Salmo 124 (adaptado)
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Handout
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vedades nas quais podemos encontrar descanso
vedades nas quais podemos encontrar descanso
INTRODUÇÃO
O século XXI é um ponto de virada em vários níveis: O avanço tecnológico é um deles. Hoje temos acesso a bibliotecas nos nossos computadores e celulares; Por mais que ainda existam guerras, os acordos diplomáticos são a regra do nosso século; Pense no acesso a educação hoje, que por mais que ainda esteja longe do ideal, já estamos muito a frente dos séculos que nos antecederam.
Por outro lado, o avanço da tecnologia trouxe também malefícios: Pesquisas apontam que quase 80% dos adolescentes americanos já consumiram ou consomem pornografia; a internet facilitou e muito o acesso de pedófilos, golpes financeiros etc. Os acordos diplomáticos são feitos a vista de todos, mas por debaixo dos panos guerras são financiadas por países “democráticos”; a educação, que para alguns teóricos deveria libertar, não o fez; nossa sociedade está cansadoa, estressada e doente.
O filósofo sul-coreano Biaung chu ham chama o nosso momento dem “sociedade do cansaço.”
ELUCIDAÇÃO
Este salmo que lemos fala do descanso para corações agitados, descanso que os participantes da aliança podem encontrar no seu Senhor.
O LIVRO DOS SALMOS
O Livro dos salmos, como todos já sabem, é composto por 5 livros não proporcionais uns aos outros, eles têm variações de temas, autores, gêneros e estruturas.
- SOBRE OS CÂNTICOS DE ROMAGEM
Eles descrevem o movimento do povo de Deus em direção ao Monte Sião, AO TEMPLO, Para adorar.
Eles fazem referência aos degraus que levavam ao templo em Jerusalém ou à peregrinação dos israelitas nas festas anuais;
- NÃO HÁ REI
Não há menção a um rei nesses salmos, mas há várias referências a Sião e Jerusalém, o que se alinha, de fato, ao contexto pós-exílico.
E o fato de não existir menção explicita a um rei terreno é natural, pois neste contexto não havia mais um monarca descendente de Davi reinando sobre o povO, revela um sentimento de libertação parcial; o salmo 126 traz duas expressões interessantes e ilustra bem esta realidade:
SOBRE O SALMO 124
O salmo 124, portanto, compõe junto aos outros catorze salmos, esta subdivisão do livro V.
Aqui Davi expressa sua história e caminhada rumo ao trono e a conquista da paz e descanso prometidos por Deus; O rei Lutou com feras na sua infância, lutou contra exércitos de homens, contra opositores, inclusive contra o seu próprio filho, que intentou contra a sua vida.
Mas ele também rememora o passado do seu povo, como um tipo de releitura dos atos que lhes foram acometidos, possivelmente desde o chamado de Abraão e a aliança estabelecida com a sua descendência. Este povo que é marcado por uma oscilação entre paz e guerra, obediência e rebeldia; as histórias dos juízes possivelmente influenciou o salmista na sua composição - os sucessivos atos de rebeldia, idolatria , castigo, arrependimento e salvação da parte do Senhor. Se não fosse o Senhor, Israel teria desaparecido a muito tempo.
Todavia, a composição de Davi não rememora somente o passado de Israel, ou a sua própria história, mas representa aqui, neste contexto, uma representação futura. Como compreendido por Palmer Roberton, o saltério foi organizado com um sentido teológico e em certo sentido, temporal também. O contexto do livro V, como já visto, é de contexto volta do exílio, séculos após Davi, mas ele continua representando o sentimento da comunidade.
IMAGENS APRESENTADAS
Davi apresenta algumas imagens claras aqui. Na primeira parte Deus é apresentado como uma figura poderosa que esteve presente nos grandes momentos em que o povo estava fragilizado.
A imagem das águas é constantemente usada neste primeiro bloco;
Também os inimigos aparecem como grandes monstros, ao que tudo indica, pois “eles nos teriam comido vivos”, se não fosse o Senhor.
O segundo bloco segue o mesmo fluxo e o autor novamente retoma a figura dos inimigos como monstros, pois ele vai dizer“Bendito seja o Senhor que não nos deu por presa aos seus dentes”;
Por último, a libertação do Senhor é descrita como um pássaro que é liberto de uma armadilha.
O Passado, o presente e o futuro são claros em demonstrar onde o povo do Senhor pode encontrar descanso.
E é a partir desta ótica, que iremos refletir sobre “verdades mais quais podemos encontrar descanso”
1) Somos insuficientes frente às adversidades (1-5)
2) Deus nos preserva em meio as dificuldades
1) Somos insuficientes frente as adversidades
Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado,
Israel que o diga;
não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado,
quando os homens se levantaram contra nós,
e nos teriam engolido vivos,
quando a sua ira se acendeu contra nós;
as águas nos teriam submergido,
e sobre a nossa alma teria passado a torrente;
águas impetuosas teriam passado
sobre a nossa alma.
ATITUDE DO SALMISTA
Observe a atitude do salmista; entendendo sua fragilidade e insuficiência, sua e de seu povo, ele olha para os atos que o Senhor realizou no passado e encontra alívio e esperança.
De modo contraintuitivo, o salmista não olha para a fragilidade e insuficiência de seu povo e se desespera; ele entende que isto é uma boa notícia; Para o salmista, a fraqueza é positiva;
E de fato, o evangelho é encenado aqui. Somos salvos por um ato daquele que é totalmente suficiente, por isso podemos encontrar descanso na nossa insuficiência.
(VERSO 1)
“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, Israel que o diga; não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,”
A expressão “Israel que o diga” pode ser melhor entendida como uma resposta esperada, A NVI, por exemplo, traduz como: “que Israel o repita”, constituindo-se, assim, como um “Paralelismo Gradual”.
Paralelismo Gradual” em que as palavras características se repetem, formando uma escada, pela qual o pensamento sobe até completar-se por meio de repetições enfáticas.
O Salmista projeta um futuro trágico, pois Israel não teria chances “quando os homens se levantaram” para destruí-lo.
CONJECTURAs
A conjectura parece ser algo inato ao ser humano. Gostamos de imaginar como as coisas teriam sido, caso algum evento passado não ocorresse.
E Precisamos fazer uma autoavaliação diante do passado.
Muitas pessoas olham para o passado e ficam presas pensando o que poderia ter feito de diferente para que sua vida tivesse outro rumo hoje; e isso deixam-nas escravizadas e é a causa de muitos problemas e transtornos emocionais; a depressão, em alguns casos, surge neste contexto: a pessoa se amarra nas suposições; e “se eu tivesse escolhido outro curso”, e “se eu tivesse casado mais cedo, mas tarde,” se “eu tivesse ido para o outro emprego ou permanecido”, “se eu tivesse pais que me apoiassem”, enfim…
Essas pessoas fazem um recorte do passado, e mesmo crentes, desconsideram o cuidado do Senhor nas suas vidas.
Por outro lado, a passado pode e deve ser uma fonte de esperança, na qual você enxerga Deus cuidando de você a cada momento, de modo que você pode falar como o salmista: “SE nÃO FOSSE O SENHOR QUE ESTEVE AO MEU LADO...”
irmãos, contentamento e gratidão são hábitos que precisamos nos esforçar para desenvolver; exige um grande esforço.
Nós gostamos de conjecturar; MAS essas conjecturas devem nos levar a confiar mais em Deus, não menos; devem nos levar a agradecer pelo que temos, não murmurar pelo que não temos.
AS IMAGENS ILUSTRATIVAS
(VERSO 3)
Após a ênfase na condicional “Não fosse o Senhor”, ele segue desenvolvendo o futuro possível do seu povo, apresentando algumas imagens para dar vida a sua afirmação: “se não fosse o SEnhor”, Ele vai dizer: salmos
1 - (3) [Os inimigos] E nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós.
(CALVINO) Ele descreve, em primeiro lugar, quão violenta foi a investida do inimigo e, em segundo lugar, quão frágeis e inadequados eram os judeus para repeli-los,
(VERSO 4 E 5)
2 - (4) As águas nos teriam submergido, e sobre a nossa alma teria passado a torrente; águas impetuosas teriam passado pela nossa alma.
Aqui o salmista pode estar lembrando aos seus leitores o maior ato de libertação do antigo testamento, ato que se tornou um paradigma da salvação pela graça do Senhor e a insuficiência de Israel diante dos seus opositores: Faraó, Egito, ÊXODO.
O salmista conjectura sobre este possível futuro, e isso o leva a ser grato porque este futuro não se concretizou.
ÁGUAS NO CONTEXTO ANTIGO
As Águas, na cultura do antigo Oriente Próximo representava fertilidade e vida, mas para aqueles que se aventuravam a navegar, o mar é visto como caótico, algo indomável e perigoso. O próprio Davi usa este conceito para falar do socorro de Deus no salmo 18.16-17:
Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
Águas Também podem ser compreendidas como um símbolo que representa as suas aflições, como no salmo 69.1, onde ele clara:
Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.
JESUS É SUFICIENTE
Precisamos lembrar, irmãos, que nossa alma estava prestes a perecer; Seríamos condenados por Deus, de maneira justa; as águas nos iriam submergir; as torrentes passariam sobre a nossa alma (4,5), mas o Senhor não deixou que isso acontecesse. ELE NOS livrou do castigo eterno. (2x)
E a compreenssão disso deve nos levar a uma valorização muito maior da obra de Cristo realizada por nós.
Se o mar das aflições nas nossas vidas é revolto e incontroável, nós temos um Senhor que encarou este mar revolto e incontrolável, mas venceu, triunfou sobre ele; temos um Senhor que oferece descanso para nossa alma, pois sempre esteve ao nosso lado;
Você é insuficiente diante das aflições da vida; mas lembre-se: Os evangelhos apresentam o teu Senhor poderoso indo voluntariamente àquela cruz terrível, morrendo, mas ressuscitando ao terceiro dia, para que no dia da aflição, você possa olhar para as aflições do Senhor crucificado e encontrar consolo e segurança.
nesta verdade podemos e devemos encontrar descanso.
Irmãos, o texto nos mostra: verdades nas quais podemos encontrar descanso
Somos insuficientes frente as adversidades.
2. preservação de Deus em meio as dificuldades
6 Bendito o Senhor, que não nos deu por presa aos dentes deles.
7 Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros;
quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres.
8 O nosso socorro está em o nome do Senhor,
criador do céu e da terra.
Podemos pensar em preservação nos moldes de Mateus 6: nosso Pai, disse Jesus, alimenta os pássaros e veste as flores do campo; quanto mais ao seu próprio povo?
Após congecturar sobre um futuro hipotéticamente trágico, onde o Senhor não esteve ao lado de Israel, Davi bendiz ao Senhor da aliança, com um sentimento de alívio e a certeza de que Israel foi preservado por intervenção e providência divina:
6 “Bendito o Senhor, que não nos deu por presa aos dentes deles.”
Davi usa a imagem de um animal grande e feroz aqui; é possível que ele tivesse em mente, em algumas proporção, a sua própria experiência enquanto jovem, cuidando das ovelhas da família, onde o jovem e franzino Davi luta com um leão e uma ursa para salvar um novilho. Mas ele também tem em mente os sucessivos livramentos que o Senhor concedeu a Israel.
Irmãos, quantas e quantas vezes Deus preservou Israel, mesmo diante de inimigos mais poderosos? Desde o Egito à conquista de Canaã; pense na vitória de Gideão e os 300 homens frente aos midianitas; Ou mesmo Davi, representante de Israel, frente a Golias, representando os filisteus; o povo que cantava este salmo, já tinha acesso a vitória de Elias frente aos profetas de Baal;
Mas não somente nas vitórias; Deus continuou não dando Israel por presa aos dentes dos inimigos mesmo quando eles perdiam as batalhas e eram levados para cativeiros, ou seja, até na derrota havia preservação.
Ele vai seguir dizendo:
7 “Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros.”
Não sei quantos de vocês já tiveram a oportunidade de armar um alçapão para pegar pardal, guriatan etc. Meu primo mais velho fazia muito isso: armava o alçapão, colocava um pedaço de fruta dentro e aguardava os passarinhos irem pegar a comida, e imediatamente o alçapão fecha, e eram são impossibilitados de sairem novamente, sozinhos.
Esta é a imagem oferecida pelo autor nesta segunda metafora: Israel estava preso, rodeado por inimigos mais fortes, como já foi dito. Então eles são descritos como passáros, frágeis, incapazes de se disvencilhar de um passarinheiro. Por isso eles precisavam ser preservados por Deus. A aliança e as promessas feitas aquele povo não poderia ser revogada. A confiança na preservação não é meramente intuitiva ou ambígua, ela é certa! O prório Deus é o suzerano e fiador do pacto.
É por isso que o salmista pode descansar e afirmar:
8. “O nosso socorro está em o nome do Senhor criador dos céus e da terra.”
Hebreus 2.16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.
DEUS É SENHOR DO NOSSO CORAÇÃO
Mas, irmãos, também não podemos esquecer que este Senhor poderoso, criador dos céus e da terra, Senhor sobre tudo e todos, é Senhor do nosso coração também. O Deus que preserva a sua criação, não a entregando a sua própria sorte, também promete preservar você em meio as dificuldades. A doutrina da providência nos assegura isso.
Pode-se definir a providência como o permanente exercício da energia divina, pelo qual o Criador preserva todas as suas criaturas, opera em tudo que se passa no mundo e dirige todas as coisas para o seu determinado fim.
APLICAÇÃO CRISTOLÓGICA
“Dirige todas as coisas para o seu determinado fim”, inclusive a morte do seu próprio filho amado, descendente de Davi, autor deste salmo. Como nos indica Pedro em atos 2.23, onde se diz “sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus”.
Observe: o filho de Deus foi entregue aos horrores da morte para nos trazer a dádiva da vida eterna; a despeito da nossa ansiedade, do nosso desconforto temendo o abandono, talvez do abandono de pessoas relevantes na nossa vida, lembre-se: Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”, disse Jesus.
Você foi, está sendo e será preservado pelo Senhor em meio as dificuldades da vida.
O Senhor dos céus e da terra é o Senhor do teu coração também. Você é preservado por Deus.
Uma vez que a nossa insfuciência e a preservação de Deus são verdades nas quais podemos descansar, eu gostaria de retirar duas lições pastorais para nossas vidas.
APLICAÇÃO
1 - O reconhecimento da insuficiência é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma maturidade cristã. A insuficiência nos leva para o salvador suficiente, e consequentemente nos leva a descansar nEle.
Nunca se esqueça disso, pois se você esquecer, quando as adversidades vierem sobre a tua vida, você se verá em desespero, pois Cristo foi retirado da base e a sua pretensa suficiência foi posta no lugar; Você já é insuficiente.
2 - Você é preservado por Deus.Jamais esqueça esta verdade: você é preservado por Deus. A aliança feito com Abraão e Israel se estende até você, aqui, hoje. Quando as dificuldades chegarem, seja doença, dinheiro, conflito familiar ou emocional, lembre-se disso: 2.16 ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.
CONCLUSÃO
Pensadores e ideólogos constumam identificar muito bem os problemas sociais; E isso deve ser valorizado: homens e mulheres descrentes, por vezes, têm um diagnóstico muito mais sensíveis aos problemas sociais do que os nossos. Porém, o remédio e tratamento desses problemas sempre são equivocados, desproporcionais, limitados; e continuarão sendo.
Apenas no evangelho revelado nas escrituras é possível contemplar uma solução que molda nossas ações no presente e nos faz contemplar o futuro onde todas as coisas serão renovadas e perfeitas, nos novos céus e nova terra, onde finalmente haverá verdadeiro progresso.
