Vigilância e Santidade

Uma Santa Igreja  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 13 views
Notes
Transcript
Handout
1Tessalonicenses 4.13–18 “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”
INTRODUÇÃO
A situação dos mortos em Cristo e a vinda do Senhor
Quando o mundo se revoltou contra seu Criador, e o Criador foi desafiado por Suas próprias criaturas, um grande abismo se abriu entre Deus e o homem. A primeira vinda de Cristo foi como uma ponte que cruzou o abismo e abriu um caminho de acesso de Deus ao homem, e então do homem a Deus. O segundo advento de nosso Senhor tornará essa ponte muito mais larga, até que o céu desça à terra; e, finalmente, a terra subirá ao céu.
Charles I (rei da Grã-Bretanha)
- Não há razão para se desesperar!
Esse parece ser o intuito de Paulo ao escrever esse trecho da carta. Consolar os irmãos quanto as expectativas quanto ao futuro, em especial quanto aos que dormem no Senhor.
- A razão pela qual o cristão não precisa se desesperar é a crença absolutamente certa que eles têm sobre o futuro.
- Paulo apresenta isso no que é chamado de condição de primeira classe, com a partícula ei afirmando a verdade da afirmação (“se” = “desde”), portanto, “Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu”. Paulo já havia mencionado esta promessa no capítulo 1 (v. 10), quando falou em “esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos”. Esta foi uma verdade estabelecida para a igreja primitiva, fundamentada no credo mais antigo de 1Coríntios 15.3–5, que “Cristo morreu pelos nossos pecados … foi sepultado … [e] ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.
- O propósito desta declaração inicial é mostrar-lhes que essa doutrina central está no âmago de toda a fé cristã. Assim, a esperança cristã está fundamentada na verdade absoluta e na realidade concreta da ressurreição de Jesus.[2]
- Temos uma divisão entre capítulos e versículos nas cartas e livros, mas sabemos que originalmente não foram escritos assim. As divisões existem para que didaticamente tenhas acesso facilitado ao texto bem como, orientação geográfica de onde o texto se encontra.
Como acabamos de ler, o capítulo 5 continua a ideia inicialmente desenvolvida por Paulo no final do capítulo 4. Tivemos uma clara exortação à santidade, Paulo fala aos irmãos que eles devem não apenas saber tais verdades, mas também praticá-las e crescer na prática do amor e santidade.
- O final do capítulo 4, o apóstolo encerra tratando sobre um assunto, que aparentemente tem gerado algum tipo de preocupação e tristeza dentro da igreja de Deus.
- Vimos várias vezes que aos apóstolos não importava apenas uma “pura doutrina”. Não é suficiente um ensino puro do Evangelho, é necessário que exista prática e progresso nisso.
Não obstante, consideravam que um nível de compreensão claro e abrangente era decisivo nas igrejas! Justamente por serem respeitadas como “igrejas de Deus” com toda a sua autonomia e liberdade, não podiam jamais “ser ignorantes” a respeito de aspectos importantes, precisavam ter os devidos conhecimentos em todas as questões essenciais e ser capazes de discernir de forma nítida. Por isso, muitas vezes mais Paulo repetirá em suas cartas a fórmula “Não queremos que sejais ignorantes”!
- Estamos diante de uma importante lição que devemos levar para as nossas vidas. Precisamos ter uma clara e profunda compreensão do Evangelho, da sã doutrina. Não podemos ser ignorantes para aquilo que diz respeito a nossa própria fé.
DESENVOLVIMENTO
- Quanto ao texto, devemos considerar que, ao que parece, embora a igreja seja nova (jovem), ela já experimentou os primeiros casos de falecimento em suas fileiras. Nada indica que esses casos de morte estivessem ligados à sua “tribulação”, nem mesmo a expressão “que adormeceram por meio de Jesus” é usada para isso.
- É possível que Timóteo estivesse relatando a Paulo que a Igreja foi duramente abalada pelo falecimento de seus membros.
- Afinal, aguarda dedicadamente pelo Senhor vindouro e se alegra de todo coração pelo grande dia. Contudo – os agora falecidos não estarão então com eles?! O que será feito deles? Não sairão perdendo? Porventura morrer antes da parusia não seria praticamente um revés em sua vocação? De qualquer modo esse fato era algo totalmente imprevisto, que nem mesmo os mensageiros tinham levado em conta na evangelização.
- É verdade que talvez essas questões possam até parecer sem muita relevância para nós hoje. Mas a resposta dos mensageiros de Jesus provocará em nós uma surpresa muito maior. Porque ela não se parece em nada com a resposta que nós daríamos hoje, com toda a naturalidade!
- Os mensageiros não “consolam” a igreja com a asserção: os falecidos não saem perdendo, pelo contrário, eles têm uma grande vantagem. Afinal, já chegaram ao alvo, já estão na glória junto do Senhor, pela qual nós vivos ainda precisamos esperar. Nenhuma palavra nesse sentido!
Nenhuma palavra sobre “entrar no céu”, que afinal deveria ser a resposta inevitável neste trecho, diante da preocupada indagação pelos adormecidos, se – realmente tivesse sido parte da esperança dos mensageiros de Jesus!
- O estudo deste texto me ensinou algumas coisas que ainda não havia me atentado. Não há vantagem entre os que foram primeiro e os que esperam para ir.
- É verdade que se trata de “consolo”. “Consolai-vos, pois, uns aos outros com essas palavras” é final e alvo de todo o trecho.
- Os cristãos em Tessalônica não devem “estar entristecidos como os demais que não possuem uma esperança”.
- Contudo essa certeza verdadeiramente consoladora e que supera toda tristeza não é: vossos queridos, enfim, estão no céu, na glória! Estão descansando no Senhor.
- Pelo contrário, uma breve frase diz: nós experimentaremos o próximo grande evento da história da salvação, a parusia do Senhor e a consumação da igreja, junto com eles, nós todos vivenciaremos isso em conjunto! Todo o “consolo” está contido na única palavrinha “simultaneamente”: “arrebatados simultaneamente com eles” (v. 17).
- Já havia se atentado a isso?
- Ou seja, na verdade ninguém tem uma vantagem em relação ao outro: nem a igreja que ainda vive na terra tem vantagem em relação aos mortos, nem os mortos têm vantagem alguma em relação a nós, como se agora já estivessem na glória “antes de nós”. Para os ainda vivos e para os já adormecidos vale um decisivo “simultaneamente”.
- Mas, talvez você ainda pergunte: e até lá? O que acontece com os agora adormecidos? No fundo, perceba isso, o texto não dá nenhuma resposta. Isso nem mesmo é tão importante. Se os que agora morrem no Senhor participarão simultaneamente conosco da parusia, então tudo está plenamente resolvido. A rigor não é necessário saber mais do que isso.
- Lançamos aqui um profundo olhar sobre o pensamento genuinamente bíblico!
- Como está liberto do eue repleto das grandes coisas de Deus! “Santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade na terra!”, é esse seu ardente desejo.
- A maravilhosa graça que se concede ao pequeno eu individual é poder participar quando as grandes coisas de Deus acontecem. Não importa o que “entrementes” é feito do eu.
- Vivemos em um tempo, onde tudo isso tem sido inteiramente distorcido entre nós! Interessa-nos justamente apenas o eu individual e seu destino além da sepultura.
- Perceba como a igreja e sua consumação, a vitória de Jesus, a causa de Deus nos deixa totalmente indiferentes e praticamente sumiram de nosso horizonte “cristão”.
- Nessa situação torna-se salutar para nós que aqui estamos, e também em outras ocasiões, a Bíblia apenas aluda rapidamente à condição de nosso querido e importante eu após a morte, amarrando nossa verdadeira esperança e nosso consolo fundamental de forma integral a Jesus e suas grandes façanhas vindouras. Ou seja, não há qualquer alusão ou explicação demorada quanto a isso. E nisso deve estar o nosso consolo.
- Tudo está centrado e alicerçado sobre:
- “A vinda de Jesus, a vitória de Jesus, a soberania de Jesus certamente presenciaremos”
– Eu te pergunto: Isso não deveria ser também consolo suficiente para nós na morte?
- Em que se alicerça nossa límpida esperança pelos nossos falecidos e por nós mesmos ao morrer?
- “Porque se cremos que Jesus faleceu e ressuscitou.” Nossa “esperança” não pode se dissociar de nossa “fé”, seguindo caminhos próprios, por assim dizer. Ela decorre de nossa fé.
- Nossa fé possui clareza total sobre a trajetória de Jesus. Jesus morreu, mas não permaneceu na morte, foi ressuscitado. Isso, porém, não foi uma experiência particular, mas algo que aconteceu ao Cristo, o Rei de seu povo, o cabeça de seu corpo. Em tudo ele é “primícias” (1 Co 15:20), o “primeiro feixe” do campo da colheita, ao qual toda a grande safra sucede.
- A partir daí é imperiosa a conclusão que confere certeza aos tessalonicenses preocupados e a nós: “Da mesma forma também Deus há de reunir com ele os que adormeceram através de Jesus.”
- Três coisas são significativas para nós aqui.
(1) Primeiro: qualquer tentativa de demonstrar uma “imortalidade da alma” e fundamentar a esperança sobre isso está inteiramente afastada. A ação manifesta de Deus em Jesus propicia um fundamento completamente distinto, sólido.
(2) Segundo: por pertencermos a esse Jesus que “morreu e ressuscitou” não fomos deixados a sós nem abandonados em nossa morte. Nós “adormecemos mediante Jesus”. Aqui já se assinala o que se expressa mais tarde de forma tão clara e consoladora em Rm 14:7ss. Independentemente de ser martirizado em nome dele ou definhar sob uma enfermidade, se há muitas pessoas à minha volta ou se meu fim é solitário, o próprio Jesus tem esse fim em suas mãos.
(3) E por fim: sem dúvida a formulação “Deus há de reunir com ele os que adormeceram mediante Jesus” é bastante oscilante. Poderia expressar apenas que na parusia Deus reconduzirá os que adormeceram de volta a Jesus.
- Então ela seria quase que correspondente às últimas linhas do presente trecho da carta. Na sequência de sua frase: “Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou” Paulo a rigor deveria ter continuado: da mesma forma Deus também “ressuscitará com ele” os que adormeceram mediante Jesus.
- Mas, como para ele e os tessalonicenses importava a participação dos falecidos na parusia, e não apenas sua vivificação em si, ele de imediato passa para além do “ressuscitar” até o “reunir com Jesus”, ou seja, para a ocasião da parusia.
- Não obstante, talvez possamos dar um passo além a partir daí. Visto que Deus na verdade cuidou do Senhor Jesus também nos dias entre morte e ressurreição, ele também cuidará “do mesmo modo” dos cristãos adormecidos e os “reunirá com Jesus”. Então residiria nessa expressão a base daquela grata certeza que Paulo expressa em Fp 1:23 em vista de seu provável martírio iminente: o desmontar da tenda na morte é diretamente seguido do “estar junto de Cristo”, o que é “incomparavelmente melhor”, ainda que não seja absolutamente a consumação nem a glória plena.
- A expressão oscilante “reunir com ele” seria um olhar muito rápido para dentro do “estágio intermediário”. Os adormecidos são e continuam sendo “mortos”. Isso é incontestável a partir do v. 16.
- Mas “mortos” de forma alguma significa “inexistentes”. Tampouco se diz “dormentes”, uma vez que o uso da palavra “adormecido” na presente carta corresponde meramente ao uso terminológico geral grego e não implica nada em termos objetivos acerca da condição após a morte.
- De qualquer modo “cristãos” são “mortos em Cristo”, ou seja, mortos sobre os quais “Jesus Cristo é o Senhor”, da mesma forma como sobre os viventes (Rm 14:9; Hb 12:23; Lc 23:43)!
- Até mesmo “mortos” não estão separados de Cristo, logo estão abarcados pelo senhorio dele, pela paz dele, pela proteção dele. Não estão “perdidos” (1 Co 15:18).
- Contudo – esse saber também precisa bastar. Não obtemos nenhuma outra informação, muitas perguntas permanecem em aberto.
- Reiterando: para uma igreja que realmente aguarda o Senhor vindouro tudo isso também não é importante, desde que possa ter certeza de uma única coisa: nossos mortos estão abrigados em Cristo e de maneira alguma estarão em desvantagem no dia da parusia.
- Por isso é a essa parusiaque a carta se dedica na sequência. Surge expressamente o termo técnico “parusia”. Seu sentido literal é “presença”, mas também “chegada”, podendo ser utilizado singelamente no linguajar corriqueiro acerca da vinda de uma pessoa: 1 Co 16:17; 2 Co 7:6.
- Mas já na linguagem daquele tempo a palavra pode se revestir de uma conotação solene, “oficial”. Era empregada para a “visita governamental”, para o “advento” de um soberano, especialmente para o novo imperador, que “vinha” para Roma depois de anos de distúrbios e conflitos, trazendo felicidade a todos com sua “presença” e colocando tudo em ordem. Também aqui na carta na realidade se trata da chegada de um soberano: “parusia do Senhor”, e naquela época a palavra “Senhor” = kyrios – conhecida nas liturgias pelo Kyrie eleison – ainda não estava tão desgastada como hoje.
- O que o novel cristianismo entendia por “chegada do Senhor” era decididamente o contrário de todas as entradas triunfais e visitas governamentais daquela época. Agora vem o verdadeiro e real soberano do mundo, que de fato e definitivamente traz a salvação e a paz à terra dividida e ensanguentada, enquanto os adventos dos imperadores terrenos, apesar de toda a ostentação de pompa e entusiasmo, conduziam tão-somente a novas decepções.
- Por isso a “parusia do Senhor” também passa a ser descrita como fenômeno oposto àquelas marchas triunfais do imperador com todo seu poder e magnitude.
- O novo aparecimento de Jesus, agora oculto e invisível, está “subordinado a uma palavra de comando”. Porque dia e hora dele “ninguém conhece, nem mesmo os anjos no céu, tampouco o filho, mas unicamente o Pai” (Mc 13:32). Afinal, ele é determinado pelos grandes planos de Deus, que somente ele, o Pai, supervisiona pessoalmente. Por isso não apenas a igreja “aguarda”, mas também nosso Salvador sumamente exaltado “está assentado à destra de Deus, aguardando, daí em diante …” (Hb 10:12s).
- O Pai precisa primeiramente dizer ao Filho: “Agora chegou o momento, vá e consuma a obra!” O Filho “não pode fazer nada por si próprio” (Jo 5:19). Ó que comando magnífico, quando o Deus santo e vivo dará a ordem para que se realizem os últimos atos de Jesus que consumarão a tudo!
- Imediatamente o céu toma conhecimento dessa ordem. Como é pobre e sombria nossa visão de mundo quando não pensamos mais naquele mundo imenso cheio de luz e vida que participa dessa maneira de tudo que diz respeito à obra de Deus na terra! Agora um arcanjo, um príncipe dos anjos, anuncia em alta voz aos céus: A hora chegou!
- Tampouco falta a trombeta que podia ser ouvida no exército romano e nos grandes desfiles em honra ao imperador. Contudo – aqui é uma “trombeta de Deus”! Em 1 Co 15:52 Paulo a chama de “última trombeta”, ou seja, sem dúvida a última daquelas “sete trombetas” de que fala João em Ap 8ss. Mas em toda a figura não deve ser esquecida a relação com Mt 24:31.
- É bem verdade que o evangelho de Mateus ainda não havia sido escrito na época da presente carta. Paulo não possuía aquela passagem em forma de livro. Mas a exposição que Jesus havia feito das “últimas coisas” era amplamente conhecida nas igrejas. Nessa exposição já estava explícito o papel dos anjos e da “grande trombeta” na parusia e no arrebatamento da igreja.
- Na sequência manifesta-se ele mesmo, o Kyrios, “ele próprio o Senhor”. Do trono à destra do Pai ele vem e “desce do céu”. Então … Paulo assevera à igreja que agora não dará asas à sua fantasia e tampouco trará a interpretação de outras palavras da Escritura. “Isso nós vo-lo declaramos em uma palavra do Senhor” (v. 15)!
- Não sabemos se os apóstolos possuíam palavras de Jesus sobre sua vinda que não nos foram transmitidas nos evangelhos ou se Paulo recebeu explicações especiais expressas de Jesus em suas “visões e revelações do Senhor”, de que fala em 2 Co 12, ou em outra ocasião.
- Basta que ele alicerce a certeza dele e nossa diretamente em Jesus e sua própria palavra, não defendendo aqui opiniões dogmáticas ou exegéticas.
- Esta é, pois, sua certeza: quando o Senhor descer do trono celestial “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”. Portanto, o primeiro efeito da parusia penetra até mesmo no mundo dos mortos, de sorte que justamente os cristãos adormecidos “de forma alguma” estarão em desvantagem diante dos demais.
- Independentemente de qual seja a condição desses “mortos em Cristo”, agora “ressuscitam”: obtêm a nova gloriosa corporeidade – à semelhança do corpo glorioso do próprio Jesus, Fp 3:21 – alcançando assim toda a plenitude da vida divina. Somente então o efeito da parusia se volta “aos vivos que sobram até a parusia”.
- Não se fala de sua “transformação” (cf. 1 Co 15:51–53) – os tessalonicenses haviam sido bem informados disso, não tinham dúvidas acerca disso, alegravam-se com isso. Novo e importante para eles é que agora os ressuscitados e transformados são “simultaneamente”, como que arrastados por poder tempestuoso, “arrebatados em nuvens … para o ar”.
- Aqui as “nuvens” evidentemente não são as formações nebulosas que conhecemos. Não é preciso “desmitificar” nada. Pelo contrário: “nuvem” é invólucro divino de um acontecimento divino, assim como na travessia do deserto o Deus vivo que liderava o povo está oculto na “coluna de nuvens”, e assim como na transfiguração de Jesus sobre o monte “uma nuvem branca os encobria”, da qual ressoava a voz de Deus, e na ascensão “uma nuvem o recolheu diante de seus olhares”. De maneira idêntica a igreja ressuscitada, transfigurada, glorificada, ao ser acolhida por seu Senhor, será afastada dos olhares do mundo por meio de “nuvens”.
CONCLUSÃO
1 Tessalonicenses 5: “1 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; 2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. 3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. [3]
Venha, Senhor Jesus,
venha rapidamente, com uma vida mais plena, e luz, e amor,
nesta alma tão morta, escura, e descontente,
que esta pode vir com boa vontade até ti.
Richard Baxter (Religioso Puritano)
- O Senhor vem!
Antes da vinda de Cristo, é inútil esperar ver uma Igreja perfeita.
John Charles Ryle (Bispo de Liverpool)
- Não sabemos nem dia e hora, mas Ele vem!
SDG.
[1] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Ts 4.12–18. [2]Grant R. Osborne, 1 e 2 Carta aos Tessalonicenses, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 116. [3] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Ts 5.1–3.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.