Separação e recomeço de Abraão e Ló
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Gênesis 13.1-14.24.
Aqui nos deparamos com a separação de Abraão e seu sobrinho Ló.
Abraão saiu com sua esposa, tudo o que ele tinha e seu sobrinho Ló. Abraão havia descido para o Egito e fez isso sem ser essa a vontade de Deus. Abraão então adquiriu muitas riquezas no Egito por conta de sua mentira contada ao Faraó. Mentira essa que é pecado e que foi por Deus revelada através das pragas que o Senhor derramou sobre Faraó no Egito. Então, agora o texto vai nos narrar o recomeço da vida de Abraão.
E a vida é feita de recomeços. Todos falhamos e pecamos, e sempre precisamos voltar ao início para recomeçar. Infelizmente, ninguém está livre dos “altos e baixos” da vida.
E quando falamos em relação aos aspectos espirituais não é diferente.
é verdade que seria maravilhoso se todos, a partir do momento em que entramos em Aliança com Deus, pudéssemos viver uma vida perfeita, sem falhas, sem recaídas. Seria maravilhoso se fôssemos sempre constantes, fiéis, sem nunca retroceder. Mas a caminhada cristã é cheia de problemas e, não poucas vezes, andamos em círculos. Mesmo andando com Deus, às vezes, temos que andar em círculos, como Israel no deserto, antes de entrar na terra prometida.
E uma das coisas mais impressionantes a respeito dos personagens bíblicos, que já tivemos a oportunidade de ver, é que eles eram pessoas de carne e osso, não seres perfeitos. Ao contrário, são pessoas que erram, falham, voltam atrás, recomeçam, mas sempre seguem em frente. Abraão era assim.
A Bíblia diz que ele não foi salvo por obras ou méritos pessoais, mas pela fé (Gl 3.6-9). É claro que era uma fé que o impelia a obedecer (Tg 2.20-22). Mesmo assim, Abraão cometeu diversos erros em sua vida. Ele mentiu a respeito de sua mulher ao Faraó. Ele cedeu à proposta de sua mulher de ter um filho com a escrava. (veremos isso mais a frente), mas, ainda assim, ele foi justificado por Deus. E a razão era a sua fé.
Ao ser expulso do Egito pelo próprio Faraó, Abrão foi para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele (v.1).
Mas, o texto acrescenta detalhes sobre esses bens e como preparação para a seção seguinte, o texto informa que era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro (v.2).
E o versículo 3 diz que Ele teve a seguinte jornada: Saiu do Neguebe, e partiu para Betel, onde havia edificado anteriormente um altar e adorado ao Senhor (Gn 12.8). (v.3)
E, voltando ali, agora, nesse mesmo lugar, Abrão invocou o nome do Senhor (v.4).
Abraão etá retornando para recomeçar aquilo que Ele havia abandonado, ou seja, a vontade de Deus.
Note, o texto enfatiza que Abraão não estava com falta de recursos, mas, o que lhe faltava era a sua comunhão com Deus, e era isso que ele estava precisando acertar.
A partir do versículo 5 podemos ver que o espaço ficou pequeno para Abraão e Ló. Pois, quando os dois estiveram no Egito, eles prosperaram e aumentaram suas riquezas, e assim, aquela terra ficou pequena para sustentar o gado de Ló e de Abraão. Assim, Houve conflito entre os pastores que cuidava do gado dos dois. Então, não havia espaço para os dois, os pastores já estava em conflito, e ainda mais, os cananeus e ferezeus também habitavam ali, e todos disputavam a mesma terra para manter seu rebanho de gado. (v.5-7)
Infelizmente isso é uma realidade que acontece desde o princípio, que é a tal da briga por dinheiro.
Abraão e Ló entram em um acordo (v.8-9)
E foi Abraão quem propôs o acordo, e ele com bondade ofereceu a Ló a oportunidade de escolher em toda a terra onde desejava morar. Humilde, o patriarca considerava os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3).
(v.10-11) Ló fez sua escolha, e então escolheu morar nas pastagens verdejantes da campina do Jordão, perto das cidades perversas de Sodoma e Gomorra. E teve a oportunidade de escolher morar em Betel (Casa de Deus).
(v.12-13)Mas, o fato é que Ló escolheu a campina do Jordão (e ele admirou e cobiçou aquela terra e para ele era como se tivesse vendo o jardim do Éden ou mesmo a terra do Egito. E mesmo o fato de os homens de Sodoma serem maus e grandes pecadores contra o SENHOR não influenciou a escolha de Ló. Ele queria aquela terra. E então eles se separaram.
E então o narrador deixa claro que Abraão escolheu Canaã (a terra prometida) e Ló escolheu Sodoma ( a terra da destruição)
Observe os passos que levaram Ló a mergulhar no mundanismo: Ló (por meio de seus pastores) experimentou contenda (v. 7); depois viu a terra e cobiçou (v. 10) e escolheu (v. 11); foi armando as suas tendas até Sodoma (v. 12); passou a morar longe do lugar onde residia o sacerdote de Deus (Gn 14.12) e sentava-se junto à entrada da cidade, lugar onde os grandes disputavam o poder político (Gn 19.1). Ló se tornou um oficial local em Sodoma e logo veremos a destruição dessa cidade.
Ló escolheu pelo que viu, já Abraão foi pela fé que escolheu a terra de Canaã.
(V.14-18) Temos uma promessa de Deus a Abraão após a separação dele e Ló.
Deus ordena que ele olhe para os quatro cantos da terra, e diz que dará tudo aquilo toda aquela terra para a descendência de Abraão. (v.14-15)
E promete que essa bênção era inclusive a própria descendência de Abraão.
Deus estava prometendo para Abraão que tinha uma esposa e que ela era estéril. Deus diz que iria fazer a descendência de Abraão como o pó da terra, numerosa, que não se pode contar. (v.16)
E Deus dá ordem que ele se levante e percorra aquela terra desde o seu comprimento até a sua largura, porque Deus iria dar a ele aquela terra.
E por fim, Abraão termina com um altar ao Senhor. Ele sai mudando as suas tendas, e vai habitar em carvalhas de Manre, junto a Hebrom, e ali ele adorou ao Senhor fazendo um altar. Uma pessoa arrependida é lavada sempre a adoração.
Guerra dos quatro reis contra cinco reis
Treze anos antes dos principais acontecimentos descritos nesse capítulo 14, existia um rei chamado Quedorlaomer que era rei de Elão (Pérsia), havia conquistado vários reinos nas planícies próximas ao mar Morto (mar Salgado).
No décimo terceiro ano, porém, os cinco reis conquistados por Quedorlaomer eles se rebelaram contra Quedorlaomer, antes estavam servindo a este rei, amas agora fizeram aliança entre eles e se rebelaram.
Este rei (Quedorlaomer), por sua vez, se aliou a outros três reis da região da Babilônia e marchou para o sul, seguindo a costa leste do mar Morto, e depois para o norte, pela costa oeste, passando pelas cidades de Sodoma e Gomorra e outras cidades da planície. O motivo da guerra era principalmente por conta da região que era a principal rota comercial entre a Mesopotâmia e o Egito. Uma região rica em minas de cobre, ter o controle o domínio da região era uma ação estratégica.
Essa guerra ocorreu no vale de Sidim, onde havia muitos poços de betume. Os invasores (os quatro reis) venceram os cinco reis (inclusive os reis de Sodoma e de Gomorra) foram derrotados. Os quatro reis que saíram vitoriosos saíram levando consigo bens e prisioneiros de guerra, incluindo Ló, o sobrinho de Abrão. (v.12)
Quando Abrão recebeu notícias da captura de Ló através de um que escapou da guerra e lhe contou, assim, apesar de tudo o que Ló fez, Abraão organizou uma força de trezentos e dezoito homens dos mais capazes e saiu em perseguição até Dã, no norte.(v.13-14)
Abrão foi para conseguir recuperar o seu sobrinho, e conseguiu derrotá-los próximo a Damasco, na Síria, onde resgatou Ló e todos os bens de Ló. (v.15-16)
(v.17–18) Enquanto Abrão retornava para casa, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma. E apesar da guerra já ter sido vencida, é verdade que muitas vezes existe perigos maiores após a vitória. O rei de Sodoma era o Bera.
Contudo, Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, estava esperando Abrão com pão e vinho a fim de fortalecer o patriarca.
É impossível ler essa primeira menção de pão e vinho sem relacionar tais símbolos à obra de nosso Salvador. (Mas, é importante saber que esses eram os alimentos mais o comuns) Melquisedeque estava demostrando a gratidão de Abraão ter trazido paz ao vale.
Na Bíblia, os nomes estão repletos de significado. Melquisedeque quer dizer “rei de justiça” e Salém (abreviação para o nome de Jerusalém) e significa “paz”. Salém era uma cidade cananita que Davi capturou e transformou na capital de Israel, Jerusalém.
Melquisedeque, portanto, era rei de justiça e rei de paz.
Moisés diz que ele era sacerdote de Deus Altíssimo (o Deus supremo)
Melquisedeque era conhecedor e servia a Deus em Salém, e ali no paganismo daquela cidade, Sacerdote era Melquisedeque que adorava e pregava o Deus Altíssimo.
Quando Hebreus 7:2 afirma que Melquisedeque era “sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência”, o texto deve ser interpretado somente em relação ao seu sacerdócio. A maioria dos sacerdotes herdava suas funções e servia por um período limitado.
O sacerdócio de Melquisedeque, contudo, era único no sentido de que, com respeito aos registros históricos, não lhe foi passado por herança e não teve início nem fim.
O sacerdócio de Cristo existe “segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110:4; Hb 7:17). Ele simboliza Cristo, o verdadeiro Rei de justiça e paz e supremo sumo sacerdote. Jesus é rei, profeta e sacerdote. Portanto, temos aqui um personagem enigmático, e que ao mesmo tempo aponta para Cristo. O rei que trará a paz, o sacerdote que veio nos abençoar e que nos trouxe salvação.
Portanto, neste texto temos três nomes que são citados aqui pela primeira vez: Deus Altíssimo(El Elyon); Melquisedeque; Dízimo.
(v.19–20) Melquisedeque abençoou Abrão, Melquisedeque abençoou Abrão, numa oração em que primeiro pediu bênçãos sobre Abrão e depois louvou a Deus por entregar os inimigos de Abrão em suas mãos.
Abraão eu ao sacerdote o dízimo de tudo que havia conquistado.
Em Hebreus 7, vemos que esse ato teve grande importância espiritual.
Por ser progenitor de Arão, Abrão pode ser considerado representante do sacerdócio da linhagem de Arão (seu descendente)
Quando Melquisedeque abençoou Abrão, isso mostrou que o sacerdócio de Melquisedeque era maior que o de Arão (o primeiro sumo sacerdote), pois aquele que abençoa é superior ao abençoado.
O fato de Abrão pagar o dízimo a Melquisedeque é considerado uma ilustração da superioridade do sacerdócio deste, uma vez que o menor sempre paga o dízimo ao maior.
(v.21–24) Então disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. Note que este rei vem com o coração ingrato para Abraão ordenando que ele lhe dê as pessoas.
Mas, Abraão se recusou a ficar com qualquer daquelas coisas.
E assim é Satanás, ele continua nos seduzindo com bens materiais, enquanto as pessoas ao nosso redor estão morrendo. Abrão respondeu que não ficaria com nenhum bem, nem mesmo um fio ou uma correia de sandália.
Abraão não se associou com os ímpios. Abraão não era ganancioso, e mostrou que a prosperidade dele vinha de Deus, o Deus Altíssimo.
Abraão não queria que o rei dissesse a ele que foi ele quem o enriqueceu, Abraão não é orgulhoso, pelo contrário, isso demostra que Abraão entendia que tudo o que ele precisava Deus iria prover, e Ele não queria conseguir as coisas nas custas dos outros. E principalmente mostra que Ele dependia de Deus.
Abraão diz que queria apenas o que os seus soldados comeram e o que compete aos que foram com ele. Ou seja, os aliados, eles deveriam receber os despojo por direito.
Aplicações:
Cuidado com suas decisões
Muitas vezes tomamos decisões pelo que o nosso coração ou nossos olhos acham que são o melhor para nós, enquanto que nos esquecemos que a Palavra de Deus é fiel e nela encontramos o manual de nossa vida, assim, devemos tomar decisões baseados na Palavra pela fé.
Recomeço é a partir do arrependimento
Se queremos recomeçar, precisamos começar do obvio, é do arrependimento, é Olhar para trás e ver o que errou, se arrepender e buscar uma mudança no comportamento para voltar ao erro que nos levou a ficarmos distantes da vontade de Deus. Se for preciso, recomece!
Existe esperança para aqueles que querem recomeçar a vida
Existe um rei e sacerdote que veio para trazer paz e recomeço
Jesus é este rei e Salvador. Ele veio para nos trazer paz, nos trazer vida, nos trazer um recomeço pela fé nele. Jesus é o nosso Sacerdote eterno, e hoje Ele nos serve pão e vinho, ou seja, o seu corpo e o seu sangue. Jesus veio para nos trazer salvação e um recomeço
Não podemos viver em aliança com os ímpios
Devemos nos relacionar com todos, contudo, não podemos fazer tudo com todos e nem mesmo ter acordos, amizades ou relacionamentos que manchem o nome de Deus e que nos leve ao pecado e ao testemunho contra o Evangelho que cremos.
Dízimo é antes da lei
A prática do povo de Deus de sustentar a obra missionária é o dízimo. É este mandamento que todos os meses nós cumprimos para que assim, a missão possa crescer e o Evangelho vai sendo levado para mais pessoas por meio de mais missionários, folhetos, livros, Bíblias e ações que a Igreja prática em todo o mundo para levar este Evangelho a todas as nações.
