Cristo é o mistério para todos os povos

Livro de Colossenses  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Cl 1.25-27

Introdução:
Em nossa última mensagem sobre Colossenses, pensamos, com base no verso 24, que o sofrimento é aquilo que nos identifica com o nosso Senhor. Como ele passou por sofrimentos quando esteve entre nós, assim também passaremos por dificuldades enquanto estivermos na terra. Logo, a conclusão óbvia é entender que o sofrimento faz parte da nossa caminhada.
Paulo no verso 24 não desejou colaborar com o valor da morte sacrificial de Cristo, mas tomar o lugar dos sofrimentos em prol do evangelho. Perseguições, dificuldades, perigos de morte; para uma descrição mais completo basta consulta 2 Co 6.4-10.
Agora, Paulo falará sobre o proposito do seu ministério, pensando na mensagem que foi chamado a proclamar, como descrito por certo autor. E pensando nisso, podemos formular a seguinte ideia dos versos 25-27: Cristo foi revelado para nossa esperança! Ele é nosso pela fé. Vamos observar essa ideia em algumas partes no texto, a primeira delas é:
1 - Houve responsáveis que iniciaram a proclamação
Apesar de acontecer em meios a sofrimentos, mas cada um deles não foi em vão. Paulo reconhece o seu chamado de ministro no inicio do verso 25.
Para entender a expressão “da qual” basta olhar o verso anterior, ele está falando do corpo de Cristo, que é a igreja, como já esclarecido no verso.
A palavra ministro traz o sentido de alguém: Servo, alguém que serve a outros.
E, dentro do texto, Paulo se coloca como alguém que está a serviço do Evangelho.
Apesar de passar dificuldades, ele é alguém que está comissionado a agir em beneficio do corpo de Cristo.
Isso veio de acordo com a “dispensação da parte de Deus”.
A ideia de dispensação colocada por Paulo é como de um mordomo que cuida da Casa, e deve prestar contas do seu serviço.
Basta lembrar da história de José é, comparativamente, semelhante ao que Paulo coloca aqui.
Deus deixou uma responsabilidade para ele, uma dispensação, e como mordomo, ele deveria agir para com aqueles a quem deveria ministrar.
Compõe esse grupo pessoas de Colossos, ele diz: “que me foi confiada a vosso favor”.
Ou seja, a grande responsabilidade de Paulo, além de ser dada por Deus a ele, tem como foco beneficiar aqueles que compõe e abraçaram a fé em Deus.
E, também, uma finalidade: para dar pleno “cumprimento à palavra de Deus”.
Podemos entender que havia rastros ao longo das Escrituras, Deus havia deixado evidências do que estava acontecendo no primeiro século.
E, por meio Paulo e dos demais irmãos, o cumprimento dessas coisas estava chegando.
Irmãos, devemos ser gratos a Deus pelo fato de pessoas iniciarem, darem o pontapé inicial ao que fazemos hoje.
Sabemos que não foi fácil, para um grupo de menos de 10 mil pessoas o fim estava sempre rondando.
Mas dentro do proposito de Deus, ele quis que àquelas pessoas tivessem êxito, e que a mensagem tivesse começado a se espalhar.
Porém, na parou por ai, a missão foi repassada para as próximas gerações.
Como disse MacArthur: Todos os cristãos são responsáveis por administrar as habilidades e os recursos dados a eles por Deus.
Somos convidados a participar dessa missão, não podemos fugir dela.
Aqueles que iniciarem já partiram, estão na glória com o nosso Senhor.
Porém, quanto a nós, o mesmo desejo de dar seguimento a proclamação deve estar presente em nossos corações.
Temos responsabilidades também, diante de Deus, e como estamos agindo com ela?
Não há lugar para descaso após pensar nas palavras do verso 24.
Somos chamados a nos desgastar em beneficio dos outros, somos chamados a trabalhar em beneficio do evangelho.
É nossa missão pregar e cumprir o nosso chamado.
Se não obedecermos esse chamado, falhamos em cumprir o proposito de Deus para nós, pecamos por nós colocá-lo como prioridade em nossa vida.
Apesar de todas as responsabilidade que temos em nossa vida, a principal delas é a de ser um ministro fiel do Evangelho.
Além daqueles que iniciaram a nossa missão, uma outra coisa que podemos perceber a luz do verso 26 é que:
2 - Houve um tempo que a mensagem não estava completa
O “mistério” tocamos um pouco sobre isso em nossa primeira mensagem sobre esse livro.
Quando você observa o livro de Daniel no seu segundo capítulo vai ser deparar com a história de Nabucodonosor.
O seu sonho que apenas foi revelado através de uma intervenção de Deus, para que pudesse ser entendido o que significava.
Os magos podiam enganar o rei, por isso ele agiu de modo a não haver essa possibilidade.
Essa palavra, então, se refere a algo que estava oculto no passado, mas agora foi revelado, ou seja, estava encoberta e foi removido aquilo que a cobria.
Certo diz o seguinte sobre o uso de Paulo aqui nesse verso: a verdade sobre Deus e seu plano de salvação que permaneceu escondido no passado, mas fora revelado agora.
A mensagem não estava completa, Deus estava redimindo o seu povo, e estava explicando o processo de modo progressivo.
A expressão “dos séculos e das gerações” serve como um olhar para o passado.
Esse mistério que ele está divulgando aqui não estava claro as pessoas do passado, logo, a expressão tem um sentido temporal.
No passado não estava descoberto, mas, “agora”, os irmãos percebem que Paulo deseja dar essa conotação aqui?
Antes não, mas agora sim! Em outras palavras.
E, para quem isso foi manifestado? Aos seus santos!
Esse mistério pertence ao povo de Deus, é dele.
O conteúdo do mistério é explicado no verso seguinte.
Mas, agora, entenda uma coisa. Os santos do Antigo Testamento anelavam com todo o desejo saber aquilo que o Novo Testamento trouxe.
Note isso em Efésios 3.5 “Esse mistério não foi dado a conhecer aos homens doutras gerações, mas agora foi revelado pelo Espírito aos santos apóstolos e profetas de Deus,”
Aquilo que agora é sabido, não foi dado a conhecer aos nossos amados irmãos do Antigo Testamento.
Foi através do ministério dos apóstolos que o conteúdo do Evangelho foi sendo completado, o mistério foi sendo descoberto.
Por isso, irmãos, é de suma importância conhecermos o Antigo Testamento.
Uma arvore não poderia existir sem as suas sementes, assim, sem o Antigo o Novo Testamento está incompleto.
A Bíblia de modo completo é de suma valor para nós.
Agora temos a mensagem inteira, não podemos rejeitar o valor de tudo que foi escrito.
Precisamos saber interpretar para não errar, mas para ser correto nesse processo é necessário todas as partes.
Lembre-se: Assim como uma descoberta de um arqueólogo, o Antigo Testamento está repleto de verdades e princípios que moldaram nossa fé. Apesar das dificuldades modernas, devemos valorizar e entender o que Deus revelou ao Seu povo ao longo dos séculos.
25. Para finalizar, a ultima coisa que podemos notar no texto é:
3 - Há o tempo oportuno para o mundo recebê-lo
Continuando o texto, o verso 27, como já dito, falará sobre o conteúdo daquilo que estava oculto.
A expressão “aos quais” remete exatamente aos santos ditos no verso anterior.
Algo importante, esse mistério é dado pela vontade de Deus, é porque ele quer.
Alguém pode ser orgulhoso por ele, não! Foi da vontade de Deus.
“Qual seja a riqueza da glória”, ou seja, o inigualável valor daquilo que será revelado, algo maravilhoso que agora é dado.
Para quem? Só para israelitas? Não! É para nós também, os gentios.
Esse mistério que começa com judeus, agora chega até nós, como dito a Abraão, em Genesis 12.3, todos os povos seriam benditos.
Pela semente de Abraão, o Messias, o mistério é dado gratuitamente a nós!
A esperança da glória, a bendita promessa de que habitaremos com ele.
O mistério levou gerações até chegar de modo completo a nós, povo estranho, afastado de Israel, mas agora aproximados pela raiz de Davi, Cristo.
Participamos dessa maravilhosa promessa, sem custo, mas totalmente conquistados para servir.
Mediante tão grande benção, é impossível ficarmos parados, não é possível não partilhamos o que foi recebido.
Gerações queriam saber aquilo que agora temos, somos privilegiados pela graça dada a nós.
Não para o nosso orgulho, mas para glorificarmos aquele que nos conquistou para ele.
Paulo falará sobre isso nos versos seguintes, o que veremos num outro dia, segundo a vontade do Senhor.
Mas, lembre-se que: Houve um tempo que a mensagem esteve incompleta e tantos foram fiéis ainda assim, a mesma fidelidade é requerida de cada um de nós que agora sabemos aquilo que Deus começou a falar aos santos do passado.
Temos um mistério revelado, Cristo em nós, ele vive em nós, é a certeza da nossa vida, somos dele, e ele é nosso pela fé.
Conclusão: Cristo como nosso mistério é como um filme cheio de reviravoltas que nos deixa intrigados até o final. À medida que acompanhamos a história, as peças começam a se encaixar: Seu amor, sacrifício e promessa de vida eterna. São as revelações que vêm à luz enquanto seguimos a fé, e quanto mais assistimos, mais nos apaixonamos pela narrativa. É uma jornada de descoberta que nunca envelhece, sempre nos surpreendendo com novas verdades. Que a Escritura venha a sempre nos levar a anunciamos a mesma mensagem até o fim! Amém!
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