EBD Atos dos apóstolos 3.11-26

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EBD Atos dos apóstolos 3.11-26.
Atos 3.11-12
O Pórtico chamado de Salomão é uma área sombreada ao longo da parede oriental do Pátio dos Gentios. Era usada para comércio, ensino e conversação. Atos registra mais tarde que os cristãos às vezes se reuniam ali (Atos5.12)
Após a cura de um paralitico, a multidão ficou espantada, e foram atrás dos apóstolos, e temos alguns motivos pelo espanto de todos.
O homem era paralitico de nascença (3.2) (Ele não foi curado por que teve fé, mas foi curado por causa do nome de Jesus) a fé veio após o milagre.
O horário segundo o versículo 1, era as 15:00h, que era a hora da oração dos Judeus, ou seja, o local tinha muitas pessoas.
Havia naquela época um costume de que para os Judeus mais piedosos, Deus era obrigado a responder as suas orações.
Por esse costume, a multidão acreditava que a cura se dera por causa da piedade dos apóstolos, mas Pedro trata de tirar essa ideia deles, e aproveita a ocasião para pregar o evangelho para uma multidão, assim como ele fez no pentecostes.
O teólogo Simon Kistemaker diz que “Naturalmente, a multidão de Jerusalém não adora Pedro e João, mas pensa que os dois apóstolos eram portadores de poder e santidade inerentes e, portanto, conquistaram a habilidade de fazer um paralítico andar. Pedro dirige a atenção deles não para as obras humanas, e, sim, para a glória de Deus.”
Willian MacDonald, diz que “Pedro muda o foco da atenção até então voltado para o homem curado e os apóstolos, pois a explicação para o milagre não se encontrava neles”
Vemos um grande motivo para entendermos que não há apóstolos nos dias de hoje, pois hoje vemos homens denominados apóstolos que alegam fazer milagres e a glória e o poder realizados, são para o denominado apóstolo, e nunca como homens apenas usados por Deus, o qual é a fonte que realiza milagres.
A partir do versículo 13, Pedro apresenta o verdadeiro autor do milagre (Jesus) e era aquele que foi rejeitado e morto pelo povo que estava ouvindo.
Atos 3.13-16
Pedro inicia seu sermão, buscando afirmar que o Antigo Testamento falava sobre o Messias, mais uma vez, assim como foi em pentecostes, o apóstolo inicia o sermão, confirmando que o Antigo Testamento, sempre falou sobre o Messias.
Willian MacDonald diz que “A ousadia santa de Pedro ao inculpar os homens de Israel é admirável. O apóstolo faz diversas acusações:”
1. Eles traíram Jesus, entregando-o para ser julgado pelas autoridades gentias.
2. Negaram-no perante Pilatos, quando este havia decidido soltar Jesus.
3. Negaram o Santo e o Justo e pediram que um homicida (Barrabás) fosse solto.
4. Mataram o Autor da vida.
No versículo 13, Pedro resumidamente diz que o Deus de Israel tinha glorificado a Jesus, e os Judeus sabiam do que ele estava falando pois no Antigo Testamento falava sobre o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e sobre o servo sofredor (Êx 3.6,15 e Is 52.13) e Pedro estava confirmando que aquele a quem Isaias estava falando era o Cristo.
Se lermos Isaias 1.4; 5.24; 10.17 podemos ver que o profeta descreve Deus como o Santo e Justo, para mostrar para o povo o verdadeiro caráter de Deus, e a culpa de Israel por ter sido infiel a ele, e agora vemos no versículo 14 de Atos que Pedro coloca em Jesus o mesmo caráter ou o status divino sobre Cristo
Após afirmar que Jesus era o servo sofredor e que Deus o tinha glorificado, Pedro agora coloca a culpa do Messias ter sido entregue nos Judeus, naquela multidão que o estava ouvindo.
Quando estavam em frente a Pilatos, os Judeus negaram o servo de Deus (Jo 1.11) e mesmo Pilatos não vendo nenhum perigo em Jesus e querendo liberta-lo o povo clamou por Barrabás e pela condenação do servo (Lc 23.4,14)
Quando ele diz que mataram o “Autor da Vida” o sentido da palavra “Autor” quer dizer o pioneiro, o fundador, o originador, ou seja, é através de Cristo que venhamos a ter vida. Isso era algo que os Judeus não entendiam, pois para eles a ideia de que o Messias tinha morrido e ressuscitado era difícil de aceitar e acreditar.
Pedro afirma que ele e os outros apóstolos viram pessoalmente Jesus ressuscitado, e isso era uma prova irrefutável para eles, porque eles poderiam facilmente serem desmentidos. Por exemplo; Os judeus poderiam apresentar o corpo de Jesus ou refutar com alguma explicação alternativa sobre o túmulo estar vazio, mas não tinham nenhum argumento, e a única explicação verdadeira era que de fato o Cristo havia ressuscitado dos mortos
Pedro reforça com os ouvintes que Deus ressuscitou a Jesus e que eles eram testemunhas deste evento, e no versículo 16 ele faz uma declaração muito importante para aquele povo e para nós.
Quem cura e salva é Jesus (Através do Espirito Santo) não é o profeta, não é o mensageiro, o Pastor ou qualquer crente que pregue o evangelho,
O paralitico primeiro foi curado, para depois crer em Cristo, e é por isso que os apóstolos tinham poder de realizar milagres e curas miraculosas, pois primeiro as pessoas eram curadas e quem via a cura e quem era curado, a partir disto, é que acreditavam no poder de Cristo de realizar tudo, inclusive o de perdoar os pecados.
Atos 3.17-21.
Pedro muda o tom do discurso no versículo 17, após ter acusado os Judeus de terem matado o Senhor Jesus, o apóstolo começa o versículo os chamando de irmãos, e considera que eles entregaram o messias por ignorância (Falta de conhecimento)
Grant R. Osborne diz que “Eles continuavam culpados diante de Deus não somente porque não creram em Jesus, mas também porque o mataram (2.23; 3.15); porém, estavam recebendo outra oportunidade de Deus para se arrependerem.”
Pode se estranhar em ouvir Pedro alegar que os Judeus crucificaram Jesus por ignorância, afinal, Jesus tinha mostrado para todos que ele era de fato o Messias, os milagres realizados no meio do povo, quando disse que era Deus, mas o fato é que os Judeus ignoraram que Jesus fosse o Deus encarnado, Eles não acreditavam que o Messias iria morrer e principalmente ressuscitar, não estavam esperando um Messias simples, bondoso e humilde, mas sempre viam o Messias como um libertador militar poderoso, ou seja, para eles Jesus era um mentiroso.
Mataram Jesus sem saber que ele era o Filho de Deus, o próprio Jesus disse no momento da crucificação: “Não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
No versículo 19 Pedro diz que os Profetas predizerem que o Cristo iria sofrer e essas referências que o Cristo iria sofrer e essas referências podemos encontrar em Isaias 53, Salmo 22, Salmo 16 e Zacarias 12.10.
Então assim como no primeiro sermão, Pedro traz provas no Antigo testamento acerca de Jesus e também traz as más notícias para os Judeus, para depois falar sobre perdão e graça.
Sobre o versículo 20, como Deus mandaria o Cristo se ele já tinha vindo? e o que Pedro quiz dizer com tempos de refrigério/descanso?
Grant Osborne diz que “Ele enviaria o Messias, que fora apontado pelos profetas — é certo, isso já ocorrera, mas a promessa é de que experimentaremos mais plenamente os efeitos de Cristo em nós à medida que caminhemos na vida cristã. Alguns consideram isso como a promessa de seu futuro retorno, “quando todo Israel será salvo” (Rm 11.25–32); de fato uma real possibilidade como parte do significado ora exposto.”
Willian MacDonald diz que “Os tempos de refrigério/descanso vindos da presença do Senhor dizem respeito às bênçãos do reino futuro de Cristo na terra, como vemos na sequência”
No versículo 21, Pedro fala que Cristo deve permanecer no céu até que chegue o tempo em que Deus trará restauração para o povo, e o apóstolo diz que isso foi dito pelos profetas.
Podemos ver essas profecias em pelo menos dois profetas;
Miquéias ( Miquéias 4:1-4) Fala de um tempo futuro de paz e segurança, onde todas as nações fluirão para a casa do Senhor. Miquéias 4.3 “Ele julgará entre muitos povos e resolverá contendas entre nações poderosas e distantes. Das suas espadas farão arados, e das suas lanças, foices. Nenhuma nação erguerá a espada contra outra, e não aprenderão mais a guerra.”
Daniel (Daniel 7:13-14) Fala de alguém como um filho do homem que recebe domínio eterno. Daniel 7.14 “Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.”
Atos 3.22-26
Pedro cita Deuteronômio 18:15,18–19. Para exemplificar as profecias do AT que anteviram o reinado glorioso de Cristo, Essa passagem retrata o Senhor como profeta na era dourada de Israel anunciando a vontade e a lei de Deus.
Willian MacDonald diz que “Quando Moisés disse: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim não estava se referindo a uma semelhança de caráter ou capacidade, mas ao fato de ambos serem levantados por Deus. “Deus o levantará da mesma forma que me levantou”.
Parece que Pedro percebe que seus ouvintes podem não estar dando a devida atenção a sua mensagem, pelo que ele diz no versículo 23, que é uma citação de Levítico 23.29 “Quem não se humilhar nesse dia será eliminado do seu povo.”
Eles precisavam saber que foram perdoados por Cristo (cf Lucas 23.34) e que estavam recebendo uma segunda chance, mas Pedro traz uma mensagem forte que deveria ser pregada por todo período da igreja, eles tinham uma segunda chance, porém se recusarem novamente e não se arrependerem, seriam eliminados do meio do povo de Deus, o que significa uma morte eterna, sem Deus.
Então para aquele povo, para permanecerem na aliança que Deus fez com Moisés e que se concluiu em Cristo na cruz, era obedecer a tudo o que Jesus disse e para os que continuassem a recusar o Messias, só havia uma consequência: O castigo eterno.
No Versículo 24 para confirmar ainda mais, que o tempo de restauração foi avisado pelos profetas, Pedro diz que todos os profetas, começando de Samuel e seus sucessores, tinham anunciado esses dias.
Quem são esses profetas?
Samuel: 2Sm 7.12–14
Isaías: Isaías 7:14, Isaías 9:6-7, Isaías 53.
Jeremias: Jeremias 23:5-6.
Ezequiel: Ezequiel 34:23-24.
Daniel: Daniel 7:13-14, Daniel 9:24-26.
Miqueias: Miqueias 5:2.
Zacarias: Zacarias 9:9, Zacarias 12:10.
É importante entendermos que hoje nós temos o Novo Testamento, de onde podemos saber a história de Jesus e as cartas principalmente as Paulinas e Joaninas que falam sobre o que Jesus Cristo fez na cruz e que estamos separados de Deus e só há um caminho para sermos salvos que é crer que Cristo morreu em nosso lugar, temos a Bíblia, a história, a arqueologia para confirmarmos tudo o que Jesus falou, e assim o Espirito Santo nos convencer dos nossos pecados. Mas naquela época os povos não tinham nada disso, e vemos nas duas pregações de Pedro que ele utiliza do Antigo Testamento para provar que o Messias de fato era Jesus, o Nazareno.
Willian MacDonald sobre o versículo 25, diz que “Agora, Pedro lembra seus ouvintes judeus de que a promessa desses tempos de bênçãos lhes foi feita como filhos dos profetas e descendentes de Abraão. Afinal, Deus firmou uma aliança com Abraão e prometeu abençoar todas as nações da terra em sua descendência. Todas as promessas de bênçãos milenares giram em torno da descendência, a saber, Cristo. Diante disso, cabe ao povo de Israel aceitar o Senhor Jesus como Messias.”
Pedro já concluindo seu sermão, diz que aquele povo era herdeiro dos profetas e da aliança que Deus fez com Abraão conforme vemos em Gênesis 17.2;4;7 e Gênesis 22.18.
Gênesis 22.18 com Gl 3.16
Pessoal, para resumirmos a pregração de Pedro ....
Os Judeus não tem desculpas, eles herdaram a maior linhagem de qualquer nação do mundo, eles foram criados ouvindo as promessas e as advertências dos profetas, por isso são herdeiros dos profetas. Eles conhecem a verdade e devem estar cientes de suas obrigações para com Deus, então Pedro não estava falando nenhuma novidade para eles, bastava a eles acreditar e se arrependerem
No versículo 26, “seu servo” é uma referência ao Servo Sofredor profetizado por Isaías (Is 42:1-9; 49:1-12; 50:4-10; 52:13-53:12)
Então nós vemos nesses versículos Atos 3.11-26 que o propósito de Deus era aproximar o povo Judeu que era o povo da aliança, que cada um abandonasse suas maldades Como em Romanos 1.16 “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Deus desejava que os Judeus recebessem a salvação antes dos gentios.
Grant R. Osborne diz que “O servo do Senhor é que foi enviado para os judeus de modo a lhes trazer salvação e derramar as bênçãos divinas sobre eles. Isso teria acontecido se não houvesse a rebelião e rejeição a Jesus. Assim, Deus estava dando-lhes uma nova chance para que cumprissem seus destinos. Isso somente poderia se concretizar quando eles se arrependessem, abandonassem os caminhos do mal e depositassem sua fé em Jesus”
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