(Rm 13:1-7) A Igreja e o Estado

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Paulo estava falando de amor ao próximo, por que ele passa agora, rapidamente, a falar do Estado? O raciocínio de Paulo parece ser o seguinte: Ele começa suas orientações práticas em Romanos falando primeiro da relação dos crentes com Deus (12:1-2), dos crentes entre si (12:3-14), e dos crentes com os de fora, incluindo seus inimigos (12:14-21). Agora ele entende refletir sobre a relação dos crentes com às autoridades civis. É interessante, diante dos pontes anteriores, devemos nos perguntar, o que é o Estado pra nós: O Estado é nosso Deus? Não! O Estado é nosso irmão? Não! O Estado é nosso inimigo? Também não! Vejamos então o que a Bíblia sobre a relação da Igreja e do Estado.
Romanos 13.1–2 “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.”
Autoridades superiores. Devemos lembrar que a carta aos romanos foi escrita para uma maioria de gentios, romanos, mas havia também ali judaizantes, judeus indignados com o império, que não queriam reconhecer a autoridade do rei. Ao mesmo tempo em que Paulo diz que só havia um Senhor absoluto, um cabeça da igreja, um apenas a quem devemos adorar, e ele também ensinava submissão às autoridades. Devemos ter cuidados para não esperar demais do Estado nesse mundo. Não quer dizer que não devemos exigir direitos, mas que não devemos esperar tudo aquilo que almejamos. Isso só será alcançado quando Jesus, o Rei dos reis retornar. Até lá, devemos submissão às autoridades civis. Lembrando que Paulo as chama, como observa Calvino, de autoridades superiores, não de autoridades supremas, como se fossem por si mesmas soberanas e a última instância a que recorrer - não são - Deus é!
Todo homem. Literalmente “alma”, talvez pra trazer a ideia de consciência. De alguma forma, devemos estar sujeitos completamente, quer dizer, sinceramente. Não que a consciência deva ser escrava de poder alheio, mas que deve haver disposição em obedecer por causa do Senhor, não com raiva, com desrespeito, falando mal por trás da autoridade, enquanto elogia e obedece na frente. Não significa aprovar absolutamente as autoridades e tudo o que fazem, mas ter sinceridade e honestidade ao se submeter, reconhecendo-a como autoridade real, imposta por Deus.
Tito 3.1 “Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra,”
1Pedro 2.13 “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano,”
Não há autoridade que não venha de Deus. Quando as autoridades pecam, perdem o rumo, e mesmo se levanta contra o próprio Deus, não devemos pensar que Deus perdeu seu poder sobre os homens, antes, pelo contrário, que ele mesmo a instituiu, e ele mantém sua soberania mesmo sobre os maus.
Provérbios 8.15–16 “Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.”
Daniel 2.21 “é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.”
João 19.11 “Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.”
Resiste à… Deus. As ordens quanto ao respeito às autoridades são repetidas em suas cartas. É interessante pensar nisso e em como as autoridades se opunham fortemente ao cristianismo, e essa oposição só aumentava, mas Paulo se mantém firme nesse ensinamento: respeitem as autoridades, porque derivam seu poder da autoridade de Deus, e devemos respeitar a Deus. Esse respeito não deve ser confundido com leniência, concordar com os erros e abusos. E os apóstolos já ensinaram que antes importa obedecer a Deus que aos homens. Uma autoridade nunca poderá nos fazer pecar; nesse caso, devemos desobediência a elas. Mas no limite, até onde possível, devemos obediência. Passando disso, devemos resistência. E a resistência cristã às tiranias começa de maneira profética, denunciando seus pecados; de maneira civil, seguindo todos os tramites legais, todo processo, para impedir qualquer abuso e reprovar as ilegalidades;chegando até à desobediência civil, quando as autoridades perdem totalmente o rumo e chegam à tirania. Elas devem ser resistidas. Se temos sido muito impacientes com nossas autoridades, devemos ter cuidado, mesmo diante dos seus erros, para não pecar contra Deus e trazer sobre nós justa condenação. Devemos ter cuidado para não se descontrolar diante das injustiças. Isso deve ser feito com oração! É orando pelas autoridades instituídas que nos protegemos de uma indignação descontrolada e desesperada.
1Timóteo 2.1–4 “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
Romanos 13.3–4 “Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.”
Não são para terror. Ainda que haja tanta decepção com as autoridades, e sempre houve em toda história, especialmente aqui na época de Paulo, já que Paulo estava falando especialmente do império que crucificou Jesus, ainda assim elas não foram colocadas para terror dos que fazem o bem, mas para a punição dos maus. Devemos entender que a principal tarefa do Estado, e alguns dizem que é a única, é a segurança pública. Se o Estado tem falhado, certamente é porque tem usurpado pra si muitas funções que não lhes pertencem. Podemos ter uma ideia disso olhando pra o nosso país, onde o Estado se intromete em tudo, em questões de família, casamento, educação etc, enquanto o crime organizado, o pcc, o tráfico de drogas cresce mais e mais. O Estado passa a perder sua razão de ser, a se descaracterizar e se tornar um monstro de dez cabeças, um Leviatã, servindo aos próprios interesses, dominando sobre tudo, não protegendo quem deveria proteger.
Para os criminosos de fato, o Estado, Paulo diz, deve ser ministro vingador, que traz a espada. Veja quanta informação importante a respeito do Estado e como ele deveria cumprir seu papel. Primeiro, ele é um ministro. A palavra ministro aparece duas vezes aqui nesse texto, nessa primeira vez é a palavra diákonos. O Estado é servo, que deve agir para o bem do cidadão, isso implica a espada. Espada é um símbolo importante da punição, e pressupõe a pena de morte. O Estado é facilmente reconhecido, o seu espirito, se ele ainda está bem, se ele cumpre esse papel em especial na aplicação da justiça. Nós conseguimos perceber se o Estado está agindo em função de si próprio, ou para a manutenção da sociedade pelo nível da impunidade.
Faze o bem e terás o louvor. De qualquer modo, devemos sempre fazer o bem. Essa é, podemos pensar, uma boa forma de resistência: não se moldar às injustiças. Diante de toda queda, toda maldade crescente na nossa sociedade, em grande parte por culpa do Estado, devemos nos manter firmes na prática do bem, influenciando as próximas gerações, trabalhando, sendo honestos e não cedendo às pressões da cultura da corrupção, do jeitinho brasileiro, das facilidades, só porque todo mundo faz, não devemos fazer. Isso é resistência. Devemos sempre fazer o bem. Os que fazem o bem no meio de uma sociedade decadente, são a razão de aquela sociedade não entrar em colapso total e desaparecer. Enquanto ainda restar um grupo de pessoas comprometidas com a verdade, corajosos, honestos, e geralmente são os cristãos, então haverá sempre possibilidade de que as coisas melhorarem novamente.
Fico feliz em ter ouvido recentemente o testemunho de um irmão de nossa igreja que estava de carro com algumas pessoas, o detran parou o carro que estava com problema na documentação. Esses irmãos disseram que seus acompanhantes, parentes, mandaram oferecer dinheiro ao guarda, mas ele não fez isso. Eles apreenderam o veículo e tiveram de esperar uma carona pra casa. O veículo está preso, e louvado seja Deus por isso. Isso é cristianismo, isso é integridade, isso é o que todos vocês devem fazer. Os parentes dele ficaram indignados, mas o Senhor Jesus ficou satisfeito. Não adianta você vir à igreja, cantar, se vestir de tal modo, e viver com o jeitinho brasileiro. Vi um vídeo de alguém que disse que o brasil nunca vai dar certo, porque a corrupção está entranhada no nosso modo de viver. Nós achamos normal fazer gato na energia, saquear o caminhão que tombou, invadir terra alheia, fazer negociata pra conseguir algo em troca. Ficamos indignados com os deputados, com os juízes, mas sabe quem são essas pessoas?! Somos nós.
Ministro para o teu bem. Uma das coisas que me trouxe algum consolo ao refletir sobre esse texto e a nossa realidade, uma realidade cada vez mais difícil, onde a corrupção se estabelece e o conluio entre a política e o crime organizado cresce, foi saber que Deus usa isso pra castigar uma sociedade. Uma sociedade corrupta deve refletir o mínimo e pensar porque razão, porque tanto dos meus representante são assim?! Será que eles não me representam até mesmo nisso? Será que Deus não está pesando sua mão sobre nós? Sobre o povo do jeitinho brasileiro? O povo que quer se aposentar com 50, trabalhar pouco, que exige muito, busca sempre os direitos e foge dos deveres? Será que Deus não está julgando o Brasil? Será que os ministros, os senadores, os prefeitos corruptos, os incompetentes, não são o martelo de Deus sobre nós? Calvino diz assim:
“embora aqueles que detêm algum gênero de autoridade com freqüência a maculem, ainda assim cumpre-nos prestar-lhes aquela obediência devida aos magistrados. Se um magistrado ímpio se torna um azorrague nas mãos do Senhor para punir os pecados do povo, ponderemos, pois, ser por nossa própria culpa que esta excelente bênção de Deus se nos converta em maldição.”
Romanos 13.5–7 “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”
Dever de consciência. Não devemos obedecer às autoridades apenas por medo do castigo, ainda que também deva haver esse temor, mas também por motivo de consciência, porque Deus ordenou, porque é uma autoridade legítima, e devemos estar sempre de consciência limpa, sem razão para queixa. Que não haja motivo para que o Estado nos chame a prestar contas. Devemos ser ficha limpa todos nós, especialmente a igreja.
1Pedro 2.13–17 “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.”
A quem tributo, tributo. Jesus já havia ensinado: dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Jesus ensinou claramente dois reinos nesse mundo, duas esferas que não devem se sobrepor: a Igreja e o Estado. Não devemos confundir um com o outro como tentou fazer a igreja católica romana fazendo do Papa um monarca com autoridade absoluta até mesmo sobre outros reis, fazendo papa uma autoridade civil e da igreja um reino terreno. Nem devemos ir para o outro lado, como fizeram os anabatistas, que odiavam totalmente o Estado, proibiam o crente de se envolver de qualquer maneira ou se manifestar com relação à política, e tratavam o Estado como inimigo absoluto da Igreja. Nem como os erastianos que ensinavam que o Estado deve comandar a Igreja. Devemos porém entender que ambos, Igreja e Estado, foram instituídos por Deus, um sobre o Evangelho, o outro sobre a Lei, e que ambos devem se submeter ao Senhor. Devemos sim nos preocupar com quem nos governa, devemos nos envolver com política, se candidatar, escolher bem nossos representantes, mas não achar que o Estado é uma igreja, e que nossos líderes serão sempre cristãos, na maior parte não serão. Devemos reconhecer que haverá um tempo, como já houve várias vezes na história da Igreja que o Estado se levantará contra a Igreja de Cristo e perseguirá a Igreja no último dia. Mas até que isso aconteça, devemos orar por nossos líderes, votar com consciência limpa, e nos submeter com sabedoria e santidade. Pagar nossos impostos, ainda que com protestos, e conceder honra às autoridades civis, mesmo que não concordemos 100% com elas. Ore por seus representantes.
APLICAÇÕES
Não espere salvação de nenhum governo humano. Por incrível que pareça, parece uma coisa óbvia mas não é. Nós vivemos um tempo de idolatria do Estado. Como se devêssemos ser completamente dependes de alguma poder humano. Nossa comida, nossa educação, nossa felicidade. Não entre isso, e não defenda isso. Nós devemos na verdade caminhar pra ser cada vez menos dependendo do Estado. Devemos não precisar do Estado ao máximo possível. Os pais devem ser capazes de educar seus filhos sem o Estado, por isso a educação domiciliar TEM que ser uma realidade. As famílias não devem depender do dinheiro do Estado, de qualquer assistencialismo, de comida, bolsa família, auxílio emergencial. Isso não é ilegal, é bem vindo em determinada situação, por um tempo, mas não de uma forma que tire a sua autonomia, porque então de beneficiário, você se tornará refém. Como cristãos, e como cristãos reformados, devemos protestar contra isso. Isso não é bíblico e não é correto. O Salmo 146 diz: Salmo 146.3–4 “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.”
Respeite as autoridades. Diante de tudo que já vimos na história, irmãos, e com tudo o que vemos em nosso país, a Palavra de Deus permanece, por isso respeite as autoridades. Dê honra e pague seus impostos. Faça isso de forma sincera e consciente, fazendo como que para o Senhor. Proteste com sabedoria, busque conhecimento, conheça seus direitos e deveres, tenha bom senso, e jamais peque. Não peque de duas formas: não desobedeça a Deus ao ficar indignado com certas coisas que acontecem no nosso país, ou mesmo no nosso município. Ore por seus representantes e faça sua parte; e também não desobedeça a Deus, obedecendo ordens ímpias de qualquer autoridade que seja. Entregue sua vida se necessário, mas não obedeça uma autoridade quando te mandarem, seja quem for, mesmo seus pais, seu marido, seu prefeito, presidente, pastor etc.
Lembre-se que o Reino de Cristo não é deste mundo. Pôncio Pilatos disse: João 19.10–11 “Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.” Antes, Jesus havia dito: João 18.36 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” Lembre-se que agora, o reino de Cristo se expande de outra forma, é pela pregação do Evangelho, o ensino da Palavra de Deus, pelo poder do Espírito Santo; através de uma vida íntegra, de conformidade com a Palavra e inconformidade com este século. Não devemos esperar paz de quem não pode nos trazer paz, mas somente daquele que morreu em nosso lugar, foi crucificado pelos líderes deste mundo, entregue pela vontade do povo deste mundo, e ele disso que o discípulo não é maior do que o mestre, se o perseguiram, perseguirão seus discípulos. É isso que podemos aguardar, com alegria e satisfação, sabendo que é grande o nosso galardão nos céus. Por isso, viva a Palavra de Deus com intensidade, não trocando a sua coroa. Ficamos muito insatisfeito irmãos, muito envolvidos com o reino deste mundo, muito dominados de ansiedade e angustia pelas decepções dos nossos governantes, mas isso não pode nos dominar. Falamos mais de política do que do Reino de Deus, reclamamos muito e oramos pouco. Quer ver uma igreja que realmente protesta, que realmente se preocupa com a situação da sociedade? Veja uma igreja que ora! Veja uma reunião de oração cheia de pessoas clamando pelo favor de Deus. Veja uma igreja que guarda o dia do Senhor, que evangeliza, que convida as pessoas para virem, se arrependerem. Você tem orado por seus governantes? A Igreja é a consciência desse mundo, é daqui que sai a ética da sociedade. Estamos tristes com nossos governantes, mas volte um pouco, veja a situação das famílias e das pessoas que elegeram eles. Agora volte um pouco mais e veja a situação das igrejas… Onde está o compromisso das Igrejas com a verdade da Palavra de Deus. Semana passada comemoramos a reforma protestante. Lembrem-se o que foi a Reforma. O maior avivamento da História da Igreja depois do pentecostes. A Palavra foi disseminada, pregada e vivida, em todas as áreas da sociedade. Um historiador pagão certa vez visitou uma nação cristã, e ele queria entender como aquela nação era daquele jeito, de onde surgia aquele estilo de vida, aquela consciência, aquela visão de mundo que trazia tanta firmeza e prosperidade, então entrou em uma igreja protestante e ouviu um sermão, e ele entendeu de onde vinha aquilo. O que pensamos quando entramos numa igreja evangélica hoje? O que as pessoas pensam ou devem pensar quando entrarem na nossa igreja? Que povo é esse? Que estilo de vida é esse? Que Deus é esse? Entenderam? Meu papel não é ensinar sobre política. Nossa grande preocupação é a igreja. Que Deus nos ajude e nos abençoe!
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