Êxodo 20.17

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O autor promove o entendimento quanto ao contentamento a ser desenvolvido no coração do povo de Deus, principalmente em vista da obra redentora que o tornou nação real-sacerdotal do SENHOR; condição que também os mune com o poder para rejeitar as inclinações cobiçosas do coração, oriundas da natureza pecaminosa.

Notes
Transcript
"São estes os nomes..." (Êx 1.1).
Pr. Paulo U. Rodrigues
Introdução
Chegando ao último dos Dez Mandamentos ou às "Dez Palavras" direcionadas pelo SENHOR ao seu povo, como síntese da sua vontade de que este viva de acordo com a condição de nação real-sacerdotal para a qual foram redimidos, segundo já visto, o autor desfecha a síntese legal promulgada com um arremate das ordenanças anteriores.
O SENHOR (através do registro mosaico) assevera o caráter noutético de suas ordenanças, reproduzindo aos filhos de Israel uma ordem que ecoa os princípios já estabelecidos antes, mas que agora intensificam a abordagem abrangente da norma de conduta e vida que deve reger o coração do povo de Deus. Os três últimos mandamentos são contemplados pelo décimo, no que concerne a isso.
A furtividade do roubo e a malícia do falso testemunho são encarados, a partir do décimo mandamento, como sendo sintomas que tem como causa a cobiça latente no coração do ser humano. Por que alguém buscaria agir de maneira desonesta, mentindo ou ferindo a reputação do próximo, senão por um desejo incontido pelo que não lhe pertence, alimentado, por sua vez, pelo descontentamento da condição que desfruta da parte de Deus? Os exemplos do alvo de cobiça (a casa, mulher, servos ou propriedades (e.g. bois/jumentos)) ratificam a esfera material do desejo pecaminoso, confirmando a malignidade deste.
Compreendendo essa realidade acerca do décimo mandamento, o texto de Êxodo 20.17 sintetiza a temática da comunicação dos termos da aliança divina: Os Dez Mandamentos - o décimo mandamento: A santificação do desejo.
Elucidação
1. Aspecto positivo (exigência) do décimo mandamento.
Como introduzido, o cerne da ordenança do décimo mandamento, focaliza-se agora no desejo de um indivíduo por algo que não lhe pertence, e isso advém de uma inclinação pecaminosa do coração de descontentamento para com aquilo que lhe foi concedido por Deus.
O próprio termo usado pelo SENHOR para caracterizar tal inclinação é claro: "תַחְמֹ֖ד" (hb. "desejar"), sendo traduzido por alguns até com o sentido de "apontar" (J. P. Lettinga in DOUMA, 2019, p.391), isto é, direcionar os olhos para outra coisa.
O que o SENHOR exprime no décimo mandamento é a resultante, segundo já mencionado, de toda a compreensão anterior (principalmente a partir da leitura imediata dos três últimos mandamentos) com relação a esfera relacional direta entre os participantes da comunidade pactual. Em face do sentimento positivo de respeito e apreço pelo próximo, que foi matéria do que estabeleceu o quinto mandamento, e a partir da compreensão da sacralidade da vida humana (tese do 6° imperativo), do 7° ao 9° uma complementaridade é construída, alcançando seu clímax no décimo mandamento.
A preservação e desenvolvimento da santidade e pureza pelo afastamento da imoralidade, desemboca também num tratamento adequado, a partir da honestidade e honra, que por sua vez garantirão o estabelecimento da verdade e da alta consideração para com a imagem e reputação do próximo. Desconectar esses princípios da possibilidade de nutrir no coração a cobiça, que avilta essas posturas santas requeridas do povo de Deus, é ignorar não só o décimo preceito em si, mas o espírito de toda a Lei do SENHOR. Walton, enfatiza essa realidade, considerando que
No antigo Oriente Próximo, o conceito de cobiça está presente em expressões como “levantar os olhos” (e.g. Gn 13.10),mas era detectado e punido como crime somente quando o desejo se traduzia em ação. A literatura do antigo Oriente Próximo mostra que ofensas como o roubo e o adultério podem ser descritas, de modo geral, como o desejo que desencadeia a sequência de ações. Esse desejo ilegítimo por algo que pertence a outra pessoa é o cerne do problema e uma ameaça à comunidade, e qualquer ação no sentido de satisfazer o desejo é considerada pecado (WALTON, 2018, p.121).
Diante disso, a compreensão do que exige o décimo mandamento, gira em torno do desenvolvimento da satisfação com a situação/condição providenciada por Deus para que seu povo, bem como cada indivíduo especificamente, desfrute e tenha em sua vida. O contentamento com as propriedades e experiência de vida, demarca uma aceitação e submissão, em primeiro lugar, ao status quo concedido por Deus, no momento em que redimiu Israel como cumprimento da aliança redentora, principalmente, tal como ratificada com Abraão.
O SENHOR que arquitetou e executou todo o plano libertador dos filhos de Israel da escravidão, cuidou que não somente a libertação do Egito fosse lograda (o que também inclui a libertação espiritual do povo de uma condição de contato com a idolatria e cosmovisão contrária a realidade (cf. Js 24.14-15)), mas que cada detalhe da vida de seu povo fosse suprido, como prometido e cumprido por ocasião do derramamento das dez pragas e da saída propriamente dita da nação egípcia (cf. 11.2-3; 12.35-36).
A redenção de Israel incluiu não somente a salvação e independência enquanto povo, mas também a condição material que fornece a existência do mesmo. A reação requerida pelo SENHOR em relação a essa compreensão seria o reconhecimento dessa realidade, a partir da satisfação com todo o cuidado material desprendido pelo Redentor para com os que salvou.
Deste modo, o contentamento exibe não apenas uma resolução para com a condição material; é, antes de tudo, uma postura do coração no que concerne à obra salvadora de YHWH, que graciosamente redime seus filhos e deles cuida. O CMW, estabelece essa compreensão, tecendo a seguinte síntese:

Pergunta 147. Quais são os deveres exigidos no décimo mandamento?

Resposta: Os deveres exigidos no décimo mandamento são: um pleno contentamento com a nossa condição e uma disposição caridosa da alma para com o nosso próximo, de modo que todos os nossos desejos e afetos relativos a ele tendam para todo o seu bem e o promovam.

Estar satisfeito com aquilo que o SENHOR tem quisto que seu povo desfrute, em termos de propriedades e condição material de vida, demarca o compromisso de entendimento desse mesmo povo quanto ao ambiente relacional amplo no qual adentrou pela graça divina; isto é, agora, redimidos e libertos por Deus, sendo dia-a-dia afastados da experiência de vida opressiva e contrária ao SENHOR e sua revelação na qual viviam, os filhos de Deus podem contentar-se com a providência divina, abstendo-se e pelejando contra as inclinações cobiçosas do coração, promovendo o bem seu e do próximo.
2. Aspecto negativo (proibição) do décimo mandamento.
Partindo da perspectiva negativa do décimo mandamento, o entendimento fornecido pelo SENHOR ao seu povo quanto a natureza do pecado da cobiça, fornece a compreensão de que esta consiste numa insatisfação ou descontentamento com a condição na qual se encontra. Porém, atentando mais profundamente aos princípios elucidados à luz da exigência, esconde-se por trás da cobiça uma intenção rebelde que instiga o coração de um indivíduo à insurgência contra Deus e a seus mandamentos, ou delimitações.
Se o contentamento parte de um coração que primeiro entende e exulta em Deus por tê-lo redimido, a cobiça subsiste numa mente que primeiro despreza o SENHOR. Por exemplo, a estrutura pecaminosa da cobiça está presente no relato da Queda, quando, já enganada pela proposta da Serpente, Eva,
vendo que a árvore (do conhecimento do bem e do mal) era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu (Gn 3.6).
Calvino estabelece essa conexão afirmando que
A incredulidade foi a raiz da queda, do mesmo modo que somente a fé nos une a Deus. Daqui flui ambição e orgulho, de modo que ambos, primeiramente a mulher, e depois seu esposo, quisessem exaltar-se contra Deus. Pois realmente se exaltaram contra Deus quando, sendo-lhes conferida honra divina, não se contentaram com tal excelência e quiseram ainda conhecer mais do que lhes era lícito, com o propósito de se tornarem iguais a Deus (CALVINO, 2018, p. 123-124).
O décimo mandamento denúncia ao povo de Deus a autocentralização que o pecado provoca no homem. A inclinação da mente é insurgir-se contra o SENHOR, destronando-o de seu posto de soberano sobre o cosmos e, consequentemente, sobre o homem, usurpando este essa posição, e a atitude que prefigura tal posicionamento mais claramente, é o desejo desordenado pelo que não pertence a si, descontentando-se com o que se possui.
O apóstolo Tiago frisa essa relação entre cobiça e egocentrismo em sua exortação:

1 De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? 2 Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; 3 pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. 4 Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

A amizade com o mundo, segundo Tiago, consiste na persecução dos prazeres do mundo, motivada pela cobiça. Conflitos são travados por causa do que o homem deseja, não refreando tais impulsos e volições. João, por sua vez, chama essa(e) amizade/amor com/ao mundo de concupiscência (gr. “ἐπιθυμία”), coisa que não procede do Pai; pelo contrário, demarca a inexistência do amor do Pai em tal coração (cf. 1Jo 2.15-16).
A correlação direta entre cobiça-egoísmo-rebelião, é clarificada pelo décimo imperativo, sendo todas essas coisas entendidas como pecados. Os filhos de Israel, em sua relação real-sacerdotal com Deus, deveriam nutrir no coração o apreço pelo que pertence ao próximo, estando alegres e felizes com aquilo que o SENHOR tem feito com que ele materialmente desfrute, como resultante de sua condição como filho redimido do Altíssimo. Isso certamente indicaria uma profunda satisfação com a providência divina no que concerne à própria condição. O CMW evidencia isso ao definir como pecados proibidos no décimo mandamento

o descontentamento com o nosso estado; a inveja e a tristeza pelo bem do nosso próximo, juntamente com todos os desejos e afetos desordenados para com qualquer coisa que lhe pertença.

Está fora de questão o povo de Deus o rebelar-se contra o SENHOR, assumindo uma postura descontente para com o que se possui, anelando o que não lhe fora concedido. A maior de todas condições já é fruída pelos eleitos: são povo de Deus. Com base nisso, ser grato pelo que se tem, não invejando o alheio, é uma das expressões mais patentes de um coração verdadeiramente redimido, como já apontado.
Transição
O chamamento de Israel através da multiplicação e desenvolvimento da semente de Abraão, para ser nação santa e reino de sacerdotes, compreende também o contentamento com a providência redentora do SENHOR que os faz desfrutar do cuidado paternal de Deus em cada área da vida, nutrindo-os com o que precisam.
Esse princípio é comunicado pelo autor bíblico a todo o povo de Deus ao longo dos anos, a fim de que a mesma postura requerida dos filhos de Deus no passado seja, de maneira mais abundante, replicada pela igreja hoje.
Assim, os seguintes princípios precisam estar patentes aos membros da igreja de Cristo:
Aplicações
1. O contentamento e a satisfação expõem a realidade de um coração redimido, ao se congratular pelo recebimento do cuidado divino mediante seu providente sustento na vida.
O puritano Thomas Watson, comentando sobre o reconhecimento da condição providencial concedida por Deus como base para o contentamento, afirma:
A melhor maneira de ser contente, é crendo que a condição [em que vivemos/estamos] é a melhor que Deus, em sua providência, estabeleceu para você. Se ele tivesse achado adequado que tivéssemos mais, nós teríamos mais. Talvez não conseguíssemos administrar uma grande propriedade. É difícil carregar um copo cheio sem derramar nada, e é difícil administrar um copo cheio sem pecar! [Uma] grande riqueza pode ser uma armadilha. Um barco pode virar por ter muita vela. Acreditar que essa condição é a melhor que Deus designa para nós nos deixa contentes; e estando contentes, não cobiçaremos aquilo que pertence a outra pessoa (WATSON, Tomas. Os Dez Mandamentos: Aplicação dos Dez Mandamentos na Vida com Capítulos Adicionais sobre Pecado, Salvação, Oração e Mais (p. 213). Imprensa Aneko. Edição do Kindle).
Que melhor condição alguém pode desfrutar do que ser redimido pelo SENHOR sendo, portanto, cuidado como seu filho? A obra redentora executada pelo Pai, em seu Filho, Jesus Cristo, é a maior e mais poderosa manifestação da providência divina. Assim, não é certo que aquele que fez o mais, não fará também o menos? isto é, aquele para quem não foi difícil a salvação de miseráveis pecadores como nós, se verá impedido de cuidar dos mínimos detalhes de nossa existência?
O contentamento é a confiança não somente num Deus que é materialmente providente, mas que é, antes disso, infinitamente gracioso, pois zela e cuida daqueles que, com mão forte e braço estendido, libertou e está guiando para junto de si.
A satisfação com nossa vida, incluindo a esfera material, declara nossa convicção e fé nessa realidade.
2. O contentamento deve transbordar em nosso coração, ao ponto de, satisfeitos com o que Deus nos dá, nos alegramos com aquilo que o SENHOR tem feito para com nosso irmão/próximo.
Tal como está radicado em todo o código legal, esse contentamento não deve se manifestar apenas no modo como enxergamos nossa vida, mas nos conduz também a não invejar ou cobiçar a condição material concedida por Deus para com nosso próximo.
É importante dizer, à esta altura, que o fato de alguns terem mais do que outros, não quer dizer que sejam “mais salvos” ou que a obra da redenção lhes abarcou de uma forma mais abundante. O SENHOR, pela sua providência e sabedoria, por motivos que interessam apenas a ele, administrou tudo o que é seu (como visto à luz do 8° mandamento) da maneira como melhor lhe pareceu. De modo que, os que possuem mais, dispõem de tais recursos por ter Deus quisto assim, lembrando que “a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48).
Quando compreendemos aquilo que foi afirmado no ponto anterior, isto é, a obra redentora como socorro providente para com nossa maior necessidade, estamos prontos para contentarmo-nos com o que está sob nossa administração, direcionando ao nosso próximo o mesmo contentamento com suas conquistas e condições materiais, e de contra partida, expulsando de nosso coração a cobiça pelo que é dele.
Se cremos que o SENHOR é realmente o santo e sábio administrador de todo o mundo, o que pertence ao próximo não se torna fonte de cobiça, mas de louvor a Deus: ao próximo foi dado o que precisa e para que gerencie para a glória de Deus (estando o próximo ciente disso ou não, como no caso de um descrente). Se assim ocorre com ele, o mesmo ocorre comigo, de modo que a contemplação da providência é a chave para o contentamento, com um diferencial: no nosso caso, como já vastamente enfatizado, a providência aponta não somente para o cuidado do SENHOR sobre “justos e injustos” (Mt 5.45), mas fornece também a prova de seu cuidado sobre seus filhos que tão poderosamente redimiu.
3. A cobiça é gerada no coração, quando este, para além da insatisfação com o cuidado providencial que recebe, insurge-se contra o SENHOR, desprezando-o através do amor ao mundo; isto é, mediante a concupiscência da carne, dos olhos e da soberba da vida (cf. “orgulho da riqueza” - Bíblia de Jerusalém).
Descontentamento/insatisfação é egoísmo, e egoísmo é rebelião. O pilar da exortação bíblica contra a cobiça consiste num chamado à compreensão de que o SENHOR sendo bondoso com seu povo lhes forneceu, pela redenção, a demonstração vívida da maior provisão da qual o homem precisava: salvação. Nesta, todas as outras necessidades são sobremaneira atendidas.
Logo, contemplando nossa condição de filhos de Deus, desejar o que não nos pertence, é replicar a mesma atitude de nossos pais que, estando no Éden, deram às costas a tamanho privilégio, descontentando-se com aquilo que lhes havia sido dado, voltando-se contra o SENHOR, num levante pecaminoso que teve como fundamento, a aquiescência ao sibilar da serpente.
Sempre que é dado vazão à cobiça, uma mensagem é transmitida, qual seja: que o SENHOR não é tão bondoso quanto diz ser; que ele não é tão poderoso quanto diz ser, e por fim, que ele não é tão Deus quanto diz ser, pois assumimos uma postura recalcitrante contra ele e seu Reino, desprezando o fato de que ele tem administrado todas as coisas, a partir de sua condição como Deus de modo realmente bom.
A cobiça pode ser um dos mais odiosos pecados, pois conduz o homem à quebra de cada um dos pontos elucidados nos Dez Mandamentos, e portanto, prefigura uma aversão completa a toda realidade criacional-pactual estabelecida pelo SENHOR para ser seguida e reverenciada pelo ser humano.
4. Nossa satisfação e contentamento devem estar em Deus, primeiramente.
Um coração centralizado em Deus, que possui expectativa primeira no SENHOR, ordena a vida de modo a sentir aquele contentamento requerido pelo próprio Salvador, que o fará contemplar com regozijo toda a obra redentora que o agraciou, sendo alvo do amor divino. Porém, o contrário também é verdade.
Como visto, a tendência natural do coração pecador é voltar-se para si mesmo, mais intensamente inclusive, a partir de uma campanha pessoal na qual busca retirar Deus do centro de sua vida, substituindo-o por qualquer outra coisa em que deposite sua fé e esperança.
Embora a odiosidade dessa postura seja inegável, tal comportamento é mais comum em nossa vida do que gostaríamos de admitir. Constantemente somos apanhados por sentimentos de insatisfação e descontentamento, o qual buscamos dirimir ou atender, mediante a busca da obtenção do que se deseja, mesmo que tal coisa tenha sido vivida por ou pertença ao próximo.
No SENHOR, todo o universos subsiste (Cl 1.17-18), e pela palavra do seu poder é sustentador (Hb 1.3). Desse modo, precisamos resolutamente crer que cada aspecto de nossa vida é determinado por ele, que sabe que precisamos comer, beber e vestir (Mt 6.31-32). Somente dessa forma, poderemos, como povo de Deus, viver por modo digno da excelsa eleição que nos foi assegurada por Cristo, tendo sido, nele, transformados em nação santa e reino de sacerdotes do Altíssimo.
Conclusão
A. W. Pink, concluindo suas meditações nos Dez Mandamento e tratando sobre o arremate que o décimo realiza em relação às outras ordenanças, afirma:
Decálogo deve ser convencido de sua pecaminosidade e levado a reconhecer a sua desesperança, ou a perdição será o destino final. Deus nos deu sua Santa Lei para que possamos ver o absoluto desespero do nosso caso, se formos entregues a nós mesmos. Isso ele fez para nos levar até Cristo e à magnitude de sua graça para com os pecadores arrependidos. E é no seu amado Filho, que obedeceu perfeitamente a Lei, que o Pai se agrada! (PINK, Arthur. Os dez mandamentos (Portuguese Edition) (p. 54). Edições Calcedônia. Edição do Kindle).
Cristo é o fim da Lei (Rm 10.4), e ele é a provisão do Pai para nossa condição caída; provisão que nos supre de todas as necessidades, a fim de que nEle, tenhamos a satisfação de uma vida abundante.
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