Provérbios 13:7-10

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Provérbios 13:7
7 O provérbio pode ser traduzido como Há [veja 12.18] quem finja ser rico (mitʽaššēr) e, no entanto, não tem nada (weʾênkōl); e há quem finja ser pobre (mitrôšēš; cp. rāʾs em 10.4) e, no entanto, tem grande (rāb; veja 7.26) riqueza (hôn; veja 3.9). Lido dessa maneira, o provérbio censura os cobiçosos que se enriquecem à custa dos outros e, na verdade, perdem tudo (Mt 16.26; Lc 12.16–21; 16.19–26) e elogia o paradoxo da “pobreza rica”, como exemplificado por Cristo e pelo apóstolo Paulo (Mt 19.29; Jo 12.24; 2Co 6.10; 8.9). Também pode ser lido como “… que se considera rico… e que se considera pobre…”.
Lido desse modo, o provérbio censura as pessoas iludidas que se consideram ricas e não conhecem a sua pobreza (Ap 3.17, 18) e aqueles que “são cegos demais para trabalhar com aquilo que têm” (Lc 19.11–27).
Por fim, pode ser lido como é apresentado no texto. Lido dessa forma, o provérbio condena os fingidos.
O insensato pobre finge possuir uma grande quantidade de bens valiosos a fim de projetar uma aparência de sabedoria e sucesso e se tornar digno do respeito social (veja 12.9). O insensato rico finge ser pobre, provavelmente para evitar ajudar outras pessoas (13.7b) e, desse modo, é negligente em transmitir suas bênçãos (1Tm 6.18). Os dois mentirosos são perversos (vs. 5b, 6b). Em primeiro lugar, defraudam a sociedade. O primeiro recebe honra imerecida e o último priva seu próximo da ajuda financeira necessária. Em segundo lugar, eles difamam e defraudam o Senhor; um finge ter recebido a bênção do Senhor na aérea financeira, enquanto que o outro nega.
Salomão deve ter testemunhado surpresas como essa nos dois lados da moeda. Um lado envolve pessoas que “fingem que são ricos”. Se essa é a aparência vista pelos observadores, a verdade por trás dos panos é que ele eles “nada têm”. O sábio rei não está dizendo que é errado ser pobre ou que pessoas que não têm recursos são inferiores. O que ele está tratando é de uma atitude falsa em que tais pessoas “fingem” ser o que não são. Por outro lado, ele também se refere a pessoas que “têm grande riqueza”, mas que, apesar disso, “fingem que são pobres”. Nosso primeiro impulso é ver os primeiros como mentirosos e esses como homens humildes e modestos. Entretanto, o texto não elogia nem um, nem outro, mas diz que ambos “fingem” ser pessoas que não são. É possível que um rico finja ser pobre por uma razão que envolva a modéstia, mas sabemos de muita gente que finge pobreza para burlar impostos e obter vantagens vetadas aos ricos.
Se o texto não elogia nem o pobre que finge ser rico, nem o rico que finge ser pobre, que lição será que Salomão quis transmitir? Parece-nos que o alvo do seu ensino, nesse texto em si, não são os homens que fingem, mas aqueles que os observam. Em outras palavras, a lição seria não julgar as pessoas por sua aparência, pois ela pode ser fruto de um fingimento deliberado. É necessário conhecer a pessoa mais a fundo para emitir um julgamento mais acurado e, a partir daí, saber como lidar com cada um, sem se deslumbrar com a aparência vistosa, nem desprezar a aparência humilde. O dito popular moderno também serve para nos lembrar dessa preciosa lição: “Não se deve julgar um livro pela capa”.
Vivemos o tempo das aparências, ou na verdade, das falsas aparências. As pessoas querem demonstrar para os outros o que não. Triste realidade!
Os paradoxos da Vida – Verso 8 – Livro de Provérbios nos faz meditar em realidade que muitas vezes não paramos para pensar.
A segurança da pobrezaCom as suas riquezas se resgata o homem, mas ao pobre não ocorre ameaça (Pv 13.8).
Sabemos que insegurança assola todas as pessoas, ricos e pobres, mas....
O rico vive bem mais inseguro, apesar de sua riqueza. Anda com segurança particular, viaja em carros blindados e mora em palacetes com cercas elétricas e sofisticados sistemas de alarme. Mesmo assim, o tempo todo, teme ser assaltado ou sequestrado.
Sua riqueza, embora lhe proporcione conforto, não lhe oferece paz. No caso de um rapto, os criminosos exigem recompensa, e as riquezas servem de resgate para sua vida.
Porém, o pobre não anda blindado por fortes esquemas de segurança, acaba tendo mais liberdade que o rico, acaba vivemos com menos medo. Sua pobreza, longe de colocá-lo no corredor da insegurança, é seu escudo protetor.
A riqueza tem a desvantagem de exposição à inveja e ganância das pessoas, as quais o pobre não teme.
Vez por outra escuto relatos de pessoas ricas, famosas cheias de depressão e uma das razões é que não conseguem mais ter uma vida normal, sair na rua sozinhos, fazer compras, frequentar lugares comum as pessoas. O dinheiro muitas vezes tira isso das pessoas.
Nesse verso ele ensina a realidade da vida do rico e a realidade da vida do pobre.
Quase todo mundo sonha em ser rico. Sempre que assiste a algum filme, ou lê revistas sobre a vida nas altas rodas da sociedade, fica se imaginando nesses meios. Acaba chegando à conclusão de que não é tão feliz como se fosse abastado como a pequena porção de milionários que existe. Passa a achar sua vida chata e vazia. Pode até mesmo começar a achar que Deus é injusto em conceder riqueza a uns e a outros não.
Salomão era riquíssimo e conhecia bem as vantagens que o dinheiro, o poder e o status podiam proporcionar. Ainda assim, ele não via “as riquezas de um homem” apenas como fonte de alegria, mas também de perigos e preocupações. Curiosamente, em vez de dizer as coisas boas que os recursos financeiros podiam adquirir, ele afirma que elas “servem de resgate para a sua vida”. É bem estranho ler sobre pagamento de resgate 3 mil anos atrás. Entretanto, é isso mesmo. Salomão expõe o fato de que, junto com os benefícios da fortuna, vêm os perigos diante de homens maus que querem, por meios ilícitos e violentos, apoderar-se do dinheiro alheio. Por isso, os ricos carregam consigo sempre a preocupação com sua segurança e de seus familiares e, apesar de poderem pagar pelo que desejarem, não podem, de fato, fazer tudo que quiserem. São, de certa forma, prisioneiros da riqueza.
Por outro lado, “o pobre” passa por muitas dificuldades em sua vida. Privações, necessidades e ansiedades são realidades ligadas à falta de dinheiro. Porém, algo é certo: os pobres não são alvos da bandidagem no mesmo nível que os ricos. Qualquer um corre perigo, principalmente em nossos dias, mas quem não tem muitos bens normalmente não “recebe ameaças”. Parece-nos que a lição que o sábio rei quer transmitir é o contentamento. É saber que, mesmo com privações financeiras, o pobre tem a compensação de viver de modo mais leve, sem ser alvo prioritário de criminosos. Assim, o correto é, independente da nossa condição financeira, viver contente com o que Deus deu e, ao mesmo tempo, em completa dependência do Senhor para garantir nossa segurança e bem-estar. Afinal, ele é sábio para nos dar o melhor.
Verso 9 – “A luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará.”
O justo brilha esplendidamenteA luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará (Pv 13.9). Os perversos têm uma lâmpada, e essa lâmpada brilha. Mas esse brilho se apagará, pois na hora da crise faltará aos perversos o combustível necessário. Então, a vida deles será como a escuridão. Caminharão às cegas para um abismo trevoso. Totalmente diferente é a vida dos justos. Eles seguem Jesus, a luz do mundo. Ele é a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina todos. Quem segue a Jesus não anda em trevas; pelo contrário, verá a luz da vida. A luz dos justos brilha com grande fulgor. A vida dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O justo anda na luz, pois não há engano em seu coração nem falsidade em seus lábios.
O justo vive na luz porque se aparta do pecado. O justo deleita-se na luz porque ama a santidade, tem prazer na misericórdia e exercita o amor.
Verso 10 – “Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.”
O orgulho não compensaDa soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria (Pv 13.10). O orgulho só gera discussões; a arrogância só produz conflitos. Da soberba só resulta a contenda. O orgulho é uma atitude execrável. É a tendência de querer ser maior e melhor do que os outros. O orgulhoso é aquele que se coloca no pedestal e olha todos de cima para baixo, do alto de sua tola prepotência. Sente-se superior, mais sábio e mais forte do que os outros. E não apenas isso: o orgulhoso é aquele que busca ocasiões para humilhar e desprezar os outros. Sempre faz comparações para exaltar suas pretensas virtudes e diminuir o valor dos outros.
A soberba, porém, precede a ruína, pavimenta a estrada do fracasso e conduz à queda. Onde a soberba entra, chega com ela a contenda. Onde o orgulho desfila, provoca discussões. Onde a arrogância mostra sua cara, produz conflitos. Totalmente diferente é a postura dos humildes. Eles não se julgam donos da verdade. Têm a mente aberta para aprender e o coração receptivo à instrução. Os humildes buscam conselhos e sabem que na multidão dos conselheiros está a sabedoria. O humilde é aquele que abre mão de suas ideias para abraçar a ideia do outro, se convencido de que encontrou melhor entendimento. O soberbo, mesmo estando errado, mantém-se irredutível, preferindo o vexame do fracasso a abrir mão de suas posições inflexíveis.
O sábio luta contra seu orgulho para se tornar humilde e aprender o que o orgulhoso ignora. Por isso, sabedor de que não é o dono da verdade, ele pede “conselhos” a pessoas de confiança. Ele não faz isso para ouvir apenas o que quer. Ele se abre para ser avaliado e ouvir palavras que, às vezes, são duras. Entretanto, a “sabedoria” que tem faz com que ele aproveite cada palavra do que ouviu para reconhecer e mudar seus erros. Ele não tenta tapar o Sol com a peneira fingindo não ter problemas, pois sabe que todos os veem. O que ele faz é trabalhar para suprimi-los. O resultado final é que o sábio se torna uma pessoa cada vez mais agradável e justa enquanto o orgulhoso fica cada vez mais insuportável. Qual dos dois é você? E mais importante: qual dos dois você quer ser daqui para frente?
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