Evangelização - Mt 28.18-20

Marcas de uma igreja saudável  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 22 views
Notes
Transcript
Handout

Introdução

Igreja saudáveis não só pregam de forma expositiva, tão pouco apenas entendem o Evangelho que foram chamados a comunicar, elas evangelizam, levam com fidelidade a mensagem do Evangelho ao mundo ao seu redor.
Este é a terceira marca de uma igreja saudável. Um Entendimento Bíblico da Evangelização.
O que você pensa quando ouve a palavra evangelista? Pensa em Billy Graham? Ou no personagem chamado Evangelista, do livro O Peregrino?
Talvez pense em algum pregador da televisão, de reputação questionável?
A evangelização é, sem dúvida, um tema embaraçoso em nossos dias.
Quando tratamos do assunto da evangelização, mesmo entre os cristãos, muitas questões surgem, e os sentimentos podem variar da culpa à preocupação autêntica.
Como devemos evangelizar? O que é a evangelização e por que devemos fazê-la?
Para nos ajudar a entender e praticar a evangelização, quero abordar quatro perguntas simples, que podem surgir a partir da leitura do nosso texto em questão:
1. Quem deve evangelizar?
2. Como devemos evangelizar?
3. O que é evangelização?
4. Por que devemos evangelizar?
É claro que podem surgir mais perguntas sobre evangelização.
Mas depois de considerar estas, espero que, pelo menos, descubramos que nós mesmos podemos ser mais compreensíveis e mais obedientes e cultivar uma igreja saudável, no que diz respeito à nossa grande chamada para evangelizar.

1. Quem deve evangelizar?

Embora nos sintamos incomodados quanto a este tema da evangelização, é difícil evitá-lo quando lemos a Bíblia.
Achamos evangelização em todo o Novo Testamento. Passagens que falam sobre a propagação do evangelho são encontradas do começo ao fim do Novo Testamento.
Por exemplo, Paulo escreveu aos cristãos de Roma:
Romans 1:14–15 NVI
14 Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15 Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.
Isto é apenas uma descrição da chamada particular de Paulo ou estas palavras se aplicam também a nós?
Lendo o Novo Testamento, percebemos que a chamada para evangelizar não se limita a Paulo ou mesmo aos apóstolos. No final de seu ministério terreno, Jesus disse:
Matthew 28:18–20 NVI
18 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. 19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,20 ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.
Esta afirmação, geralmente chamada de Grande Comissão, parece ser uma comissão para todos os discípulos de Jesus.
O vão não se trata apenas dos primeiros ouvintes desta bendita ordem, mas de todos aqueles que confessam a Cristo e dizem obedecer seus mandamentos.
À medida que lemos o Novo Testamento, fica claro que estes primeiros discípulos encararam com seriedade esta Grande Comissão de seu Senhor.
Leia as epístolas que eles escreveram e Atos dos Apóstolos e você perceberá, diversas vezes, que eles evangelizavam.
A Bíblia parece indicar que todos os crentes receberam esta comissão.
Olhando com mais atenção o livro de Atos dos Apóstolos, temos um vislumbre desta obediência universal à chamada para evangelizar.
Não lemos que apenas os apóstolos pregaram o evangelho. Veja esta passagem de Atos 8:
Acts 8:1–4 NVI
1 E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. 2 Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grande lamentação. 3 Saulo, por sua vez, devastava a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão. 4 Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem.
Não somente os apóstolos foram descritos, nestes versículos, como aqueles que evangelizavam.
De fato, os versículos focalizam as atividades evangelísticas daqueles que “foram dispersos”, que incluía “todos, exceto os apóstolos”.
Ora, talvez você diga que eram apenas os presbíteros, porque eles foram dotados para ensinar.
Mas o resto de Atos 8 narra a história de Filipe, que nem mesmo era presbítero. Ele era “apenas” um diácono e evangelizava (At 5.1–12, 26–40).
Em Atos 11.19–21, você lê a continuação desta história de “evangelização leiga”:
Acts 11:19–21 NVI
19 Os que tinham sido dispersos por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. 20 Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. 21 A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor.
Aqui, novamente, temos cristãos “comuns” saindo e divulgando as boas novas.
Devemos recordar também a admoestação de Pedro:
1 Peter 3:15 NVI
15 Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.
Pedro escreveu estas palavras para toda a igreja, não somente para os seus líderes.
Sendo assim, todo aquele que confessa Cristo, vive sob sua autoridade, se torna habitação de seu Espírito, tem um chamado a cumprir, evangelizar o mundo.

2. Como devemos evangelizar?

A resposta mais óbvia para esta pergunta é:
Por meio da pregação da Palavra, pela propagação da mensagem, pela comunicação das boas novas.
Do ponto de vista bíblico, essa é a maneira como você evangeliza.
Aliás, o nosso texto base, nos aponta para isso, “vão e façam discípulos”, aqui está implícito o fato de que discípulos são feitos pelo poder do evangelho que é comunicado.
Mas, de maneira exata, como isso deve ser feito?
As estratégias estão aos montes por ai.
Bem, certamente podemos transmitir a Palavra pelos meios de comunicação e pelas reuniões públicas; mas também podemos transmiti-la em particular, por meio da conversas pessoais.
Rapidamente quero apresentar seis orientações bíblicas a respeito de como evangelizar.

1. Diga às pessoas com honestidade que, se elas se arrependerem e crerem, serão salvas — mas haverá um preço;

Temos de ser precisos no que dizemos, não escondendo qualquer parte importante da mensagem, por medo de que essas partes sejam muito embaraçosas ou difíceis de ser explicadas.
Muitas pessoas não gostam de ter qualquer coisa negativa em uma apresentação das boas novas.
Falar sobre pecado, culpa, arrependimento, sacrifício é considerado bastante negativo para nossa época de auto-estima.
Veja o que disse, há pouco tempo, um pregador de televisão bem popular:
Não penso que qualquer coisa tenha sido feita em nome de Cristo ou sob a bandeira do cristianismo que tenha sido mais destrutiva à personalidade humana (e, por isso, mais contraproducente à obra de evangelização) do que tentar fazer com que as pessoas se tornem conscientes de seu estado de perdição e pecaminosidade.
Temos de ser honestos sobre isso. Talvez não seja cortês dizer isso, mas é a verdade e, por isso, uma atitude fiel.
Reter partes importantes e desagradáveis da verdade é algo manipulador. Significa defraudar alguém.
Seguir Jesus à maneira como o Evangelho apresentar e requer, trás consigo renúncia.

2. Diga às pessoas, com urgência, que, se elas se arrependerem e crerem, serão salvas — mas elas têm de decidir-se agora;

Temos de deixar claro a urgência da mensagem e dizer aos nossos ouvintes que não devem esperar até que uma “oportunidade melhor” lhes apareça.
As vezes esperamos oportunidades melhores para fazer compras, para trocar de carro, mas será que devemos responder assim ao chamado do Evangelho?
Quando falamos do evangelho, não há qualquer vantagem em esperar a melhor oportunidade.
Jesus é o único caminho, então o que estamos esperando? A Bíblia adverte: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4.7, citando Sl 95.7–8).
Como cristãos, temos chegado à compreensão de que a história não é cíclica, repetindo-se sempre em uma rotação interminável de acontecimentos, mas que Deus trará a história a uma consumação em julgamento.
Sabemos que Ele nos deu esta vida e que exigirá prestação de contas por ela.
O tempo que possuímos é limitado, a sua quantidade é incerta, e a maneira de usá-lo depende de nós.
Por isso, Paulo disse aos cristãos de Éfeso que aproveitassem ao máximo o seu tempo.
Ephesians 5:16 NVI
16 aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.

3. Diga às pessoas, com alegria, que, se elas se arrependerem e crerem nas boas novas, serão salvas. Embora haja dificuldades, vale a pena!

Hebreus 11 conta a história daqueles que sofreram por causa da fé e, apesar disso, permaneceram firmes.
Em Hebreus 12, lemos que o próprio Jesus suportou a cruz por causa da alegria que Lhe estava proposta.
Talvez você já leu esta afirmação de Jim Elliot:
“Não é tolo aquele dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”.
O que ganhamos em vir a Cristo?
Ganhamos um relacionamento com o próprio Deus. Ganhamos perdão, significado, propósito, liberdade, comunhão, certeza e esperança.
Ser honesto a respeito das dificuldades, quando transmitimos o evangelho, não significa que temos de mascarar as bênçãos.
Apesar de todas as dificuldades que existem, é infinitamente mais digno tomar a decisão de morrer para o “eu” e seguir a Cristo.

4. Use a Bíblia;

Não é somente na pregação pública que a Bíblia deve ser usada. Aprenda a Bíblia para você mesmo e compartilhe-a com os outros.
Fazendo isso, você mostra aos que o ouvem que a sua mensagem não se constitui de seus próprios pensamentos e de suas próprias idéias.
Em Atos 8, vemos Filipe compartilhando a mensagem com um oficial etíope.
Filipe começou com o Antigo Testamento e o usou para falar ao etíope a respeito de Jesus.
Quando usamos a Bíblia para compartilhar o evangelho, ajudamos as pessoas a compreender que não estamos falando sobre nossas próprias idéias, mas sobre as palavras do próprio Deus.

5. Compreenda que a vida de cada cristão e da igreja como um todo são partes centrais da evangelização;

Nossa vida, individual e congregacional, precisa dar credibilidade ao evangelho que proclamamos.
Esta é uma das razões por que a membresia da igreja é tão importante.
Como igreja, assumimos uma responsabilidade corporativa de apresentar ao mundo o que significa ser um verdadeiro cristão.
Devemos entender com clareza o que significa ser membro da igreja e ajudar nossos irmãos cristãos a entendenderem e viverm o evangelho juntos.
Deus é glorificado não somente por comunicarmos a mensagem, mas também por vivermos de modo coerente com ela.
Isto não significa que possamos viver de modo perfeito, e sim que tentamos, pelo menos, viver de um modo que prova o evangelho.
Lembre as palavras de Jesus no Sermão do Monte:
Matthew 5:16 NVI
16 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.
Isto se refere à sua vida. A sua vida pode ser vivida de tal modo que traga glória a Deus, à medida que os outros a vêem e começam a crer no evangelho.

6. Ore.

Não esqueça a importância da oração em tudo isto — porque a salvação é, evidentemente, uma obra de Deus.
Colossians 4:3–5 NVI
3 Ao mesmo tempo, orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo, pelo qual estou preso. 4 Orem para que eu possa manifestá-lo abertamente, como me cumpre fazê-lo. 5 Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades.

3. O que é evangelização?

Às vezes, compartilhamos erroneamente o evangelho, porque não entendemos o que é a evangelização.
Há diversas coisas que as pessoas consideram evangelização, mas que, de fato, não o são.
Quero mencionar quatro dessas coisas:

1. Talvez a objeção mais comum à evangelização, nestes dias, é esta: “Não é errado impor nossas crenças aos outros?”

Algumas pessoas acham que a evangelização é uma imposição.
E, pela maneira como normalmente a evangelização é feita, posso entender a confusão.
E, quando entendemos o que a Bíblia apresenta como evangelização, compreendemos que esta não é uma questão de impor suas crenças.
Em primeiro lugar, temos de entender que as coisas em que cremos são fatos. Não são apenas crenças ou opiniões; são fatos.
Em segundo, estes fatos não são nossos no sentido de que pertencem somente a nós, à nossa perspectiva ou à nossa experiência; ou no sentido de que os formulamos por nós mesmos.
Quando evangelizamos, pregamos os fatos do evangelho de Cristo.
E, na evangelização bíblica, não impomos nada. De fato, não podemos fazer isso.
De acordo com a Bíblia, a evangelização é apenas o contar a alguém as boas novas; isso não inclui a garantia de que a outra pessoa responderá corretamente ao evangelho.
Conforme as Escrituras, o fruto da evangelização vem de Deus, não de nossas técnicas astutas ou de nossa paixão pessoal pelo que estamos fazendo.
A evangelização cristã, por sua própria natureza, não envolve coerção; envolve somente amor e proclamação.
A evangelização bíblica autêntica jamais é uma imposição.

2. Alguns pensam na evangelização como um testemunho pessoal.

Certamente, um testemunho pessoal do que Deus tem feito em nossa vida inclui as boas novas, mas pode não contê-las.
Depois de haver contado aos outros o quanto Jesus significa para você, talvez não lhes tenha falado realmente sobre o evangelho.
Você explica o que Jesus fez, ao morrer na cruz?
O testemunho é algo bem popular em nossa era pós-moderna, a era do “isso é bom para você”.
Quem se oporia à sua idéia de que obteve algo bom de Cristo?
Mas espere e veja o que acontece, quando você tenta mudar a conversa do que Jesus fez por você para os fatos da vida, morte e ressurreição de Cristo e de como tudo isso se aplica ao seu amigo incrédulo.
É nesse momento que você descobre que o testemunho não é necessariamente evangelização.

3. Alguns confundem a evangelização com ação social ou envolvimento político.

Quando olhamos para a sociedade e os males que a assolam, podemos pensar que evangelização tem de ver com lidar com os problemas sociais.
Hoje, as desigualdades, a pobreza, a corrupção, os problemas climáticos, obscurecem freqüentemente o problema fundamental da raça humana, o pecado.
Recorrentemente, aquilo que é realizado como evangelização são programas e políticas públicas de compaixão ou outras mudanças sociais.
Mas, como disse Donald McGavran, famoso missionário que serviu na Índia, nos meados do século XX:
Evangelização não é proclamar o quão agradável é este mundo desagradável nem persuadir as pessoas a votarem a favor de proibições. Evangelização não é proclamar o quão desejável é o compartilhar riquezas nem persuadir as pessoas a tomarem uma atitude política para alcançar isso.
Evangelização não é proclamar o plano político de Deus para as nações. Não é recrutar pessoas para a igreja.
Evangelização é uma declaração do evangelho a pessoas individuais.
As sociedades são desafiadas e mudam quando, por meio deste evangelho, o Senhor toma homens e mulheres e os une nas igrejas, para revelar Seus atributos nos inter-relacionamentos daqueles que Ele salvou.

4. Finalmente, um dos erros mais comuns e perigosos é confundir os resultados da evangelização com a própria evangelização.

Este talvez seja o mais sutil de todos os entendimentos errôneos acerca da evangelização.
Jesus nos manda pregar com fidelidade o Evangelho, a fim de batizar, ensinar a obediência aos mandamentos bíblicos, e não a contar os resultados em forma de sucesso numérico.
Conforme ensinam as Escrituras, a evangelização não pode ser definida em termos de resultados ou métodos, mas somente em termos de fidelidade à mensagem pregada.
Em Atos dos Apóstolos, você encontrará ocasiões em que Paulo pregou o evangelho e poucos se converteram.
No grande congresso de evangelização em Lausanne, em 1974, John Stott disse que “evangelizar… não significa ganhar convertidos… significa apenas anunciar as boas novas, independentemente dos resultados”.
Naquele congresso, evangelização foi definida nestes termos:
Evangelizar é propagar as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e foi ressuscitado dentre os mortos, segundo as Escrituras; e, como o Senhor que reina, Ele oferece agora o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos que se arrependem e crêem.
Um escritor apresentou isso nestes termos:
A evangelização não é fazer prosélitos. Não é persuadir as pessoas a tomarem uma decisão. Não é provar que Deus existe nem fazer uma boa argumentação em favor da verdade do cristianismo.
Não é convidar alguém para vir a uma reunião. Não é expor o dilema contemporâneo ou despertar interesse pelo cristianismo. Não é vestir uma camiseta com a frase “Jesus Salva”.
Algumas dessas coisas são corretas e boas em seu devido lugar, mas nenhuma delas deve ser confundida com a evangelização.
Evangelizar é declarar, com autoridade de Deus, o que Cristo fez para salvar pecadores; é advertir os homens quanto a sua condição de perdidos e direcioná-los a arrependerem-se e a crerem no Senhor Jesus.
Não falharemos em nossa evangelização se apresentarmos com fidelidade o evangelho e, apesar disso, a pessoa não se converter.
Quando entendemos que a evangelização não é converter as pessoas, e sim falar-lhes sobre a maravilhosa verdade a respeito de Deus e das boas novas sobre Jesus Cristo, então, a obediência à chamada para evangelizar pode tornar-se certa e produzir alegria.

4. Por que devemos evangelizar?

Uma pergunta final — e talvez pareça estranho fazer esta pergunta: qual é a motivação para nossa evangelização?
Esse tipo de pergunta talvez pareça tão trivial como esta: “Qual é a minha motivação para amar minha esposa?” Ou: “Qual é minha motivação para cuidar de meus filhos?”
Há algum problema em ter a motivação errada para a evangelização?
Penso que pode haver um problema. Pode haver um motivo egoísta para evangelizarmos.
Algumas igrejas talvez não tenham qualquer interesse pela salvação de seus vizinhos, mas, ao mesmo tempo, são bastante preocupadas com o não terem de fechar suas portas.
E aquilo que é verdade quanto algumas igrejas também pode ser verdade quanto a nós.
Embora isso pareça grotesco, você pode evangelizar motivado pelo desejo de ser correto, ou pelo desejo de ganhar uma argumentação com um amigo.
Ou por necessitar de algum tipo de reafirmação psicológica de suas próprias crenças.
Ou pelo desejo de parecer espiritual aos seus amigos cristãos ou diante de Deus mesmo, ou para ter uma reputação de evangelista bem-sucedido.
Qual é o motivo correto para anunciarmos as boas novas?
De acordo com a Bíblia, bons motivos para a evangelização são:
1. Um desejo de ser obediente à Grande Comissão (veja Mt 28.18–20; 1Co 9.16–17);
2. Amor pelos perdidos (por exemplo, Mt 9.36; Jo 3.16; Rm 10.1);
3. Amor por Deus e sua Glória;
Em última análise, o amor a Deus tem de ser nosso principal motivo, se temos de evangelizar como Ele deseja que o façamos.
O amor a Deus é o único motivo suficiente para a evangelização.
O amor próprio leva ao egocentrismo; o amor pelos perdidos falhará no caso daqueles a quem não conseguimos amar e quando as dificuldades parecerem insuperáveis.
Somente um profundo amor a Deus nos manterá seguindo seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falharem.
Somente nosso amor a Deus — e, o mais importante, seu amor por nós — nos guardará dos perigos que nos cercam.
Em última análise, este amor a Deus leva a um desejo de vê-Lo glorificado.
Em toda a Bíblia, Deus se revela à sua criação.
Compartilhamos o evangelho para glorificar a Deus, à medida que as verdades a respeito dEle se tornam conhecidas à sua criação.
Glorificamos a Deus quando declaramos as grandes coisas que Ele fez, em Cristo, a favor dessas criaturas feitas à imagem dEle.
Esta não é a única maneira pela qual glorificamos a Deus, mas é uma das principais maneiras que Ele nos deu como cristãos, para que O glorifiquemos.
Lembre-se da exortação de Pedro aos cristãos no século I, a fim de que vivessem para a glória de Deus.
1 Peter 2:12 NVI
12 Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.
Todos nós devemos evangelizar, contar as boas novas a respeito de Jesus.
Devemos fazer isso com honestidade, urgência e alegria, vivendo de um modo que confirme nossa mensagem — fazendo tudo isso para a glória de Deus.
Lembre-se de algo, a redenção de uma alma eterna é um negócio que não posso realizar com minhas próprias habilidades”.
Mas quando evangelizamos, o fazemos sob o poder e autoridade de Jesus Cristo aquele que venceu toda oposição e pecado para conquistar aqueles a quem deseja salvar, e nos chamou como cooperadores em anunciar o evangelho a este mundo caído.
Que nós, como igreja e indivíduos, nos envolvamos no ministério de evangelização.
E que Deus nos ajude a não fazê-lo de modo errado, e sim de um modo que apresente o evangelho com clareza.
Ainda precisamos ver uma renovada alegria e compromisso com o grande privilégio de compartilharmos as boas novas de Cristo com o mundo perdido que nos cerca.
Você é um cristão hoje porque alguém um dia se mostrou fiel a esta comissão.
Oremos para que, por causa de nossa fidelidade agora, quando chegarmos a esta temporada no próximo ano, haverá outros que foram reconciliados com Deus, em Cristo.
SDG
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.