1Pedro 4.12-19

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Texto: 1Pedro 4.12-19Título:
“ELE NÃO ESCONDEU O QUE LHE ESPERA”

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Introdução
Imagine-se ser chamado para seguir alguém e esta pessoa não lhe preparar para o que há de vir? Você iria? Lançar-se no escuro? Dar um salto sem saber a altura?
Você concorda que é complicado, certo? Até mesmo para quem tem fé, quem é um crente de verdade (no Nosso Senhor Jesus Cristo). E o crente de verdade possui fé, não fideísmo.
O crente de verdade tem sua razão esclarecida pelas Escrituras, não por outra crença (e isso é fé verdadeira), já o fideísta pouco se importa com isso. Ele precisa apenas da música de Gilberto Gil, que diz: “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá...”. Isso traz mais escuridão do que luz.
Tanto escuridão que o Gil, em sua música, fala que a fé pode estar tanto numa pessoa, como até mesmo num pedaço de pão (que sentido tem isso?!). Pois a fé destes, na sua concepção, originasse nele mesmo, para ele mesmo.
No fideísmo não há segurança alguma. Por isso procura-se responder ao problema do sofrimento das maneiras mais absurdas possíveis. Por isso o futuro é lançado ao acaso.
Mas a fé verdadeira, que é bíblica, é totalmente diferente. O Nosso Senhor Jesus Cristo não escondeu nada dos crentes. Ele não veio a terra para alimentar o erro dos fideístas. Até porque, estes estão pouquíssimos preocupados com Cristo (a não ser quando alguém usando o nome de Cristo em vão afirma que ele está ofertando algo em troca de alguma coisa). Eles preocupam-se consigo mesmo e basta.
Diferentes destes, os crentes devem recordar o que nosso Senhor Jesus Cristo disse em Mc 8:34-35. Assim está escrito:
Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
Partindo daqui então, conseguimos perceber qual o pano de fundo das palavras do apóstolo; o que Pedro compreende quanto ao “fogo que surgiu entre eles”. Este é para prová-los? Ele afirma isso no v.12. Mas será apenas para prová-los? Para sim ou para não...
Pedro parte do pressuposto encontrado em Mc 8.34, como fora lido, e mais, ele parte do próprio caminho que Nosso Senhor Jesus Cristo trilhou. Parte, e agora faz diferente. Pois, quando ele escutou Jesus em Mc 8.31-32, falando sobre sua crucificação, ele o reprovou.
E frente a isto, Cristo o repreendeu dizendo: “Para trás de mim, Satanás! Pois não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens” (v.33).
Este Pedro que escreve a epístola é diferente. É um homem transformado. Agora ele não olha para o sofrimento com olhar humano (talvez um fideísmo? Sem segurança?), mas com os olhos espirituais, através do caminho de Cristo (a verdadeira fé).
Ele foi chamado para seguir o Senhor e sabia o que lhe esperara. Pois Nosso Senhor foi claro com todos que o ouviram falar sobre sua morte, tanto com os que ouviram ele falar sobre o futuro dos que o seguiriam. O caminho dos seus discípulos.
Por isso, compreendendo que um discípulo de Jesus foi avisado antecipadamente sobre o que lhe espera...
PROPOSIÇÃO:
O DISCÍPULO DE JESUS DEVE ESTAR PRONTO PARA GLORIFICAR O DEUS CRIADOR, TANTO COMO ESTAR PRONTO PARA TESTEMUNHAR SUA FÉ EM MEIO AO FOGO (2x).
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Como um discípulo pode preparar-se para isso? Como este pode ficar pronto para glorificar o criador, tanto como para testemunhar sua fé em meio ao fogo? O nosso texto nos apresenta três verdades que respondem essas perguntas. E a primeira delas é:
1ª FAMILIARIZANDO-SE COM O SOFRIMENTO:
Sofrimento, este, que pode acontecer em várias esferas: Na individual, ou comunitária; tanto como na privada ou pública.
Será que Pedro estava falando de algum fogo específico? Algo estava acontecendo entre os irmãos? Bem, comentaristas afirmam que não. Ele estava mais preparando os irmãos para algo que o Senhor Jesus o preparou (no texto que já lemos, em Mc 8).
Por isso a expressão “não se surpreendam”. É um comando (uma ordem), para algo futuro. Mas o comando é acompanhado com o seguinte detalhe: “como se algo estranho lhes estivesse acontecendo”.
Em outras palavras: passar por sofrimentos, desconfortos etc., não deveria ser estranho para o discípulo de Cristo. Mas parece que para os cristão a época do Nosso Senhor era mais palpável o que ele ensinou em Mc 8.34, do que para nós hoje. “O seguir após ele e carregar a cruz”.
Sobre carregar a cruz, certa vez um pastor disse:
“Haverá aqui alguma dor. De fato, há farpas na madeira da cruz do cristão enquanto estamos cercados nesta vida presente por uma atmosfera estranha ao Reino de Deus”. Francis A. Schaeffer.
Se nos familiarizarmos com isso, não haverá surpresa, nem estranheza. E o sentimento que tomará conta de nossa alma será a alegria.
Familiarizando-se com o sofrimento, estarei pronto para me alegrar? Certamente! Pedro afirma isso no v.13. E não limita esta alegria a eternidade, mas ela já começa aqui!
Mas, parece que, não é algo imediato. Pois de fato, o sofrimento existe por causa do pecado. Mas na presente dispensação, através da redenção em Cristo, até em meio a dor o discípulo saltará de alegria. Pois isso é prova de que ele está no caminho que Nosso Senhor Jesus Cristo apontou!
Mas como disse Pedro no v.13a: “isso acontecerá a medida que participarmos dos sofrimentos de Cristo”.
Mas há outra forma que conduzirá o discípulo e o deixará pronto:
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2ª ABRAÇANDO A CAUSA DE CRISTO:
Algumas pessoas se familiarizam com o sofrimento, por doença. Doença espiritual. Na alma. Por exemplo: relacionar-se com pessoas tóxicas. Em partes (na maior dela) a culpa é da pessoa má? Claro!
Mas noutra, a pessoa que sofre nas mãos de alguém assim está doente: carente/codependente da pessoa má. “Mesmo que a pessoa seja sincera”? “Sim! Por isso ela estará sinceramente errada”.
Isso não é sofrer por causa de Cristo! Pois o codependente está sendo usado, mas também usa a pessoa que lhe maltrata. Claro que deve ser tratado com misericórdia. É alguém que necessita de Jesus, mas o substituiu em seu coração, colocando ali outra pessoa.
Os sinais do seu sofrimento — por ex.: perseguição — serão o termômetro que atestará se você está sofrendo por abraçar a causa certa! Que é: O Nome de Cristo.
Nosso Senhor afirma em Mt 5.10-12:
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.
A conjunção causal, nas bem-aventuranças nos ajudam a interpretar o texto bíblico. Pois nos mostram o resultado e posteriormente a causa. Ex.: “Bem-aventurados os perseguidos”. Por causa de que? Ou de quem? R: “Por causa da justiça”. Mas justiça de quem? E por aí vai.
Nesta duas bem-aventuranças somos apresentados aos que sofrem ataques de várias formas, mas não por algo que vem de si mesmos. Não é como a fé do fideísmo. Lembra? É por causa de Cristo! O próprio Senhor Jesus declara tais palavras.
Do mesmo modo Pedro afirma no v.14: “Se você são insultados por causa do nome de Cristo”. Daí vem o resultado: “felizes são vocês”. Pois “o Espírito de Deus, repousa sobre vocês”. As pessoas veem isso. Agora perceba: alguns perseguirão você. Sim! Você os incomodará! Mas não por si mesmo, é por causa do Evangelho em tua vida!
É a antítese para o mundo. É o que choca com a mentira existente no mundo (incluindo as pessoas que a adotam).
É possível que um cristão se envergonhe disso? Sim. Pedro fala isso no v.16. Mas ele adverte os irmãos: “… se sofre como cristão, não se envergonhe”. Mesmo assim, ele não fala isso para massagear o ego do discípulo, pelo contrário, lembra que o mesmo deve “glorificar a Deus por meio desse nome” (cristão/ser cristão).
E há uma terceira e última verdade que conduzirá o discípulo:
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3ª CONFIANDO NA SOBERANIA DO CRIADOR:
Pedro inicia do v.17 falando sobre o juízo. Ele não fala de condenação, o que seria errado para com um eleito de Deus. Um eleito não é condenado. Mas a ideia que Pedro nos trás no texto, conforme os versículos que seguem é a seguinte:
“O julgamento de Deus é primeiro para a família de Deus, e, depois, chegará inevitavelmente “àqueles que não obedecem ao evangelho de Deus”. Por isso, atenção: “Quando o dia do julgamento chegar, Deus, mais do que depressa, testemunhará contra os perversos (ver Ml 3.5)”. E neste caso, iniciará entre os perversos chamados: “joio”.
Se é difícil ao justo ser salvo, que será do ímpio? Este não tem Cristo como Senhor. No v.18 Pedro usa Pv 11.31 e a pergunta retórica ali existente (como é citada no texto). E a resposta é clara e objetiva: “o ímpio será condenado”!
Eis aí a esperança do crente: o Senhor é justo e condenará o ímpio, inclusive aquele que infligiu sobre o discípulo de Cristo sofrimentos.
Deste modo Pedro conclui essa perícope (recorte do texto) lembrando aos que sofrem, que estes “devem confiar sua vida ao seu fiel Criador e praticar o bem”. Em outras palavras: o ímpio está sob o governo de Deus, porque temê-lo? Mesmo que este cause algum prejuízo a sua vida? E mais: porque cessar de praticar o bem? As boas obras? Por acaso quem é o seu Senhor?
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CONCLUSÃO:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Para ajudá-los a refletir mais, trago algumas perguntas:
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FAMILIARIZE-SE COM O SOFRIMENTO?
ABRACE A CAUSA DE CRISTO?
CONFIE NA SOBERANIA DO CRIADOR?
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