RETRATOS DE FÉ (Parte 4) Hebreus 11.30-40
A fé é a resposta em forma de coração inclinado a um Deus que incessantemente nos busca para termos experiências com Ele.
Quase todos os judeus conheciam as histórias dos mártires macabeus, que foram torturados de vários modos: queimados até a morte, a pele arrancada, estirados na roda e assim por diante. As práticas de tortura regulares dos gregos incluíam fogo, instrumentos de tortura que apertavam os polegares e (pelo que provavelmente é o sentido de “torturado” aqui) estiramento em uma roda para romper as juntas da pessoa e, depois, bater na vítima até a morte (às vezes batendo no estômago como se fosse um tambor) em uma posição indefesa. Os mártires macabeus foram açoitados, um castigo que os romanos continuaram a usar também. Todas as fontes judaicas que tratavam do assunto concordavam que os mártires receberiam um tratamento preferencial na RESSURREIÇÃO, e 2Macabeus declara que essa era a esperança que capacitava os mártires a tudo suportar.
PROMESSA Tanto o povo de Israel (AT) como a Igreja (NT) devem aceitar, com fé, as promessas de Deus e aguardar com esperança a sua realização (2 Pe 1:4). Deus prometeu a Israel uma terra que “mana leite e mel” (Êx 3:8) e um rei futuro (ou Messias) de justiça e paz (Is 11). Cristo prometeu à Igreja que regressaria em glória (Mt 25) e que haveria um novo universo criado por Deus (2 Pe 3:13).
Quando tudo estava contra eles, esses homens e mulheres permaneceram fiéis ao Senhor – diferente dos hebreus a quem o apóstolo estava escrevendo! Qual o segredo? Tiveram fé. Para eles, Deus era a realidade. Estavam certos de que sua Palavra era verdade, que o que disse realmente aconteceria, que o que prometeu seria deles sem falta. A certeza deles era maior do que qualquer outra coisa e, assim, jamais desistiram, jamais cederam, jamais voltaram ao que era antes, jamais deram as costas para seu Deus e jamais viveram da mesma maneira que as outras pessoas.
É assim que a verdadeira fé se comporta. Quando tudo mais é desesperança e todo mundo já desistiu, a fé continua a prosseguir. Sua convicção chave é: “Deus é real e sua palavra é a verdade” – e a fé age à luz desta convicção, não obstante o preço. Como poderia ser diferente?
