadeiro cristianismo é realista quanto ao lado obscuro de nosso mundo, nossa vida, nosso coração.
No entanto, o verdadeiro cristianismo não é pessimista por completo ou moralmente apático, encorajando-nos apenas a assentar-nos e aceitar a verdade a respeito de nosso estado decaído.
Não, as boas notícias que nós, cristãos, temos de anunciar, não é somente que nossa depravação é sobremodo abrangente, mas também que os planos de Deus para nós são maravilhosos — porque Ele sabe para o que nos criou.
Quando começamos a compreender isso, nos tornamos agradecidos pelo fato de que o cristianismo não é uma mensagem que anestesia as dores de nossa vida, uma mensagem que nos desperta para esta vida e que nos ensina a viver bem.
A mensagem de Jesus Cristo nos ensina a viver com um anseio por transformação, uma fé crescente, uma esperança firme e segura quanto ao que há de vir.
O evangelho não é uma mensagem que nos diz que estamos bem.
As boas novas não são apenas que Deus é amor;
As boas novas não são apenas que Deus é amor;
Outras vezes, podemos apenas ouvir o evangelho apresentado como a mensagem de que “Deus é amor”.
A Bíblia afirma realmente que “Deus é amor” (1 Jo 4.8), mas, essa é toda a história?
Se você é um pai, talvez já teve a experiência de ordenar a seus filhos que não fizessem algo, apenas para que eles lhe respondessem: “Se você me ama, me deixará fazer isso”.
Como adultos, sabemos que o amor nem sempre deixa os filhos fazerem o que querem.
De fato, às vezes o amor previne e, às vezes, pune. Portanto, quando dizemos: “Deus é amor”, o que pensamos sobre o amor divino?
Além disso, amor é tudo o que a Bíblia diz que Deus é? A Bíblia não diz que Deus é Espírito? Como um Espírito ama?
A Bíblia não diz que Deus é santo? Como um Espírito Santo ama?
A Bíblia não diz que Deus é único e que não há ninguém semelhante a Ele?
Como sabemos as respostas a estas perguntas, se Deus mesmo não as disser para nós?
Deus se apresenta na Bíblia como um Deus amoroso, bem como Deus criador, santo, fiel e soberano.
Considere esta passagem da Confissão de Westminster, que reúne o ensino bíblico sobre Deus:
Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.
Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.
Este é o Deus que se revela a si mesmo na Bíblia.
Estas afirmações da Confissão de Westminster falam de várias outras qualidades, além do amor.
Elas nos dizem, por exemplo, que Deus exige santidade de todos os que desejam ter um relacionamento de amor com Ele.
Conforme a Bíblia diz:
14 Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.
É somente no contexto desse entendimento sobre o caráter de Deus, de sua justiça e perfeição que começamos a entender a profundidade do significado de uma afirmação como “Deus é amor”.
Quando contemplamos a grandeza de Deus, começamos a entender que seu amor possui uma consistência, uma plenitude e uma beleza tal que, em nosso estado atual, podemos apenas admirar.
O evangelho não é apenas a mensagem de que Deus é amor.
As boas novas não são apenas que Jesus quer ser nosso amigo;
As boas novas não são apenas que Jesus quer ser nosso amigo;
Outras vezes, o evangelho é apresentado apenas como a mensagem de que “Jesus quer ser nosso amigo” ou de que Ele quer ser nosso exemplo.
No entanto, o evangelho cristão não é apenas uma questão de cultivar um relacionamento ou de seguir um exemplo.
Você e eu temos um passado concreto que temos de acertar — pecados que cometemos e culpas nas quais incorremos.
O que deve ser feito? O que o nosso Deus Santo fará?
Se Ele deseja que O conheçamos, como Ele pode resolver esta situação, sem comprometer a sua própria santidade e sem deturpar seu amor?
É interessante descobrir, à medida que estudamos os evangelhos, que Jesus ensinava, acima de tudo, que viera especificamente para morrer.
Quão incomum isto parece, porém foi o que Jesus apresentou como o âmago de seu ministério — não o ensinar, não o ser um exemplo, mas “o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
Jesus ensinou que sua escolha de glorificar o Pai, por meio de sua morte na cruz, era central ao seu ministério.
Não é surpreendente que a cruz seja o foco e o âmago de todos os quatro evangelhos.
Mas o que isto significa? Por que algo tão terrível seria o centro de algo chamado de “boas novas”?
A resposta é bem simples, porque a cruz é o caminho de Deus para nos trazer de volta a Ele mesmo.
Jesus começou a explicar este acontecimento antes mesmo que ele acontecesse.
Em Marcos 8.31–38, Ele entreteceu duas linhas de profecia do Antigo Testamento e as coloca juntas — quando Ele se apresentou como o Filho do Homem, referido em Daniel 7, e o Servo Sofredor mencionado em Isaías 53:
A morte de Jesus é apresentada freqüentemente como um sacrifício que envolvia sangue.
Lemos, por exemplo:
13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.
Jesus escolheu morrer na Páscoa para deixar claro que Ele morreu como o sacrifício expiatório.
Como tudo isto se relaciona com nossa escravidão ao pecado?
A resposta a isto, faz parte da boa notícia, do Evangelho.
Encontramos a resposta na linguagem “comercial” usada a respeito da morte de Cristo.
Quando a Bíblia diz que somos "redimidos”, está afirmando que fomos comprados da escravidão.
Assim como Deus comprou e resgatou a Israel da escravidão, nós, cristãos, fomos comprados e libertos da escravidão ao pecado.
A morte de Cristo foi o preço pago por nossa libertação do pecado. A morte de Cristo foi o meio de Deus redimir-nos de nossa servidão ao pecado.
Além desta linguagem comercial, a Bíblia usa a linguagem relacional para descrever a morte de Cristo.
Por meio da morte de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo — suas criaturas rebeldes haviam sido feitas à imagem dEle, mas caíram no pecado e, assim, destruíram o relacionamento com Ele.
Por meio da morte de Cristo, a comunhão com Deus é restaurada, visto que o pecado — a causa da hostilidade que existe entre Deus e os pecadores — é perdoado e cancelado.
O Novo Testamento também usa uma linguagem jurídica em relação à morte de Cristo, mostrando como a morte dEle trata da realidade de nossa culpa diante de Deus e da punição que merecemos.
Ela usa termos como justificação — uma declaração de “não somos culpados” — descrevendo os acontecimentos da morte de Cristo em termos de nossa penalidade ser transferida para Ele.
Há também a linguagem militar, na qual vemos o mundo retratado como um campo de batalha espiritual.
A respeito da morte de Cristo na cruz, a Bíblia nos diz:
15 e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.
Portanto, a obra de Cristo é descrita como redenção — uma compra por meio da qual é garantida a liberdade de certas pessoas oprimidas.
A obra de Cristo é descrita como reconciliação — na qual a inimizade entre duas pessoas é solucionada.
A obra de Cristo é descrita como uma propiciação — uma satisfação da ira justa de Deus contra as pessoas por causa dos seus pecados.
A ira de Deus é satisfeita de tal modo que Ele pode lidar corretamente com pecadores, em termos de amor e não em termos de ira.
No Novo Testamento, nenhuma destas linguagens refere-se a algo que seja meramente uma possibilidade ou uma opção.
Pelo contrário, o Novo Testamento se refere a Deus como Aquele que cumpriu o seu objetivo e propósito mediante a morte de Cristo.
Perceba, Cristo não é apenas nosso amigo. Usar este título como seu título supremo é o mesmo que oferecer-Lhe “louvor débil”.
Cristo é nosso amigo, mas Ele é muito mais do que isso.
Por meio de sua morte na cruz, Cristo se tornou o Cordeiro imolado em nosso lugar, nosso redentor.
Aquele que fez a paz entre nós e Deus, Aquele que tomou sobre Si mesmo nossa culpa, Aquele que conquistou nossos inimigos mortais e que apaziguou a ira merecida de Deus.
O evangelho não é apenas uma mensagem de que Jesus é o nosso amigo.
As boas novas não são apenas que devemos viver corretamente;
As boas novas não são apenas que devemos viver corretamente;
Um erro muito comum é a idéia de que as “boas novas” da Bíblia nos dizem apenas que devemos começar a viver corretamente.
Às vezes, o cristianismo é apresentado como uma mensagem somente de virtudes pessoais e públicas.
Pensa-se que os cristãos ocupam-se em fazer coisas religiosas e boas obras:
Batismo, Ceia do Senhor, ir à igreja, obedecer aos Dez Mandamentos, ler a Bíblia e orar; ou boas obras como fomentar a comunhão, ajudar os outros, oferecer refeições a pessoas carentes .
No entanto, embora esta maneira de pensar pareça bastante admirável, o evangelho bíblico não é fundamentalmente a respeito destas coisas.
Ser um cristão não é apenas viver em amor, servir ou praticar “pensamento positivo” — ou qualquer outra coisa que podemos fazer por nós mesmos.
O evangelho exige uma resposta mais radical do que qualquer destas coisas conseguiria.
O evangelho não é apenas um aditivo que pode tornar melhor nossas vidas que já são boas. Não.
O evangelho é uma mensagem de maravilhosas boas novas para aqueles que sabem e reconhecem seu desespero diante de Deus.
Por isso o Evangelho verdadeiro, é aquele de quem Marcos introduz seus escritos.
1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O que o evangelho exige?
15 “O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!”
O que você deve fazer quanto a seu próprio senso de necessidade, seu entendimento a respeito de quem Deus é, a respeito de quem Jesus é e do que Ele fez.
Quando todas estas coisas surgem juntas, qual é sua resposta?
De acordo com a Bíblia, sua resposta deve ser arrepender-se e crer.
Deus nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e crer somente em Cristo.
Consideremos brevemente estas duas coisas.
Arrependimento
Arrependimento
Com freqüência, encontramos o arrependimento e a fé mencionados juntos no Novo Testamento.
Quando Paulo se reuniu com os líderes da igreja de Éfeso, ele resumiu deste modo a mensagem que havia pregado:
21 Testifiquei, tanto a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus.
Esta é a mensagem que você vê com clareza em todo o Novo Testamento.
Uma vez que você tenha ouvido a verdade a respeito do seu pecado, da santidade de Deus, do seu amor ao enviar a Cristo, da morte e ressurreição de Jesus em favor de nossa justificação, você é chamado a uma resposta.
E qual é a resposta prescrita? É vir à frente? É preencher um cartão de decisão ou levantar a mão? É ter uma conversa com o pregador ou decidir ser batizado e unir-se à igreja?
Embora algumas dessas coisas possam estar envolvidas, nenhuma delas é necessariamente a resposta prescrita.
A resposta às boas novas — a mensagem que Paulo e outros cristãos pregaram, em todo o Novo Testamento — é arrepender-se e crer.
Uma vez que tenhamos ouvido a verdade a respeito do nosso pecado e da santidade de Deus, do seu amor enviando Cristo, da morte e ressurreição de Cristo em favor de nossa justificação.
Conforme Jesus nos instrui nas primeiras palavras do Evangelho de Marcos, nossa resposta é “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).
Fé
Fé
Com o arrependimento, vem a fé.
Primeiramente, temos de pensar com honestidade que as afirmações do evangelho são verdadeiras.
15 Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.
Temos de crer no evangelho desta maneira. Contudo, há mais do que isso.
Por exemplo, você pode crer que a praia da Pinheira é muito mais bonita que a praia do Campeche em Floripa, ou pode crer que um Iphone é muito mais útil do que um Samsung.
Você pode crer nestas coisas, que podem ser verdadeiras.
Mas nenhum desses tipos de crer é o crer sobre o qual Jesus falou neste versículo de Marcos.
O crer que Jesus recomenda não é um mero assentimento intelectual; é crer e descansar plenamente nas boas novas de salvação. É crer no Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Temos de concordar com o fato de que somos incapazes de satisfazer as exigências de Deus para nós, não importando quão boa seja nossa vida moral.
Devemos parar de confiar um pouco em nós e um pouco em Deus; devemos chegar a compreender que temos de confiar plenamente em Deus.
Temos de confiar somente em Cristo para a nossa salvação.
Esse verdadeiro crer e confiar faz a diferença.
Portanto, este crer exige não somente fé, mas também arrependimento. Exige que nossas vidas mudem realmente.
O arrependimento e a fé são as duas faces da mesma moeda.
Você não pode ter a base (a fé) e depois, se quiser tornar-se santo, começar a acrescentar algum arrependimento a esta base.
Não, não é isto que estou dizendo, de maneira alguma.
Arrepender-se é aquilo que você faz quando começa a pensar corretamente sobre Deus e si mesmo — fé sem este tipo de mudança é ilusão.
J. C. Ryle o expressou bem, quando disse:
“Nestes dias, há um tipo mundano de cristianismo bastante comum que muitos têm, e pensam que o têm em abundância — um cristianismo barato que não ofende ninguém e não exige qualquer sacrifício — que não custa nem vale nada”.
O arrependimento que Jesus exige está conectado com o crer no Evangelho, porque, se ele é uma boa notícia, não é surpreendente que você mude sua mente, quando a ouve.
Como você pode ver, o Evnagelho nunca é um simples acréscimo, não é um mero cultivo de algo que já é bom.
Pelo contrário, o verdadeiro Evangelho é, em certo sentido, uma reversão, uma mudança de rumo no sentido contrário.
É uma mudança de rumo que todos os cristãos fazem, quando chegam a confiar na obra consumada de Cristo, na cruz.
Dizer que crer, sem viver como deveria, não é crer em conformidade com o sentido bíblico desta palavra.
Mudamos da maneira como agimos, mas somente porque mudamos aquilo em que cremos. Essa mudança é obra do Espírito de Deus.
Espero que tudo isto o ajude a compreender que o Evangelho têm conteúdo específico e cognitivo. Não é um entusiasmo religioso. Não é uma profunda intuição pessoal.
São boas novas, novas que dizem algo a respeito de nós mesmos, de Deus e de Jesus.
Esta mensagem é extraordinária. Tudo aconteceu realmente desta maneira. Isso foi o que Deus fez.
As outras mensagens — “eu estou bem; você está bem”, “Deus é tudo que você possa imaginar sobre o amor”, “Jesus é seu amigo”, “você deve viver corretamente” — são mensagens diferentes das boas novas do cristianismo.
São meio verdadeiras, no melhor, e perigosamente inverídicas, quando as pessoas confiam nelas como a mensagem do evangelho de Cristo.
Todavia, estas boas novas da morte de Cristo na cruz, como um sacrifício expiatório pelos pecados de todos os que se converterão e confiarão nEle — não são pretensões. São verdadeiras!
Já ouvimos o evangelho? Cremos nele de todo o coração ou estamos brincando de cristianismo?
Ouvir realmente o evangelho significa ser completamente abalado. Significa mudar.
Você já ouviu o evangelho — não uma mensagem agradável a respeito de sua bondade, ou da aceitação por parte de Deus, ou da inofensiva disposição de Jesus em ser amigo de todos, ou mesmo uma mensagem convincente sobre o livrar-se de algum pecado de sua vida.
Mas, você já ouviu a grande mensagem da Bíblia a respeito de Deus e de nós?
Ela parece a melhor notícia que você já ouviu?
Velhos pecados perdoados! Vida nova começada! Um relacionamento pessoal com seu Deus, seu Criador, agora e para sempre!
Que melhores notícias você pode ouvir?
S.D.G
