8. O NT é confiável como Palavra de Deus (2Tm 3.16-17)
EBD Adolescentes: Não tenho fé suficiente para ser ateu • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
Muitos dizem que os relatos dos evangelhos são histórias não-literais sobre Jesus. Isso significaria que o Jesus que temos nos evangelhos não corresponde ao Jesus verdadeiro.
Alguns acadêmicos se esforçaram por descobrir o suposto “Jesus Histórico”. Concluíram que Ele foi um mestre carismático de justiça e sabedoria que acabou despertando oposição e sendo executado. Supostamente, após Sua morte, surgiram pensamentos divergentes sobre quem realmente foi Jesus. Depois de muita luta de poder, a corrente do “Jesus divino” venceu e produziu textos que promoviam seus pontos de vista (como os evangelhos). Ou seja: Jesus é apenas um homem que, após Sua morte, foi divulgado como uma divindade pelo “discurso vencedor” entre Seus seguidores.
Se essa visão fosse verdadeira, nossa compreensão do cristianismo seria radicalmente diferente. Significaria que ninguém é capaz de saber realmente o que Jesus disse e fez e que a Bíblia não pode ser autoridade sobre nossa vida e nossas crenças.
As evidências para essas crenças são poucas e fracas.
Anne Rice (escritora de Entrevista com Vampiro): viu como era frágil o argumento em favor do “Jesus histórico” e anunciou sua volta ao cristianismo.
Para ser cristão, é preciso crer na Bíblia. Muitas pessoas hoje afirmam que a Bíblia não é inteiramente confiável, pois algumas partes são 1) cientificamente impossíveis (milagres); 2) historicamente duvidosas; ou 3) culturalmente retrógradas. Examinaremos as duas últimas crenças.
1ª crença: “A Bíblia não é historicamente confiável”.
1ª crença: “A Bíblia não é historicamente confiável”.
Muitas pessoas creem que a Bíblia é uma coletânea de lendas e, portanto, não confiável.
Não é possível agora avaliar a precisão histórica de toda a Bíblia; por isso, examinaremos apenas se os Evangelhos.
1° argumento: “os evangelhos foram escritos tantos anos após os acontecimentos que eles foram profundamente alterados, quando não inventados.”
1° argumento: “os evangelhos foram escritos tantos anos após os acontecimentos que eles foram profundamente alterados, quando não inventados.”
Muitos acreditam que os quatro evangelhos canônicos são apenas quatro de muitos outros textos que foram escritos para fundamentar o poder hierárquico da igreja.
O Código da Vinci, de Dan Brown - o Jesus original foi um mestre extraordinário, mas apenas humano. Ele foi transformado em Deus ressuscitado pelos líderes da igreja.
Porém, temos bons motivos para considerar os quatro evangelhos historicamente precisos:
1° contra-argumento: a datação dos Evangelhos.
1° contra-argumento: a datação dos Evangelhos.
Escritos entre 40 e 60 anos depois da morte de Jesus. Muitas testemunhas oculares ainda estavam vivas. Repare Lc 1.1-4.
2° contra-argumento: citação de testemunhas.
2° contra-argumento: citação de testemunhas.
Quem ajudou Jesus a carregar a cruz era “Pai de Alexandre e de Rufo”.
21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus.
Paulo esperava que seus leitores consultassem as testemunhas oculares.
1 Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes. 2 Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão. 3 Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. 5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem.
Para que um relato alterado dos acontecimentos se sustente, é preciso que as testemunhas oculares tenham morrido há muito tempo. Ou seja: os Evangelhos foram escritos cedo demais para que alterações desse tipo se consolidassem.
26 Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta, pois nada se passou em algum lugar escondido.
Por outro lado, um dos evangelhos gnósticos, como o Evangelho de Tomé, foi criado não antes de 175 d.C.! Irineu de Lião, no ano 160 d.C., disse que já eram amplamente reconhecidos 4 e apenas 4 evangelhos.
2° argumento: “Os Evangelhos foram escritos pelos líderes da Igreja para promover suas políticas”.
2° argumento: “Os Evangelhos foram escritos pelos líderes da Igreja para promover suas políticas”.
Não é isso que encontramos nos Evangelhos.
1° contra-argumento: O conteúdo dos Evangelhos é contraproducente demais.
1° contra-argumento: O conteúdo dos Evangelhos é contraproducente demais.
Jesus, no jardim do Getsêmani, pediu ao Pai que O dispensasse de Sua missão.
Lá na cruz, Jesus pergunta ao Pai o motivo de tê-Lo abandonado.
As mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição numa sociedade em que eram inferiorizadas.
Os apóstolos são retratados como mesquinhos, invejosos, pouco inteligentes e, no fim, como covardes?
Por que mostrar Pedro, o futuro líder dos apóstolos, como alguém que amaldiçoou o próprio Mestre (Mc 14.71)?
Ninguém inventaria algo assim. O único motivo plausível para a inclusão desses incidentes é que eles de fato ocorreram. Ou seja, os Evangelhos não são lendas, mas fatos reais.
2° contra-argumento: os Evangelhos têm detalhes demais para ser lendas.
2° contra-argumento: os Evangelhos têm detalhes demais para ser lendas.
Naquela época, romances, épicos ou lendas eram desprovidos de detalhes, incluídos apenas se promovessem a evolução da personagem. A ficção moderna, ao contrário, é realista, e surgiu a menos de trezentos anos.
Exemplos:
38 E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram: — Mestre, o senhor não se importa que pereçamos?
11 Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra. A rede estava cheia, com cento e cinquenta e três grandes peixes. E, mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu.
6 Eles diziam isso tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7 Como eles insistiam na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: — Quem de vocês estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra nela. 8 E, inclinando-se novamente, continuou a escrever no chão.
A única explicação para esses detalhes é que eles ficaram guardados nas memórias das testemunhas oculares. Isso porque esses episódios foram narrados por muitas vezes.
2ª crença: “A Bíblia não é culturalmente antiquada”.
2ª crença: “A Bíblia não é culturalmente antiquada”.
Aparentemente apoia escravidão e submissão das mulheres.
5 Quanto a vocês, servos, obedeçam a seus senhores aqui na terra com temor e tremor, com sinceridade de coração, como a Cristo,
Alguns ficam indignados com textos desse tipo.
1° contra-argumento: Talvez a passagem que os incomoda não ensine o que parece estar ensinando.
1° contra-argumento: Talvez a passagem que os incomoda não ensine o que parece estar ensinando.
Muitas vezes, um esclarecimento do contexto histórico resolve a questão.
Naquele tempo, a escravidão era bem diferente. No NT, não havia grandes diferenças entre escravos e as pessoas livres comuns. Geralmente, a escravidão naquele tempo dava ao senhor apenas trabalho e tempo. Até salário eles recebiam.
A escravidão na América foi muito mais cruel!
Ainda assim, algumas pessoas continuam a achar a Bíblia antiquada. Como proceder?
Talvez essa oposição seja originada em uma crença inconsciente na superioridade do nosso momento histórico em relação a todos os outros.
2° contra-argumento: Manter-se longe do cristianismo porque parte dos ensinamentos bíblicos seja ofensiva é uma postura errada.
Essa postura pressupõe que, se Deus existe, então ele não pode discordar de mim. Isso não faz sentido!
Mais um conselho a quem resiste a alguns ensinamentos bíblicos: não deixe que questões secundárias da Bíblia o incomodem enquanto você não decidir o que pensa sobre os ensinamentos centrais da fé.
Conclusão
Conclusão
Você precisa confiar na Bíblia para ter um relacionamento pessoal com Deus. É através da Bíblia que Deus nos desafia e nos corrige.
O fato de Deus falar coisas que não são agradáveis a você prova que Ele não é invenção da sua cabeça, mas que realmente existe.
