Conferência Venha o Teu Reino (Caculé - 02 e 03/11/24)
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(Pr Edmilson)
VIDA DE SACRIFÍCIO
VIDA DE SACRIFÍCIO
SÁBADO - Vivendo no Espírito
SÁBADO - Vivendo no Espírito
João 3.1–5 (NVI)
1 Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. 2 Ele veio a Jesus, à noite, e disse: “Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele”.
3 Em resposta, Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”.
4 Perguntou Nicodemos: “Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!”
5 Respondeu Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.
Ao observar a história bíblica, a gente pode perceber que antes de Jesus aparecer em cena, aparece primeiramente João batizando no Jordão. A mensagem que João pregava alcançava o desejo de muitos judeus de todas as classes - inclusive fariseus, de se purificar das impurezas que permeiam a natureza humana. Os judeus, sobretudo os mais devotos - como no caso dos fariseus tinham uma expectativa escatológica de que Deus interviria na história trazendo juízo sobre os pecadores, e salvação aos seus justos. E eles acreditavam que seus rituais religiosos eram a forma estabelecida por Deus para que eles se purificassem diante de Deus e alcançassem o favor de Deus, tornando-se justos, de maneira que, quando Deus intervisse na história, eles estariam livre do julgamento de Deus. E muitos desses rituais envolviam a purificação por meio da água. Inclusive, muitos deles desenvolveram o custume de ter em suas casas certa quantidade de água que serviria para purificação tanto externa quanto interna. Por isso também, quando o próprio João Batista aparece pregando e batizando, o fato de João ser profeta e estar ali batizando foi encarado pelos fariseus como mais um ritual de purificação, e eles aderiram indo até João Batista para serem batizados. Com certeza Nicodemos conhecia o fenômeno de João Batista no Jordão, pregando arrependimento, e batizando nas águas. Alguns até chegaram a pensar que João pudesse ser o messias (Jo 1.19-28), mas João nega essa popssibilidade, e aponta para o Cristo que estava na iminência de se manifestar. Mas, o que levava alguém ali a querer ser batizado por João? Com certeza era esse desejo de se purificar e diante de Deus. Os fariseus em geral tinham um profundo desejo de se apresentarem limpos diante de Deus. O problema é que eles achavam que conseguiriam ser limpos o suficiente através de seus rituais religiosos, de seu rigor nos rituais. O prórpio João Batista confronta isso chamando os fariseus de raças de víboras, e dizendo que essa forma de “salvação” que os fariseus estavam aderindo na verdade era uma tentativa de fuga de Deus sem sucesso. Isso não funcionaria porque a salvação não tem a ver com o homem indo na direção de Deus buscando salvação. Toda tentativa humana de busca por salvação é vã, não há justo, não há quem busque a Deus (pelo menos de uma forma eficaz - Rm 3.10-18). A Salvação tem a ver com Deus vindo na direção do homem, buscá-lo e regatá-lo. Salvação é uma iniciativa de Deus primeiramente, não nossa. E Jesus vai falar isso a Nicodemos, como vamos ver mais adiante.
O aparecimento de Jesus ali nesse contexto começa a gerar um certo alvoroço, não só entre os judeus mais simples, como era o caso do galileu Jesus, mas também entre os prórpios participantes do sinédrio, da cúpula judaica composta também por fariseus, da qual Nicodemos fazia parte. A gente percebe isso quando vê Nicodemos dizendo “sabemos que é Mestre vindo de Deus” (vs.2). João é cuidadoso em escrever “sabemos” ao invés de “sei”. Entendo aqui que enxergar Jesus como mestre não era algo exclusivo em Nicodemos, mas também em outros de seus compaheiros do sinédrio. Alguns acreditam que ele foi à noite por que tinha vergonha, entretanto, na época era comum diálogos desse tipo à noite por ser um momento mais tranquilo e de maior concentração, e o diálogo poderia ocorrer melhor sem interrupções. Então eu não acredito que Nicodemos foi à noite porque tinha vergonha.
E, levando em conta que já havia uma expectativa messiânica por parte dos Judeus, podemos compreender que aquela ida de Nicodemos até Jesus tem o intuito de sondar Jesus de alguma forma em relação a isso (a expectativa do Messias). Outro detalhe no texto que aponta para essa possibilidade é a própria resposta de Jesus. Jesus vai falar sobre como entrar ou não no reino de Deus. Então, podemos presumir que Jesus conhecia que aquela era a intenção de Nicodemos ao procurar Jesus - a intenção de saber se Jesus tinha algo a dizer sobre o Messias.
Jesus responde antes mesmo de uma pergunta ser formulada. E a resposta de Jesus é bem direta: “se a pessoa não nascer de novo não pode ver o reino de Deus (a soberania de Deus)”. “Nascer de novo” aqui significa “nascer de novo e do alto”. Em outras palavras, Jesus está dizendo a Nicodemos: “O que você sabe e o que você tem não é suficiente! Com o que você conhece até aqui, com o que você pratica até aqui, mesmo tendo um desejo de ser puro no coração, você não vai conseguir conhecer o reino de Deus!”. Note que os fariseus acreditavam que eles conheciam o reino de Deus, a santidade de Deus, e conheciam os métodos de se purificar para Deus, e isso através de seus rituais. Então a resposta de Jesus para Nicodemos é: vocês estão enganados. Vocês estão pensando que a vontade que vocês tem de se purificar e os rituais que vocês praticam são suficientes, mas não são. Vocês precisam nascer de novo e do alto.
Nicodemos então responde, usando de certa ironia, por discordar de alguma forma de Jesus, e diz: “como alguém pode nascer de novo sendo velho? vai entrar de novo no ventre da mãe?”. Será que Nicodemos realmente não entendeu que Jesus estava usando uma metáfora? Metáfora era algo bem comum para os judeus. O AT está repleto de metáforas e outras figuras de linguagem. Mas eu acredito que aqui existe um misto de discordância e anseio. Ao mesmo tempo que, por um lado, o orgulho farisaico de Nicodemos não que se render a Cristo, por outro lado, existe um anseio real no íntimo de Nicodemos por essa entrada real no reino de Deus. O anseio existe, como creio que exista no coração de cada ser humano. Mas esse anseio está comprometido pois está misturado com uma dose de orgulho. O ser humano quer Deus, mas o seu orgulho não o permite encontrar a Deus. Nicodemos é o retrato do homem sem Deus: alguém que anseia em seu interior pela comunhão, tem esse desejo, mas o pecado corrompeu a via de acesso e o homem quer saciar esse anseio da forma errada, buscando Deus em outras coisas ou da forma errada.
Jesus continua o diálogo e responde: “Ninguém consegue conhecer (ver) a Deus e a Sua Soberania, se não nascer da água e do Espírito”. Veja que Jesus menciona duas coisas aqui: água e Espírito. A primeira delas é familiar a Nicodemos - a água. Nicodemos já atribui poder purificador à água pois já está acostumado a usar água em seus rituais de purificação como um bom fariseu. Ele já conhece esse aspecto. Parece que temos um ponto em comum aqui entre Nicodemos e Jesus - a água. É como se Jesus estivesse dizendo a ele: “Ei! Nicodemos, esse anseio por purificação que você tem e expressa nos rituais faz parte da vida daqueles que vão contemplar em suas vidas o reino de Deus e sua soberania.” Mas Jesus acrescenta um elemento que Nicodemos conhece na teoria, mas nunca experimentou de fato - a realidade do Espírito. O AT está repleto de promessas do derramamento do Espírito, e Nicodemos como um bom estudioso do AT conhecia essas promessas, mas nunca havia experimentado. Essa nova realidade do Espírito agora será algo indispensavél imprescindível para participar do reino de Deus.
Jesus está explicando a Nicodemos que existe uma nova vida a ser experimentada e ela só é acessível por meio do Espírito. É preciso nascer do Espírito e viver pelo Espírito. O diálogo vai se estender aqui mas nós não vamos nos alongar nele, você pode acompanhar depois. Jesus vai expor a poderosa mensagem do Evangelho para Nicodemos. Jesus vai mostrar a Nicodemos que o coração do Evangelho não é o homem indo em direção a Deus, mas Deus vindo na direção do homem!
Mas o que queremos chamar atenção aqui é para uma verdade central do evangelho que nós não podemos perder de vista. Se queremos de fato viver o reino de Deus, só existe um meio para isso, que é Vivendo no Espírito. Todo o NT vai ecoar e expandir essa mensagem. Paulo vai citar várias vezes em suas cartas a realidade dessa nova vida no Espírito que Jesus inaugurou e a necessidade de vivermos essa realidade.
Para concluir, gostaria de chamar sua atenção para alguns ensinamentos que extraímos desse texto:
A nossa santificação diante de Deus não depende em primeiro lugar do tanto de rituais espirituais que fazemos, ou do quanto que tentamos obedecer a Deus. Não são nossas horas de oração, leitura, jejum, cultos, etc que nos fazem Viver no Espírito. É o fato de vivermos no Espírito que nos impulsiona a todas essas coisas.
Viver no Espírito, antes de tudo depende de colocar Cristo no centro de nossa vida, reconhecer Ele como SENHOR e Único Salvador. Viver no Espírito começa quando perdemos tudo, inclusive a própria vida para Cristo! (Lc 14.26-33).
Compreender que todo impulso que temos em direção a Deus é obra do Espírito, e que é o Espírito que nos habilita nessa nova vida. Somos totalmente dependentes do Espírito tanto para querer quanto para efetuar.
Por fim, quando reconhecemos e nos rendemos a essa verdade, estamos glorificando a Deus e proclamando a obra de Cristo! Precisamos lembrar que nada disso seria possível sem a obra redentora do Filho! O Pai projetou a nossa vida no Espírito! O Filho, por sua vez, pagou o preço tornando possível vivermos no Espírito!
DOMINGO - Sacrifício movido por amor
DOMINGO - Sacrifício movido por amor
Imagine como seria a sua vida se você estivesse no lugar mais alto do universo, sobre tudo e todos! Tem um filme interessante que nos faz refletir sobre isso. Mesmo sendo antigo (2003), mas vale a pena assistir e refletir. Nesse filme, Bruce Nolan é um jornalista interpretado por Jim Carey, que passa a questionar Deus (interpretado por Morgan Freeman) a cerca das decisões de Deus. Deus, por sua vez, concede seus poderes ao jornalista que não demoramuito para compreender que é muito difícil estar no lugar de Deus e tomar conta de tudo o que acontece no planeta. Longe de mim aqui querer fazer uma análise mais detalhada e teológica da idéia do filme. Mas é muito facil para nós como cristãos, dentro de uma cosmovisão bíblica, concluirmos que o homem não teria a mínima condição de estar no lugar de Deus. Apesar de que todos nós acharíamos o máximo estar acima de tudo sem sofrer com as limitações humanas. Mas eu queria convidar você para ver o exemplo de alguém que trilhou exatamente o caminho oposto.
Jo 3.16 “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Fp 2.5-11 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Antes de fazer uma viagem na mensagem desse texto eu queria lembrar você de que JESUS é DEUS desde o princípio (Jo 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Hb 13.8 “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.”). Então,
Jesus é, sempre foi e sempre será Deus;
Deus é SENHOR SOBERANO do universo;
Logo, JESUS sempre foi e sempre será SENHOR e SOBERANO do universo.
Então, vemos aqui que o SOBERANO do universo foi movido por um amor indescritível, e esse amor indescritível fez Ele desejar algo totalmente inconcebível à mente humana. Veja bem, o texto de Filipenses fala de um sentimento (phrónēsis) que Cristo teve. Na verdade, a palavra sentimento aqui não expressa todo o significado do que Paulo quis dizer. Cristo não apenas sentiu. Quando o texto fala do sentimento que houve em Cristo, está dizendo de algo que Ele tinha consciência de que era bom, e por isso Ele desejou e praticou. Mas o que seria então a phrónēsis de Cristo, ou seja, o que seria isso que Cristo pensou, desejou e praticou por compreender que era bom?
A sequência do texto diz que ele se esvazia da deidade, e assume a forma de servo (duolos - escravo). A phrónēsis de Cristo foi tornar-se escravo. Cristo considerou como virtude, desejou e buscou o próprio esvaziamento da Sua Soberania e a condição de escravo de Deus. Ou seja, o amor desse SENHOR e SOBERANO Cristo é tão extraordinário que fez Ele tomar um cominho totalmente contrário ao de qualquer homem na face dessa terra. Não sei se você está conseguindo perceber a dimensão desse amor. Deus está dizendo aqui: “eu te amo tanto que eu vou, por um momento, deixar o meu lugar, deixar o meu trono, vou me tornar um escravo totalmente humilhado, vou morrer como um homem miserável pra tirar você da escravidão do pecado. O pecado é o seu dono, mas eu vou lhe comprar pra mim porque eu te amo, e amo a ponto de me submeter a tamanha humilhação como essa!” Você consegue perceber a dimensão desse amor?
E o objeto desse amor somos eu e você! miseráveis, orgulhosos, egoístas, perversos. A Bíblia nos chama em nosso estado de pecado de inimigos de Deus e muito mais que isso (Rm 1.29-31 “cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.” ). Infelizmente nós não temos noção da nossa pecaminosidade. Paul Washer ilustra isso da seguinte forma: “Nós não temos consciência do quanto temos pecado, do mesmo modo como um peixe não sabe o quanto está molhado. Nós nascemos no pecado, nós fomos concebidos no pecado (Sl 51.5), nós nascemos num mundo caído em pecado e a única coisa que nós conhecemos é o pecado. As Escrituras dizem que a nossa sociedade bebe iniquidade como se fosse água (Jó 15.16).” Só há uma forma de conhecer a Deus e a Sua santidade de forma plena a não ser pelas Escrituras, e infelizmente nós gastamos muito pouco tempo estudando as Escrituras de forma séria e com temor. Por isso, nosso conhecimento da santidade de Deus é mínimo e por isso não temos consciência do quanto somos pecaminosos. Convivemos com diversos pecados como se nada tivesse acontecendo. Se pudessemos aqui elencar cada ação que praticamos e todos pensamentos, desejos e motivações das últimas 24 horas e expor tudo isso publicamente, eu tenho certeza de que todos nós aqui fugiríamos envergonhados e não iríamos mais querer olhar um no rosto do outro. Não sou eu quem digo isso, é a própria Escritura (Gênesis 6.5 “5 O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.”. Gênesis 8.21 “21 O Senhor sentiu o aroma agradável e disse a si mesmo: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância. E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz desta vez.”
Alguém pode olhar pra mim e dizer: “pastor, você está dando muita ênfase ao pecado e isso é desnecessário, o pecado não é isso tudo”. Mas eu te asseguro que esse tipo de pesamento só faz revelar que a ignorância em relação ao pecado é bem maior do que se pode ver. Sabe porque? Porque o tamanho de uma ofensa depende do valor e da importância de quem está sendo ofendido. O mínimo deslize contra a Deus é uma ofensa sem tamanho porque a bondade, a santidade, o valor e a importância de Deus são infinitos. Então qualquer mínimo deslize nosso ofende a Deus infinitamente.
E porque que eu estou fazendo questão de escancarar essa terrível realidade do pecado aqui? Porque se você não tem dimensão do tamanho da ofensa você nunca vai compreender a profundidade do amor de quem perdoa! Hoje em dia, dizer “sou amado” virou jargão e eu receio que estejamos perdendo a profundidade disso. Receio que estejamos falando muito do amor de Deus sem ter noção do tamanho e da profundidade desse amor e desse perdão, justamente porque não temos total conciência do quanto ofendemos a Deus. E pode ter certeza que esse é um dos maiores pecados nossos. Por não termos conciência do tamanho do nosso pecado, não temos noção do tamanho do perdão e do amor de Deus, e por isso não conseguimos honrar a Deus como Ele merece. E não honrar a Deus como Ele merece é um grande pecado. Deixe-me dar só mais um exemplo. Se eu pegar uma penca de chaves aqui agora e sacudir, o barulho das chaves vai te deixar feliz? Acredito que não! Sabe porque, porque você não está numa prisão ou masmorra esperando alguém com chaves para te tirar dali. Sabe porque a pura e simple mensagem simples da Cruz não nos faz saltar de alegria, e hoje em muitas igrejas a mensagem tem que ser mirabolante, recheada de técnicas de coaching e tudo mais pra mexer com as pessoas? Porque as pessoas não tem noção de que a situação humana é a da prisão e da masmorra, e o evangelho é o som da penca de chaves quem vem abrir as portas da prisão.
Vamos lembrar o que aconteceu com Isaias.
Is 6.1-8 “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.”
O encontro imerecido com a Glória de Deus gerou em Isaías um senso de pecado imperdoável - “ai de mim, vou perecendo, vou morrer”. Porque Isaías? Porque Deus é santo e eu sou totalmente impuro!
Mas ao invés de uma sentença de morte, o que emana daquele trono SOBERANO de Glória é AMOR! E como resultado desse amor, Deus estende o cetro da sua misericórdia a Isaías e diz “Eu não vou te matar. Você merece morrer, mas eu não vou te matar! Eu vou purificar o seu pecado!”
