ED - A bíblia - parte 3
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Parte 3 - Os dois muros e a obra do Espírito Santo
Parte 3 - Os dois muros e a obra do Espírito Santo
1. Os dois muros.
1. Os dois muros.
Se por um lado a bíblia é o livro onde qualquer pessoas que leia pode ser achada por Cristo, por outro lado, quando queremos aprofundar mais o conhecimento que temos de Deus, há barreiras que se levantam e que nos impedem de entender em maior pormenor o que Deus nos quer dizer.
É como ver a beleza do oceano, está ao alcance de qualquer um olhar e ver a sua grandeza, a vastidão dos mares, a força das ondas e a beleza da sua cor, no entanto, se quisermos analisar mais aprofundadamente os oceanos, temos de nos equipar com instrumentos de mergulho, ter aulas para tal e mergulhar em locais estratégicos, dá muito trabalho, mas só assim conseguiremos ver a cor dos corais, o tamanho dos peixes, a beleza de todas as cores, etc…
1.1 - Distância causada pela natureza divina da bíblia:
1.1 - Distância causada pela natureza divina da bíblia:
1.1.1 - Eu sou imperfeito, Deus é perfeito!
1.1.1 - Eu sou imperfeito, Deus é perfeito!
Como posso eu ter contacto com alguém perfeito quando eu tenho tantas imperfeições?
1.1.2 - Eu sou limitado, Deus é Todo-Poderoso!
1.1.2 - Eu sou limitado, Deus é Todo-Poderoso!
Eu caibo em Deus, mas Deus não cabe em mim, é grande demais!
1.1.3 - Eu sou pecador, Deus é Santo!
1.1.3 - Eu sou pecador, Deus é Santo!
Esta talvez seja a distância maior pois, se as duas anteriores se salientam pela grande separação entre mim e Deus, esta separação coloca-me no alvo de Deus para me destruir… a Santidade de Deus não é brincadeira, os próprios profetas quando viam a glória de Deus temiam morrer dada a Santidade do Senhor!
1.2 Distância causada pela natureza humana da bíblia:
1.2 Distância causada pela natureza humana da bíblia:
1.2.1 - Temporal
1.2.1 - Temporal
A bíblia teve o primeiro livro escrito á cerca de 4000 anos e o último á cerca de 2000 anos. Não estamos a ler do diário de notícias, este livro tem milhares de anos.
Exemplo
Jó 40.15 (ARA)
15 Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi.
Na minha versão tenho escrito Hipopótamo, já outras versões podem ter Behemote. Na verdade, hipopótamo talvez seja o mais semelhante que existe hoje e que se encaixa nesta descrição, mas a sua cauda não se enquadra no verso 17 e não se alimenta em montes como no verso 20. Que animal é este? Ninguém sabe.
Há quem diga que é um braquissauro, um dinossauro que não existe mais mas, ninguém sabe, entendemos o contexto mas estamos limitados no conhecimento visual porque já passaram tantos anos que o animal já foi extinto.
1.2.2 - Contextual
1.2.2 - Contextual
As pessoas que Deus usou para escrever a bíblia tinham visões muito diferentes das nossas, a sua cultura, as suas práticas, etc, eram muito diferentes das nossas culturas e práticas de hoje em dia. Aquelas culturas já não existem mais!
Exemplo
Gênesis 24.61–67 (ARA)
61 Então, se levantou Rebeca com suas moças e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo tomou a Rebeca e partiu.
62 Ora, Isaque vinha de caminho de Beer-Laai-Roi, porque habitava na terra do Neguebe.
63 Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos.
64 Também Rebeca levantou os olhos, e, vendo a Isaque, apeou do camelo,
65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu senhor, respondeu. Então, tomou ela o véu e se cobriu.
66 O servo contou a Isaque todas as coisas que havia feito.
67 Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.
Como podemos encaixar na nossa cabeça que um jovem, vê outra jovem e ambos vão para uma tenda e consumam o casamento?
Hoje existe uma amizade, um namoro, talvez noivado, na altura não, e quem escolhia também não eram os noivos. Há uma distância cultural enorme desde esses dias até aos dias de hoje. Uma cena destas nos dias de hoje era uma “curte”, onde depois ia cada um para seu lado, mas aqui, eles ficaram casados a vida toda!
Precisámos de analisar o contexto para não cair em erros de interpretação.
1.2.3 - Linguístico:
1.2.3 - Linguístico:
A bíblia foi escrita em 3 idiomas, Hebraico, Grego e Aramaico. O Aramaisco ja ninguem fala, o gegro e o Hebraico que existem nos dias de hoje são completamente diferentes dos que existiam na altura.
Exemplo:
Mateus 26.73–75 (ARA)
73 Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia.
74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.
75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.
Sabemos que Pedro negou Jesus antes do galo cantar, mas, o galo cantou mesmo?
Os estudiosos dizem que no tempo da Páscoa dificilmente haveria alguém a criar galos ou galinhas naquela parte da cidade.
Também precisámos de saber um pouco de contexto cultural, a noite era dividida em quatro vigílias:
A primeira vigília: das 18:00 hs às 21:00 hs
A segunda vigília: das 21:00 hs às 24:00 hs
A terceira vigília: das 00:00 hs às 03:00 da manhã
A quarta vigília: das 03:00 às 06:00 da manhã
A terceira vigília era chamada “o canto do galo”. Podemos confirmar isso não só por dados históricos mas também pelas palavras de Jesus:
Marcos 13.35 (ARA)
35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã;
Ou seja, a terceira vigília era chamada o “canto do galo”, portanto, não foi um galo que cantou quando Pedro negou Jesus, foi uma corneta tocada pelos romanos que marcava a terceira vigilia.
Mas alguém pode perguntar, como explicar o seguinte versículo?
Marcos 14.30 (ARA)
30 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes.
Marcos tinha esta informação adicional pois estava a escrever para os romanos, era sabido que, quando havia troca de turnos entre os soldados, a trombeta era tocada para haver essa troca conforme as vigílias, assim, era normal haver mais do que um toque de trombeta pois, para se ouvir em todas as muralhas, devia haver mais do que um “canto de galo”
1.2.4 - Autoral
1.2.4 - Autoral
Nós não conseguimos perguntar ao Paulo como era a prisão, nem ao Pedro como foi a experiencia de caminhar com Jesus…Os autores ja morreram, não há como falar com eles hoje.
Exemplo:
2Coríntios 12.7–9 (ARA)
7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Qual seria o espinho na carne que Paulo estaria a sentir? Seria um problema de visão? Uma debilidade física? Uma dificuldade na sua personalidade? Não sabemos nem ninguém vai conseguir saber neste mundo. Ele já morreu, não tem como conversar com o Paulo para saber a que ele se referia, no entanto, sabemos que o Senhor lhe deu uma dificuldade que o ajudava a manter-se humilde, ainda que ele sentisse essa fraqueza tantas vezes o Senhor lhe respondeu que a Sua graça lhe bastava.
Não sabemos tudo, mas já ouvi várias vezes, pessoas a pedir ao Senhor ajuda para que algo mudasse na sua vida e ouviram do Senhor a mesma orientação “a minha graça te basta”
Vimos então quatro pequenos exemplos que, quando vemos só na superfície, há coisas que não alcansamos, ainda assim, nenhum destes exemplos nos leva a cometer uma heresia pois:
Behemote ou hipopótamos, foi Deus quem criou;
Com ou sem namoro, Isaque e Raquel casaram e mantiveram-se puros até ao casamento;
Se foi um galo ou uma trombeta, Jesus profetizou acertadamente quando Pedro O ia trair;
Qual era o espinho a que Paulo se referia, não sabemos, mas a graça de Deus lhe bastava.
No entanto, existem situações onde as interpretações são tão descabidas que a bíblia é usada como argumento para pecar:
Exemplo do homem que leu adultera em vez de adúltera; - https://www.youtube.com/watch?v=EG7Ey3VLP3M
Almeida Revista e Atualizada (Capítulo 3)
3.1 Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.
Concluimos pois que, se queremos mergulhar mais fundo nas escritudas, precisamos de orar e trabalhar.
2. A obra do Espírito Santo no estudo da Palavra
2. A obra do Espírito Santo no estudo da Palavra
Há cada vez mais pessoas a pegar no que está escrito e a dizer que receberam da parte de Deu algo novo, uma revelação. Outros dizem que são inspirados por Deus para fazer coisas como músicas ou textos santos…precisámos de esclarecer aqui três termos:
Revelação
Revelação
Inspiração
Inspiração
Iluminação
Iluminação
Exemplo: O ES revelou várias verdade a Isaías, foram reveladas a ele e ele foi usado por Deus para divulgar essas verdades. Depois o ES inspirou Isaías para escrever essas verdades, e daí se chegou ao livro de Isaías.
Hoje, não temos mais revelações nem inspirações da parte de Deus para as colocarmos no mesmo patamar de autoridade da bíblia.
Hoje, o que o ES faz é iluminar-nos, ou seja, o ES ajuda-nos através de vários instrumentos de forma a conseguirmos interpretar corretamente aquilo que já foi revelado e inspirado a ser escrito.
Nós não nos baldamos a estudar para um teste e depois, quando nos sentamos para o fazer pedimos a Deus que nos ajude… Deus ajuda a estudar para depois termos um bom teste… também não esperemos que o conhecimento da bíblia venha de forma milagrosa e sem esforço, é necessário trabalhar e estudar, só assim podemos mergulhar mais fundo nas escrituras
Deus não faz de forma milagrosa aquilo que nos capacita para fazer, todos nós temos ao nosso alcanse mais recursos do que muitos teólogos que impactaram a história, trabalhemos investindo mais dedicação naquilo que é eterno! O ES não ajuda preguiçosos. VER VÍDEO
A bíblia
O trajeto da bíblia
Práticas dos copistas (uma idéia de algumas regras que os copistas tinham ao copiar os pergaminhos bíblicos, mensionar a sptuaginta) - procurar
Biblía VS tudo o resto (comparar a quantidade de cópias bíblicas e outras obras humanas em que os ateus acreditam) - procurar e AN
Erros (mudar a ordem abaixo?) (jogo do telefone?)
Houve erros dos copistas - dar alguns exemplos AN, 95% da bíblia está perfeita
Os autores bíblicos não receberam conhecimento pleno e omnisciente acerca do mundo ao escreverem - AN
Há partes difíceis de entender a bíblia - AN
As traduções não são inerrantes
A seleção dos livros bíblicos
Apócrifos e canónicos (breve resumo de como se chegou aos 66 livros e porque outros foram rejeitados) - Procurar
Melhor tradução
Equivalência formal - ARC, Trinitariana
Equivalência dinâmica - ARA, NVI
Equivalência dinâmica mais extremada - NTLH, A mensagem
Divisão dos livros por estilo literário (tabela periódica como atividade de grupo)
A necessidade de interpretar a bíblia
A distância causada pela natureza humana da bíblia: - AN
Temporal
Contextual
Linguístico
Autorial
A distância causada pela natureza divina da bíblia: - AN
Eu sou imperfeito, Deus é perfeito
Eu sou pecador, Deus é Santo!
A solução é orar e trabalhar! - AN
A postura do crente para interpretar a bíblia
A meta - AN
Revelação
Inspiração
Iluminação
O ES não ajuda preguiçosos
Pressupostos da interpretação reformada:
A existência de Deus
Revelação progressiva
Inspiração e autoridade
História da redenção
Cristo é o centro das escituras
Cânon completo - Já falado
Regras básicas
A mensagem central da bíblia é a revelação de Deus em Jesus Cristo - história da redenção
A bíblia é o seu melhor interprete;
O AT é interpretado pelo NT
O texto quer dizer o que autor quis dizer
O sentido natural deve ter prioridade sobre o sentido figurado
Cada texto tem um sentido mas diferentes aplicações
Todo o texto deve ser analisado dentro do seu contexto
………….
A bíblia explica-se a si mesma; - b
Comece com o sentido comum e simplificado das palavras - e
Observe o significado das palavras indicado pelo contexto anterior e posterior - g
Considere o objetivo do texto que está a ser lido -
Consulte as passagens paralelas - c?
O texto deve significar para nós o mesmo que significou quando foi escrito. -d
Exegese
Normalmente, o exegeta começa seu exame de uma passagem definindo as palavras nela. As definições são básicas para entender a passagem como um todo, e é importante que as palavras sejam definidas de acordo com sua intenção original e não de acordo com o uso moderno. Para garantir a precisão, o exegeta usa uma tradução confiável e dicionários de grego e hebraico.
Em seguida, o exegeta examina a sintaxe, ou seja, as relações gramaticais das palavras na passagem. Ele encontra paralelos, determina quais ideias são primárias e quais são subordinadas e então descobre ações, sujeitos e seus modificadores. Ele pode até fazer o diagrama de um versículo ou dois.
Abordagem sincronica
Prática
Homilética
AN - https://www.youtube.com/watch?v=jJ9UUi_36Dc&t=1418s
Shedd - https://www.youtube.com/watch?v=ROX8d4WU4rs&t=2498s
podcast - https://podcasts.apple.com/pt/podcast/bibotalk-todos-os-podcasts/id523849671?i=1000478731704 - é um conteudo que eu acho demasiado dificil , mas achei interessante… o que eu percebi…
Como nos indica Marguerat e Bourquin (2008), existem três tipos de exegese
que são praticadas no mundo francófono em relação ao texto bíblico. O primeiro é
o tradicional método histórico-crítico, pois intenta fazer uma reconstituição das
condições históricas em que o texto foi produzido. O segundo é o método semiótico,
cuja primeira preocupação não é o mundo em que o texto foi produzido, mas o
funcionamento da linguagem no mundo do texto, ou seja, “nada fora do texto, nada
além do texto”. E o terceiro método de leitura do texto bíblico (e do qual falaremos
mais detidamente neste trabalho) é a análise narrativa, que é o método que “se orienta,
primordialmente, não pelo autor; nem pela mensagem, mas pelo leitor; considera
o efeito da narrativa no leitor, leitora, e a maneira como o texto os faz cooperar no
deciframento do sentido”
