A nossa marca é o Sofrimento
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Cl 1.24
Cl 1.24
Introdução:
Qual é a marca primária do cristão? Será a prosperidade? Bom, para alguns o mais importante é ter os bens materiais, focar nisso de modo enérgico, não sem motivo, há tantos lugares que se aproveitam disso e afundam às pessoas num buraco ainda mais profundo. Como vimos na sexta, só somos levados pela ganância, estamos flertando, seriamente, com um grande inimigo que não percebemos o quanto ele pode macular a nossa consciência e ética. Como até era intitulado o antigo programa: Topa tudo por dinheiro! Mas, vale a pena? E seria essa nossa marca?
Outros podem alegar que nossa marca é amar sem medida as pessoas, infelizmente, esse discurso tem sido usado de modos bem equivocados ultimamente. Tantos o utilizam para não ter problemas com os outros, e não lidam com o pecado daqueles que tem vindo até a igreja, “venha como estás, nem precisa mudar quem você é!” Será mesmo? Será que Deus não quer que mudemos? Apesar de amar ser algo bem importante, entendo que há uma coisa ainda mais profunda, e que nos ajuda a não perverter o sentido de amar como explicado por nosso Deus na Escritura.
Ao longo da sua vida, Paulo escreveu 13 cartas, delas, cinco ele se encontrava numa situação bem difícil, estava preso, como é o caso de Colossenses. Ainda assim, quando observemos a vida dos primeiros cristãos e a dele, o sofrimento era algo que sempre os acompanhava. Porém, eles tinham uma perspectiva que mudava o modo de enxergar o sofrimento, Paulo percebe que nos nossos sofrimentos Cristo está conosco, e no sofrimento dele estávamos juntos, por isso a sua morte é a nossa morte, como veremos mais à frente em Colossenses. Quero dizer aos irmãos que: O Sofrimento é aquilo que nos identifica com nosso Senhor. Esse é o meio que Deus permite a fim de amadurecermos. Hoje, vamos analisar esse ideia tendo como base apenas o verso 24 de Colossenses 1.
1 - Sofrimento faz parte da nossa caminhada (V. 24)
A palavra “agora” indica algo além de um tempo, ele está servindo como uma transição, mudança de assunto.
Assim, nesse inicio entendemos que Paulo encerra a seção anterior, e, agora, focaliza de modo mais intencional no seu ministério.
E essa seção vai até o versículo 5 do próximo capítulo, note às semelhanças “agora, me regozijo”, “alegrando-me”.
O apóstolo cita um tema que já conhecemos após estudar Filipenses, temos alegria em Cristo mesmo nas dificuldades.
Pois, no fim da contas, sofrer pelo evangelho é se identificar com Cristo nos seus sofrimentos.
Nossos sofrimentos fazem sentido quando olhamos por esse lado, eles nos recordam a vida sacrificial que Cristo teve, e que somos chamados a ter.
Por isso também, não faz sentido o tal evangelho da prosperidade, ele não é o alvo, não achamos ruim viver em paz, mas sabemos que a tranquilidade com o mundo não é uma condição permanente, e nem boas condições financeiras.
Então, “me regozijo nos meus sofrimentos por vós” ou seja, ele fica contente nos sofrimentos em prol do evangelho. O sofrimento que vale a pena correr.
E, como essa é uma carta da prisão, já sabemos que Paulo já passava por essa identificação no sofrimento.
Tanto é que no seguimento dos versos ele diz: “e preencho o que resta das aflições de Cristo”.
Pergunta, essa passagem está dizendo que a obra de Cristo é incompleta? Faltaria algo que Cristo não foi capaz de fazer?
Não! Só lembra dos versos 15 a 20 que seu morte trouxe reconciliação com Deus.
Portanto, Paulo descreve aqui que, como Cristo sofreu, o seu povo também passará por dificuldades em prol do evangelho.
Essa é a ideia presente no texto, Paulo não conhecia os Colossenses, ele sabia deles por conta de Epafras como dito dos versos 5-8, mas o seu ministério abrange toda a igreja, e ao sofrer por alguma delas, na verdade, sofremos por todo o corpo de Cristo.
Irmãos, esse é um desafio para nós, e fica até um alerta, no Brasil estamos vivendo numa comodidade muito grande.
Principalmente em nossa cidade, quase todo mundo é crente, mas não há mudança na sociedade, e não há pessoas que realmente vivem o evangelho.
Isso pode ser uma clara evidência de que há algo errado, o evangelho que é pregado é um evangelho de aparência.
Não somos chamados para nos tornar amigos do mundo, mas para confrontar o mundo, e advertir a igreja para não se adequar ao padrão daqueles que não conhecem ao Senhor.
Somos chamados para sofrer as consequências da vida santa, como Cristo sofreu.
Mas entenda, irmãos, o sofrimento ou mesmo a perseguição, não são indícios de que o evangelho vai morrer!
O autor Tim Carriker trouxe um dado importante: Até o ano 100 d.C haviam aproximadamente 8.000 pessoas que se intitulavam cristãos, ao passo que no ano 3oo d.C esse número saltou para 6 milhões.
Não precisamos temer as dificuldades, elas nos trazem para perto de Cristo, nos ligam a ele, e proporcionam que o evangelho alcance mais pessoas, e afaste aqueles que são falsos.
Se alguém xinga você por ser crente, se alegre, lembre que os discípulos louvaram a Deus após serem açoitados pois fossem considerados dignos de padecer por Cristo.
Essa é a nossa marca, não precisamos temer a morte, não precisamos temer a perseguição.
Precisamos pregar o evangelho que confronta o pecado, o evangelho que desperta os que estão fracos, mesmo que isso nos custe muito.
Aplicação: Entendendo que o sofrimento faz parte de nosso vida, isso também nos aproxima do nosso Salvador, as dificuldades nunca são em vão, nosso Deus que permite, e ele sabe o que é melhor para cada um de nós, logo, vamos observar algumas aplicações:
Viver do evangelho é entender que ele tem um alto custo.
Somos chamados a nos alegrar mesmo com as circunstâncias contrárias, pois reconhecemos que o fim do sofrimento não é nesse mundo.
Não modele a mensagem da Cruz. Cristo morreu por nossos pecados; pois, para nós, ela é a bela mensagem de Deus nos chamando, outra vez, para perto de si.
Conclusão: Tendo em vista a importância de encararmos o sofrimento sob uma perspectiva mais positiva, mais voltada para Cristo. Se faz necessário entender que vamos ter que lidar com esses dias, eles virão, e, muitas vezes, não é por conta de algum pecado seu, basta observar a sempre citada vida de Jó. Somos chamados para amadurecer, nos fortalecermos em Deus em todos os momentos, principalmente nesses tão amargosos. Se é tão difícil falar com Deus nesses dias, ore um Salmo que trata desse assunto para encontrar forças em Deus. Paulo como ninguém, entende sobre isso, e ele explica mais do seu ministério nos próximos versos, ele descreve o grande mistério que pairava sobre o Antigo Testamento, mas que é plenamente revelado no Novo, o que seria isso? Na próxima mensagem observaremos o que ele quer dizer sobre esse mistério manifestado ao Santos, até lá, segundo o querer do nosso Deus.
