Sem título Sermão
Notes
Transcript
INTRODUÇÃO:
INTRODUÇÃO:
24 Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá.
26 Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.
TEXTO BASE:
TEXTO BASE:
Mateus 6.9–13
“9 Vocês, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.
10 Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
11 Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
12 Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.”
PONTO 1: A primeira sentença declara a quem devemos orar: “Pai nosso, que estás nos céus”.
PONTO 1: A primeira sentença declara a quem devemos orar: “Pai nosso, que estás nos céus”.
Não devemos clamar a santos ou anjos, mas exclusivamente ao Pai, o Pai eterno, o Pai dos espíritos, o Senhor dos céus e da terra. Podemos chamá-lo de Pai no sentido de que ele é nosso Criador, conforme fez o apóstolo Paulo, perante os atenienses: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos […] dele também somos geração” (At 17.28). Nós também o chamamos Pai no sentido mais elevado da Palavra, como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, porquanto Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio da morte de seu Filho, Jesus Cristo (Cl 1.20–22).
Nós professamos aquilo que os santos do Antigo Testamento, se viam, viam como que por um espelho, ou seja, professamos ser filhos de Deus mediante a fé em Cristo e professamos ter o “espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15). Isso é algo que jamais devemos esquecer; se desejamos ser salvos, devemos almejar essa filiação com Deus. Sem a fé no sangue de Jesus Cristo, e sem a nossa união com ele, é inútil falarmos em confiança na paternidade de Deus.
PONTO 2: A segunda sentença consiste em uma petição concernente ao nome de Deus: “santificado seja o teu nome”.
PONTO 2: A segunda sentença consiste em uma petição concernente ao nome de Deus: “santificado seja o teu nome”.
Quando falamos no “nome” de Deus, entendemos todos aqueles atributos divinos através dos quais ele se tem revelado a nós — seu poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e verdade. Quando rogamos que esses atributos sejam “santificados”, pedimos que eles se tornem conhecidos e glorificados. A glória de Deus é a primeira coisa à qual os filhos de Deus deveriam aspirar. Esse foi o assunto de uma das orações do próprio Senhor Jesus: “Pai, glorifica o teu nome” (Jo 12.28). Esse é o propósito para o qual o mundo foi criado. Essa é a finalidade para a qual os santos são chamados e convertidos. A principal coisa que deveríamos buscar nesta vida é que “em todas as cousas seja Deus glorificado” (1Pe 4.11).
PONTO 3: A terceira sentença envolve uma petição acerca do reino de Deus: “venha o teu reino”.
PONTO 3: A terceira sentença envolve uma petição acerca do reino de Deus: “venha o teu reino”.
Por “teu reino”, entendemos, inicialmente, o reino da graça que Deus estabelece e mantém no coração de todos os membros vivos do corpo de Cristo, por meio de seu Espírito e de sua Palavra. Mas, principalmente, entendemos tratar-se daquele reino de glória que um dia será estabelecido, quando o Senhor Jesus vier pela segunda vez. Então, todos conhecerão o Senhor, “desde o menor deles até ao maior” (Hb 8.11). Nessa ocasião, o pecado, a tristeza e Satanás serão expulsos do mundo. O judeus serão convertidos e virá a plenitude dos gentios (Rm 11.25), e será o tempo mais desejável que jamais existiu. Essa petição, portanto, tem um lugar de proeminência dentro da oração do Pai-Nosso.
PONTO 4: A quarta sentença é uma petição concernente à vontade de Deus: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.
PONTO 4: A quarta sentença é uma petição concernente à vontade de Deus: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.
Nesse ponto, oramos no sentido de que os homens obedeçam às leis de Deus tão perfeita, pronta e incessantemente quanto os anjos no céu. Rogamos que aqueles que agora não obedecem às leis de Deus sejam ensinados a obedecer e que aqueles que obedecem o façam ainda com maior empenho. Nossa mais autêntica felicidade consiste na perfeita submissão à vontade de Deus; é demonstração do mais elevado amor cristão orar no sentido de que toda a humanidade possa conhecer a vontade de Deus, obedecer e submeter-se a ela.
PONTO 5: A quinta sentença é uma petição referente às nossas próprias necessidades diárias: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”.
PONTO 5: A quinta sentença é uma petição referente às nossas próprias necessidades diárias: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”.
Aqui, somos ensinados a reconhecer nossa inteira dependência de Deus para o suprimento de nossas necessidades diárias. Tal como Israel precisava do maná diariamente, assim também precisamos diariamente do nosso pão. Nós confessamos que somos pobres, fracos, criaturas necessitadas, e suplicamos a Deus, nosso Criador, que tome conta de nós. Pedimos pão como a mais simples de nossas necessidades materiais; mas, nessa palavra, incluímos todas as necessidades de nosso corpo.
PONTO 6: A sexta sentença é uma petição a respeito de nossos pecados: “perdoa-nos as nossas dívidas”.
PONTO 6: A sexta sentença é uma petição a respeito de nossos pecados: “perdoa-nos as nossas dívidas”.
Confessamos que somos pecadores e que precisamos receber diariamente o perdão por nossas transgressões. Essa é uma parte da oração do Pai-Nosso que merece ser especialmente relembrada. Ela condena toda justiça própria e autojustificação. Aqui, somos instruídos a manter o hábito contínuo de confissão junto ao trono da graça; e o hábito contínuo de buscar misericórdia e remissão. Que isso jamais seja esquecido! Precisamos “lavar os pés” diariamente (Jo 13.10).
PONTO 7: A sétima sentença é uma declaração atinente aos nossos sentimentos para com o próximo: rogamos ao Pai que nos perdoe “as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.
PONTO 7: A sétima sentença é uma declaração atinente aos nossos sentimentos para com o próximo: rogamos ao Pai que nos perdoe “as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.
Essa é a única declaração de um compromisso nosso para com Deus que aparece em toda a oração, e a única parte da oração na qual Jesus se detém para fazer um comentário posterior. Jesus nos relembra que não devemos esperar receber o perdão quando oramos com malícia ou rancor no coração para com os outros. Orar com essa atitude mental é mero formalismo e hipocrisia. É ainda pior do que hipocrisia. É como dizer: “Não me perdoe”. Nossa oração nada vale sem amor. Não devemos esperar ser perdoados se não conseguimos perdoar.
PONTO 8: A oitava sentença é uma petição a respeito de nossas fraquezas: “não nos deixes cair em tentação”.
PONTO 8: A oitava sentença é uma petição a respeito de nossas fraquezas: “não nos deixes cair em tentação”.
Ela nos ensina que, a todo instante, podemos ser enganados e cair em transgressão. Ela nos instrui a confessar nossas debilidades, a buscar a Deus para nos sustentar e não nos deixar andar em pecado. Rogamos que ele, que ordena todas as coisas no céu e na terra, não nos deixe incorrer naquilo que é prejudicial às nossas almas, e que jamais permita que sejamos tentados acima do que somos capazes de suportar (1Co 10.13).
PONTO 9: A nona sentença é uma petição acerca dos perigos que nos ameaçam: “livra-nos do mal”.
PONTO 9: A nona sentença é uma petição acerca dos perigos que nos ameaçam: “livra-nos do mal”.
Aqui, somos ensinados a pedir que Deus nos livre do mal existente neste mundo, do mal que está dentro de nossos próprios corações e, não menos importante, do maligno, que é o diabo. Confessamos que, enquanto estamos no corpo, estamos constantemente vendo, ouvindo e sentindo a presença do mal. Ele está do nosso lado, dentro de nós e ao nosso redor, em todo canto. Assim, rogamos a Deus, que é o único que pode nos preservar, para que sejamos continuamente libertos do poder do mal (Jo 17.15).
PONTO 10: A última sentença é uma atribuição de louvor: “teu é o reino, o poder e a glória”.
PONTO 10: A última sentença é uma atribuição de louvor: “teu é o reino, o poder e a glória”.
Com essas palavras, declaramos nossa crença de que os reinos deste mundo são legítima propriedade de nosso Pai celestial, que a ele pertence todo o poder e que só ele merece receber toda a glória. Concluímos a grande oração oferecendo ao Senhor a profissão de nossos corações, de que lhe conferimos toda honra e todo louvor, e nos regozijamos no fato de que ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
CONCLUSÃO:
CONCLUSÃO:
A oração é a chave que abre os armários do mistério.
A oração e a fé são fechaduras sagradas que podem revelar segredos e obter grandes tesouros.
Não há colégio para a educação sagrada como a do bendito Espírito, pois ele é um tutor sempre presente, a quem devemos apenas dobrar os joelhos, e ele está ao nosso lado, o grande expositor da verdade.
Charles Spurgeon
Ore com frequência, pois a oração é um escudo para a alma, um sacrifício para Deus, e um flagelo para Satanás.
John Bunyan
O que a oração muda mais frequentemente é a impiedade e a dureza de nosso coração.
R. C. Sproul
