Jesus é o Cristo, Filho do Deus bendito
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· 36 viewsDevocionais para a Consciência Cristã
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Jesus é o Cristo, Filho do Deus bendito
“Jesus respondeu: — Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.” (Marcos 14.62)
Estas palavras foram pronunciadas pelo Senhor Jesus Cristo, durante seu julgamento pelo Sinédrio, após ter sido preso. Elas são exatamente a razão de sua sentença de condenação à morte. Ele estava diante dos principais sacerdotes, dos anciãos e dos escribas que já vinham acompanhando seus discursos para encontrar uma razão “coerente” para condená-lo. Eles tinham o homem e precisavam de um motivo para condená-lo. Havia testemunhas e depoimentos falsos contra Jesus, interpretações distorcidas de seu discurso, sem qualquer coerência. Então, o sumo sacerdote resolveu indagar formalmente ao Senhor: “[…] Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?” (Marcos 14.61). Jesus não hesitou e respondeu: “Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.” (Marcos 14.62). Essas palavras de Jesus apontam, ao menos, três identificações:
1. Ele se identifica como o Messias: A resposta do Senhor confirma o que lhe foi perguntado pelo sumo-sacerdote, como também se coaduna plenamente com a declarações de Deus no Antigo Testamento. Nosso Senhor estava claramente confirmando que Ele era o Cristo, inclusive ao usar o título “Filho do Homem” para si. Embora esse título possa falar de sua humanidade, também aponta para sua messianidade, como descrito no A.T. (Dn. 7.13-14). Assim, ninguém precisava mais esperar nenhum outro, pois Ele atendia a todas as expectativas do A.T.
2. Ele se identifica como divino: “Eu sou”. Jesus estava também se identificando com YHWH (Senhor), conforme revelado aos judeus. Qualquer um que conheça um pouco do A.T., saberá que as palavras de Jesus o colocavam na mesma posição do Deus de Israel. Ele fala de si dizendo “Eu Sou […]”, tal como Deus quando apareceu a Moisés, declarando-se nesses termos e revelando o seu nome. Não era um ato falho de linguagem, ou um deslize verbal. “Eu sou” estava associado ao nome impronunciável de Deus para os judeus e apontava para a eternidade divina e a sua completa autossuficiência. O Sinédrio não entendeu que Jesus estivesse apenas declarando ser o Messias, já que isso não era, por si só, considerado blasfêmia. Eles entenderam o uso teofânico da expressão, tanto que decidiram sentenciá-lo à morte por blasfêmia. Ele estava consciente do que estava dizendo e não era a primeira vez que fazia isso (João 8.58), mesmo sabendo que tal declaração era um escândalo para os judeus que não criam n’Ele. Semelhante a isso, Ele também se apresenta como “o Filho de Deus”, o que também o coloca como alguém que possui a natureza divina. Essa é uma descrição de singularidade, diferente do que fazem os crentes, quando invocam a Deus como Pai por adoção (Ef. 1.5).
3. Ele identifica duas fases de seu ministério: a primeira vinda, em humilhação, quando Ele se sujeita ao sofrimento, ao ser julgado e condenado pelos homens; e a segunda vinda gloriosa, em que Ele estará assentado à direita do Todo-Poderoso, vindo com as nuvens. Aqueles homens nunca poderiam argumentar que não sabiam disso, pois Ele lhes disse que a glória e a majestade ainda viriam. Imagine o que esperam aqueles que rejeitam Jesus e o submetem à vergonha! Nosso Senhor está reivindicando para si o futuro glorioso do Messias prometido no A.T. e está consciente de que, antes disso se concretizar, Ele precisa se oferecer como sacrifício pelos pecadores, até que venha para julgar todos os homens.
Como descrentes no Senhor, aqueles religiosos não poderiam desejar declaração melhor para condená-lo, pois, se Jesus não fosse quem dizia ser, de fato, sua declaração seria uma blasfêmia. C. S. Lewis, em Deus no banco dos réus, tem razão ao dizer que só há duas opções sobre essas palavras de Cristo: “a única pessoa que pode dizer esse tipo de coisa é ora o próprio Deus, ora um completo lunático que sofre do tipo de delírio que compromete a saúde da mente” (Thomas Nelson, 2018). Em razão disso, Lewis destaca que as palavras de Jesus só poderiam produzir três efeitos possíveis: ódio, terror e adoração. Nesse caso, os religiosos judeus nutriram ódio e terror, enquanto os discípulos de Cristo, e aqueles que o seguiam, adoração sincera.
Finalmente esta é a grande pergunta que se levanta diante de nós e que definirá a nossa eternidade: “Ele é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?”. Qual será a nossa resposta? Por vezes, encontramos pessoas em nosso tempo que querem construir uma outra imagem de Jesus, como um grande mestre, intelectual, psicólogo ou líder religioso, mas, definitivamente não era essa a compreensão que Jesus tinham de si, ou mesmo que seus discípulos tinham acerca d’Ele. O fato é que não é possível estabelecer neutralidade ante as palavras de Jesus: ou estamos do lado dos que creem e confiam n’Ele, ou daquele que descreem e o repudiam.
A incredulidade daqueles homens impediu que eles pudessem perceber que estavam acusando falsamente e condenando o seu próprio Messias, sem atentar que, num dia, Ele mesmo os julgará. Como eles não criam no Senhor, condenaram-no por blasfêmia e o sumo sacerdote ofensivamente “rasgou as suas vestes”, num ato de indignação, e o sentenciou à morte, com o apoio de todos os membros do Sinédrio. Depois disso, todos conhecemos a história: Ele foi cuspido, surrado, humilhado e crucificado, como um criminoso condenado à morte.
Perguntas de reflexão:
1. Você já imaginou qual será o rigor com o qual serão tratados aqueles que rejeitam a Cristo como Senhor e Deus?
2. Você acredita sinceramente que Jesus é o Messias, o Filho do Deus bendito?
Oração:
Senhor, agradeço por abrir meus olhos para entender a revelação de Jesus Cristo! Eu te louvo porque o teu Filho se entregou para minha salvação. Pai, santifique o meu coração, de acordo com a tua palavra para que eu viva na expectativa da volta gloriosa de Jesus. Eu suplico que abras a porta da fé aos meus familiares e amigos para que também creiam que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus Bendito. Peço em nome de Jesus! Amém!
