Romanos 13.1-5

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Texto: Romanos 13.1-5Título:
“QUEM GOVERNA COMO ELE?”

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Introdução
Os homens vivem competindo, não é mesmo? Em várias áreas.
Na política não é diferente. O que é melhor? Capitalismo ou socialismo? (Não faremos um tratado filosófico aqui, mas sim bíblico-teológico). Uns confiam em Marx, outros em Mises. Uns confiam em Paulo Freire, outros em Olavo de Carvalho.
Mas e nós? No Sl 20.7 está escrito:
Uns confiam em carros, outros, em cavalos;
nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus.
Confiamos (ou devemos confiar) naqu’Ele que está acima de todos esses mencionados que não o conheciam, ou suspeitavam conhecer.
Portanto, o título do nosso sermão de hoje é:
QUEM GOVERNA COMO ELE?
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA:
1ª DEUS ESTABELECE AS AUTORIDADES:
Paulo diz no v.1a: “Todo homem esteja sujeito...” — portanto, quem deve sujeitar-se? Todos! Possivelmente esta era uma palavra direcionada à um grupo de cristãos que ouviram a respeito da liberdade em Cristo e concluiram que caberia uma vida de anarquismo. Não mesmo! Paulo aqui inicia essa exortação moral para estes irmãos compreenderem de onde procede a autoridade que os governantes possuem: DO SENHOR!
Deste modo, ao nos sujeitarmos — em outras palavras: aceitarmos — a autoridade estabelecida, estamos nos sujeitando ao decreto do Eterno. Em qualquer modelo político em vigor em determinada nação, ali Deus constituiu aquele governante como autoridade. Pode ser nos EUA ou China, No Brasil ou Portugal, tanto como na antiga Roma, como na Monarquia Judaica. Não há um modelo sagrado. Mas há uma autoridade sobre todos.
Bem, mas o nosso texto fala tanto para nós (os que se submetem), como para eles: as autoridades constituídas.
No v.1b, está escrito: “e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. Toda autoridade foi por ele instituída. Absolutamente: toda! (o que aplica-se tanto as esferas de soberania; ex.: casa, igreja, estado etc., como a qualidade das autoridades nestas esferas) Como diz o apóstolo em 1Pe 2.13-14:
Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem.
Assim como no v.18 da mesma epístola:
Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso;
Quer sejam boas ou ruins. O Senhor estabeleceu as autoridades. Para qual propósito, você se pergunta? E com base nesta teologia bíblica, Abraham Kuyper afirma e tomamos como resposta: “Tudo isto está determinado e apontado por Deus pelo conselho oculto de sua providência”. E como podemos concluir: “A providência de Deus tem notas doces com entretons amargos”.
Mas nós, claramente sabemos pelo que as autoridades devem zelar e quem determinou assim, mas a maioria deles não sabe. Por isso, esse texto se aplica tanto a nós que estamos sob governo, como para os que governam, acima de nós. Mas que pela Palavra do Eterno, são colocados sob o governo d’Ele.
Nós devemos nos sujeitar à ordenação do Senhor, como as autoridades ordenadas por ele devem saber que ele as colocou ali. Como disse Nosso Senhor Jesus Cristo à Pilatos em Jo 19.10-11:
Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.
Mas fato é: mesmo que estas autoridades governamentais não admitam estar sob governo do Eterno, nós estamos e declaramos isto, e portanto aceitamos as autoridades por Ele estabelecidas.
Mas, e se não aceitamos? E se “batemos o pé”? Estas perguntas nos guiam para o segundo ponto destacado do texto:
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2ª OPOR-SE AS AUTORIDADES É OPOR-SE A DEUS:
Em Sl 22.28 está escrito:
Pois do Senhor é o reino,
é ele quem governa as nações.
E no Sl 66.7:
Ele, em seu poder, governa eternamente;
os seus olhos vigiam as nações;
não se exaltem os rebeldes.
Nestes textos somos apresentados a quem de fato governa. Os homens podem cogitar de forma estupida que são a autoridade máxima. Quando falo homens, me refiro até mesmo a pessoas que adotam formas de governo como seu próprio Senhor.
Temos como exemplo: a democracia. Onde a máxima: “todo poder emana do povo”, define claramente o fundamento. Soberania popular e soberania do estado tem o mesmo fundamento, mudam apenas os que encabeçam tais ideologias.
Você pode até tentar fazer malabarismos quanto a isso, mas não adianta. Assim é fundamentada a democracia. Ela não é cristã, muito menos bíblica. É humanista. Mas como afirmei antes, não há modelo político sagrado. E a despeito de todos, o Eterno governa.
Por isso, opor-se a autoridade estabelecida, quer seja boa ou má, é opor-se a vontade a determinação do Senhor (v.2). Este texto é para nós que estamos diretamente ligados ao governo de Cristo e sob autoridade d’Ele. Pois confiando no que a Palavra de Deus afirma: “devemos esperar que os governantes sejam ministro do bem”, e que os “praticantes do mal, temam, pois seja punidos com a espada” (v.3-4).
Mas, e quando os governantes não são bons? Devo resistir ou me submeter? Como resistir e como me submeter? Bem, em primeiro lugar, o Senhor não deixa de governar acima de todos, mesmo que um ditador esteja administrando uma nação. E em segundo lugar, temos os textos que já foram lidos, em 1Pedro 2.13-14, 18.
Para além das discussões filosóficas que existem sobre isso. Devemos partir do que as Escrituras nos apresentam. Principalmente se um governante for ímpio, mesmo que não seja um ditador. Em Rm 12.17-19, diz assim:
Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito:
A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
O inimigo é inimigo do Senhor e de sua noiva. Mas o fato dele ser inimigo não muda o papel que devemos preservar: somos os que vencem o mal com o bem (Rm 12.21b). Fazer oposição ao pecado declarado de um governante não é ir contra os desígnios do Senhor. Mas qual nossa atitude para com ele? Paulo fala a Timóteo que ele deveria orar pelas autoridades instituídas pelo Senhor (1Tm 2.2).
Portanto, resistir ao pecado das autoridades não é opor-se aos desígnios do Senhor. Pois isso não mudará o fato: “nós somos os que esperamos a justiça daquele que governa sobre todos”.
Como posso aceitar isso? Como me sujeitar a vontade do Eterno? Seguimos para o terceiro e último ponto:
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3ª SUJEITE-SE DE CONSCIÊNCIA A AUTORIDADE DE DEUS:
No v.5a está escrito: “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição,”. Você não deve sujeitar-se por medo. E o sujeitar-se por medo pode levá-lo a ficar em silêncio diante do pecado de alguém, principalmente se for uma autoridade política. Isso leva muitos cristãos a pensarem que não podem conversar sobre política.
O medo pode trazer problemas. Você deve cuidar para não confundir sujeição a autoridade instituída pelo Senhor, com sujeição ilimitada à própria pessoa colocada pelo Senhor como autoridade. Ex.: Dietrich Bonhoeffer, ele resistiu e se submeteu. Não se calou diante do pecado de Hitler, mas aceitou a vontade do Senhor para o momento que a igreja estava passando na Alemanha (trabalhou em seminários até ser preso e morto).
O próprio Abraham Kuyper não se calou diante do pecado das autoridades civis tanto progressistas como conservadoras na Holanda (Vide, o livro: “O problema da pobreza”).
Você deve sujeitar-se de consciência. Não cegamente, como disse, mas porque é uma ordem bíblica. E por ser uma ordem bíblica, é uma ordem do próprio Deus, que estabelece as autoridades existentes. Sujeitar-se de consciência, significa submeter-se a providência de Deus e esperar na sua justiça. Como assim?
Em Pv 29.2 está escrito:
Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.
Mas no mesmo Pv 29.16 diz:
Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles.
Sujeite-se de consciência. Isso é algo que inicia na sua alma e depois será observado pelos que rodeiam você. Não há como esconder isso por muito tempo. Ou, mesmo que você consiga bater recorde e performar muito bem ao ponto de esconder, o Senhor pesa as intenções. Ele conhece você e sabe em quem você espera.
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CONCLUSÃO:
No Sl 37.1-9 está escrito:
Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde. Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia. Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal. Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no Senhor possuirão a terra.
Como disse Nosso Senhor em Mt 5.5:
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Reverberando as palavras no v.11 do Sl 37. Não se deixe distrair pelos governantes que praticam iniquidade. Pelos governantes idolatras e ímpios. Não se deixe decepcionar pelos governantes ímpios (na medida de suas práticas). Confie somente n’Ele! Naquele que governa sobre todos, inclusive sobre estes!
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