RETRATOS DE FÉ (Parte 3) Hebreus 11.23-29
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· 18 viewsA fé é a resposta em forma de coração inclinado a um Deus que incessantemente nos busca para termos experiências com Ele.
Notes
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Grande ideia: A fé é a resposta em forma de coração inclinado a um Deus que incessantemente nos busca para termos experiências com Ele.
Estrutura: Moisés, fé que o acompanhou da infância à maturidade (vv. 23-26) e Moisés, a fé que se mostrou corajosa na tomada de decisões (vv. 27-29).
Biblia de Estudo da Fé Reformada:
Esse famoso discurso sobre homens e mulheres do Antigo Testamento começa e termina com comentários que alertam o leitor para o aspecto específico da fé no Antigo Testamento, aqui salientado: a certeza de receber o que Deus prometeu, mas ainda não deu.
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho.
Todos estes, mesmo tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não obtiveram a concretização da promessa, porque Deus tinha previsto algo melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.
Donald Guthrie:
O escritor está bem consciente de que a vida da fé não é fácil, mas chama à mente as proezas de muitos homens e mulheres da fé no passado. Produz uma galeria de arte, em miniatura, de retratos de pessoas piedosas que, a despeito das suas realizações, não herdaram plenamente as promessas, porque tinham vivido antes dos tempos de Cristo.
Moisés, fé da infância à maturidade. (vv. 23-26))
(a) A fé acompanhou a vida de Moisés, desde o seu nascimento.
A mulher ficou grávida e deu à luz um filho. Vendo que o menino era bonito, escondeu-o durante três meses.
Por esse tempo nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Durante três meses ele foi mantido na casa de seu pai.
(b) Moisés era um “menino bonito”.
Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong 791 αστειος asteios
αστειος asteios
de astu (uma cidade); adj
1) da cidade, urbano
2) de maneira polida
3) elegante (de corpo), gracioso, belo
Beacon:
O adjetivo “principesco” ou “magnífico” transmite melhor a ideia do original. Todos os pais têm orgulho de seus filhos e acham que são especiais; há uma dica aqui, no entanto, de uma percepção profética de que esta criança tinha um destino especial. Esta visão e fé deram aos pais a coragem de crer que Deus os ajudaria a frustrar a ordem do rei.
Hebreus 11.23 (NVI)
23 Pela fé Moisés, recém-nascido, foi escondido durante três meses por seus pais, pois estes viram que ele não era uma criança comum, e não temeram o decreto do rei.
(c) Importante: “não temeram o decreto do rei”. “Temer a Deus é saber discernir qual é a vontade de Deus para cada situação”.
O rei do Egito deu uma ordem às parteiras hebreias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra se chamava Puá. Ele disse:
— Quando vocês servirem de parteira às mulheres hebreias, verifiquem se é menino ou menina; se for menino, matem; se for menina, deixem viver.
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado; pelo contrário, deixaram viver os meninos. Então o rei do Egito chamou as parteiras e lhes perguntou:
— Por que vocês fizeram isso e deixaram viver os meninos?
As parteiras responderam a Faraó:
— É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; são vigorosas e dão à luz antes que a parteira chegue.
E Deus foi bom para as parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte. E, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu família.
Então Faraó deu ordem a todo o seu povo, dizendo:
— Joguem no rio Nilo todos os meninos hebreus que nascerem; quanto às meninas, deixem viver.
(d) Nesse contexto, temer a Deus é apresentado a nós como sendo padrão de obediência.
Por causa do Senhor, estejam sujeitos a toda instituição humana, quer seja ao rei, como soberano, quer seja às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Como pessoas livres que são, não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; pelo contrário, vivam como servos de Deus. Tratem todos com honra, amem os irmãos na fé, temam a Deus e honrem o rei.
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei:
— Ó Nabucodonosor, quanto a isto não precisamos nem responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das suas mãos, ó rei.
Então Pedro e os demais apóstolos afirmaram:
— É mais importante obedecer a Deus do que aos homens.
(d) Isso foi vivido por Martin Luther King:
Coragem, prisões e luta pela igualdade: a intensa vida de Martin Luther King
17 de abril de 2021Adriana de Paula
“Tenho um sonho de que meus quatro filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo teor de seu caráter. Tenho um sonho hoje. Tenho um sonho de que um dia, no estado do Alabama, com os seus racistas cruéis e com o seu governador que tem os lábios pingando palavras de rejeição e anulação, um dia lá meninos negros e meninas negras poderão dar as mãos a meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos”.
Proferido em 28 de agosto de 1963, nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington, “I have a dream” é um dos mais famosos discursos de Martin Luther King e entrou para a história como um dos símbolos da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Michael King Jr. nasceu em 15 de janeiro de 1929, em Atalanta, na Geórgia. Seus pais eram um pastor protestante e uma professora. Ele adotou o nome Martin Luther King em homenagem a Martinho Lutero.
Formou-se em Sociologia e Teologia e fez doutorado em Filosofia na Universidade de Boston. Em 1953, casou-se com Coretta Scott William e com ela teve quatro filhos.
Martin era pastor e ativista político, foi idealizador das “marchas pelos direitos civis dos negros”, movimentos que percorreram várias cidades no Sul dos Estados Unidos. Em seus atos, ele pregava a não-violência e a desobediência civil. Além disso, tinha uma oratória capaz de mobilizar multidões.
Seu ativismo era baseado em suas crenças cristãs. Assim, produzia discursos pautados também em valores religiosos, defendendo a liberdade e a igualdade entre todos os filhos de Deus. King concluiu o seu mais célebre discurso, “I have a dream”, conclamando o público a deixar a liberdade ecoar, mostrando que isso fará com que “todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão se dar as mãos e cantar nas palavras da velha canção negra, ‘livres, enfim! Livres, enfim! Louvado seja Deus Todo-Poderoso. Estamos livres, enfim!’”.
Acompanhado por mais de 250 mil pessoas, incluindo brancos, “I have a dream” ecoou pelo mundo e trouxe esperança de uma coexistência pacífica entre as pessoas. Pregando a conciliação entre pretos e brancos construída através da união das gerações seguintes, Martin Luther King foi essencial para que a população negra americana mudasse os rumos da história.
Martin Luther King foi um grande homem, nasceu, viveu e morreu em favor de uma causa. No fim, nos deixou um grande ensinamento: A carne pode perecer, mas as ideias nunca morrem, elas são vivas, à prova de balas. Deixou-nos, ainda, a certeza de que não podemos nos calar daquilo que está errado, como mostra sua célebre frase: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.
2. Moisés, a fé corajosa diante das decisões. (vv. 27-29)
(a) Ele recusou ser chamado “filho da filha de Faráo”, ele tinha uma identidade: era hebreu.
Um homem da casa de Levi casou com uma mulher da mesma tribo. A mulher ficou grávida e deu à luz um filho. Vendo que o menino era bonito, escondeu-o durante três meses.
(b) Sua decisão de ser identificado como parte de um povo escravizado, fez com ele optasse pelo sofrimento ao lado do povo de Deus.
Hebreus 11.24–25 (Bíblia Sagrada: Nova Versão Transformadora)
24Pela fé, Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó,
25preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a aproveitar os prazeres transitórios do pecado.
Lembrem-se dos dias passados, quando, depois que foram iluminados, vocês sustentaram grande luta e sofrimentos. Em certos momentos vocês foram transformados em espetáculo, tanto para serem insultados quanto para serem maltratados; em outros vocês se tornaram coparticipantes com aqueles que foram tratados assim. Porque vocês não apenas se compadeceram dos encarcerados, mas também aceitaram com alegria a espoliação dos seus bens, porque sabiam que tinham um patrimônio superior e durável. Portanto, não percam a confiança de vocês, porque ela tem grande recompensa.
Russel Moore:
Nosso contexto familiar existe para nos contar algo sobre quem somos e, o mais importante, quem não somos. Não somos deuses que criam e mantém a vida. Fazemos parte da história alheia- ao voltar no tempo e possivelmente no futuro. Você e eu somos resultados de uma série quase infinita de decisões que outras pessoas tomaram. Se seu bisavô não tivesse emigrado de sua terra natal, talvez você não conseguisse ler na língua desta página. Se minha avó não tivesse decidido desconsiderar a vontade de seus pais e se casar escondido, quando adolescente, com um homem mais velho, eu não existiria. Não quero que ninguém repita a escolha dela, e fico imaginando o meu espanto se um de meus filhos fizesse o mesmo. Ainda assim, sou feliz porque tudo isso aconteceu.
O senso de identidade é marcado por muitas maneiras, começando com o nosso nome. Pense em quantas genealogias existem na Bíblia! Certa vez, fiquei horrorizado ao ouvir um pregador ler uma passagem bíblica. Ele pulou uma lista de “este gerou aquele” com as palavras “blá-blá-blá” antes de retomar a narrativa! Em levar em conta aqui a falta de respeito desse homem pela Palavra de Deus, dá para entender um pouco porque ele não quis se deter em uma série de nomes de “pai de” e “filho de”. Não parece relevante. Mas é. Note com que frequência a Bíblia se refere a personagens como “Josué, filho de Num”, ou “Saul, filho de Quis”, ou “João, filho de Zebedeu”. Nem mesmo em nosso momento cultural individualista nós superamos isso.
(c) Tudo porque ele “contemplava a recompensa”. Foi uma escolha por “Cristo” (na medida da revelação que ele tinha).
Ora, irmãos, não quero que vocês ignorem que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, e todos, em Moisés, foram batizados, tanto na nuvem como no mar. Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
RECOMPENSA Jesus falou sobre recompensa no céu para aqueles que são fiéis nos seus deveres para com Deus (Mt 5:12, 46; 6:1–6, 16, 18). No entanto, não se explica a natureza precisa dessa recompensa.
— Bem-aventurados são vocês quando, por minha causa, os insultarem e os perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vocês. Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
Hebreus: recompensa (“pagamento de salário devido”):
Portanto, não percam a confiança de vocês, porque ela tem grande recompensa.
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.
Ele entendeu que ser desprezado por causa de Cristo era uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa.
Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, porque o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vocês.
(d) Moisés precisou tomar a decisão de “deixar onde estava”, para ir “onde Deus queria que ele estivesse”.
E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.
Beacon:
Pela fé, portanto, Moisés foi capaz de perceber os verdadeiros problemas da vida. Na superfície parecia que ele estava escolhendo entre dor e prazer, mas, na realidade, era entre piedade e pecado. Superficialmente, parecia ser uma escolha entre sua mãe e a filha de Faraó, mas, na realidade, era uma escolha entre Cristo o mundo. Parecia que ele estava escolhendo entre pobreza e os tesouros do Egito; mas, na verdade, era uma escolha entre o céu e terra. Parecia uma escolha entre o deserto e o trono; mas, na realidade, era entre a imortalidade e o esquecimento.
(e) Em toda a sua vida (em ciclos de 40 anos cada), Moisés experimentou de uma fé corajosa (na última das dez pragas e na travessia do Mar Vermelho).
D. L. Moody:
Moisés, passou seus primeiros quarenta anos pensando que era alguém. Os segundos quarenta anos passou aprendendo que era um ninguém! Os últimos quarenta anos ele os passou descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.”
Moisés chamou todos os anciãos de Israel e lhes disse:
— Escolham e peguem cordeiros para as famílias de vocês, e matem esses animais para celebrar a Páscoa. Peguem ramos de hissopo, molhem no sangue que estiver na bacia e marquem a viga superior da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia. E que nenhum de vocês saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para matar os egípcios. Quando, porém, enxergar o sangue na viga superior da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará por cima da porta e não permitirá que o Destruidor entre na casa de vocês para matá-los. Portanto, guardem isto por estatuto para vocês e para os seus filhos, para sempre. E, quando estiverem na terra que o Senhor lhes dará, como prometeu, observem este rito. Quando os seus filhos perguntarem: “Que rito é este?”, respondam: “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando matou os egípcios e livrou as nossas casas.”
Então o povo se inclinou e adorou. E os filhos de Israel foram e fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés e Arão.
Aconteceu que, à meia-noite, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do prisioneiro que estava na cadeia, e todos os primogênitos dos animais. Faraó levantou-se de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e houve grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse um morto.
Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento leste que soprou toda aquela noite, fez com que o mar se retirasse, tornando-se terra seca, e as águas foram divididas. Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco, e as águas foram qual muralha à direita e à esquerda deles. Os egípcios que os perseguiam entraram atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros de guerra e os seus cavaleiros, até o meio do mar. Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e criou alvoroço no acampamento dos egípcios; emperrou as rodas dos carros dos egípcios, fazendo com que andassem com dificuldade. Então os egípcios disseram:
— Vamos fugir da presença de Israel, porque o Senhor está lutando por eles contra os egípcios.
O Senhor disse a Moisés:
— Estenda a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros.
Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua força. Os egípcios fugiram de encontro a ele, e o Senhor jogou os egípcios para dentro do mar. As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ao menos um deles escapou com vida. Mas os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muralhas, à sua direita e à sua esquerda.
Assim o Senhor livrou Israel, naquele dia, das mãos dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E Israel viu o grande poder que o Senhor havia usado contra os egípcios; e o povo temeu o Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, seu servo.
A verdadeira fé depende daquilo que Deus diz e não daquilo que vemos ou da maneira como nos sentimos. Alguém disso, muito corretamente, que fé não é crer apesar das evidências- isto é superstição-, mas sim obedecer apesar das consequências.
— Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;
Porque Abraão aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.
Charles Swindoll:
Por causa das decisões feitas por Moisés é que não existe estátua eterna no Egito que leve seu nome.
Parte da razão pela qual não fazemos as escolhas certas ocorre em virtude de não nos termos posicionado sobre os princípios prioritários da vida. Não decidimos onde estamos em questões de caráter, moral, valores, piedade e compromisso com Cristo. Então vacilamos. Seguimos à deriva. Escorregamos para este ou aquele lado. Paramos na encruzilhada, esperando que algo aconteça. Ou fazemos a escolha com base apenas em nossos sentimentos ou por causa da reação de outros, só para nos arrepender mais tarde.
3. Outras aplicações:
(a) Não ignoramos o fato de que ter a mente cativa por Cristo nem sempre nos traz vida segura, mas ter fé é vencer o medo de arriscar. Fé e coragem andam juntas.
Em Deus, cuja palavra eu exalto,
neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.
Que me pode fazer um mortal?
O Senhor está comigo; não temerei.
O que é que alguém pode me fazer?
— Não chamem conspiração a tudo o que este povo chama conspiração. Não temam aquilo que o povo teme, nem fiquem apavorados. Ao Senhor dos Exércitos, a ele vocês devem santificar. É a ele que devem temer; é dele que devem ter pavor.
não tema, porque eu estou com você;
não fique com medo,
porque eu sou o seu Deus.
Eu lhe dou forças; sim, eu o ajudo;
sim, eu o seguro com a mão direita
da minha justiça.”
— Digo a vocês, meus amigos: não temam os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer.
(b) Chega um momento que temos de decidir: riquezas no mundo ou recompensa no céu. Não é garantia de conseguirmos as duas coisas.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.
C. S. Lewis:
Não se esqueça de uma coisa: é natural que uma criança de colo, a princípio, beba o leite do seio materno sem saber que quem lhe dá o leite é sua mãe. É igualmente natural que vejamos o homem que nos ajuda sem perceber o Cristo por trás dele. Porém, não devemos permanecer bebês para sempre. Temos de crescer e reconhecer o verdadeiro Doador. Seria loucura não fazer isso, pois, nesse caso, tudo o que nos restaria seria confiar apenas em seres humanos como nós, o que nos levaria à decepção. Os melhores entre eles cometem erros, e todos estão fadados à morte. Devemos ser gratos a todas as pessoas que nos ajudaram, devemos honrá-las e amá-las. Mas nunca, nunca deposite toda a sua fé num ser humano, mesmo que seja a melhor e a mais sábia pessoa do mundo. Existe uma porção de coisas interessantes que você pode fazer com areia; mas não vá construir uma casa sobre ela.
Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil;
prefiro estar à porta da casa do meu Deus
a permanecer nas tendas da perversidade.
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança. Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado.
Ilustr.:
George Müller construiu cinco grandes orfanatos e cuidou de 10.024 órfãos durante sua vida. Quando ele começou em 1834, havia acomodações para 3.600 órfãos em toda a Inglaterra, e o dobro de crianças com menos de oito anos estavam na prisão. Um dos grandes efeitos do ministério de Müller foi inspirar os outros para que, de acordo com o biógrafo A.T. Pierson, “cinquenta anos depois que Müller começou seu trabalho, pelo menos cem mil órfãos eram atendidos somente na Inglaterra” (George Müller de Bristol, 274).
Ele orou por milhões de dólares (na moeda atual) para os órfãos e nunca pediu dinheiro diretamente a ninguém. Ele nunca recebeu um salário nos últimos sessenta e oito anos de seu ministério, mas confiou em Deus para colocar no coração das pessoas que lhe enviassem o que ele precisava. Ele nunca pegou um empréstimo ou se endividou. E nem ele nem os órfãos passaram fome.
“A despensa está quase vazia” – informou uma funcionária. “É preciso lembrar-lhe que já venceu o prazo para o pagamento do aluguel?” “O Senhor proverá”, disse George Muller animadamente. “Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades. Não vai falhar agora”. Naquele momento, ele tinha apenas 27 centavos para alimentar várias centenas de crianças do orfanato.
Então chegou uma carta. George abriu-a e leu o seguinte: “Porventura estariam vocês com alguma necessidade urgente de dinheiro? Sei que decidiram pedir somente a Deus que lhes suprisse as necessidades. Mas haveria algum problema em informar de quanto dinheiro estão precisando?”.
George Muller balançou a cabeça e passou a escrever o seguinte bilhete:
“Nada mencionarei sobre os nossos recursos.O principal objeto de meu trabalho é mostrar que Deus é real e que cumprirá Suas promessas. Até o momento não contamos a ninguém sobre nossas necessidades e não o faremos.”
Tendo despachado a carta, George Muller caiu sobre os joelhos em seu escritório. “Senhor, estamos em situação desesperadora. Temos apenas 27 centavos. Por favor, dirijas este homem para que nos envie dinheiro”.
Ao receber a carta de George Muller, referido homem, sentiu-se impressionado a enviar cem libras de uma só vez. Quando o dinheiro chegou, não havia um único centavo na instituição de Muller para comprar alimento para a refeição seguinte.
Certa vez um amigo perguntou a George: “O que você faria, caso Deus não enviasse ajuda no momento certo?” “Certamente isso jamais aconteceria”, respondeu George “Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. Deus não mente. É completamente confiável”.
George Muller cuidou de mais de 10.000 órfãos durantes os 63 anos em que decidiu confiar inteiramente em Deus para o atendimento das necessidades. Nem uma única vez deixou Deus de cumprir Sua promessa.
