CARACTERÍSTICAS PESSOAIS O QUE O DIÁCONO DEVE SER

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LIÇÃO 9
INTRODUÇÃO
Presbíteros e diáconos são servos de Cristo, adoram ao mesmo Senhor. Logo, nenhuma animosidade deveria existir entre eles. O fato de exercerem papéis diferentes, não os tornam inferiores ou superiores, assim como não têm o direito de causarem rupturas nas relações interpessoais, fragmentando e criando facções no seio da Igreja.
Não deve existir tensão ou rixa alguma, entre os "corpos" de diáconos e presbíteros, justificados pelas qualidades de caráter que ambos têm em si. As qualificações de caráter se sobrepõem e servem tanto para um grupo, quanto para o outro e, como estudamos na lição 4, se estendem a todos os crentes fiéis a Cristo Jesus.
I. RESPEITÁVEL E DE UMA SÓ PALAVRA
Não há ponto final, nem pausa ou qualquer outra argumentação que justifique uma linha divisória entre as qualidades de caráter dos presbíteros e diáconos. Paulo diz o seguinte:
"quanto aos diáconos, da mesma forma" (1Tm 3.8), que os presbíteros/pastores. Não há afrouxamento nas qualidades do caráter para o diaconato. Paulo finaliza suas orientações:
"fiques ciente de como as pessoas devem comportar-se na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo" (1Tm 3.15). O padrão de qualidade é elevado e não pode ser negociado. A igreja sempre colherá os frutos ruins de uma liderança desqualificada (Gl 6.6-10).
1. RESPEITÁVEL
(1TM 3.8; TT 2.2)
Este termo precisa ser entendido em dois âmbitos: temperamento interior e postura exterior. Ou seja, o diácono não pode viver de aparência. A forma como ele se apresenta às pessoas deve refletir perfeitamente aquilo que ele é de fato. O respeito é adquirido não por imposição ou título, mas pela qualidade de caráter, que é fruto de maturidade espiritual.
Servir na diaconia da igreja, exige do servo mais do que habilidade técnica, influência social ou estratégias mecânicas, é necessário comprometimento total, dignidade e senso de respeito pelas vidas a quem ele serve.
2. DE UMA SÓ PALAVRA; (1TM 3.8)
Jesus Cristo ensinou aos discípulos que deveriam ser homens de uma só palavra (Mt 5.37). Palavra dada é palavra empenhada, não há necessidade de pretexto. Agindo assim, o diácono se assemelha ao Deus que é fiel à Palavra e a Cristo, a quem ele serve.
Um diácono não é um fofoqueiro, um homem sem palavras ou de palavra adulterada.
II. CONSERVADOR DO MISTÉRIO DA FÉ E EXPERIMENTADO;
O livro Pastoreando a Igreja de Deus, de Phil A. Newton, da Editora Fiel, precisa ser lido pelos que almejam a excelência na liderança da igreja. Nele há um histórico honesto de entender as questões quanto aos diáconos e presbíteros.
Dois mil anos de história da igreja cristã e ainda há má compreensão bíblica a respeito dos diáconos, relegando-os apenas a funções técnicas e administrativas.
1. CONSERVADOR DO MISTÉRIO DA FÉ
O diácono precisa ter conhecimento bíblico suficiente para pautar suas decisões e contribuições na administração da igreja. A recomendação de Paulo é para que a fé não seja substituída pela razão, mas conservada.
Os Estatutos e regimentos internos, por vezes suplantam a Palavra de Deus em determinadas decisões. Muitas discussões internas se excedem quando o mistério da fé não é conservado pela liderança. Não se pode esquecer jamais, que o estilo de vida que agrada a Deus é sustentado pela fé; (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38; 11.6).
2. EXPERIMENTADO
(1TM 3.10)
Atualmente, que testes seriam necessários para a aprovação final de um diácono? Tudo nos leva a crer que Paulo não estava preocupado com o tipo de teste a ser aplicado, se uma prova oral, escrita ou sabatina da igreja.
Quando os primeiros diáconos foram instituídos (At 6.1-6), alguns critérios foram estipulados pelos apóstolos: "homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria" (At 6.3). É certo que o tripé (bom testemunho, cheio do Espírito e de sabedoria) forma a base para aprovação do diácono.
III. IRREPREENSÍVEL E DE BOA REPUTAÇÃO;
1. IRREPREENSIVEL; 1TM 3.10
Para Paulo, essa qualidade é tão importante que ele a repete como condição indispensável ao caráter do diácono. Vale reafirmar que a qualidade de caráter sobrepuja as competências e habilidades técnicas.
Quando lemos a descrição que Paulo faz da igreja em Efésios 5.27b, afirmando que ela é: gloriosa, sem mancha nem ruga ou qualquer outra imperfeição, mas santa e inculpável", não podemos dissociar essa linda igreja dos membros que a compõem, nem de sua liderança episcopal, refletindo a imagem de Cristo.
2. BOA REPUTAÇÃO (AT 6.3)
Não se trata de boa reputação nas relações sociais (o politicamente correto ou a política da boa vizinhança). O termo grego usado por Paulo tem sua origem e significado no que aconteceu com o diácono Estevão, o primeiro da lista dos selecionados (At 6.5; 7.55-60).
Estevão, por conta do seu excelente testemunho da Pessoa de Cristo, foi martirizado.
Um dado que não pode deixar de ser notado é o verbo "ser" usado por Cristo em Atos 1.8, "sereis minhas testemunhas". Essa onda de "dar" bom testemunho de sucesso social, nada ou pouco tem a ver, com o "ser" uma testemunha fiel da obra salvífica e transformadora de Cristo, segundo Seu caráter santo.
IV. CHEIO DO ESPÍRITO E DE SABEDORIA;
As dicotomias entre sagrado e profano, entre espiritual e material, tem sido um desserviço para a teologia bíblica. Exemplo: há quem acredite que o oficio do diácono não seja espiritual em relação ao ofício do presbítero. Um é material e o outro é espiritual.
Será que tem havido negligência na seleção dos diáconos, não requerendo deles essa qualidade de serem cheios do Espírito? A sensatez aponta para uma pessoa que seja cheia do Espírito, realizar um ofício, cuja condição é o oficiante ser cheio do Espírito e sabedoria. Não existe nenhuma relação com secularização ou carnalidade.
1. CHEIO DO ESPÍRITO; At 6.3
Nossa relação pessoal com Deus é espiritual (Jo 4.23), bem como todo serviço que se presta na igreja (ou fora dela), tem o mesmo viés espiritual. O diácono que serve à mesa, que recepciona as pessoas no templo, que faz plantão vigiando os carros dos irmãos, que ajuda na logística dos eventos da igreja, que faz alguma melhoria no patrimônio móvel da igreja, e outros serviços mais, não pode ser classificado como não espiritual.
Afinal, o que deve ser cheio do Espírito não é o serviço que está sendo feito, mas sim a pessoa que o faz. Nesse particular, o postulante ao diaconato precisa ter um bom entendimento bíblico, da doutrina do Espírito Santo.
2. CHEIO DE SABEDORIA; At 6.3
O mesmo princípio se aplica à sabedoria. Por inferência, devemos entender que Paulo está se referindo à sabedoria do alto (Tg 3.13,17). Sabedoria não é um conceito mundano, embora a Bíblia descreva um tipo reprovável de sabedoria (Tg 3.14-16). Não obstante, as Escrituras detêm o melhor acervo de literatura sapiencial (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares) escritos para que todos tenham um manual de sabedoria e suas mãos.
CONCLUSÃO
O nosso Deus a quem servimos juntos: "dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve" (1Co 12.18). Na diversidade de dons e ministérios (ICo 12,4,5,6) cabe tão somente ao membro, servo, despenseiro, diácono, ser encontrado fiel (1Co 4.1,2).
Você tem aspirado ao diaconato? Caso sim, já tem experimentado servir na igreja local?
Quais são as áreas em que você tem tido mais dificuldade e precisa aprimorar-se?
Como você tem escolhido os diáconos em sua igreja? Apenas por "amizade" ou tem buscado eleger homens que são cheios do Espírito Santo e que já têm sido exemplos de serviço cristão?
Queira o Senhor que as nossas igrejas tenham bons diáconos, que servem ao Senhor com muita alegria e dedicação!
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